domingo, 30 de dezembro de 2012
Konna Koto Hajimetette [C.04]
Cap.04 - Desmaios, desmaios
- Porque você abriu menina?!?! - eu estava tremendo, com muito medo - responde! - desmaiei.
Sei que não era uma boa hora para desmaiar, mas não me controlo, fiquei com tanto medo que se duvidar fiz xixi no meu short, só que não, não fiz.
Quando acordei, estava deitava no sofá, fui me levantando.
- Então você finalmente acordou - senti um arrepiu na espinha.
- Por favor.. seja quem for você.. não me mate, por favor - comecei a chorar.
- Porque você violou o Talismã menina? - a voz era de um homem, uma voz forte e decidida e aquilo estava me deixando com mais medo ainda.
- Eu.. EU NÃO.. NÃO ME MATEEE - chorei alto.
Ouvi alguém se aproximando rápido e logo algo puxou meu rosto com força.
- Entenda de uma vez por todas, não vou matar você, agora me explique porque violou o Talismã?! - tinha uma cheiro de cachorro molhado, cabelo curto branco e olhos bem grandes amarelos, mas o que mais me chamou atenção foram as duas orelhas grande de peludas em cima de sua cabeça.
- O.. O-O que você... é?! - engasguei.
- Responda! - ele gritou.
- Eu..
- Responda!
- Estava curiosa!! - gritei, ele soltou meu rosto e eu dei um pulo pro outro lado do sofá - não encoste mais em mim! - fiquei com muito medo.
- Sabe ao menos o que iria acontecer se você abrisse aquilo garota? - ele passou a mão no cabelo branco e suspirou.
- O-O-O q-que?!
- Não acredito... - ele suspirou de novo - Agora eles virão atrás de você.
- Eles?! - meu coração disparou mais ainda - Eles.. quem?!
- Os outros demônios é obivio menina! - ele disse com raiva.
- M-M-Mas por quê?!
- Porque você abriu o vaso!
- E o que aconteceu quando eu abri? - ele me fitou sério, como se não acreditasse mesmo que eu abri sem saber o que iria acontecer.
- Esquece, melhor eu te deixar pra morrer aqui mesmo - ele foi dando as costas e indo na direção de uma das janelas, corri para perto dele e segurei seu braço, o impulso foi tão grande de não querer morrer, que fiz algo que realmente poderia me levar a morte.
- Espere! - quando percebi que estava segurando seu braço, parei e fiquei imóvel.
- Humana... - ele falou baixo - NÃO ME TOQUE! - Ele bateu no meu braço que me fez o soltar e a força foi tão grande que eu caí no chão - Não.. não me toque! Foi você quem o abriu, então pague por sua curiosidade e imprudência garota! - ele abriu a janela e foi embora.
Fiquei ali no chão sentada por vários minutos, esperando ele voltar, mas não voltou, na verdade eu nem sabia porque que eu queria que ele voltasse, não sabia o que ele era, seu nome, de onde ele veio.
- Não tem porque ter medo Yoko - me levantei e suspirei, fui ver televisão como se nada tivesse acontecido - não tem como eu morrer - percebi uma das minhas mãos tremendo.
Passei o dia inteiro deitada no sofá, na verdade tremendo de medo, esperando a morte chegar, e nada dela chegar.
Anoiteceu, e o telefone tocou.
" - Yoko-chan? " - era minha mãe " - filha está tudo bem aí? "
- Oi mãe - falei com uma voz como se tivesse morrido - sim mãe, tá tudo bem sim.
" - Filha que voz é essa? "
- Nada ué, só tô com tédio mesmo - suspirei, tinha que parecer bem, mas não estava.
" - Só liguei pra dizer que não vou hoje pra casa, vou dormir aqui na sua tia, porque está tarde, certo? Cuidado minha querida, Beijo, Boa noite e não vá dormir tarde! " - ela nem esperou eu dar "Tchau" e já desligou o telefone na minha cara, que lindo.
Deixei o controle a televisão em cima do sofá e fui beber água, peguei o copo e quando abri a geladeira alguém colocou uma lâmina no meu pescoço.
- Não grite.. - ele sussurrou no meu ouvido - já que ele não quis, eu quero - ele me lambeu e riu.
- Quem é...
- Shiii - o homem colocou a mão na minha boca - você não precisa saber quem sou eu, vai morrer mesmo, comecei a chorar - ele lhe deixou aqui para morrer criança, não chore, esse era seu destino mesmo.
O Homem desviou a atenção de mim, dei um murro na sua barriga e saí correndo, abri a porta de casa e corri, a deixei aberta mesmo, não tinha tempo pra fechar.
Ouvi um grito e corri mais, me escondi em um beco escuro, mas eu estava fazendo muito barulho, estava respirando muito rápido e chorando.
- Cade você menina?!?! - o homem gritou, e parecia estar perto.
Percebi que havia uma escada no final do beco, a subi e pulei para o outro lado, onde havia uma praça bem iluminada, me sentei em um banco e tentei me acalmar.
- Pensa que pode fugir criança? - ouvi a voz do homem bem atrás de mim e saltei do banco do susto que levei, e caí no chão - tão linda com essa cara de medo - ele jogou a espada no chão e se agaixou, passou a mão no meu rosto e com uma das unhas enormes arranhou meu rosto que logo começou a sangrar - não há sangue mais delicioso do que o de vocês humanos - no segundo que ele ia lamber meu rosto, fechei os olhos e senti mais lágrimas escorrendo pelo meu rosto.
Senti algum liquido espirrar sobre meu rosto e corpo, e quando abri os olhos a lingua do homem estava em cima de mim e ele saiu de perto gritando, eu não conseguia me mover de tão assustada.
- Quem fez isso?! - o homem gritou, mas com dificuldade de falar, logo vi uma cauda enorme saindo pelas costas do homem, parecia cauda de largato - vou matar você! APAREÇA!! SEU MALDITO! - a boca do homem, ou seja o que for aquilo, sangrava muito.
- Porque eu sabia que se deixasse você sozinha, você ia acabar se metendo em confusão? - reconhi aquela voz, não sei porque mas fiquei feliz - E você seu lagarto inutil, não me faça rir, rápidamente o corpo do lagarto, homem, se partiu ao meio e jorrou sangue para todo lado.
Das sombras o homem de cabelos brancos com uma das mãos molhadas no sangue do lagarto, ele foi se aproximando e eu me arrastei me afastando, ele parou de se aproximar e me fitou sem entender porque eu havia me afastado, e riu.
- Queria ter lhe matado, adimito isso - ele suspirou - mas o problema é que não posso, então achei que poderia deixar alguém fazer isso por mim, mas... - ele parou de falar e fitou o céu - Venha, vou lhe deixar em casa - ele estendeu a mão sem sangua para que eu pudesse me levantar, mas exitei - venha, não vou machucar você.
Segurei a mão dele e desmeiei. É.. denovo!
Percebi uma claridade em meus olhos fechados e os abri bem devagar, a luz da manhã fez meus olhos doerem, olhei para os lados e não vi nada, passei a mão no meu rosto e senti a cicatriz de ontem e me lembrei de tudo. Dei um pulo da cama e olhei para cima da mesinha do computador, e sim, o vaso estava lá, aberto.
- Será se eu... - já ia fechar o vaso.
- Não, eu não vou sumir e nada vai mudar - o homem de cabelos brancos entrou no meu quarto e eu fui pro canto da cama com medo - já lhe disse que não vou lhe machucar! Tome - ele me entregou um copo com água.
- Quem é você? - peguei o copo e tomei a água.
- Infelizmente, sou seu servo - ele fez uma cara de raiva, totalmente insatisfeito.
- SERVO? - cuspi a água toda pra fora - C-C-Como assim?!
- Deixa eu explicar tudo direito - ele se sentou na cadeira do computador - sou um demônio raposa, esse vaso foi feito por um demônio muito poderoso garota, e o Talismã impede de demônios usarem este portal para virem ao seu mundo, o mundo dos humanos, e matarem todos entende?
- Sim mas.. onde a parte de você ser meu servo entra? - fiquei confusa.
- Mas se um humano abrir o vaso, que por acaso ele só pode ser aberto uma vez, por um humano, mas ninguém foi idiota o suficiente pra abrir isso, mesmo com um papel escrito bem grande "NÃO ABRA" - ele me olhou furioso.
- Não sou idiota! Só.. fiquei curiosa - fiz biquinho de raiva.
- Continua do mesmo jeito, mas enfim, quando um humano abrisse o vaso se tornaria imediatamente uma Divindade, entendeu? O humano iria ter imediatamente os poderes do forjador do vaso! Que por acaso era um Demônio Ex-Deus.
- Ahn?! - não entendi nada.
- Mas que... - ele suspirou - e uma divindade precisa de um servo, e por acaso o demônio que saísse do vaso, que iria vim direto do Meio Mundo, onde os demônios moram.. - ele parou - seria seu servo... - ele falou aquilo com dificuldade.
- QUê?!
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