Cap.05 – A Batalha de Kalindor
- SIIEEG! ACORDAAA! – como sempre, tinha alguém me acordando, não sei por que esse povo não me deixa em paz! - SIIIEG! VOU ENTRAR! – Vitta entrou no quarto e deixou a serviçal que estava do lado de fora, no lado de fora.
- Pensei que não ia acordar mais, o que houve?! – Vitta se sentou no sofá, pegou uma maçã e começou a come-la.
- Como assim? Não houve nada ué – me levantei da cama e logo despenquei com uma dor horrível nas costas.
- Ainda quer dizer que nada aconteceu Sieg?
- Mas... – lembrei de tudo que tinha acontecido ontem, chega minha cabeça doeu quando me lembrei do chute – ah sim...
- E?
- O que?
- O que houve Sieg? Quando você me selou saí do seu corpo e vim pra longe, pensei que você vinha aqui pro quarto e fiquei te esperando, quando saí a sua procura, disseram que acharam você todo ensangüentado a uns quatro quilômetros do centro da cidade Sieg!
- Eerr...
- Sieg... Não minta!
- Senhora desculpe interromper a sua...
- Não ta vendo que a gente ta ocupado?! – Vitta interrompeu a serviçal.
- Mas...
- AINDA NÃO PERCEBEU MENINA?! – Vitta ficou furiosa, a serviçal nem respondeu mais, só saiu e fechou a porta – Conta! Só lembro-me da Niya estar lá, o que ela fez com você?
- Não é bem o que ela fez comigo...
- Como assim?! – Vitta deu um pulo da cadeira – o que você fez?
- Vitta, agora não é a hora disso, tenho que me arrumar logo e ir para o campo de batalha, não me leve a mal, quando eu ficar pronto e for pra linha dos Guardiões eu lhe explico certo? – ao esperei nem ela responder e saí da cama, comecei a colocar minha armadura e logo terminei – estou pronto, vamos!
Saímos rapidamente para ir logo pra batalha, ao chegarmos todos já estavam lá, só esperando o inimigo chegar.
- Conte! – Vitta ainda tava enchendo meu saco, olhei para o lado procurando Niya, e a vi no final da linha – Anda!
- Ela queria me matar, eu disse que queria ir embora e dei as costas pra ela – Vitta fez uma cara de surpresa – ela me tacou no chão e tava me enforcando, você sabe que não ia machucar ela assim, do nada, e não sabia o que fazer...
- E o que você fez de tão grave Sieg?
- Eerr... Eu já não sabia mais o que fazer, então coloquei a mão na coxa dela e fui acariciando seu corpo, e dizendo pra ela que se ela não me deixasse em paz ia fazer coisas que ela não queria, mas ela não saia de cima de mim – fui falando sem respirar, eu estava ficando rosado – então eu fiquei assustado porque aparentemente ela queria aquilo, ai quando disse o nome dela, foi como se ela tivesse acordado de um transe e se levantou e chutou minha cara, pronto! – respirei fundo, Vitta estava de boca aberta, espantada – que foi? Queria que eu fizesse o que?
- Não vou nem dizer nada, se continuar assim, vai dar um neto pro teu pai bem rápido – Vitta tinha ficado furiosa e ficou olhando para o horizonte onde os inimigos iriam aparecer.
- Claro que não Vitta, mas não...
- Cale-se! – Vitta me interrompeu.
- Eu hein... Queria vê se fosse você – suspirei.
- Já mandei se calar! – ia logo calar a boca.
- SENHOR, ELES CHEGARAM! – um homem que estava em cima de um alto casarão gritou – AVISEM A TODOS, ELES CHEGARAM!
- Lilith está pronto? – Lyoner estava com a arqueira que iria começar o ataque.
- Claro que sim – ela sorriu, era realmente uma criança, até voz tinha – “Dimittere: Encantus Gul’ Drak” – ela liberou o Encantus e um gigantesco arco surgiu no ar, ela o agarrou – Vamos vê se pelo menos metade deles eu não derrubo – ela sorriu macabramente, puxou a linha do arco – Energy Soul! [energia da alma] – a flecha foi se formando entre a linha e o arco – ARQUEIROS EM SEUS POSTOS! – milhares de arqueiros estavam em cima dos pontos altos ficaram prontos para atacar – Acumulem o máximo de energia que conseguirem! – do corpo de Lilith começou a sair uma aura rosa, que foi indo para todos os arqueiros que estavam perto – AGORA! – quando Lilith soltou sua flecha, saiu tão rápido, mais tão rápido que acho que nem Niya conseguiria acompanhá-la, logo ela se dividiu em milhares e todos os arqueiros lançaram mais milhares de flechas – que lindo! – ela pulou de alegria.
- Ela já percebeu que isso é guerra?! – Mymeh riu.
- Deixa ela My – Daenerys o bateu devagar.
Todas as flechas acertaram em cheio todos os inimigos, como disseram pelo menos a metade foi dizimada.
- Pode voltar Lilith – Lyoner beijou seu rosto e ela voltou feliz da vida para dentro de um dos casarões para se proteger – agora guardiões! Fiquem atentos, vamos dar nossa vida nessa luta!
Ficamos esperando em silencio todos os inimigos, dava até pra ouvir os passos de todas as pessoas se aproximando, eu estava nervoso, muito nervoso, não sabia por quê.
- Não vou fica esperando aqui não – Niya foi pra frente de todos – “Dimittere: Encantus Kliush” – o vento começou a se mover mais rápido ainda e se formou um vórtice ao redor dela, duas luvas e botas surgiram nas mãos e nos pés – se vocês vão ficar aqui parados, pois vão perder a diversão!
- Niya não! – Daenerys gritou – calma! Impossível fazer ela me ouvir...
Niya se movia muito rápido, não dava pra ninguém “normal” pra acompanhá-la, os inimigos vieram correndo mais rápido e logo Niya estava perto o suficiente para usar o seu poder.
- “Deep Impact!” – ela parou de se mover e se apoiou com um dos pés, com uma das mãos juntou toda a força que conseguia e socou o ar, o impacto do ar foi tão grande, mais tão grande, que abriu uma vala no meio de todos os homens inimigos, logo ela se moveu rápido e começou a atacá-los de perto, só dava pra ouvir os estrondos, já que ela também tinha superforça.
- Melhor a gente ir também, não é? – Daenerys olhou para seu irmão, Mymeh.
- Preguiça... Acho que só Niya já basta – Mymeh não queria ir, mas Daenerys o puxou e começaram a correr na direção do inimigo – coisa chata...
- “Dimittere: Encantus Rahsta” – Daenerys liberou seu poder e uma foice surgiu no ar, ela a agarrou – libere o Encantus Mymeh.
- Ah meu deus, coisa mais chata – Mymeh corria do lado dela – “Dimittere: Encantus Ryhsta” – e uma lança surgiu.
- Acho melhor todos começarem a atacar! – Todos começaram a correr na direção do inimigo.
- “Dimittere: Encantus Vitta” – liberei o Encantus e peguei as duas katanas e fui me movendo rápido para atacar.
Enquanto todos nós estávamos atacando, os inimigos também estavam fazendo o mesmo, pelo lado onde o exercito de Miyrian estava, e o exercito de Heyman já foi da suporte ao que estava protegendo a parte mais pobre da cidade.
No meio de todos os homens do exercito surgiu um senhor, com um sobretudo de pele de animal, com longos cabelos negros e olhos brancos, ele me fitou e sorriu.
- Como você cresceu Sieg – o homem sabia meu nome, me assustei, senti uma presença do meu lado e quando vi era meu pai.
- Chrishynah o que faz aqui?! Pensei que você não seria capaz de se juntar a eles – meu pai estava furioso e surpreso.
- Pois é as coisas mudam Sven... E pra mim, nesse caso, mudou para melhor, Sven meu amigo, negócios a parte, preciso de dinheiro e de poder, e essa guerra estava unindo o útil ao agradável, se é que me entende – Chrishynah sorriu.
- Como pôde se virar contra todos os seus velhos amigos?! – meu pai ficou mais furioso ainda.
- Procure me entender amigo, preciso de dinheiro.
- Poderia vim me procurar!
- ESTOU CHEIO DE CORRER ATRAS DE FAVORES, ATRAS DE GENTE QUE POSSA ME AJUDAR! – quando ela gritou meu pai tinha entendido tudo.
- Entendi... Mas foi você que traçou esse caminho ridículo para sua vida, não tente descontar sua miséria em sua vida em quem não tem culpa! – meu pai me fitou – filho tente atrair os inimigos pra longe daqui, não quero envolver ninguém na nossa guerra.
- Certo pai, mas não vá fazer besteira – Me movi rápido e pra longe.
- Porque não me deixa lutar contra seu filho? Você está velho de mais para lutar contra mim, não acha? – Chrishynah ergueu uma das mãos e quando menos percebeu meu pai se moveu rápido e juntou todo o seu poder na ponta do dedo, e o encostou na testa do Chrishynah, o mesmo voou longe.
- Entenda, você não vai conseguir encostar em mim! – meu pai ficou firme, nunca tinha visto meu pai lutando, mas sabia de boatos que ele era bem forte.
- Estou só começando Sven – Chrishynah se levantou e se moveu rápido – “Dimittere Totalis [Libere Total]: Encantus Hayushtah” – Ele conseguia liberar o Encantus totalmente, ou seja, você literalmente dava sua alma para dar lugar à alma do Encantus e com isso, ela era consumida por ele, se o Encantus morresse depois de você fazer “Dimittere Totalis” você também iria morrer – a aura dele era muito forte, mais muito forte mesmo, todos pararam para prestar atenção na luta, eu nunca tinha sentido um poder tão forte – surgiu uma espada de dois fios no ar e Chrishynah a agarrou.
- Não vou precisar nem liberar meu Encantus, irei lhe derrotar sem isso – meu pai sorriu.
- Dizem que só uma pessoa viu seu Encantus... Em toda sua vida, só o liberou uma vez Sven? – Chrishynah indagou.
- É, lhe contaram certo, Heyman, foi a única pessoa que viu meu Encantus – meu pai se moveu rápido e surgiu perto de Chrishyna – mas não vou precisar dele com você.
Quando os dois se chocavam saia uma onda de energia tão grande que cobriu o reino inteiro, e não era só uma vez, na aura tinha tanto poder que queimava e até alguns que eram fracos de mais, matava.
- Daenerys, barreira! – Mymeh gritou de longe, os dois bateram as mãos e as encostaram-se ao chão, fecharam o espaço que meu pai e Chrishynah estavam lutando para que a aura não atravessasse e matasse mais alguém.
- Eles dois são os melhores em barreiras – Lyoner parou ao meu lado – será que a batalha pode ter um fim só com essa luta?
- Tomara Lyoner, não gosto de matar ninguém... – o fitei e suspirei.
- Mas pelo o que eu já ouvi de seu pai, sua ultima luta durou mais de quatro dias Sieg – Lyoner riu – vamos passar um bom tempo aqui.
- Não... Meu pai logo irá acabar com isso, você vai ver – fiquei atento olhando os dois lutando.
- “Steel Burn” [metal em chamas] – Chrishynah usou o poder que nem arranhou meu pai, logo ele pegou o braço de Chrishynah e o partiu no meio, Chrishynah gritou de dor, meu pai chutou a cara do mesmo, e ficou jogado no chão.
- Você não pode me matar, nem se quer encostar em mim Chrishynah, entenda isso – meu pai pisou com tudo no peito do Chrishynah e ele gritou mais – sei que foi você que armou isso tudo.
- Não Sven... – Chrishynah tinha dificuldade de falar, cuspia muito sangue – eu sou só o começo – ele sorriu e morreu, Daenerys e Mymeh desativaram a barreira.
- Quem os mandou aqui? – meu pai gritou para todos os soldados inimigos – Respondam!
- Os Cinco Reis! – um soldado se pronunciou – Chrishynah, Fiorelya, Alexia, Nabur e Werhck.
- Onde estão os outros soldados? – meu pai se aproximou do homem.
- Desculpe a forma de dizer senhor, mas isso aqui é só o começo, mandaram o mais fraco, Chrishynah, depois mandaram mais... E mais... E mais, até que todos vocês estejam mortos!
- Entendo... – meu pai foi andando de volta para os muros do reino.
- O que fazemos pai? – gritei e me aproximei dele.
- Deixe que vá... Nossa guerra não é com eles – meu pai parecia meio decepcionado.
- ACHA QUE VAMOS EMBORA?! VAMOS CONQUISTAR TUDO!! – um soldado gritou, e todos os outros gritaram em seguida, voltaram a atacar.
- Se é isso que querem... Matem todos! – meu pai desapareceu e voltei à batalha.
Mas logo acabou, foi tudo rápido de mais, depois de derrotarmos 80% dos soldados, os que sobraram fugiram, ainda não sabemos para onde, mas seguimos as ordens e voltamos para a cidadela.
- SIIEEG! ACORDAAA! – como sempre, tinha alguém me acordando, não sei por que esse povo não me deixa em paz! - SIIIEG! VOU ENTRAR! – Vitta entrou no quarto e deixou a serviçal que estava do lado de fora, no lado de fora.
- Pensei que não ia acordar mais, o que houve?! – Vitta se sentou no sofá, pegou uma maçã e começou a come-la.
- Como assim? Não houve nada ué – me levantei da cama e logo despenquei com uma dor horrível nas costas.
- Ainda quer dizer que nada aconteceu Sieg?
- Mas... – lembrei de tudo que tinha acontecido ontem, chega minha cabeça doeu quando me lembrei do chute – ah sim...
- E?
- O que?
- O que houve Sieg? Quando você me selou saí do seu corpo e vim pra longe, pensei que você vinha aqui pro quarto e fiquei te esperando, quando saí a sua procura, disseram que acharam você todo ensangüentado a uns quatro quilômetros do centro da cidade Sieg!
- Eerr...
- Sieg... Não minta!
- Senhora desculpe interromper a sua...
- Não ta vendo que a gente ta ocupado?! – Vitta interrompeu a serviçal.
- Mas...
- AINDA NÃO PERCEBEU MENINA?! – Vitta ficou furiosa, a serviçal nem respondeu mais, só saiu e fechou a porta – Conta! Só lembro-me da Niya estar lá, o que ela fez com você?
- Não é bem o que ela fez comigo...
- Como assim?! – Vitta deu um pulo da cadeira – o que você fez?
- Vitta, agora não é a hora disso, tenho que me arrumar logo e ir para o campo de batalha, não me leve a mal, quando eu ficar pronto e for pra linha dos Guardiões eu lhe explico certo? – ao esperei nem ela responder e saí da cama, comecei a colocar minha armadura e logo terminei – estou pronto, vamos!
Saímos rapidamente para ir logo pra batalha, ao chegarmos todos já estavam lá, só esperando o inimigo chegar.
- Conte! – Vitta ainda tava enchendo meu saco, olhei para o lado procurando Niya, e a vi no final da linha – Anda!
- Ela queria me matar, eu disse que queria ir embora e dei as costas pra ela – Vitta fez uma cara de surpresa – ela me tacou no chão e tava me enforcando, você sabe que não ia machucar ela assim, do nada, e não sabia o que fazer...
- E o que você fez de tão grave Sieg?
- Eerr... Eu já não sabia mais o que fazer, então coloquei a mão na coxa dela e fui acariciando seu corpo, e dizendo pra ela que se ela não me deixasse em paz ia fazer coisas que ela não queria, mas ela não saia de cima de mim – fui falando sem respirar, eu estava ficando rosado – então eu fiquei assustado porque aparentemente ela queria aquilo, ai quando disse o nome dela, foi como se ela tivesse acordado de um transe e se levantou e chutou minha cara, pronto! – respirei fundo, Vitta estava de boca aberta, espantada – que foi? Queria que eu fizesse o que?
- Não vou nem dizer nada, se continuar assim, vai dar um neto pro teu pai bem rápido – Vitta tinha ficado furiosa e ficou olhando para o horizonte onde os inimigos iriam aparecer.
- Claro que não Vitta, mas não...
- Cale-se! – Vitta me interrompeu.
- Eu hein... Queria vê se fosse você – suspirei.
- Já mandei se calar! – ia logo calar a boca.
- SENHOR, ELES CHEGARAM! – um homem que estava em cima de um alto casarão gritou – AVISEM A TODOS, ELES CHEGARAM!
- Lilith está pronto? – Lyoner estava com a arqueira que iria começar o ataque.
- Claro que sim – ela sorriu, era realmente uma criança, até voz tinha – “Dimittere: Encantus Gul’ Drak” – ela liberou o Encantus e um gigantesco arco surgiu no ar, ela o agarrou – Vamos vê se pelo menos metade deles eu não derrubo – ela sorriu macabramente, puxou a linha do arco – Energy Soul! [energia da alma] – a flecha foi se formando entre a linha e o arco – ARQUEIROS EM SEUS POSTOS! – milhares de arqueiros estavam em cima dos pontos altos ficaram prontos para atacar – Acumulem o máximo de energia que conseguirem! – do corpo de Lilith começou a sair uma aura rosa, que foi indo para todos os arqueiros que estavam perto – AGORA! – quando Lilith soltou sua flecha, saiu tão rápido, mais tão rápido que acho que nem Niya conseguiria acompanhá-la, logo ela se dividiu em milhares e todos os arqueiros lançaram mais milhares de flechas – que lindo! – ela pulou de alegria.
- Ela já percebeu que isso é guerra?! – Mymeh riu.
- Deixa ela My – Daenerys o bateu devagar.
Todas as flechas acertaram em cheio todos os inimigos, como disseram pelo menos a metade foi dizimada.
- Pode voltar Lilith – Lyoner beijou seu rosto e ela voltou feliz da vida para dentro de um dos casarões para se proteger – agora guardiões! Fiquem atentos, vamos dar nossa vida nessa luta!
Ficamos esperando em silencio todos os inimigos, dava até pra ouvir os passos de todas as pessoas se aproximando, eu estava nervoso, muito nervoso, não sabia por quê.
- Não vou fica esperando aqui não – Niya foi pra frente de todos – “Dimittere: Encantus Kliush” – o vento começou a se mover mais rápido ainda e se formou um vórtice ao redor dela, duas luvas e botas surgiram nas mãos e nos pés – se vocês vão ficar aqui parados, pois vão perder a diversão!
- Niya não! – Daenerys gritou – calma! Impossível fazer ela me ouvir...
Niya se movia muito rápido, não dava pra ninguém “normal” pra acompanhá-la, os inimigos vieram correndo mais rápido e logo Niya estava perto o suficiente para usar o seu poder.
- “Deep Impact!” – ela parou de se mover e se apoiou com um dos pés, com uma das mãos juntou toda a força que conseguia e socou o ar, o impacto do ar foi tão grande, mais tão grande, que abriu uma vala no meio de todos os homens inimigos, logo ela se moveu rápido e começou a atacá-los de perto, só dava pra ouvir os estrondos, já que ela também tinha superforça.
- Melhor a gente ir também, não é? – Daenerys olhou para seu irmão, Mymeh.
- Preguiça... Acho que só Niya já basta – Mymeh não queria ir, mas Daenerys o puxou e começaram a correr na direção do inimigo – coisa chata...
- “Dimittere: Encantus Rahsta” – Daenerys liberou seu poder e uma foice surgiu no ar, ela a agarrou – libere o Encantus Mymeh.
- Ah meu deus, coisa mais chata – Mymeh corria do lado dela – “Dimittere: Encantus Ryhsta” – e uma lança surgiu.
- Acho melhor todos começarem a atacar! – Todos começaram a correr na direção do inimigo.
- “Dimittere: Encantus Vitta” – liberei o Encantus e peguei as duas katanas e fui me movendo rápido para atacar.
Enquanto todos nós estávamos atacando, os inimigos também estavam fazendo o mesmo, pelo lado onde o exercito de Miyrian estava, e o exercito de Heyman já foi da suporte ao que estava protegendo a parte mais pobre da cidade.
No meio de todos os homens do exercito surgiu um senhor, com um sobretudo de pele de animal, com longos cabelos negros e olhos brancos, ele me fitou e sorriu.
- Como você cresceu Sieg – o homem sabia meu nome, me assustei, senti uma presença do meu lado e quando vi era meu pai.
- Chrishynah o que faz aqui?! Pensei que você não seria capaz de se juntar a eles – meu pai estava furioso e surpreso.
- Pois é as coisas mudam Sven... E pra mim, nesse caso, mudou para melhor, Sven meu amigo, negócios a parte, preciso de dinheiro e de poder, e essa guerra estava unindo o útil ao agradável, se é que me entende – Chrishynah sorriu.
- Como pôde se virar contra todos os seus velhos amigos?! – meu pai ficou mais furioso ainda.
- Procure me entender amigo, preciso de dinheiro.
- Poderia vim me procurar!
- ESTOU CHEIO DE CORRER ATRAS DE FAVORES, ATRAS DE GENTE QUE POSSA ME AJUDAR! – quando ela gritou meu pai tinha entendido tudo.
- Entendi... Mas foi você que traçou esse caminho ridículo para sua vida, não tente descontar sua miséria em sua vida em quem não tem culpa! – meu pai me fitou – filho tente atrair os inimigos pra longe daqui, não quero envolver ninguém na nossa guerra.
- Certo pai, mas não vá fazer besteira – Me movi rápido e pra longe.
- Porque não me deixa lutar contra seu filho? Você está velho de mais para lutar contra mim, não acha? – Chrishynah ergueu uma das mãos e quando menos percebeu meu pai se moveu rápido e juntou todo o seu poder na ponta do dedo, e o encostou na testa do Chrishynah, o mesmo voou longe.
- Entenda, você não vai conseguir encostar em mim! – meu pai ficou firme, nunca tinha visto meu pai lutando, mas sabia de boatos que ele era bem forte.
- Estou só começando Sven – Chrishynah se levantou e se moveu rápido – “Dimittere Totalis [Libere Total]: Encantus Hayushtah” – Ele conseguia liberar o Encantus totalmente, ou seja, você literalmente dava sua alma para dar lugar à alma do Encantus e com isso, ela era consumida por ele, se o Encantus morresse depois de você fazer “Dimittere Totalis” você também iria morrer – a aura dele era muito forte, mais muito forte mesmo, todos pararam para prestar atenção na luta, eu nunca tinha sentido um poder tão forte – surgiu uma espada de dois fios no ar e Chrishynah a agarrou.
- Não vou precisar nem liberar meu Encantus, irei lhe derrotar sem isso – meu pai sorriu.
- Dizem que só uma pessoa viu seu Encantus... Em toda sua vida, só o liberou uma vez Sven? – Chrishynah indagou.
- É, lhe contaram certo, Heyman, foi a única pessoa que viu meu Encantus – meu pai se moveu rápido e surgiu perto de Chrishyna – mas não vou precisar dele com você.
Quando os dois se chocavam saia uma onda de energia tão grande que cobriu o reino inteiro, e não era só uma vez, na aura tinha tanto poder que queimava e até alguns que eram fracos de mais, matava.
- Daenerys, barreira! – Mymeh gritou de longe, os dois bateram as mãos e as encostaram-se ao chão, fecharam o espaço que meu pai e Chrishynah estavam lutando para que a aura não atravessasse e matasse mais alguém.
- Eles dois são os melhores em barreiras – Lyoner parou ao meu lado – será que a batalha pode ter um fim só com essa luta?
- Tomara Lyoner, não gosto de matar ninguém... – o fitei e suspirei.
- Mas pelo o que eu já ouvi de seu pai, sua ultima luta durou mais de quatro dias Sieg – Lyoner riu – vamos passar um bom tempo aqui.
- Não... Meu pai logo irá acabar com isso, você vai ver – fiquei atento olhando os dois lutando.
- “Steel Burn” [metal em chamas] – Chrishynah usou o poder que nem arranhou meu pai, logo ele pegou o braço de Chrishynah e o partiu no meio, Chrishynah gritou de dor, meu pai chutou a cara do mesmo, e ficou jogado no chão.
- Você não pode me matar, nem se quer encostar em mim Chrishynah, entenda isso – meu pai pisou com tudo no peito do Chrishynah e ele gritou mais – sei que foi você que armou isso tudo.
- Não Sven... – Chrishynah tinha dificuldade de falar, cuspia muito sangue – eu sou só o começo – ele sorriu e morreu, Daenerys e Mymeh desativaram a barreira.
- Quem os mandou aqui? – meu pai gritou para todos os soldados inimigos – Respondam!
- Os Cinco Reis! – um soldado se pronunciou – Chrishynah, Fiorelya, Alexia, Nabur e Werhck.
- Onde estão os outros soldados? – meu pai se aproximou do homem.
- Desculpe a forma de dizer senhor, mas isso aqui é só o começo, mandaram o mais fraco, Chrishynah, depois mandaram mais... E mais... E mais, até que todos vocês estejam mortos!
- Entendo... – meu pai foi andando de volta para os muros do reino.
- O que fazemos pai? – gritei e me aproximei dele.
- Deixe que vá... Nossa guerra não é com eles – meu pai parecia meio decepcionado.
- ACHA QUE VAMOS EMBORA?! VAMOS CONQUISTAR TUDO!! – um soldado gritou, e todos os outros gritaram em seguida, voltaram a atacar.
- Se é isso que querem... Matem todos! – meu pai desapareceu e voltei à batalha.
Mas logo acabou, foi tudo rápido de mais, depois de derrotarmos 80% dos soldados, os que sobraram fugiram, ainda não sabemos para onde, mas seguimos as ordens e voltamos para a cidadela.
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