quarta-feira, 8 de junho de 2016

UMI [C.04]

Cap.04 - Aroma Praiano 

Naquele dia eu parecia mais cansado do que o normal, então resolvi ir de carro para a escola, ao chegar fui rapidamente para minha sala, pra variar, sempre estou um pouco atrasado, logo sentei-me no meu lugar sempre marcado e esperei a aula começar. 
Percebi que Nami não estava lá, imagino onde ela poderia estar, me peguei pensando nela, e pior, preocupado, aquela garota não saia da minha mente. 
 -- Bom dia YumiMahiro aproximou-se de mim e sentou numa cadeira a minha frente – gostou do filme? 
 -- O-Oi, sim, sim, foi meio repentino mas gostei sim – sorri. 
 -- Nami pediu para chamar você ontem a qualquer custo, por isso fui tão descarado, ainda bem que você foi – ele riu. 
 -- Imaginei. 
 -- Ué.. - ele ficou confuso – como assim imaginou que era ela que estava te chamando?! - demorei a respondeu e ele sorriu maliciosamente - Você mal chegou e já está de rolo com a garotinha nova cara, sou seu fã - então ele levantou e bateu levemente em meu ombro – espero que dê certo pra você amigo – e foi indo embora. 
 -- Do que ele tá falando – suspirei. 
Logo a aula começou e me veio o tédio sem fim, só queria ir embora daquele lugar. Serei sincero, sou inteligente, até mais do que o normal, não leve isso como arrogância, mas é a verdade, se eu quiser consigo tirar 11 em todas as matérias sem esforço algum, sem ao menos estudar já consigo tirar notas relativamente boas, então está tudo tranquilo, não preciso estar aqui nessa aula ridícula. 
 -- Tatsui! - no meio do meu devaneio ouço alguém me chamando na porta da sala - Alguém o chama no portão sul da escola, parece ser urgente – uma das assistentes do diretor me avisou. 
Levantei-me da cadeira e fui saindo da sala, aquilo estava estranho, afinal eu não tenho ninguém na cidade e se meus pais aparecessem aqui, eu iria saber bem antes, o que poderia ser e quem. 
Cheguei no portão sul da escola e não havia ninguém lá. 
 -- Tem alguém aí? - gritei, mas ninguém aparecia – Oi? - gritei novamente. 
 -- Senti sua falta – aquela ... voz – Yumi amor. 
 -- Ky.. O... ko – sussurrei, aquilo era surreal, Kyoko morreu, não tem como ela está viva – C-C-Como? 
 -- Não sente saudades minha? - o vento levantava seus longos cabelos prateados, como esquecer o quão linda ela era?! Não tem como – Temos tanta coisa a conversar – ela começou a andar na minha direção - Não acha? 
 -- Como você.. Está viva? 
 -- Eu tive que mentir.. Mas para o seu bem amor 
 -- VOCÊ... - tentei me acalmar – Mentiu morrer? PARA O MEU BEM? 
 -- Fique calmo – ela estava bem próxima de mim. 
 -- Como acha que eu me senti?! Eu amava você, mais que tudo na minha vida! 
 -- E eu digo o mesmo pra você, eu amo você! - Kyoko segurou minhas mãos - Você.. - seus olhos se encheram d'água - É a única razão para eu estar aqui, viva. 
O que você mais deseja em todo o mundo? Com todas as suas forças? Então.. Aquela situação era o que eu mais queria em 5 meses que eu não a tive mais, desde que ela morreu, ou pelo menos disse e a vi morta, eu a queria mais que tudo em meus braços, sentir esse aroma praiano que vinha de seu perfume, olhar em seus olhos azulados como o oceano em uma manhã de sábado pronto para ser desfrutado, sua pele macia, branca, seu sorriso me acalmava, e fui me acalmando, tê-la parecia mais normal do que qualquer outra coisa. 
 -- "Não chegue perto dela" - ouvi uma voz em minha mente e de reflexo afastei-me de Kyoko. 
 -- O.. que houve amor? - Kyoko aproximou-se novamente. 
 -- Não.. Se aproxime de mim! - por algum motivo meu coração queria ouvir aquela voz, queria acreditar que aquilo estava acontecendo por um motivo maior, afinal, eu a vi morta, tudo bem que também vi a Nami morrer na minha frente, mas Kyoko não é igual a ela. 
 -- Amor, calma – Kyoko sorriu. 
 -- Já disse para não se aproximar! Fique aí! Como isso pode ser real, eu te vi morrer.. Isso.. 
 -- Querido eu posso explicar.. 
 -- Não, você não pode – a interrompi. 
 -- Por quê você voltou? -- olhei para o lado e Nami estava vindo em nossa direção, ela estava do mesmo jeito que a vi da primeira vez, nem parecia a mesma pessoa da noite anterior – Eu lhe alertei, se você se aproximasse dele novamente.. 
 -- Q-Quem é você? - Kyoko riu, tentou se fazer de desentendida. 
 -- Kyoko – Nami parou de andar e fitou o nada – Ou você vai embora agora, e eu finjo que você não apareceu aqui.. Ou.. 
 -- Ou o que garota? - Kyoko a desafiou. 
 -- Hmpf.. - Nami suspirou, passou uma das mãos entre os fios negros de seu cabelo,  olhei fixamente para seus olhos e os mesmo estavam se tornando vermelhos igual na noite anterior - Vá.. Embora. 
 -- Ele é meu – Kyoko agarrou um de meus braços. 
Naquele momento aconteceu algo muito rápido, não consegui nem acompanhar, só percebi quando Nami estava com Kyoko do outro lado do colégio, e a arremessou na parede, Nami segurava uma grande espada, da onde ela tirou aquilo que eu não faço ideia, meu coração estava acelerado. 
 -- Ou você vai, ou foda-se quem vai vim do salão fechado para me punir por matar um espírito, eu arranco sua cabeça fora – Nami ergueu a ponta da espada na direção do rosto de Kyoko - Você tem 15 segundos. 
 -- N-Nami.. - Kyoko se desesperou - Você não sabe com quem está se metendo – a mesma riu. 
 -- Não.. Me provoque! - Nami moveu levemente a espada para a direita e a lâmina da mesma brilhou, moveu novamente no sentido contrário e uma onda de energia emanou na direção de onde Kyoko estava, mas ela rapidamente desapareceu – Olha o problema que arranjei – ela sussurrou.  
 -- O que ta acontecendo Nami? O que.. É você, me explica, porque a mulher da minha vida quer me matar? - eu estava quase chorando, meu coração doía muito. 
 -- Mulher.. Da, sua vida? - Nami virou-se para mim – Se fosse permitido, se eu conseguisse mesmo, te mataria aqui mesmo – ela estava furiosa e foi indo embora. 
 -- Eu a amo! 
 -- Acha que eu ligo idiota? - Nami surgiu a minha frente – Dei minha vida por você, quase destruí o prédio inteiro, ela ia te matar! 
 -- Eu.. NÃO LIGO! Eu não tenho mais motivo pra viver mesmo!  
 -- O.. quê?! - Nami estava apavorada, arregalou os olhos e foi andando para trás - Bem que ele disse que eu só me magoaria vindo até aqui, da próxima vez, deixo ela te matar. 
Me encostei no primeiro lugar que vi e Nami foi embora. 
 -- O que ta acontecendo, meu Deus.. Por quê?! - lágrimas escorriam em minhas bochechas – Kyoko.. 
Depois de me recompor decidi esperar a aula acabar ali mesmo, peguei minha bolsa na sala e fui voltando para  minha casa a pé mesmo, precisava ficar sozinho urgentemente, até que meu celular tocou, era minha mãe. 
 -- "Oi querido, como você está?". 
 -- Oi mãe, eu bem, e a senhora? - esperava que ela não notasse a abalo na minha voz, eu estava muito triste. 
 -- "Bem?! Com essa voz?.." - tarde demais - "O que houve meu bem? Sou sua mãe, você pode falar qualquer coisa pra mim, a escola não vai bem? Não é boa?" 
 -- Não mãe, não é nada disso, é ótima, já fiz até alguns amigos e... 
 -- "Amigos?!.." - ela me interrompeu - "Que maravilha FILHOOO!" 
 -- Sim mãe - ri tentando parecer mais animado. 
 -- "Só liguei para ter noticias suas mesmo, fico feliz que esteja deixando seu passado de lado, divirta-se, Beijo" - ela desligou. 
Cheguei em casa e resolvi ir direto para o meu quarto, nem se quer liguei a luz, sentei-me na cadeira da mesa do meu pc e por lá fiquei por algumas horas, até que estava percebido que não estava conseguindo jogar nada, me concentrar em nada, com tanta coisa na cabeça ficava difícil. Passei a mão no meu rosto e suspirei. 
 -- Está cansado? - ouvi uma voz dentro do meu quarto e pulei da cadeira de susto - Você não percebeu que aqui desde que você chegou? - Nami estava deitada na minha cama, enrolada em algumas cobertas, mas ela não estava em sua forma humana ou seja lá como isso se chama, dessa vez consegui ver sua orelhas peludas e brancas nitidamente. 
 -- Tá louca? O que ta fazendo no meu quarto???? - Me desesperei. 
 -- Eu sempre estou com você, só que agora é diferente, eu posso aparecer pra você - ela sorriu delicadamente, parecia meio envergonhada. 
 -- Pensei.. Que você estivesse com raiva de mim.. Eu fui um pouco grosso e idiota com você.. - sentei-me na cama com ela. 
 -- Ah eu não ligo, não posso tirar esse sentimento de dentro de você - Nami passou a mão no meu rosto, aquele carinho era.. Muito reconfortante – Afinal, ela enganou você, ela só quer seu poder, sua pureza. 
 -- E você não o quer?  
 -- Eu?! - ela riu - Não veja só, você tem uma marca de nascença, não tem? - como ela sabia daquilo, senti medo. 
 -- S-Sim.. Mas.. 
 -- Então! - ela me interrompeu, levantou a blusa e fiquei completamente constrangido, não queria vê-la nua novamente.. Ou queria sei lá, não sei nem mais o que pensar! - Veja – no meio de suas costelas tinha uma marca idêntica a minha, no mesmo lugar que eu tenho, um pequeno "X" - eu também tenho, somos ligados um ao outro, eu não quero o seu poder, eu quero você - então ela baixou a blusa e ficou com aquela carinha de inocente que só ela sabe fazer. 
 -- Cada segundo a mais que eu falo com você eu fico mais confuso com tanta informação que você me da! 
 -- Oh, desculpe – ela riu - Então, vai dormir hoje comigo? 
 -- Não - sorri, levantei-me da cama o mais rápido possível e acariciei a cabeça dela, as orelhas de raposa que ela possuía em cima de sua cabeça eram super macias. 
 -- Yumi! 
 -- Nop.. - fui andando na direção da mesa do meu computador. 
 -- Não se incomoda se eu ficar aqui? 
 -- Nenhum pouco, não fazendo nada estranho, eu nem percebo que você está ai. 
 -- É.. percebi – ela falou baixinho. 

terça-feira, 7 de junho de 2016

UMI [C.03]

Cap.03 -  Kitsune 

 -- D-Do quê você está falando.. Akiyama – entrei em desespero, enquanto ela caia de joelhos no chão sangrando muito – Nami. 
 -- Eu não.. Vou morrer – ela sorriu, seu sorriso era tão calmo, parecia que nada estava acontecendo. 
 -- O que a Kyoko tem haver com isso.. Nami – meus olhos se encheram d'água. 
 -- Vá.. Embora. 
 -- Não vou abandonar você, nunca. 
 -- Yu.. - algo que eu disse a fez ficar bem séria, de repente ela.. Morreu. 
Vi seu pequeno corpo caído no chão, sem vida, comecei a me desesperar, olhei em volta e já estava bem tarde, não tinha mais ninguém ali, minhas mãos estavam completamente ensanguentadas. 
 -- Mas.. O que eu faço, ela não pode ter morrido, não... - me ajoelhei e a peguei nos braços, tentei tirar o celular de dentro do bolso desesperado e disquei o número de emergência de um dos meus motoristas – Venham me pegar agora e não perguntem nada! RÁPIDO!  
Em menos de 5 minutos apareceu um carro preto vindo da rua paralela ao shopping, atravessou metade da praça quebrando tudo e parou do meu lado, corri com ela nos braços e entrei no carro. 
 -- Corra pra casa e chame algum médico, rápido! - eu estava ofegante, sentia o corpo dela começar a ficar frio e aquilo era muito estranho. 
Chegamos em casa e subi o mais rápido que consegui com ela nos braços para o meu quarto, a coloquei em cima da cama e percebi que ela já não sangrava mais. 
 -- Senhor.. Ainda deseja o médico? - um dos empregados adentrou o quarto. 
 -- Não.. Não adianta mais.. - sentei em uma poltrona ao lado da cama, confuso, sem saber o que fazer, olhava para o corpo sem vida dela, aquilo partia meu coração e eu não sabia porquê. 
Até que eu caí no sono. 
Meu sono estava profundo, calmo, eu estava em outro mundo e de repente acordei. 
A luz do quarto estava apagada, a casa o maior silêncio do mundo, e lembrei que tinha que fazer algo com o corpo da garota, ela tinha uma família, eu tinha que dar a noticia pra alguém, e olhei para cama, o corpo estava exatamente da mesma maneira porém seu longos cabelos negros haviam se tornado brancos como a neve. 
Levantei-me da poltrona e me aproximei da mesma, passei a mão nos seus fios de cabelos brancos e os senti pulsar. 
 -- Ela.. - de impulso coloquei minha mão em seu pescoço, mas não senti batimento cardíaco algum - ficando louco, não é possível. 
Desisti daquilo, não tinha mas o que fazer em relação a ela, eu não sou Deus pra ressuscitar as pessoas, então fui saindo do quarto e percebi uma calma corrente de ar pelo quarto, fitei as janelas e todas estavam fechadas, o que poderia estar acontecendo. 
 -- "O que você mais deseja?" - ouvi uma voz em minha mente. 
 -- O quê ... - olhei para os lados procurando de onde vinha essa voz. 
 -- "Você ama alguém que o quer morto, eu quero você" - comecei a achar aquela voz muito familiar - "Daria minha vida novamente a você Yumi, quantas vezes forem necessárias". 
 -- Na..mi?  
 -- Como é bom ouvir você dizer meu nome – a voz parecia mais próxima e olhei para a cama, lá estava ela me olhando, acordada, viva – Eu te disse que não ia morrer – seus olhos estavam completamente vermelhos, metade de seu vestido estava rasgado, e muito suja de sangue. 
 -- Mas.. O que porra ta acontecendo na minha vida.. 
 -- Sou sua guardiã - ela sorriu e levantou-se, seu vestido, já partido ao meio, caiu por completo, consegui ver muitas cicatrizes em seu torso, enquanto ela se aproximava eu não conseguia tirar os olhos de seu corpo  - Nasci por você, para você, não há outra explicação e finalmente eu pude interferir em sua vida, isso é tão - ela sorriu – feliz.  
 -- Suas roupas.. – fiquei envergonhado e caminhei para trás. 
 -- Não ligo, eu.. - ela me encosto numa parede, pude sentir sua respiração, quase conseguia ouvir seu coração bater e aquilo me deixava tão feliz – sou sua.  
Ela pegou uma de minhas mãos e levou meu dedo indicador até a boca, me olhou fixamente nos olhos e sorriu. Abriu sutilmente a boca e mordeu a ponta do meu dedo, percebi que seus dentes estavam incrivelmente maiores, aquilo perfurou um pouco meu dedo e ela lambeu o sangue que escorria do mesmo. 
 -- Vou lhe mostrar o quão poderoso você é - ela engoliu aquela única gota de sangue e todas as suas cicatrizes haviam sumido. 
 -- Mas.. Cara..  
 -- É por isso que ela lhe quis naquela época, ela se irritou porque não nasceu para você, ela foi prometida a outro ser puro, mas ele era mal, traiçoeiro, corrompido pelas maldades do mundo, e se tornou impuro, então ela tentou conquistar você mas.. - ela ainda segurava minha mão e a passou em seu rosto, parecia um pequeno felino adorando o carinho de seu dono, chegava a ser estranho aquilo – Ela nunca iria me roubar de você, o destino é algo superior a qualquer coisa – eu não tinha percebido o quanto perto ela estava de mim, completamente nua - Você não tem noção do quão torturante foi ver aquela época que vocês namoravam, vê-la junto com você e eu.. Longe de você. 
 -- Nami.. - eu estava ficando mais nervoso do que deveria. 
 -- Eu.. - ela me olhou fixamente nos olhos, percebi que duas pequenas orelhas de raposa estavam se mostrando entre seu cabelo todo bagunçado - amo você - quando ouvir aquilo meu coração estava a mil, eu não queria que aquele momento acabasse nunca, creio que nunca quis tanto algo na vida como eu a queria, percebi uma longa cauda peluda atrás da mesma – Sim, eu sou o espírito de uma raposa – ela sorriu – Fique tranquilo, eu estou bem, eu nunca vou abandonar você, só preciso voltar ao meu estado humana que fica tudo tranquilo. 
 -- Eu .. ainda não estou entendendo nada – procurei a primeira cadeira que vi e me sentei, minha cabeça estava doendo de tanta informação - isso é um sonho? 
 -- Eu que te pergunto isso – ela riu alto – sabe quantos anos eu te observei dormir, desejando poder estar ao teu lado Yumi? Muitos – então ela foi caminhando dentro do quarto e se enrolou no primeiro cobertor que viu. 
 -- Deixe eu pegar uma blusa minha para você vestir.. Não posso lhe deixar assim – levantei-me da cadeira e fu até meu guarda-roupa, peguei qualquer blusa e a entreguei - Não fique sem roupa assim não é normal, por favor – corei. 
 -- Ué, você nunca ficou com a Kyoko? - ela pareceu bem surpresa.  
 -- Eu não sei quantos anos você tem, mas eu tenho 17, agora pode dormir nesse quarto porque ta tarde e temos aula amanhã, ou prefere que eu peça para um dos motoristas lhe deixarem em casa?  
 -- Não, eu quero dormir com você - ela falou aquilo com uma naturalidade tão grande que me assustou. 
 -- Não cara, tá louca – dei risada. 
 -- Do que você tá rindo? 
 -- Ué 
 -- Ué?! Se você não percebeu eu estava nua – ficou furiosa. 
 -- Nami, vá dormir – suspirei e fui saindo do quarto. 
 -- No fim eu vou lhe observar dormir por mais uma noite, ainda temos muito o que conversar – ela riu baixinho. 
O dia amanheceu, podia ouvir os pássaros cantando, a cidade calma, diferente de uma capital grande e barulhenta. 
Levantei-me da cama e fui me trocar para ir para a escola, ao sair do quarto percebi que Nami não estava mais em casa e fui até um dos empregados. 
 -- Onde ela está? - indaguei. 
 --  Ela já foi, faz muito tempo, mas senhor .. - uma das empregadas parecia assustada com o fato da garota ter entrado morta em casa e saído viva, e sozinha. 
 -- Não me pergunte nada, nada disso aconteceu, entendeu?? - falei firmemente – bom, vou pra escola, vocês já podem arrumar o quarto e limpar tudo e estão liberados, bom dia.

If these wings could fly [C.04]

Cap.04 -O Acidente Quando eu falo que fiquei por muito tempo no telhado, eu não estava mentindo, até peguei no sono, só acordei com...