terça-feira, 7 de agosto de 2012
Symphony Of Death [C.01]
Cap.01 - SoD
Me chamo Otori Souske, tenho 19 anos, e essa é a minha história a ser contada de uma forma que nem mesmo eu sei o final neste momento crucial de minha vida, poderia ser a sua vida, a do seu vizinho, mas é apenas... A minha. Moro em Yokohama, uma importante cidade localizada na província de Kanagawa, Obiviamente, no Japão, fui criado por um tio, desde que nasci nunca vi meus pais, ou soube qualquer paradeiro deles, e por algum motivo, que também não sei, todos os meu familiares, meus dois tios e suas respectivas mulheres, procuram evitar o máximo possível falar no assunto. Por fim moro só, meus tios se mudaram para a Suiça a muito tempo atrás, terminei o colegial este ano, aliás posso dizer que terminei a semanas atrás.
Como todo final de colegial, ou tem festa ou uma viagem, bom minha turma resolveu fazer uma viagem para um interior do Japão, uma cidade linda com as fontes termais mais conhecidas do continente, apesar de sempre eu parecer o meio "excluído" da turma, e de todos do colégio, eu resolvi ir para esta viagem, algo estava parecendo que ia acontecer.
Nosso coordenador propoz um desafio, nós não poderiamos levar nenhum tipo de aparelho eletrônico, um desafio pra alguns, e certamente, sem meu notebook, sim... Seria um desafio e tanto, resolvi aceita-lo. No dia seguinte fui indo ao colégio, esperar o ônibus com a turma para partimos em direção a um mundo somente da natureza, onde não há wifi nem Bodybook, essas coisas.
A viagem seria de 4 horas, como o ônibus era bem espaçoso, eu me sentei na ultima cadeira, ao lado de uma janela que possuia uma vista linda do lado de fora do transporte, alguns minutos depois alguém sentou ao meu lado, com medo de ser intimidado pela pessoa, que por acaso eu não conseguia ver quem era, virei um pouco o rosto fingindo me espreguiçar, e vim um garoto, aparentava ser mais velho que eu, de cabelos loiros escuros e olhos azulados, parecia não estar ligando muito pra mim, então deixei pra lá, até que o sono me pegou.
Não sei se isso é normal, mas desdos meus 5 anos de idade tenho sonhado como se eu vivesse a vida de outra pessoa no meu sonho, só consigo saber seu nome, Wakayama Kyoko, não sei onde ela mora, sua aparência, absolutamente nada, aliás isso foi mera suposição, pode ser apenas um sonho, mas parece ser tão real, que chega a assustar, e nesse cochilo não foi muito diferente.
Ela corria, em um campo, cheio de grama bem verde, era tão real, que eu conseguia sentir o cheiro da grama, sentir o vento batendo em seu rosto, e ela corria, até o alto de uma colina, onde havia uma árvore, não tão grande nem tão pequena, mas solitária, sem nada ao redor, a não ser... grama.
Ela olhava para o sol e cantava uma canção, uma canção que só de ouvir me assusta, nunca entendo porque, e também, de alguma maneira, nunca consigo ouvi-la por completo, sua voz é suave como a brisa do mar, e ao mesmo tempo desafiadora, lhe desafia a ouvir a música inteira, sem saber o que poderá acontecer... De isso não importa nada, lhe desafia a ouvir, sem parar.
Então a garota fitou o tronco da árvore, que estava impecável, porém mais em cima, perto dos galhos já, avisa escrito um nome, "SoD", nunca entendi o que aquilo significava, várias vezes, quando sonho vivendo, supostamente, a vida dessa menina, vejo essas três letras em algum lugar.
Enfim, ela começa a cantar suavemente: "Watashitachi wa anata o mite iru, wareware wa doko ni demo ari... Kami no shinpan to shite no kare no kokoronouchide wa, sekkei jumyō,... Sora o mite...." [Nós estamos vendo você, estamos em todos os lugares... Dentro de sua mente, projetamos a vida, julgamos como Deus... Olhe para o céu,]. Sempre termina nesta parte, e eu acordo subtamente, quando acordei, o garoto que estava do meu lado me olhou assustado, e logo procurou me acalmar.
- Ei, você está bem?! - ele me fitou - está pálido.
- Ahn?! - ainda desorientado do sem sentido sonho, tento me acalmar e respirei fundo - Sim sim... estou bem.
- Mas...
- Estou bem.
Tratei de interrope-lo, não queria ninguem enchendo o meu saco.
Desde que comecei a sonhar com essa garota, as vezes vejo coisas estranhas nos corpos das pessoas ao meu redor, e por uma macabra coincidência, essas pessoas morrem tempos depois, vejo como se fosse uma luz, que brilha intensamente dentro de seus corpos, nunca cheguei a contar isso para ninguém, logicamente não iriam acreditar na pessoa que não fala quase nada dentro da sala de aula, pois não possuo amigos. Essa luz as vezes surge bem vibrante, porém em outras pessoas, a luz está tão fraca, que tenho uma certa dificuldade em reconhece-la até de perto.
Nunca entendi o porque disso, mas acredito que não é coisa da minha imaginação.
Percebi que logo logo chegariamos em nosso destino, e algo estava me encomodando, não sabia dizer o que, mas a cada segundo piorava. Quando chegamos, esperei todos sairem e dentro do ônibus, me levantei da cadeira e fui saindo, enquanto o coordenador tentava organizar tudo para nossa entrada na pousada fiquei naquele instante ouvindo a conversa de todos, e duas meninas conversavam baixo.
- Jubei - uma delas chamou a atenção da outra.
- Quê que foi Lu-chan? - Jubei a responder, sem muito interesse.
- Tu soube da novidade que ta rolando na Bodybook?!
- Nãããooo, Que fooi?! - Jubei parecia muito intusiasmada ao falar da rede social mais famosa do momento.
- É sobre noticia que saiu no NipponNews semana passada que uma menina de 14 anos se suicidou, ela se afogou numa piscina Ju-chan, agora o mais estranho não era isso, é que assim, a mãe dela disse que a menina era bem extrovertida, essaas coisas, e umas duas, três semanas antes dela morrer, ela começou a ficar esquisita, pelos cantos, desanimada, grossa com as pessoas, coisa que ela não fazia, e a cada dia que passava ela piorava entende, e um detalhe que a mãe dela disse, que a filha estava ouvindo uma mesma música desde duas, três semanas antes dela morrer Ju-chan!!
- E o que isso tem de mais Lu-chan?! A música só devia ser legal de mais ué - Jubei riu.
- O reporter perguntou pra mãe da menina se ela tinha ouvido a música - aquilo estava prendendo muito a minha atenção - ela disse que nos primeiros segundos exitou, não sabe porque, mas quando soube o que tinha acontecido com a filha, correu no computador da menina pra ouvir a música.
- E qual era o nome Lu-chan? - Jubei perguntou muito curiosa.
- SoD!
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