terça-feira, 7 de agosto de 2012

Symphony Of Death [C.02]


       Cap.02 - A mente contra a verdade
Ao ouvir o nome da música, das tais letras que sempre, mais sempre aparecem em meus sonhos me asssustei, me aproximei das duas meninas, ela me fitaram meio confusas, pois eu nunca nem havia trocado um "bom dia" com nenhuma das duas.
- Desculpa me meter na conversa de vocês, mas Lucy, qual o nome?! - meu rosto dizia mais do que todas as palavras que cabem dentro do universo, eu estava apavorado.
- Eerr... Souske-kun, o que houve? - Jubei estava assustada com minha cara de terror.
- Apenas... Diga o nome novamente! - falei um pouco mais rigido.
- SoD, mas... O que houve?! - Lucy gaguejava.
- Conta mais sobre isso, por favor - meu coração estava quase pulando do meu peito.
- Eeer... Bom, o reporter perguntou pra mãe da menina - Lucy fitou Jubei sem entender o que estava acontecendo - o que significava "SoD", mas a mulher disse que não sabia, disse que a letra da música era muito bonita, e não saia da sua cabeça, mesmo que você tentasse, ela sempre estava lá.
- "Sora o mite...." [Olhe para o céu...] - aquilo saiu inconscientemente da minha boca.
- Eeei! - Lucy arregalou os olhos, surpresa ou ouvir aquilo - Você já ouviu a música Souske-kun?!
- Nã-Nã... EI! Você já ouviu?! - não sabia porque tinha perguntado aquilo, mas não me parecia boa coisa.
- Não... - ela se assustou com minha reação - assim... Toda não.
- Ufa...
- Porque?! - Jubei puxou meu rosto para olhar fixamente em seus olhos.
- Nada Jubei, só... Nada - dei as costas e deixe-as ali, sem entender absolutamente nada.
Não sabia ao certo o porque da minha loucura ao saber das letras e principalmente quando Lucy disse que já tinha ouvido a música. Pouco tempo depois do ocorrido, o coordenador levou cada um aos seus respectivos quartos, por pura coincidência, ou não, o garoto que estava sentado ao meu lado no ônibus iria dividir o quarto comigo, quando entrei no quarto, joguei minha mochila na cama e fui lavar o rosto, precisava me acalmar, aliás... precisava falar com a mãe dessa menina isso sim.
- Me chamo Hale Aoki - o garoto foi entrando no banheiro e sorriu meio sério.
- Otori Souske - fui breve.
- Você não parece bem..
- Estou bem, só... com um pequeno desconforto - passei ao seu lado e fui saindo do banheiro, ele foi andando até a porta da enorme varanda de nosso quarto e abriu as cortinas.
- Se importa? - me fitou.
- Não Não, fique avontade - fui tirando algumas coisas de dentro da bolsa, e colocando em cima da comoda que ficava ao lado da minha cama - Você não estuda aqui, ou estuda?!
- Não é bem o caso - ele sentou-se em uma cadeira da varanda, podia ouvir sua voz meio abafada - sou professor substituto, apenas isso.
- Professor?! - a surpresa foi tão grande que parei de mecher nas minhas coisas, ele aparentava ser novo de mais para ser professor, e o único "professor" que iria com a turma no ônibus, era o coordenador, os outros iriam vim em um outro ônibus - mas...
- Substituto - ele me fitou e riu - não tenho os privilégios que os com vagas e horários fixos tem Souske-kun.
- Você tem quantos anos?! 
- 23 - me apavorei mais ainda - digamos que sou uma pessoa mais inteligente do que o normal - ele riu novamente.
- Percebi - voltei a mecher nas minhas coisas.
- E onde estão seus amigos Souske-kun?! - aquilo criou um silêncio que chegava a doer nos ouvidos, Aori se virou na cadeira para ver o que tinha acontecido - o que houve?
- Não tenho amigos, só isso...
- Entendo, você é do tipo reservado, não o julgo, cada um do seu jeito.
Ao anoitecer, todos desceram para jantar, Aori foi indo logo, mas eu não estava com fome, àquela sensação esquisita estava me tomando por completo, e eu não sabia porque. Logo ouvi alguém batendo na porta, me levantei e fui abri-la.
- Souske-kun! Abra por favor - era uma voz feminina, quando abri vi Jubei - o coordenador mandou eu vim buscar você, o jantar já foi servido, anda - me assustei pelo fato dela estar falando comigo normalmente, como se nós fossemos amigos de longa data, e resolvi ir logo - porque ficou ai dentro só?!
- Não estou com fome.
- Souske-kun deixe disso! - ela segurou na minha mão e foi me guiando até aonde todos estavam.
Quando eu cheguei no local as pessoas que estavam na mesa próxima à porta me fitaram, alguns do mesmo modo de sempre, me achando a pessoa mais esquisita do mundo, talvez eu fosse, mas esse não era o momento nem hora para discutir aquilo.
- Anda, vai ficar na mesa com seu amigo e a gente - ela sorriu e foi me levanda para uma mesa que ficava perto de uma árvore, que não era nem tão grande, nem tão pequena, dava floresta avermelhadas, lindas por sinal, quando sentei todos na mesa me olharam, como se quisessem dizer "por sua causa ainda não comemos", mas enfim, não estava nenhum pouco interessado naquilo.
- Pensei que não vinha - Aoki me fitou e começou a comer.
Alguns minutos depois peguei somente a sobremesa para beliscar, e quando me sentei percebi que Lucy não estava com Jubei, elas sempre andavam uma grudada na outra, e finalmente resolvi falar diretamente com Jubei, naquela noite.
- Onde está Lucy, Jubei? - a fitei, ela parou de comer e já ia começar a falar quando ouvi uma pessoa falando bem alto um pouco longe dali.
- AQUII! - quando olhei pro lado tudo pareceu fica em câmera lenta, pareceu o momento mais longo da minha vida, todos virando ao mesmo tempo para ver quem havia dito aquilo, mas o mais estranho era que só estava percebendo a "lentidão" no tempo, estava acontecendo algo muito estranho mesmo, minha respiração começou a ficar rapida de mais, e quando vi Jubei de longe puder ver uma Luz no meio de seu tórax, que brilhava intensamente, quando vi aquilo, meu coração parou de pulsar por alguns segundos, e o tempo parecia não voltar ao normal.
Meus olhos se arregalaram, eu simplesmente não podia acreditar no que estava vendo, minhas mãos suando, meu corpo me dizia algo que eu não queria acreditar, até que o tempo voltou ao normal, do nada.
- Que foi Souske-kun, parece que viu uma alma - Lucy veio correndo e se sentou ao lado de Jubei, eu não conseguia parar de ver aquela luz, em seu corpo e lembrar de todas as vezes em que vi tal fonte luminosa.
- Souske? O que houve? - Aoki me fitou sério - viu algo que lhe assustou? Esqueceu algo em casa ou no quarto?!
- Não... só... - o fitei, estava desnortiado - eer... nada.
Deixei tudo como estava e fui subindo para o quarto.
O que estava acontecendo?! Eu estava tão confuso que minha cabeça chegava a doer, e meu corpo parecia me avisar de algo que eu não queria "ver", não queria acreditar que isso iria acabar do mesmo jeito das outras vezes.
Quando entrei no quarto fui correndo para a varanda tentar pegar um ar para me acalmar, e fui me acalmando. Tudo estava muito silêncioso, e suspirei.
- O que houve? - Ouvi a voz do Aoki subtamente e me afastei do susto que levei - Souske? Você não ta bem, ta tão branco que tô vendo as veias no teu rosto, anda senta ai que vou pegar um pouco de água.
Me sentei na cadeira da varanda e logo Aoki voltou com o copo com água, que foi de muita ajuda naquele momento.
- Certo, agora o que foi? - Ele parecia pronto para encarar qualquer coisa que eu falasse.
- Você não vai acreditar, você não vai entender Aoki... esquece...
- Diz! 
Suspirei e deixei o copo em cima da mesinha da varanda.
- Alguém vai morrer.

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