domingo, 29 de abril de 2012

The Contract Life [C.08]

                        Cap.08 - Mizuiro, a Safira
Dois dias depois nossa viagem estava bem perto de acabar, pelo menos a parte que de achar a pedra, me preparei para sair da nave, e fui indo para o saguão principal onde nós iriamos desembarcar, quando cheguei já estavam todos lá, provavelmente me esperando.
- Bom, nós á temos mais ou menos uma ideia de onde a pedra deve estar, logo ao norte de onde vamos desembarcar, existe uma caverna, que por sinal é bem profunda, pelos dados que nós temos, ninguém entrou lá e conseguiu sair vivo - quando Morgof disse aquilo, olhei para a cara de todos, e percebi um tipo "p*** não acredito que mandaram a gente aqui pra morrer", bom, pelo menos eu pensei isso - sei que é be complicado ouvir isso, e principalmente para alguns - Morgof me fitou - que vieram contra sua vontade - ele riu - mas temos que ir, nossos reis nos mandaram aqui, de alguns até pais, temos que comprir as ordens que nos foram passadas.
- Mas não tem nem ideia de onde ela possa estar Morgof? - Daenerys o fitou.
- Pior que não Dae, porque como ninguém conseguiu sair de lá, não temos nem ideia de como é lá dentro ou onde a pedra esta - Morgof suspirou.
- Mas com tanta tecnologia que temos hoje em dia, não há nada que pssa entrar e sair normalmente? - Kim fez uma pergunta inteligente.
- Também pior que não, porque temos que ter algum contato com o robô, não podemos mandar um que se mova só, porque temos que ter alguém o contralando, já pensaram em mandar um Encantus, mas se tiver algo lá dentro muito perigoso... Não queremos que nada de ruim aconteça, não é? - Morgof como sempre, bem parecido com sua mãe, inteligente - mas sim, estão todos de acordo com tudo?!
- Sim! - todos responderam prontamente.
- Então acho que estamos prontos para desembarcar! - Morgof avisou e a gigantesca porta da nave foi se abrindo.
Quando a luz do lado de fora foi adentrando na nave, ofuscou nossos olhos, fomos logo saindo da nave, e a colocaram em modo de invisibilidade.
- Agora vamos andando - Morgof foi o primeiro a começar a andar.
Niya nem esperou e se moveu rapido, aliás, mal deu pra perceber que ela tinha se movido, ela é muito rapida, só percebemos que ela tinha saído de lá, porque se formou uma ventania doida - agora ela de besta vai ficar lá sentada esperando a gente chegar, porque eu não vou correr só pra satisfazer a vontade dela - Morgof estava andando bem devagar, ele a despresou totalmente.
- Morgof - Daenerys andou mais rapidamente para acompanha-lo - e se encontrarmos algo que... Supostamente não queremos?! - ela riu.
- Vamos lutar ué - ele a fitou e passou a mão na sua cabeça - Dae, sei que vai ser bem complicado pra você, vou ser bem sincero, não entendi porque minha mãe separou você do Mymeh, achei meio errado, mas se ela e os outros reis acharam isso certo, então, quem somos nós para dizer ao contrario?! Por um lado... Ela está certa, você tem que tentar se acostumar a andar um pouco sem ele também, vai que algo ruim acontece e vocês se separam, temos que pensar em tudo...
- Vocês estam certos, mas....
- Sei que não é o que você quer, mas estamos aqui para lhe ajudar, e logo que seus Encantus são irmãos gemeos também, vai ser complicado, mas vamos lhe ajudar Dae - ele sorriu.
- Isso mesmo - Kim se aproximou dela e sorriu também, alguém tinha que conforta-la, eu até pensei em ir dizer alguma coisa, mas tava tão p da vida, que não queria nem pensar nisso.
Andamos por mais de uma hora, até que chegamos na entrada, Niya estava sentada na frente da entrada da caverna, estava com uma cara de mau humorada, e cansada.
- Ficou aqui esperando porque quis menina - Morgof a ignorou novamente e foi entrando na caverna.
Todos foram o acompanhando, eu fui o ultimo a entrar, sempre fui muito bom em defesa, apesar de também ser muito bom no ataque, tinha que ficar na parte de trás enquanto Morgof ficava de alerta na frente.
A caverna parecia ser bem comum, bem umida, com morcegos, essas coisas que qualquer caverna deve ter, mas apenas uma coisa me chamou atenção, suas paredes emitiam uma luz, uma coisa bem estanha por sinal, quando passamos bem perto de uma das paredes tentei encostar mas Daenerys segurou meu braço.
- Que foi? - a fitei assustado.
- Não encoste em nada - Morgof me fitou lá da frente - acho que você não ouviu quando eu disse a uns minutos atrás, eu devia está na frente de mais.
- O que? - agora sim fiquei com medo.
- A luz, só você está vendo - o fitei apavorado.
- E como sabe que só eu to vendo a luz? e como sabe que é LUZ? - fiquei nervoso.
- Pra mim a caverna está totalmente coberta de trevas, suponho que Kim esteja a vedo coberta de pequenos flexes de luz, a gravidade, Dae coberta de água, Niya está vendo um ventania só aqui dentro, e você luz - ele sorriu - é isso que Mizuiro faz, por isso que Dae foi mandada, cada pedra tem que ter seu conector, um usuario de cada elemento que a pedra que iremos procurar representar - Morgof fitou Dae - Água, só iremos conseguir tirar Mizuiro daqui com Dae a segurando, se alguém tentar se quer encostar, capas de ser sugado completamente pela pedra.
- Bem macabro - ri - mas e se eu encostar na parede?
- Eu não pagaria pra ver o que iria acontecer Sieg - Morgof riu.
Continuamos andando dentro da caverna, passamos por partes que estav quase tudo de baixo d'água, mas com a ajuda de Dae que podia controlar uma boz porção de água conseguimos passar, outras partes que onde tivemos que descer por espaços bem pequenos, quase caí, mas deu tudo certo.
- estamos perto de chegar lá Morgof? - Kim estava ficando impaciente, mas infelizmente não era só ele.
- Olha não sei não Kim, não faço a minima ideia...
- Então a gente pode tá andando em circulos e não ta vendo isso?! - Kim se estressou.
- Eita calma ai também, isso não e culpa minha não Kim! - Morgof o fitou com raiva.
- Não podemos perder a cabeça, mas acho que não estamos andando em circulos não - Niya finalmente se pronunciou - esqueceu que não subimos nem descemos mais nada?! já descemos muita coisa Kim - Niya o fitou - minha intuição diz que estamos bem perto.
- Nossa, agora vamos confiar na sua intuição Niya - Kim deu de ombros e Niya ficou furiosa, mas Dae a fitou de um jeito para que ela não se alterasse.
Continuamos andando, e andando e andando, até que nós não chegavamos a lugar nenhum! Ai sim, quem ficou p da vida fui eu, me sentei no chão mesmo, todo molhado, eu tava exausto.
- Não podemos parar! - Morgof me olhou.
- Então continuem vocês, eu to cansando, com fome, minhas pernas doem, não vou levantar daqui até descansar! - suspirei e Morgof não acreditou no que ouviu - você só faz dar ordens e ordens, já viu como ela ta cansada? - apontei para Dae - ela é só uma garota, por mais que tenha um Encantus ainda é humana Morgof,se você é um superhumano problema seu, mas eu só levanto daqui quando estiver bem descansado, estamos andando atrás dessa merda de pedra a mais de quatro horas! - aquilo tinha o calado de vez, e percebi que Dae estava cansada mesmo e se sentou do meu lado sorriu.
- Obrigada - ela se encostou em mim.
- Não preisa agradecer, você deve ta bem cansada mesmo - sorri também.
Enfim todos se sentaram para descansar, tava todo mundo muito cansado de andar e não achar absolumente nada.
- Dae, se você é o conector... Acho que você pode sentir alguma coisa da pedra não? obrigatriamente vocês são ligados não é? - a fitei.
- Bem pensado Sieg, não consegue não Dae? - Morgof sentou-se perto da gente.
- Não sei... - Dae fechou os olhos, se concentrou.
Esperamos alguns minutos, e a água que tinha no chão da caverna começou a rodear Dae, era incrivel aquilo, nunca tinha visto tal coisa.
- Só se concentre mais Dae, que logo você consegue! - Morgof ficou bem atento.
Dae estava ficando ofegante, a pele do seu rosto suava, estava se esforçando muito, podia ver seu esforço no seu rosto, logo seu corpo começou a brilhar, e a sua aura estava bem agressiva.
- Dae chega! - tentei faze-la parar - Dae! - ela não parava, segurei seus dois ombros e a sacudi bem forte e ela abriu os olhos, parecia bem assustada, e me abraçou - menina, chega!
- Se mata desse jeito Dae, cuidado - Kim suspirou aliviado ao ver que ela estava bem.
- Eu sei onde a pedra está... - ela falou bem ofegante, e se levantou - está mais perto do que pensavamos - ela sorriu.
- Mas calma ai né, senta uns minutos aqui, que tu ta cansada Dae - Morgof se levantou e foi tentar fazer Dae sentar, mas ela foi andando na direção que achava que a pedra estava - Dae calma!
- Não adianta, ela não vai parar Morgof - fui seguindo Dae.
Andamos por aproximadamente trinta minutos, até que paramos em frente de uma pequena rachadura na caverna, vinha uma luz bem forte de dentro dessa rachadura, Dae fitou Niya.
- Pode destruir aqui? - Dae sorriu.
Niya nem respondeu nada, nos afastamos e ela se aproximou, fechou o punho e socou bem devagar a parede, mas fez um buraco enorme na parede, sua força era incrível, logo ela se afastou novamente e Dae entrou no buraco, estava uma poeira bem densa que logo foi baixando.
Entramos em seguida, e a luz foi ganhando espaço, e logo vimos a pedra no centro do lugar.
- Ela achou! - sorri.
- Agora é só... - Dae foi se aproximando da pedra, mas Niya se moveu rapido e a parou - que houve?
- Ta tudo fácil de mais... - Niya olhou por todos os lados disconfiada, e ela estava certa, uma pedra tão poderosa assim não seria entregue de mãos beijadas.
- Ela tem razão... - diava dizer aquilo, e quando ouviram sair da minha boca me olharam assustados - sei que não era que devia dizer isso, mas ela ta certa, temos qe ficar atento.
- Então o que vamos fazer?! - Dae cruzou os braços, estava com raiva.
- Ai é que ta... Não sei - suspirei.
Ficamos calados por alguns segundos tentando ver alguma coisa estranha, mas nada de estranho tinha lá, e eu não sabia nnem o que fazer.
- Ah chega! - quinze minutos depois Dae se irritou mais e pegou com tudo a pedra, todos gritaram para ela não fazer aquilo, e quando ela segurou ficamos parados esperando alguma coisa acontecer - viu?! Nada aconteceu gente, vocês também são doidos de mais eu hein - Dae foi saindo do local - agora como voltamos?!
- Ufa - Morgof suspirou - deixei um rastro com um fio - Morgof passou a mão no ar e um fio negro surgiu no ar, não fazia a minima ideia de que ele tinha feito aquilo, como sempre, bastante inteligente.
E fomos voltando seguindo o fio negro.

The Contract Life [PERSONAGENS]

Personagens 













                                                 

 














domingo, 22 de abril de 2012

The Contract Life [C.07]

                  Cap.07 – A Viagem Pela Pedra
Acordei bem cedo porque havia sido convocado para uma missão externa ao continente, na verdade eu nunca havia saído dos limites de nossos oceanos, e soube que essa viagem era bem longa e cansativa, ainda mais que pelo o que ouvi, teria que procurar uma pedra que está escondida há milênios.
- Obrigada pela rápida vinda para o salão, bom estamos aqui reunidos mais uma vez, mas dessa vez é por outro motivo, um grupo irá em busca da pedra da Água, a lendária Mizuiro – Miyrian começou a falar – essa pedra está localizada depois de nossos limites, bom, de inicio não sabemos realmente onde ela se encontra, mas claro temos uma vaga idéia disso, e é para isso que um grupo vai até lá para procurar e só irá voltar quando estiver com a pedra em mãos! Fui clara?
- Sim senhora! – todos responderam prontamente.
- Pois bem... Direi os nomes que irão: Siegfried – mas que droga, eu sempre tenho que ser o chamado em primeiro lugar – Daenerys, Morgof, Kim e Niya! – espero que hoje ao cair da tarde estejam com suas coisas prontas para uma longa viagem, dispensados!
- Porque Daenerys vai sem mim senhora? – Mymeh a chamou antes de ela ir embora.
- Entendo que vocês precisem sempre estar juntos, mas ela deve se acostumar com a idéia de ficar em alguns momentos sem você Mymeh, desculpe o constrangimento, mas tanto ela quanto você necessitam disso, e isso foi com o consentimento de seu Rei – Miyrian fitou Heyman, e ele nem se expressou nem nada, e logo Mymeh entendeu.
- Posso pedir para me retirar dessa missão para ir à próxima senhora? – Ninguém esperava ouvir aquilo logo de mim, Miyrian me olhou espantada.
- Só uma pergunta antes, Porque Sieg? – ela me fitou.
- Digamos que... Não me sinto bem perto de algumas pessoas, e assim sei que não vou conseguir fazer uma boa missão e ter o êxito que a senhora e os outros Reis desejam – falei bonito.
- Desculpe Sieg, mas você foi votado por todos os quatros reis para ir, se houvesse ao menos um que dissesse não, poderia até lhe tirar desta missão, então desculpe – minhas palavras foram jogadas ao mar, não deu certo, e eu tinha que fazer grupo com aquela louca da Niya.
- Porque filho? – meu pai se aproximou de mim e falou baixinho.
- O que Pai?
- Por causa de quem?
- Niya... – fui saindo do salão, sabia que quando ele soubesse que era por causa dela iria virar bicho porque não queria briga com ela.
- FILHO! – ele correu para me acompanhar.
- Pai nem começa!
- Você não pode ser assim, esqueça isso...
- Mas o problema Pai é que agora bem um pouco tarde para tentar resolver um problema desses, nós não nos gostamos dês de que eu tinha 10 anos, como quer resolver isso agora, oito anos depois?! – parei de andar e o encarei.
- Filho, por favor, não arranje problemas, vá... – ele parecia triste.
- Miyrian me mandou ir... Então eu vou, não posso dizer não mesmo – saí de perto dele, sabia que se continuasse ali iria acabar discutindo com ele e o magoando mais uma vez, e não queria isso.
Como eu já sabia que alguma serviçal já tinha arrumado minhas coisas para a viagem, fui logo para o pátio onde a nave que nós iríamos viajar estaria, e lá estava Morgof e Daenerys, o resto ainda não havia chegado.
- Porque não quis ir Sieg? – Daenerys começou a puxar assunto comigo.
- Por nada não, besteira minha Dae – sorri.
- Se não quer dizer tudo bem, mas espero que não seja por minha causa, aliás, não sei nem se lhe fiz algo – ela riu.
- Não Dae, não é por sua causa não, esquece isso – suspirei.
Ficamos ali conversando por um bom tempo, esperando os outros chegarem, e por incrível que pareça, a sempre muito pontual Niya foi a ultima a chegar, e estava com uma cara de pressa e assustada, mas nem liguei, só entrei na nave e fiquei em uma varanda enorme que tinha vidros transparentes.
Logo escureceu muito, e só conseguia ver as estrelas brilhando no céu, essa era aparte mais legal da viagem, a noite, e ver o sol nascendo também.
- Poderia pelo menos ter disfarçado não acha? – ouvi aquela voz e já reconheci, era Niya.
- O que quer aqui? Disse pro meu pai que não iria criar confusão com você, mas sempre é você que me procura, acho que você gosta de mim... – Soltei aquilo sem querer, e ela ficou calada por alguns segundos.
- Não vim aqui pra criar confusão... – ela foi andando até uma janela que estava bem distante de mim, ficou ali parada por um bom tempo, só olhando para o lado de fora.
O silencio estava tão grande que eu conseguia até ouvir a respiração de Niya, e olha que ela estava bem longe de mim. Era muito bom ficar deitado no chão olhando as estrelas. Logo ouvi ela indo embora e não disse nada, ela passou do meu lado e parou.
- Porque fez aquilo comigo? – olhei pra cima e ela estava lá, de braços cruzados e me olhando com a mesma cara de ódio de sempre.
- O que eu fiz agora menina? – eu tava começando a ficar meio com ódio disso, ela só sabia me fazer perguntas disso e daquilo, coisa chata.
- Como o que eu fiz?! NAQUELE DIA SIEG! – ela gritou e me assustei, me levantei do chão, era a primeira vez que tinha ouvido meu nome sair da boca dela, estranho – porque ta me olhando assim???
- Bom, ou eu morria ou fazia aquilo, você não saiu de cima de mim achei que se continuasse você sei La... acordaria do transe que você tava menina, agora para de pegar no meu pé! – a encarei, percebi um olhar diferente dela pra mim, não sabia como era, mas não era o mesmo de ódio.
- Como algumas coisas mudam, e outras não... – com essa frase vaga ela deixou o local que eu estava, e voltei a olhar as estrelas.
- Eu hein, povo mais doido esse...
No outro dia de manhã fui acordado com um lindo café da manhã muito bem servido, a serviçal disse que alguém tinha mandando pra mim, mas não sabia quem, fiquei muito curioso, mas devia ser Vitta, ela adorava fazer essas coisas pra me agradar, então deixei pra lá e fui comer, acordei com uma fome de leão.
Após terminar de comer fui para a sala de controle da nave, onde a capitã da mesma estava, ninguém ainda tinha acordado na verdade, só estava eu e os controladores, que por sinal nunca dormiam.
Descobri ainda que a viagem iria durar dois dias, é muita coisa para passar dentro de uma nave sem fazer absolutamente nada. Bom, foi ai que Daenerys teve uma idéia, não fiquei muito à-vontade com aquilo, mas tudo bem, não estava fazendo nada mesmo.
- Bom, já que aqui está um tédio, vamos fazer um jogo! – ela falava tão feliz que chega me fazia rir – não sei se vão gostar muito, mas é melhor do que fica morgando por ai sem fazer nada...
- Diz logo rapaz – Morgof riu.
- Temos que montar duas equipes!
- Não – fui logo cortando o barato dela, ela chega me olhou triste.
- Mas um vai sobrar – Kim se meteu na conversa – são cinco aqui.
- Ah é verdade – Dae ficou mais triste ainda.
- Podemos treinar ué – Morgof
- Podem ir vocês eu vou voltar pro meu quarto – fui indo embora.
- Eu também – ouvi Niya me seguindo.
Estávamos andando no corredor, eu mais na frente e Niya bem atrás, eu estava meio tenso porque não sabia se ela ia fazer alguma coisa, posso afirmar com toda a certeza do mundo que não duvido mais de nada dela. Andei por alguns instantes e cheguei à porta do meu quarto, abri-a e fui entrando, ela ia passando bem na frente e me olhou, não fechei a porta, não sei por que na verdade, era como se eu esperasse ela fazer alguma coisa, ou quisesse entrar no quarto comigo, mas passou direto.
Joguei-me na cama e suspirei, quando fechei meus olhos comecei a ouvir aquela tal canção, levantei da cama num pulo só, abri a porta e consegui ouvir cada vez mais rápido, e o mais estranho é que Vitta não aparecia pra dizer aquelas baboseiras de sempre “tudo a seu tempo Sieg”, e saí correndo pelos corredores, procurando ouvir mais alto a musica.
Até que parei na porta do salão que estava ontem de noite, podia ouvir muito nitidamente a musica vindo dali, e segurei o trinco da porta bem devagar, estava suando de nervoso e tava pra ter um AVC ali, quando girei o trinco e empurrei a porta bem devagar não vi ninguém lá dentro, entrei e olhei para todos os lados, algumas partes do salão estava meio escura porque as paredes de vidro tinham sido fechadas por causa do sol forte.
- Porque veio até aqui? – me virei pra trás do susto e vi Niya – me seguindo Sieg?
- Ahn?
- Não se faça de idiota, o que quer?
- Eu? Nada, não posso andar por ai – fiquei nervoso, não sabia nem o que falar, mas o mais estranho era que assim que abri a porta a musica parou e vi Niya aqui dentro, fui andando para sair da sala e parei – Niya...
- O que? – ela estava na janela, olhando o céu.
- Você ouviu alguma musica? – não acredito que tinha perguntado aquilo pra ela.
- Musica? – me fitou confusa – Não, Não, por quê?
- Por nada não, deixa – saí do salão.

The Contract Life [C.06]

                            Cap.06 – A Decisão
- Sven, o que houve? – Miyrian estava dentro do salão de conferencia com meu pai.
- Você não ouviu?
- Claro que não...
- Chrishynah, Fiorelya, Nabur, Alexia e Werhck, Miyrian...
- Não me diga – ela se espantou.
- Reis dos Reinos: “Valden” / “Ghursten” / ”North Isior” / ”Thurster” / ”Boollvens”, não consegui acreditar que Nagur fez isso comigo, quanto mais penso que tenho amigos, mais me engano Miyrian, já bastava Chrishynah!
- Calma Sven, não podemos resolver nada assim! – Miyrian estava tentando o acalmar, mas nada estava resolvendo.
- Não quero mais me envolver com nada disso Miyrian, não consigo lutar contra meus amigos, não consigo mais, já bastou Heyman! – meu pai começou a chorar e Miyrian o abraçou – imagine se eu ficasse louco e viesse lhe atacar?! IMAGINE ISSO!
- SVEN CALMA! Meu Deus – Miyrian não sabia mais o que fazer.
- Mas o que vou fazer agora Miyrian... Não vou lutar contra Nabur.
- Vocês já se separaram antes, quando se transformaram em North e South, então, já ouve conflitos, não me espanta ele querer o antigo terreno que dividia com você Sven, não se assuste com isso.
- Verdade...
- Agora só podemos fazer uma coisa, nos defender! Temos que agir, seu filho tomou uma decisão crucial que você deveria ter tomado, mas preferiu poupar os que ameaçavam um povo inocente Sven, você sabe que ele não ia sair dali.
- Ele não gosta de ferir...
- O que tem haver?! – Miyrian o interrompeu e meu pai sentou-se em uma cadeira perto da janela – acha que se fosse ao contrario qualquer um deles teria pena com qualquer soldado que fosse?! CLARO QUE NÃO!
- Você tem razão Miyrian, desculpe.
- Não se cobre muito – Lioner entrou na sala – desculpe interromper, mas acho que não só eu, mas Heyman também deveria estar participando desta conversa.
- E onde ele está?
- Disse que qualquer coisa que decidíssemos estaria bom para ele – Lioner se juntou aos dois – Sven,  você sempre ajudou a todos, não leve toda a responsabilidade da guerra em seus ombros, estamos aqui, para o que você, aliás, estamos aqui como uma equipe!
- Isso mesmo Lioner! – Miyrian sorriu – temos que resolver como uma equipe.
- Então... O que vamos fazer? Ficar e defender o reino que eles forem atacar, ou não fazer nada? – meu pai se acalmou.
- Claro que vamos ficar e defender, mas temos que ter um plano melhor, acredito que não vão mandar só um exercito e um dos reis para nos atacar da próxima vez, dentre os soldados deve existir os melhores e virão nos atacar, é isso que acho – Lioner sempre bem sensato.
- Verdade, temos que nos preparar, mas onde eles vão atacar da próxima vez? – Miyrian os fitou.
- É... É aí que ta... Temos que ter alguma informação – meu pai voltou ao normal.
- Mas acho que depois da morte de Chrishynah, vão da uma trégua, não concordam?
- Enquanto isso temos que ficar atentos e nos preparar! – Lioner sorriu – está resolvido, irei avisar Heyman.

The Contract Life [C.05]

                 Cap.05 – A Batalha de Kalindor


- SIIEEG! ACORDAAA! – como sempre, tinha alguém me acordando, não sei por que esse povo não me deixa em paz!  - SIIIEG! VOU ENTRAR! – Vitta entrou no quarto e deixou a serviçal que estava do lado de fora, no lado de fora.
- Pensei que não ia acordar mais, o que houve?! – Vitta se sentou  no sofá, pegou uma maçã e começou a come-la.
- Como assim? Não houve nada ué – me levantei da cama e logo despenquei com uma dor horrível nas costas.
- Ainda quer dizer que nada aconteceu Sieg?
- Mas... – lembrei de tudo que tinha acontecido ontem, chega minha cabeça doeu quando me lembrei do chute – ah sim...
- E?
- O que?
- O que houve Sieg? Quando você me selou saí do seu corpo e vim pra longe, pensei que você vinha aqui pro quarto e fiquei te esperando, quando saí a sua procura, disseram que acharam você todo ensangüentado a uns quatro quilômetros do centro da cidade Sieg!
- Eerr...
- Sieg... Não minta!
- Senhora desculpe interromper a sua...
- Não ta vendo que a gente ta ocupado?! – Vitta interrompeu a serviçal.
- Mas...
- AINDA NÃO PERCEBEU MENINA?! – Vitta ficou furiosa, a serviçal nem respondeu mais, só saiu e fechou a porta – Conta! Só lembro-me da Niya estar lá, o que ela fez com você?
- Não é bem o que ela fez comigo...
- Como assim?! – Vitta deu um pulo da cadeira – o que você fez?
- Vitta, agora não é a hora disso, tenho que me arrumar logo e ir para o campo de batalha, não me leve a mal, quando eu ficar pronto e for pra linha dos Guardiões eu lhe explico certo? – ao esperei nem ela responder e saí da cama, comecei a colocar minha armadura e logo terminei – estou pronto, vamos!
Saímos rapidamente para ir logo pra batalha, ao chegarmos todos já estavam lá, só esperando o inimigo chegar.
- Conte! – Vitta ainda tava enchendo meu saco, olhei para o lado procurando Niya, e a vi no final da linha – Anda!
- Ela queria me matar, eu disse que queria ir embora e dei as costas pra ela – Vitta fez uma cara de surpresa – ela me tacou no chão e tava me enforcando, você sabe que não ia machucar ela assim, do nada, e não sabia o que fazer...
- E o que você fez de tão grave Sieg?
- Eerr... Eu já não sabia mais o que fazer, então coloquei a mão na coxa dela e fui acariciando seu corpo, e dizendo pra ela que se ela não me deixasse em paz ia fazer coisas que ela não queria, mas ela não saia de cima de mim – fui falando sem respirar, eu estava ficando rosado – então eu fiquei assustado porque aparentemente ela queria aquilo, ai quando disse o nome dela, foi como se ela tivesse acordado de um transe e se levantou e chutou minha cara, pronto! – respirei fundo, Vitta estava de boca aberta, espantada – que foi? Queria que eu fizesse o que?
- Não vou nem dizer nada, se continuar assim, vai dar um neto pro teu pai bem rápido – Vitta tinha ficado furiosa e ficou olhando para o horizonte onde os inimigos iriam aparecer.
- Claro que não Vitta, mas não...
- Cale-se! – Vitta me interrompeu.
- Eu hein... Queria vê se fosse você – suspirei.
- Já mandei se calar! – ia logo calar a boca.
- SENHOR, ELES CHEGARAM! – um homem que estava em cima de um alto casarão gritou – AVISEM A TODOS, ELES CHEGARAM!
- Lilith está pronto? – Lyoner estava com a arqueira que iria começar o ataque.
- Claro que sim – ela sorriu, era realmente uma criança, até voz tinha – “Dimittere: Encantus Gul’ Drak” – ela liberou o Encantus e um gigantesco arco surgiu no ar, ela o agarrou – Vamos vê se pelo menos metade deles eu não derrubo – ela sorriu macabramente, puxou a linha do arco – Energy Soul! [energia da alma] – a flecha foi se formando entre a linha e o arco – ARQUEIROS EM SEUS POSTOS! – milhares de arqueiros estavam em cima dos pontos altos ficaram prontos para atacar – Acumulem o máximo de energia que conseguirem! – do corpo de Lilith começou a sair uma aura rosa, que foi indo para todos os arqueiros que estavam perto – AGORA! – quando Lilith soltou sua flecha, saiu tão rápido, mais tão rápido que acho que nem Niya conseguiria acompanhá-la, logo ela se dividiu em milhares e todos os arqueiros lançaram mais milhares de flechas – que lindo! – ela pulou de alegria.
- Ela já percebeu que isso é guerra?! – Mymeh riu.
- Deixa ela My – Daenerys o bateu devagar.
Todas as flechas acertaram em cheio todos os inimigos, como disseram pelo menos a metade foi dizimada.
- Pode voltar Lilith – Lyoner beijou seu rosto e ela voltou feliz da vida para dentro de um dos casarões para se proteger – agora guardiões! Fiquem atentos, vamos dar nossa vida nessa luta!
Ficamos esperando em silencio todos os inimigos, dava até pra ouvir os passos de todas as pessoas se aproximando, eu estava nervoso, muito nervoso, não sabia por quê.
- Não vou fica esperando aqui não – Niya foi pra frente de todos – “Dimittere: Encantus Kliush” – o vento começou a se mover mais rápido ainda e se formou um vórtice ao redor dela, duas luvas e botas surgiram nas mãos e nos pés – se vocês vão ficar aqui parados, pois vão perder a diversão!
- Niya não! – Daenerys gritou – calma! Impossível fazer ela me ouvir...
Niya se movia muito rápido, não dava pra ninguém “normal” pra acompanhá-la, os inimigos vieram correndo mais rápido e logo Niya estava perto o suficiente para usar o seu poder.
- “Deep Impact!” – ela parou de se mover e se apoiou com um dos pés, com uma das mãos juntou toda a força que conseguia e socou o ar, o impacto do ar foi tão grande, mais tão grande, que abriu uma vala no meio de todos os homens inimigos, logo ela se moveu rápido e começou a atacá-los de perto, só dava pra ouvir os estrondos, já que ela também tinha superforça.
- Melhor a gente ir também, não é? – Daenerys olhou para seu irmão, Mymeh.
- Preguiça...  Acho que só Niya já basta – Mymeh não queria ir, mas Daenerys o puxou e começaram a correr na direção do inimigo – coisa chata...
- “Dimittere: Encantus Rahsta” – Daenerys liberou seu poder e uma foice surgiu no ar, ela a agarrou – libere o Encantus Mymeh.
- Ah meu deus, coisa mais chata – Mymeh corria do lado dela – “Dimittere: Encantus Ryhsta” – e uma lança surgiu.
- Acho melhor todos começarem a atacar! – Todos começaram a correr na direção do inimigo.
- “Dimittere: Encantus Vitta” – liberei o Encantus e peguei as duas katanas e fui me movendo rápido para atacar.
Enquanto todos nós estávamos atacando, os inimigos também estavam fazendo o mesmo, pelo lado onde o exercito de Miyrian estava, e o exercito de Heyman já foi da suporte ao que estava protegendo a parte mais pobre da cidade.
No meio de todos os homens do exercito surgiu um senhor, com um sobretudo de pele de animal, com longos cabelos negros e olhos brancos, ele me fitou e sorriu.
- Como você cresceu Sieg – o homem sabia meu nome, me assustei, senti uma presença do meu lado e quando vi era meu pai.
- Chrishynah o que faz aqui?! Pensei que você não seria capaz de se juntar a eles – meu pai estava furioso e surpreso.
- Pois é as coisas mudam Sven... E pra mim, nesse caso, mudou para melhor, Sven meu amigo, negócios a parte, preciso de dinheiro e de poder, e essa guerra estava unindo o útil ao agradável, se é que me entende – Chrishynah sorriu.
- Como pôde se virar contra todos os seus velhos amigos?! – meu pai ficou mais furioso ainda.
- Procure me entender amigo, preciso de dinheiro.
- Poderia vim me procurar!
- ESTOU CHEIO DE CORRER ATRAS DE FAVORES, ATRAS DE GENTE QUE POSSA ME AJUDAR! – quando ela gritou meu pai tinha entendido tudo.
- Entendi... Mas foi você que traçou esse caminho ridículo para sua vida, não tente descontar sua miséria em sua vida em quem não tem culpa! – meu pai me fitou – filho tente atrair os inimigos pra longe daqui, não quero envolver ninguém na nossa guerra.
- Certo pai, mas não vá fazer besteira – Me movi rápido e pra longe.
- Porque não me deixa lutar contra seu filho? Você está velho de mais para lutar contra mim, não acha? – Chrishynah ergueu uma das mãos e quando menos percebeu meu pai se moveu rápido e juntou todo o seu poder na ponta do dedo, e o encostou na testa do Chrishynah, o mesmo voou longe.
- Entenda, você não vai conseguir encostar em mim! – meu pai ficou firme, nunca tinha visto meu pai lutando, mas sabia de boatos que ele era bem forte.
- Estou só começando Sven – Chrishynah se levantou e se moveu rápido – “Dimittere Totalis [Libere Total]: Encantus Hayushtah” – Ele conseguia liberar o Encantus totalmente, ou seja, você literalmente dava sua alma para dar lugar à alma do Encantus e com isso, ela era consumida por ele, se o Encantus morresse depois de você fazer “Dimittere Totalis” você também iria morrer – a aura dele era muito forte, mais muito forte mesmo, todos pararam para prestar atenção na luta, eu nunca tinha sentido um poder tão forte – surgiu uma espada de dois fios no ar e Chrishynah a agarrou.
- Não vou precisar nem liberar meu Encantus, irei lhe derrotar sem isso – meu pai sorriu.
- Dizem que só uma pessoa viu seu Encantus... Em toda sua vida, só o liberou uma vez Sven? – Chrishynah indagou.
- É, lhe contaram certo, Heyman, foi a única pessoa que viu meu Encantus – meu pai se moveu rápido e surgiu perto de Chrishyna – mas não vou precisar dele com você.
Quando os dois se chocavam saia uma onda de energia tão grande que cobriu o reino inteiro, e não era só uma vez, na aura tinha tanto poder que queimava e até alguns que eram fracos de mais, matava.
- Daenerys, barreira! – Mymeh gritou de longe, os dois bateram as mãos e as encostaram-se ao chão, fecharam o espaço que meu pai e Chrishynah estavam lutando para que a aura não atravessasse e matasse mais alguém.
- Eles dois são os melhores em barreiras – Lyoner parou ao meu lado – será que a batalha pode ter um fim só com essa luta?
- Tomara Lyoner, não gosto de matar ninguém... – o fitei e suspirei.
- Mas pelo o que eu já ouvi de seu pai, sua ultima luta durou mais de quatro dias Sieg – Lyoner riu – vamos passar um bom tempo aqui.
- Não... Meu pai logo irá acabar com isso, você vai ver – fiquei atento olhando os dois lutando.
- “Steel Burn” [metal em chamas] – Chrishynah usou o poder que nem arranhou meu pai, logo ele pegou o braço de Chrishynah e o partiu no meio, Chrishynah gritou de dor, meu pai chutou a cara do mesmo, e ficou jogado no chão.
- Você não pode me matar, nem se quer encostar em mim Chrishynah, entenda isso – meu pai pisou com tudo no peito do Chrishynah e ele gritou mais – sei que foi você que armou isso tudo.
- Não Sven... – Chrishynah tinha dificuldade de falar, cuspia muito sangue – eu sou só o começo – ele sorriu e morreu, Daenerys e Mymeh desativaram a barreira.
- Quem os mandou aqui? – meu pai gritou para todos os soldados inimigos – Respondam!
- Os Cinco Reis! – um soldado se pronunciou – Chrishynah, Fiorelya, Alexia, Nabur e Werhck.
- Onde estão os outros soldados? – meu pai se aproximou do homem.
- Desculpe a forma de dizer senhor, mas isso aqui é só o começo, mandaram o mais fraco, Chrishynah, depois mandaram mais... E mais... E mais, até que todos vocês estejam mortos!
- Entendo... – meu pai foi andando de volta para os muros do reino.
- O que fazemos pai? – gritei e me aproximei dele.
- Deixe que vá... Nossa guerra não é com eles – meu pai parecia meio decepcionado.
- ACHA QUE VAMOS EMBORA?! VAMOS CONQUISTAR TUDO!! – um soldado gritou, e todos os outros gritaram em seguida, voltaram a atacar.
- Se é isso que querem... Matem todos! – meu pai desapareceu e voltei à batalha.
Mas logo acabou, foi tudo rápido de mais, depois de derrotarmos 80% dos soldados, os que sobraram fugiram, ainda não sabemos para onde, mas seguimos as ordens e voltamos para a cidadela.

The Contract Life [C.04]

          Cap.04 – Antes da Batalha
Enquanto não chegava a hora da batalha, fui dar uma volta pelo reino, ou uma parte né, pra falar a verdade eu estava um pouco nervoso, não gosto muito de matar, isso é uma idéia que não me entra na cabeça muito bem.
Lembro-me da ultima vez que estive aqui, tinha oito anos, não me lembro de muita coisa, mas que mudou muita coisa aqui mudou sim, ampliaram tudo, as instalações reais estavam mais bonitas, este é o reino mais “novo” entre os outros três.
- Lindo não?! – ouvi a voz de uma mulher, tomei um susto e olhei na direção que sua voz vinha, era a mulher de Heyman, fiquei um pouco tenso, mas tentei não demonstrar – está nervoso?
- Eerr, não, não – gaguejei, pronto lascou.
- Deve ser um pouco estranho mesmo – ela riu, era linda sorrindo, tão delicada, não pude desviar os olhos dela – sei que não sou a pessoa certa pra fazer isso, nem você é a pessoa certa a ouvir isso, mas desculpe pelo jeito que Heyman falou, sabe como as coisas são não sei nem como consegui o convencer a vim Sieg.
- Entendo, mas deixe isso pra lá, se meu pai não ligou, então esqueça isso – sorri e comecei a caminhar, ela foi me acompanhando.
- Certo – ficamos andando, em silencio por alguns instantes, até que chegamos numa varanda que dava pra ver a cidade inteirinha – linda a vista daqui, não é? – olhei para ela, o vento fez os seus longos cabelos negros voarem.
- É sim – corei, tentei desviar a atenção e olhei para a vista.
- Gostaria que seu Pai e meu marido se falassem do jeito que estamos conversando aqui – ela fez uma cara de aflita – e minha filha também fosse um pouco mais receptiva, mas puxou ao pai nesse ponto.
- O que está fazendo aqui?! – Ouvi aquela voz, e meu coração bateu forte, parecia que já tinha escutado aquele tom em outra ocasião, virei subitamente para ver quem era, e me decepcionei ao ver quem era – Meu pai disse pra irmos para nossos aposentos, não disse?!
- Veja como fala comigo Niya – a mulher ficou firme.
- Mas...
- Sem “mas”... Só porque seu pai mandou você tentar “mandar” em mim, não me tira a autoridade de ser sua mãe, vou ficar aqui e ponto final, se quiser disse isso para ele... – ela suspirou – vá!
Niya não respondeu, suspirou e foi saindo.
- Gostaria que ela parasse de ser assim Sieg, fico triste – ela me fitou, vi a tristeza em seus olhos.
- Às vezes também faço umas idiotices dessas com meu pai, agora realmente vejo como isso é ruim, e magoa – aquilo pareceu a confortá-la.
- Você é um garoto muito bom, mulher de sorte será a que conquistar seu coração – aquilo me fez corar, e muito.
- Na verdade... – fitei o nada, tinha que desviar o olhar para que não me sentisse mais constrangido ainda.
- O que? – ela falou entusiasmada ao ouvir que já existia alguém em meu coração – Diga! – ela sorriu.
- Deixe pra lá – corei mais.
- Deixe de ser tímido Sieg, diga-me, não contarei a ninguém – a fitei, e logo Vitta surgiu – Vitta a quanto tempo – as duas se abraçaram.
- Do que estavam falando? – Vitta se juntou a nós.
- Sobre alguém que Sieg gosta – a mulher sorriu e me fitou novamente, Vitta riu baixinho.
- Na verdade, quando o conheci, tinha uma mulher cantando uma canção que se chama “Vitta”, ele é doido pra encontrar quem estava cantando, mas até hoje não descobriu – quando Vitta terminou de explicar, a mulher fitou o horizonte.
- Espero que encontre quem procura Sieg – me fitou novamente e passou a mão em meu rosto – você é um garoto muito bom.
Depois de passar a tarde conversando, voltei para o meu quarto, amanhã seria o dia da apresentação das elites e os guardiões, tinha que acordar bem cedo pra ir, coisa que seria bem complicada, odeio acordar cedo.
Era manhã, e acordei, vi que já estava um pouco atrasado e corri pra me vestir e sair. Quando fui saindo do quarto, vi que uma das serviçais já estava vindo me acordar, como sempre... Em cima da hora, corri para uma das salas do esquadrão do Capitão, e logo cheguei.
Boa parte das pessoas já estava lá, esperando todos chegarem para começar, e logo começou.
- Bom dia, obrigado por comparecerem tão cedo, e tão rapidamente – Morgof era o guardião de Kalindor, tinha que representar sua mãe, em relação as tropas e guardiões – Estamos aqui para que todos se conheçam, se apresentem, primeiro Kalindor!
- Kim Felix, presente senhor! – um homem veio a frente de todos, tinha a aparência da realeza, cabelo louro curto, e olhos azulados.
- Shay Riveras, presente senhor! – uma mulher de boa aparência, e muito bem vestida se apresentou, tinha longo cabelo castanho escuro e olhos claros, era bem alta.
- Matyr! – Morgof anunciou.
- Niya Louxvonster, guardiã, se apresentando! – Niya foi para frente – apresentem-se soldados!
- Mymeh Bywine, se apresentando senhora! – um garoto se apresentou, tinha cabelo curto rosado e olhos roxeados, percebi que a menina ao seu lado, era completamente idêntica a ele.
- Daenerys Bywine, se apresentando senhora! – como havia comentando, era sua irmã gêmea, com longos cabelos rosados, e olhos da mesma cor de seu irmão.
- West Kingdom! – Anunciou novamente Morgof.
- Lyoner Agner, guardião, se apresentando! – Lyoner se apresentou – apresentem-se soldados!
- Lilith MinHa, se apresentando senhor – a tal falada arqueira, tinha um cabelo louro cinza e olhos azuis, aparentava ser bem mais nova do que o normal, era bem pequena.
- South Isior! – Falou Morgof.
- Siegfried Strauss, guardião, e… meus soldados não estão aqui – sorri.
- Por quê? – Lyoner me fitou.
- Meu rei decidiu que só eu e boa parte do exercito, já bastaria, pois temos os melhores soldados reunidos aqui, então Lucca Schindel e Jimmy Santyous ficaram em South Isior – respondi prontamente.
- Bom, sabem o que iremos fazer, amanhã não iremos poupar a vida de ninguém, não vamos pra batalha para ganharmos escravos, vocês bem sabem disso – enquanto Morgof falava, ficava andando entre nós – vai ser complicado isso, não vou mentir, mas sei que vamos conseguir proteger o que temos de mais precioso.
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- Sven, há quanto tempo – Miyrian estava em seu escritório ajeitando algumas coisas quando meu pai entrou na sala, logo ela se levantou – fazia um bom tempo que não lhe via não é?!
- Verdade Mi – meu pai a abraçou com o maior respeito do mundo.
- Deve ser bem complicado cuidar de seu filho sozinho, ainda bem que você tem a Vitta para lhe ajudar.
- Se não fosse ela, não sei o que seria de mim Miyrian, sendo sincero.
- Agora mudando de assunto – Miyrian se sentou em um sofá – sente-se Sven – logo meu pai sentou-se em uma poltrona na frente de Miyrian – você sabe o verdadeiro motivo deles estarem vindo nos atacar?!
- Não, mas acho que tenho uma vaga idéia do por que...
- Pois é eu sei... – ela suspirou – Política sempre foi uma coisa bem complicada de se tratar, você como rei sabe tanto disso quanto eu, sempre há guerras por terras, esse tipo de coisa, mas o motivo deles, não é terra, não é povo, não são Guardiões...
- E qual é o motivo Mi?
- Vou lhe lembrar de uma antiga história, que tenho certeza que seu pai lhe contou, dentro de cada reino, existem pedras, que possuem poderes mais que especiais mais fortes até do que todos os quatro reis juntos, e só uma delas, e essas pedras em mãos erradas... Não seria uma boa coisa, você sabe disso Sven – Miyrian fitou o nada – eles querem as pedras, agora o motivo eu ainda não sei, isso é um assunto bem complicado, porque nós Reis, não sabemos onde essas pedras estão.
- Existem só quatro?
- Não, ao todo são nove cada uma representa um elemento.
- Dessa parte eu lembro, fazia tempo que não ouvia essa historia – meu pai sorriu.
- Então... Sei a pedra que protege Kalindor é a pedra das Trevas, West Kingdom é a do Fogo, Matyr é a do Vento e South Isior é a da Luz, fora dos reinos está Água, Eletricidade, Terra, Gravidade e Energia.
- E ninguém sabe onde elas estão?
- Infelizmente, não.
- Poderíamos, após essa guerra, mandar os Guardiões procurar cada uma delas, o que acha?
- Uma boa idéia a sua, também acho, só temos que apresentar isso para Lioner e Heyman – Miyrian pareceu um pouco aflita.
- Qual o problema Mi? – Sven sabia quando tinha algo errado com ela.
- Ahn?!
- Não seja boba, você não consegue esconder nada de mim, existe algum problema em seu reino que eu possa ajudar? – ela não respondeu – anda, diz.
- Certo... Não sei se você soube, mas teve uma rebelião na parte mais pobre da minha cidade, os trabalhadores querem mais salários essas coisas, e não sei o que fazer, somos um reino pequeno, sem muitas pessoas, sem muitos recursos e não posso desviar dinheiro de uma parte que também precisa muito, para outra parte, ou estou errada Sven?
- Não, não... Vou está certa, com todo respeito – Sven se levantou e sentou-se ao lado dela – você é nova nisso tudo Miyrian, e a única mulher, aliás, a primeira, depois que começaram a surgir outras em outros reinos, você só está reinando há 35 anos, quando surge esse tipo de problemas, não tema, fale comigo, do que precisa?!
- Dinheiro meu irmão...
- Você bem sabe que dentre todos os reinos, o meu é o maior, mais populoso e com mais recursos caros, de mais valor, dinheiro nunca me faltou, quantas vezes já ajudei Lioner?! Claro que vou lhe ajudar, mas me avise rápido, mandarei um conselheiro meu providenciar tudo, certo?
- Obrigada Sven, não sei o que faria sem você – ela sorriu e o abraçou.
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Depois de muita falação de Morgof, fomos dispensados, acho que fui o primeiro a sair dali, odeio sermões e me juntar com muita gente, tinha que me preparar para amanhã, seria um dia bem difícil.
Fui para uma parte da cidade que tinha um campo bem aberto e chamei Vitta, tinha que meditar a ressonância entre minha alma e ela.
- Chamou Sieg? – ela surgiu bem rápido.
- Preciso meditar, precisamos!
- Certo – ela sorriu e sentou-se na minha frente
Sentei-me perto dela e fechei os olhos, respirei fundo.
- Deixe meu poder o consumir – Vitta sussurrou – deixe-me entrar em você, respire mais devagar – fui fazendo o que ela dizia.
Era a sensação mais estranha que já sentira, sempre é na verdade, é como se alguém tomasse conta de seu corpo, e lhe desse um poder que vem de outro mundo, é muito incrível! Meu corpo começou a emitir Luz, e a brilhar cada vez mais.
- Está quase completa – podia até ouvir os pensamentos de Vitta, sentir sua respiração.
Quando se completou Vitta desapareceu, abri os olhos abruptamente e estava enxergando tudo mais “claro” do que o normal podia sentir o poder correndo em minhas veias.
“-Não exagere” – ouvi em minha mente.
- Eu sei – sussurrei.
Ergui as duas mãos no ar e duas katanas surgiram, as agarrei com força e as duas foram tomadas pela minha luz, elevei minha aura. Era como se meu corpo estivesse sugando toda a luz que estava ao redor de mim, fechei os olhos.
- “Dimittere [libere]: Encantus Vitta” – ao terminar o Encantus, a luz ao redor do meu corpo explodiu, e foi liberada pra longe sem causar dano a nada, abri os olhos.
- Lute comigo – ouvi uma voz e olhei pro lado, era Niya.
- Há quanto tempo está ai? – cravei as duas katanas no chão.
- Não abaixe sua guarda, disse pra lutar comigo – ela ficou séria, como sempre.
- Niya, não vou lutar com você...
- Estou aqui desde que começou o Encantus, mas porque não irá lutar comigo?
- Temos que nos poupar, você sabe disso.
- Está com medo, entendo.
- Não que não queira lutar com você, seria um prazer – me movi rápido e surgi atrás dela – lhe derrotar.
- Como se você fosse conseguir ao menos me acompanhar – Niya se virou pra mim e seu rosto ficou a centímetros do meu, ficamos nos encarando por alguns segundos – Não me leve a mal, você seria só... Um aquecimento – ela sorriu.
- Não me faça rir – ela estava conseguindo o que queria... Deixar-me com raiva, o dia estava escurecendo, e dando espaço para a noite – está tarde, melhor eu ir – selei o Encantus e fui indo embora, percebi uma aura negra crescendo nela.
Quando mal vi, ela já estava na minha frente, me pegou pelo pescoço e me jogou no chão, ficou em cima de mim, com uma das mãos em meu pescoço e a outra pronta pra arrancar um de meus membros.
- Tome cuidado Sieg, porque na batalha você pode acabar morrendo, e eu mesma irei dizer a seu pai o porquê... – ela deu um sorriso macabro – irei dizer que no lado deles tinha um homem mais forte do que você e o matou!
- Homem?! – ri.
- Quer ser mais ainda humilhado? Farei o que pede – ia me levantar mais ela me tacou no chão novamente – não vai se levantar até eu mandar!
Fiquei calado olhando nos olhos dela e tive uma idéia, não sabia se ia dar certo, mas tinha que tentar, ela foi apertando mais ainda meu pescoço e comecei a sentir um pouco de falta de ar, coloquei as mãos em suas coxas e ela corou, usava um vestido curto e bem colado no corpo, fui o subindo e ela me olhou sem entender, e corou mais ainda.
- Se não sair de cima de mim... – ela afrouxou a mão no meu pescoço e consegui erguer meu tronco, coloquei a boca ao lado de seu ouvido e sorri – farei o que não quer que eu faça Niya – a puxei pra mais perto do meu corpo, não sabia nem o que tava fazendo, mas tinha que ter mais um dia de vida, ou ela me matava ali mesmo.
Só não entendi porque ela não saiu logo correndo, e a fitei, fiquei a centímetros de seu rosto, ela estava rosada de mais, ofegante, e eu mais assustado ainda.
- Não vai sair?! Quer mesmo? – Acho que ela estava sem reação, não esperava isso de mim e não conseguia nem se mover – Niya?!
Naquela hora que falei seu nome, foi como se ela tivesse acordado e seu rosto voltou a cor normal, percebeu o que estava acontecendo, e viu que uma de minhas mãos já estava em sua cintura dentro do seu vestido e corou, ficou muuiitoo vermelha, e parei de me mover, ela se levantou se afastou e vi um pequeno foco de luz em seu pé.
- Agora sim, tenho um real motivo pra lhe matar – ela me acertou um chute tão forte na cara que fui parar a uns três quilômetros dali e desmaiei.

The Contract Life [C.03]

                         Cap.03 – Kalindor
- Senhor Sieg, estou entrando – eu estava dormindo quando ouvi alguém batendo na porta e logo uma das serviçais entrou no quarto – me desculpe interromper o seu sono, mas seu pai mandou lhe acordar para que se arrumasse, estamos chegando, precisa estar apresentável – ela sorriu e ficou parada.
- Sim, vai ficar aí parada olhando eu me arrumar?! – ela nem respondeu – ta né – fui tirando a blusa e ela corou, tirei a blusa e ela nem se quer se moveu – menina saí do quarto – ri e ela saiu correndo – eu hein, meu pai só arranja essas menina doida pra cá, aiai – fui tirando minha roupa e entrei no banheiro, comecei a tomar banho, bem calmo na verdade, não ia ter pressa alguma, sabia que a gente já estava chegando mesmo, porque meu pai só vive nas carreira, não sei porque isso.
Quando abri a porta do banheiro ouvi “aquela canção”, por alguns instantes, pude ouvir nitidamente tudo! A voz, a flauta, e procurei por todos os lados, logo alguém abriu a porta, detalhe, eu estava somente com a toalha amarrada na cintura.
- Ainda ta assim Sieg?! – Vitta entrou e se jogou na cama, ficou me olhando.
- Sinceramente?! Não to com nenhum pouco de pressa, quem mandou ele me avisar tarde, não faço nada nas pressas – suspirei e entrei no banheiro, mas não fechei a porta – e o que ta fazendo aqui Vi?
- Vim ver se você já está pronto ué.
- Ah certo... – tirei a toalha e comecei a me vestir – Vi...
- O que Sieg?
- Eu ouvi “aquela” musica novamente...
- Sério?! – ela pareceu espantada com aquele tom de voz – quando?
- Assim que saí de dentro do banheiro, isso quer dizer alguma coisa?
- Ah Sieg, não faço a mínima idéia, mas pode ser que sim... Ou pode ser que não né, só Deus sabe – ouvi-a rindo baixinho.
- Você e seus segredos, um dia descubro tudo – terminei de me vestir e fui pro quarto, ela se levantou da cama e segurou minha mão.
- Vamos, já estamos atrasados – ela sorriu e me puxou com força para fora do quarto.
Fomos indo para a saída da nave, e quando chegamos já estavam todos lá, a nave já estava até pousada no campo de pouso de Kalindor, pela cara de raiva do meu pai, eu estava bem atrasado.
- Está atrasado! – ele quase gritou.
- Calma ué, num já to aqui?! Então vamos logo – suspirei e ele se virou, estava mesmo com raiva.
Logo a enorme porta da nave foi abrindo, e a luz do lado de fora começou a iluminar o lado de dentro da nave. Quando ela se abriu totalmente fomos saindo, já estavam todos lá, reis, guardiões e etc.
Andamos até o salão de encontro, onde iríamos decidir o que realmente iríamos fazer de inicio, chegamos e cada um se sentou em um local.
- Obrigada por estarem aqui tão rapidamente, e também de deixarem os conflitos e desavenças de lado – Miyrian se pronunciou, era linda, admirava sua beleza, aliás, não só eu, mas todos que estavam ali, seus longos cabelos rosados balançavam com o vento, tinha uma pele branca como a neve, e rosada no rosto, era uma mulher bem nova por sinal, e seus olhos, grandes e negros, era realmente o que chamava mais atenção no “conjunto” – Para quem não me conhece sou Miyrian Yonwolf, Rainha de Kalindor e soberana de todas as províncias que o constituí, os convoquei aqui por um motivo bem sério, que acredito que todos saibam, então vamos para o que interessa, apresentem-se, por gentileza.
- Lioner Agner, Rei de West Kingdom, e soberano das províncias que o constitui – Lioner sempre muito bem arrumado tinha longos cabelos azuis, da cor do oceano, e olhos esverdeados, ao seu lado estavam seu filho, e guardião Lyoner e sua mulher Elizabeth – este é meu filho, e guardião, Lyoner Agner – o garoto, que aparentava ter a mesma idade que eu, levantou-se de sua cadeira, tinha longos cabelos azul, quase preto e olhos verde, que chamavam muito atenção, era muito parecido com sua mãe até, logo os dois se sentaram.
- Heyman Louxvonster, Rei de Matyr e das províncias que cobrem os lagos do norte – ele é o inimigo mortal de meu pai, mas antes de tudo deixe-me contá-los, quando criança eram melhores amigos, viviam pra cima e pra baixo juntos, mas seus pais viviam em guerra, e com isso, os dois se afastaram e criaram esse ódio que sentem um pelo outro, é isso que meu pai não quer que eu tenha, ódio, mas é bem difícil pra falar a verdade, ele era loiro, cabelo mediano, o único que cortava o cabelo na verdade, com grandes olhos azulados – Esta é minha filha, Niya Louxvonster, guardiã – como sempre, um homem de poucas palavras, ao seu lado estavam sua filha e sua mulher, a menina foi logo se levantando da cadeira, tinha longos cabelos negros e olhos da mesma cor do Pai, seus longos cabelos negros haviam sido herdados de sua mãe, que por sinal era uma linda mulher, em seguida os dois se sentaram.
- Deixe-me apresentar meu filho, e guardião – um homem entrou na sala e ficou ao lado de Miyrian – Morgof Yonwolf – não demonstrou nenhum sentimento ao entrar na sala, o que mais me chamou atenção eram seus longos cabelos brancos que ressaltavam os olhos esverdeados, os dois se sentaram nas cadeiras.
- O que está pensando em fazer Miyrian? – indagou Lioner, como sempre, ele ia direto ao ponto, não dava muitos rodeios quando queria saber de algo.
- Bom – Miyrian suspirou – gostaria de ouvir primeiro o que vocês estão pensando.
- Miyrian, se me permite, acho que devemos colocar na linha de frente de batalha os guardiões, atrás,  meu exército...
- E o resto? – Heyman o fitou, como se estivesse o desafiando, mas meu pai nem ligou, não poderia deixar aquilo o atrapalhar.
- Se você souber esperar, irei lhe dizer o papel de todos – meu pai sorriu sarcasticamente – Voltando, meu exercito após, como seu exercito, Miyrian, é o melhor em defesa, ficará nos portões mais próximos das aldeias, ou seja...
- Do povo – ela sorriu – interessante.
- Lioner, você possuí os melhores arqueiros dentre os quatro exércitos, os colocará nos pontos mais altos... – meu pai continuou.
- Tenho uma idéia, Lilith MinHa é a melhor arqueira que tenho, possuí um poder incrível, antes de todos os guardiões atacarem, ela poderia usar um de seus poderes com as flechas junto com todos os arqueiros que ficarão nos pontos altos – Lioner pareceu se animar.
- Certo – meu pai sorriu – Exercito de Heyman, como são bons em...
- Ficarão na retaguarda, esperando, como reforços – logo Heyman se calou.
- Ótimo – Miyrian sorriu – estão todos de acordo?
- Sim – todos os Reis responderam aparentemente felizes.
a

The Contract Life [C.02]

                                          Cap.02 – A Capitã
Tinha que pedir desculpas para o meu pai estava me sentindo muito culpado, fui indo para o salão novamente, e ao entrar o vi sentado, aflito, parecia ter ficado muito triste, mas quando me viu sorriu, e se levantou da cadeira, veio andando na minha direção com um sorriso de orelha a orelha.
- Sieg – ele sorriu mais.
- Desculpe pai, mas é que...
- Não precisa dizer mais nada, você aprendeu com seu erro, admiro isso, já basta – ele me abraçou e retribuí.
- Vamos ajudá-los!
- Que ótimo que decidiu – ele foi voltando para a cadeira e se sentou novamente – vá se preparar, mandarei prepararem tudo para nossa viagem à Kalindor Sieg – ele sorriu.
Saí do salão, e minha amiga Lucca me esperava do lado de fora com Vitta, elas pareciam bem curiosas.
- Que foi hein? – ri baixinho e fui andando na direção do meu quarto.
- O que devemos fazer Sieg?! – Lucca veio me seguindo, seus longos cabelos ruivos brilhavam com a luz do sol que entrava pelas janelas, agora o que sempre me hipnotizava eram seus olhos verdes, pareciam mais duas esmeraldas brilhantes.
- Se meu pai ainda não os avisou, avisará na hora certa – adorava deixar ela curiosa.
- SIEG!
- Que?! – não parei de andar e ela me jogou contra a parede, me assustei.
- É melhor dizer o que vai acontecer, ou sugo toda sua energia vital!
- Não vai conseguir – ri.
- Sieg conta logo – Vitta surgiu perto de nós, suspirei, sempre ela acabava com minha alegria.
- Ceeeerrttoo! Cinco reinos que vivem depois dos limites de nossos oceanos, estão se juntando para nos atacar, primeiro Kalindor, depois nós, e assim por diante, e nós, e acho que todos os outros reinos, vão ainda hoje para Kalindor e preparar nossa defesa.
- Sven ta louco?!?!?!? – Ela gritou.
- Que?!
- Vão apostar tudo só em um reino é?! Ai se eles vierem dez vezes mais fortes vamos perder não só o exercito de um reino, mas sim o de todos os quatro! – ela era muito boa em formar estratégias, mas como iriam se quer derrotar um reino só, com os quatro Encantus mais fortes do mundo?! Acho que não hein.
- Lucca calma, Temos não só o maior exercito do mundo, mas também os quatro Encantus mais fortes, como acha     que vão conseguir passar por um sem destruir um exercito de um desses reinos inteiro?! – Vitta tirou as palavras da minha boca – acho que alguns vão ficar, claro, pode haver ataques surpresa enquanto estamos lá, porque eles sabem que vamos todos estar em Kalindor e com isso, aqui estará desprotegido.
- É por isso, que ainda não lhe comuniquei Capitã Lucca – meu pai surgiu do nada, mas do nada mesmo, não sei como ele consegue fazer isso.
- Quantas vezes já avisei pra não chegar de poita assim pai?! – suspirei – depois acontece de novo o que aconteceu da outra vez né, ai a culpa não vai ser mais minha.
- O que aconteceu?! – Lucca me fitou.
- Nada não – meu pai ficou sem jeito – mas voltando ao assunto, você ficará com as tropas reservas aqui em Isior Lucca, Você ficará no comando – ele logo sorriu, e sabia que ela ia fica muito feliz com aquilo.
- Não acredito – mas não foi o que nós esperávamos.
- O que?! Achei que ia fica feliz Lucca – meu pai não entendeu nada.
- Não vou pra guerra?! – ela se enfureceu.
- Não – meu pai sorriu inocentemente.
- Mas eu quero ir – ela fez carinha de choro.
- Querer nem sempre é poder minha cara – ele saiu rindo bem alto e foi embora.
- Ele é sempre mal assim... Ou é só comigo mesmo? – Lucca me fitou triste e eu a abracei.
- Fará o papel mais crucial do que o meu Lucca, irá proteger todo o povo de Isior! Veja que responsabilidade – sorri, mas aquilo não pareceu animá-la.
- Ficará comigo aqui – Jimmy apareceu, era um garoto de 18 anos, com um cabelo castanho curto e olhos esverdeados, ele era o companheiro inseparável de Lucca, para todo canto que ele ia, ela estava – e será minha chefa, olha que legal – ele tentou animá-la, mas acho que não adiantou muito.
- Bom, vou indo arrumar minhas coisas, a nave ficará pronta em duas horas, tenho que me apressar – sorri e fui indo para o meu quarto, mas vi uma serviçal correndo em minha direção, logo ela parou na minha frente, ofegante – vocês não sabem andar não?! Não sabem se acalmar mais não?! Uma hoje de manhã veio louca no meu quarto dizendo quase que era caso de vida ou morte, tava vendo a hora ela arrombar a porta enquanto eu calmamente me levantava da cama e ia abrir a porta! CALMA MULHER!
- Desculpe senhor – ela corou – só vim lhe avisar que já providenciei seus pertences, já arrumei tudo e os coloquei dentro de seu quarto na nave que irá viajar.
- O mais legal é isso... E tu vai lá e arruma as minhas coisas [ ¬¬”] Deixa né... – suspirei.
- Senhor perdão, seu pai que mandou, eu estava sem fazer nada mesmo, arrumei já – ela sorriu, não podia a culpar.
- Obrigada – sorri, e quando ela viu o meu sorriso, chega seus olhos brilharam – e o interessante é que não fazem nem 10 minutos que eu realmente disse que ia pra Kalindor, como arrumou isso rápido desse jeito?
- Fui contratada para isso, serviço rápido e eficiente senhor – ela não tirava o sorriso da cara.
- Já disse se acalme, povo louco, eu hein – deixei as mulheres no corredor e fui realmente procurar algo pra fazer, porque sempre que tenho algo “normal” pra fazer, sempre tem uma serviçal pra fazer antes.
Depois de um tempo, soube que a nave já estava pronta, e fui indo para onde ela estava, e fui indo logo pro meu quarto dormir, eram duas horas e meia de viagem, e olha que a nossa nave era a mais rápida que existia, nossos reinos são gigantescos, e por isso, as viagens para os seus centros, eram bem demoradas.

If these wings could fly [C.04]

Cap.04 -O Acidente Quando eu falo que fiquei por muito tempo no telhado, eu não estava mentindo, até peguei no sono, só acordei com...