segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Konna Koto Hajimetette [C.18]


                                               Cap.18 - Não vá
Fomos em muitos outros brinquedos e estava entardecendo.
- Anda gente, ta ficando tarde, a gente tem que ir na roda gigante! - Emi puxou Yori e correu para ir pra fila da roda gigante.
- Porque ela é gigante? - Daisuke ficou olhando pros lados.
- Ali ó - apontei pro lado onde dava pra ver muito bem o porque dela ser gigante, pelo o que ouvi é a segunda maior do mundo! - Anda vamo! - sorri e fui andando mais rápido e parei na fila que se formava.
Logo a fila foi andando e chegou nossa hora e entrar em uma cabine da roda e quando fui subir na plataforma pra entrar na cabine o homem que cuidava desse brinquedo em parou.
- Está tudo lotado, vão ter que esperar a próxima - o fitei com o maior ódio do mundo e fiquei esperando.
Foram exatamente 15 minutos esperando a roda gigante parar, e Emi vim correndo pela plataforma com o maior sorriso do mundo.
- ÉÉ LIIINDO!!! - ela estava muito feliz - Pena que você não vai ver mais no entardecer Yoko! - ela fez uma carinha falsa e riu de novo - bom vou indo embora, Tchaau! - puxou Yori e foi indo embora, ele acenou pra mim e eu sorri.
- Pode ir moça - o homem abriu a portinha e eu subi na plataforma com o Daisuke, me sentei de um lado e ele do outro lado, ainda tinha espaço pra mais duas pessoas, uma menina veio andando na direção da minha cabine.
- Deixa vou na próxima - ela sorriu.
Já estava de noite, e nós ficamos em silêncio até que a roda girou para que todas cabines fossem ocupadas e me parou lá em cima, no ponto mais alto.
- Mais que lindo! - meus olhos estavam quase brilhando de tão lindo que era ver a cidade todo iluminada de noite.
- Como é diferente.. - Daisuke estava com uma das mãos segurando o rosto e o cotovelo apoiado no ferrinho do assento, seus olhos estavam brilhando também, e aquilo me hipnotizou - sim.. é muito bonito.
- Verdade - respondi sem pensar, mas não estava falando a cidade, e sim dele e ele me fitou.
- Que foi? - no mesmo instante a roda começou a girar.
- N-Nada.. - corei e virei a cara para o lado de fora da cabine, eu estava nervosa.
- Yoko...
- Oi - continuei olhando para o lado.
- O que a Tomoko disse pra você... - naquele instante eu o fitei rapidamente mais virei o rosto novamente tentando mostrar que aquilo não me afetava mais.
- Ela não disse nada de mais Daisuke.
- Fala a verdade - ele me fitou mas eu nem me movi.
- Estou falando a verdade.
- Não está! - ele se levantou de uma vez e puxou meu braço para que eu pudesse olhar para ele, e ficamos nos olhando por uns segundos - você não está falando a verdade - eu nem conseguia falar alguma coisa naquela hora - diga, o que ela falou pra você!
- Por que quer tanto saber?! - eu errei em fazer aquela pergunta, dizem que quem procura sempre acha, e achei o que eu não queria saber, porque estava esperando um, "Ah fiquei preocupado em você estar achando que gosto dela, mas não gosto!", mas ele nem disse nada, virou a cara pro lado e percebi o porque - Você... - ele soltou meu braço e se sentou novamente - ainda ama ela.. - ele continuo sem falar uma palavra, mas eu não conseguia acreditar naquilo.
Ficamos em silencio novamente, mas aquele silencio em dava tristeza, raiva, me deixava muto triste, muito mesmo.
Rapidamente a roda parou de girar e eu saí da cabine rapidamente, nem esperei ele sair ou falar alguma coisa, fui andando bem rápido.
- YOKO ESPERA!! - ele correu mas eu nem olhei pra trás - YOKO!
Continuei andando até que saí do parque e dei de cara com a praça que eu estava antes quando o encontrei quando estava com raiva dele, e fiquei na frente do lago.
- Yoko.. o que houve? - ele correu e parou do meu lado.
- Me deixa só, por favor... - falei baixo.
- Mas..
- Me deixa... só... me deixa - me sentei no banco e ele ficou me olhando.
- Eu não vou mais embora! - ele se sentou do meu lado.
- Então fica calado por favor... - ele ficou calado do meu lado, e eu quase chorando ali, virei o rosto e limpei algumas lágrimas que insistiam sair de meus olhos, mas ele nem parecia se quer ligar pra aquilo, e me machucava mais.
Eu não estava aguentando mais gostar dele e não falar, e ainda mais saber que ele ainda gosta da outra, estava querendo muito contar pra ele ali mesmo.
Ele suspirou, foi quase como um ponto de partida para que eu contasse o que eu sentia.
- Eu te amo - falei baixo e ele ficou imóvel ao ouvir, me fitou assustado.
- Não... não me ama não, isso é coisa da sua cabeça - ele ficou nervoso, parecia não querer aquilo.
- Eu te amo, será que dá pra entender?! - gritei e ele se levantou do banco, parecia mesmo não querer ouvir aquilo.
- Não.. - ele me fitou.
- Se você não me quer, vou atrás de alguém que eu sei que me quer - me levantei do banco mas ele me segurou pelo braço - me solta! 
- Não vá - ele falou baixinho.
- Você nunca vai entender..
- Eu não posso amar uma humana! - ele falou repentinamente e eu me assustei - isso não é verdade Yoko, isso é coisa da sua cabeça!
- Não... - falei baixo - não é - me soltei dele e fui indo embora.
- Não vá... - ele caiu de joelhos no chão.

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