Cap.02 - Sorte e Azar? Impossível!
Fui indo para um grande painel onde tinha o nome de todos os alunos e suas respectivas salas, parei para procurar meu nome, uma coisa meio dificil, ja que tinham milhares de nomes lá.
- Novato? - algo me tirou a atenção, olhei para o lado e não podia acreditar no que via - Derek! - meu melhor amigo, que cresceu comigo veio morar na cidade [*.*], não estava mais só, pensamento gay [¬¬].
- Otto! Não acredito ! se mudou pra cá também? - agora sim, tava realmente animado.
- Cara, não foi bem isso, mas foi sim - ele é bem especifico né, é e não é [KKKK] - falei pra minha mãe que você vinha morar aqui, ai ela ficou meio triste porque sabia que eu não teria mais com quem conversar e coisas assim, e minha avó morava aqui, só que já morreu, ai a casa dela tava pra alugar, só que a casa tava no nome da minha mãe, então ...
- A casa é sua! - o que mais posso querer? meu melhor amigo, uma casa só nossa, é realmente, posso querer sim, uma menina, isso ta bastante estranho viu.
- Isso mesmo, se quizer pode vir morar comigo, moro bem mais perto de tudo, comparado com a sua
- Duvido muito, minha mãe é louca, sabe como é, ela não vai deixar eu ir morar com você, dois homens sozinhos, quase na faculdade, não ia prestar, isso na cabeça dela - rimos juntos.
- Olha, não sei, não custa nada perguntar, já sabe qual sua sala?! - tentei continuar procurando meu nome no enorme painel - cara, faz quase 1 mês que as aulas começaram aqui, até eu cheguei primeiro que você, tomara que fique na minha turma.
- 2 - 3 - o fitei
- Na minha sala - ele sorriu - vamo que te mostro onde é a sala.
O colégio era bem grande, fomos andando bem devagar por todo o patio, e logo fomos para a sala, era uma das primeiras do 3º andar, entrei junto com Otto e sentei lá traz, como sempre.
Todos os alunos me olharam, e sempre de fofoquinha perguntando quem eu era, e coisas do tipo, mas uma pessoa me chamou a atenção, perdi até o sono quando a vi entrando na sala, seus longos cabelos louros, reluziam a luz do sol que entrava pelas janelas, olhos tão azuis que brilharam.
- Chega de fantasiar Derek, nem tente chegar perto dela - Otto, sempre cortando meu barato, bateu no meu ombro e fez uma cara de triste - também tive essa mesma reação quando cheguei aqui na sala.
- Linda ela ... - não conseguia tirar os olhos dela.
- É .. eu sei - ele riu.
- Nós sabemos - uns garotos da sala estavam no mesmo estado de transe que eu, não conseguiam desgrudar dela.
Quando ela se virou e me viu, sorriu, corei imediatamente, percebi que ela vinha andando na minha direção, e sentou na cadeira em frente a minha, se virou pra mim e sorriu. Não sei pra onde olhava, para seus olhos, seus rosto, seu corpo, seus ... taparey.
Todos estavam assustados me olhando, porque ela tinha vindo até mim?!
- Bom dia - sua voz entrou na minha cabeça como se fosse música - Derek não é?!
- C-C-C-Como sabe meu nome? - fiquei nervoso, droga, não podia demonstrar isso, homens inseguros não ganham nada com meninas assim, alias, ganham sim, risadas.
- é sim, sou Nadja - ela sorriu novamente - novo na cidade?
- iiiih conheço esse papo - Otto deu as costas e sentou na cadeira ao lado da minha - Caí nisso não Derek, você é mais forte! - Otto riu.
- Cala a boca retardado - Nadja olhou furiosa para Otto, mas ele nem ligou - Mas sim, é novo aqui?
- Eu .. - comecei a sentir uma sensação estranha na minha cabeça - Errr... - meus olhos não seguiam minhas ordens, piscavam sozinhos, meu coração acelerando, e eu ficando palido.
- Eii garoto, tudo bem?! - Nadja estava começando a ficar assustada - ei! - ela me cutucou.
- Estou ... - passei a mão no rosto e apaguei legal.
Todos ficaram sem ação ao verem aquilo, Nadja ficou feito uma estatua me olhando, me cutucou novamente, viu que não reagi e começou a gritar, e foi pra bem longe de mim, que lindo começo Derek [¬¬].
- Ele vai ficar bem, foi só uma queda de pressão, não deve ter comido de manhã, ou .. a muito tempo - quando fui abrindo os olhos, estava na infermaria, Otto sentado do meu lado e a enfermeira do outro lado da cama, me olhando - veja, ele ja está acordando, está bem Kriemhild-kun.
- O que aconteceu - fui me levantando e a enfermeira não deixou.
- Caminha ae garoto, você teve uma queda de pressão muito forte, não pode sair daqui até minha ordem - ela me deitou novamente.
- quem é você?! um ... anjo? - sou mesmo idiota, Otto não aguentou, quando ouviu aquilo começou a rir, baixinho, mas riu.
- Não Não - a enfermeira corou e riu em seguida - Sou Hilda, a enfermeira do colégio, e você está na enfermaria Derek-kun, agora descanse, logo logo vou deixar você ir pra casa - o que mais estranhei foi que ela era nova de mais pra ser enfermeira do colégio, e linda por sinal, cabelo azul curto e olhos acinzentados, linda.
Mas .. espera ai, era só eu que tava vendo isso, ou a enfermeira tinha cabelo azul e olho cinza?! esperei ela ir pra longe e fitei o Otto.
- Eii Otto, vem qui! - sussurrei.
- Que?
- é impressão minha, ou ela tem cabelo azul e olho cinza?! - ficou aquele silêncio fudido no ar, Otto me olhava como se eu realmente tivesse louco, e percebi que era só eu mesmo.
- Remedio forte esse que ela te deu né, ta me vendo como? - odeio essas piadinhas dele.
- Muito engraçado você - olhei novamente para a enfermeira, passei as mãos nos olhos, e os abri novamente pra ter certeza do que via, e não havia mudado nada - falo serio.
- Não to rindo
- Otto p*** que p****
- Eita nome lindo - ele riu - deixa eu pegar um copo com água pra ti, deve ter sido o remedio mesmo, só falta tu dizer que ela tem um rabo enorme e faz "Meow" - ele riu alto.
Pior que não me assustaria se ela fizesse isso, muito pelo contrário, iria gostar [malicia].
Depois de algumas horas, a enfermeira me liberou, me deu um ultimo remedio, e fui saindo, Otto foi me acompanhando até a saída do colégio.
- Sim, vai pra casa só?! já sabe o caminho? - Otto sabia que eu não sabia e vinha com essas brincadeiras do maternal.
- ah sei sim
- Sério? - ele se imprecionou
- Não
- Idiota - Otto foi andando e atravessou a rua - tá fazendo o que aí parado? te deixo em casa, sei onde é, mas não é tão pertinho não, do jeito que tu é mortinho dentro das calsa - ele riu, dei de ombros e o segui.
Fomos conversando até chegar na esquina da minha casa, já estava ficando escuro, e achei melhor chama-lo pra jantar lá em casa, depois meu pai ia deixar ele em casa, já era de casa mesmo.
- Vem, janta aqui, depois meu pai te deixa em casa Otto
- Não não, vou indo pra casa, o ultimo carro da mudança chega hoje, ai tenho que terminar de arrumar as coisas, preciso ta presente pra assinar a documentação lá, mó enrolação, se não fosse isso ficaria
- Ultimo? depois de tanto tempo?
- Porque Derek?
- Assim que chegamos aqui em casa, já estava tudo aqui, estranho isso - fiquei meio pensativo
- Deve ter sido coisa de gente que cobra caro, por isso entregam rapido, e montam tudo, sou pobre - Ele riu, era mais rico que eu.
- Ah claro, pobre - ri também - até amanhã! - e entrei em casa, da porta de casa já podia ouvir meus pais gritando e brigando, como sempre.
Deixei minha bolsa em cima do sofá e fui indo para a cozinha, minha mãe estava preparando o jantar e meu pai no quintal, fazendo algo que não quero nem saber o que era, aquele ... seco.
- Eae Derek, como foi? - minha mãe me fitou
- Como foi o que?
- Colégio?
- Ah sim, legal, Otto está na cidade também.
- Ah é, tinha esquecido de lhe avisar que a mãe dele tinha deixado ele morar aqui também - legal que ela esperou um mês pra me dizer isso, muito interessante.
- Só isso, nada de mais.
- Nada?
- Não mãe - peguei a garrafa de leite e já ia começar a beber.
- NADA DEREK? - melhor dizer logo, se não ela virava bicho, suspirei.
- Só passei um pouco mal, e fui pra enfermaria, nada de mais.
- Nada de mais? - pronto, o mundo vai se acabar - você poderia ter morrido e eu não sabia, o coordenador que ligou pra mim!
- E o que queria que eu tivesse feito? - ela se calou por alguns instantes, sei que iria me arrepender de dizer isso, mas tenho que dizer - queria que antes deu desmaiar eu pegasse a porcaria do celular e ligasse dizendo "Oi mãe, aqui é o Derek, só to avisando que cheguei na minha sala, e vou desmaiar agora viu, ai vou ter uma queda de pressão e vou começar a ter alucinações também, e ah mãe você sabia da nova? Otto ta na minha sala!" ERA?
Ela ficou me olhando, não sabia se naquela expressão indescritivel que ela fazia havia ódio, raiva, instinto de matar, ou amor, eu nunca perco as esperanças sabe, ela um dia vai me amar.
- Vai pro te quarto vai - falou baixinho e continuou a fazer o jantar - quando terminar de fazer o jantar te chamo.
- Ta certo - dei as costas, o meu maior erro, não me toquei o que ela tinha na mão, uma faca gigantesca, fiquei parado, sem fazer nenhum movimento brusco, sem nem respirar muito profundamente, e saí correndo.
- Ainda bem que se tocou logo - ela suspirou.
Não subi, fiquei sentado na sala vendo televisão, e vi uma resportagem de uma cratera que havia se formado, aparentemente, do nada no leste da cidade, porque a cidade é grande pakas sabe, e da pra distinguir se ela tem Leste ou não [kkkk].
Os moradores não sabia o que tinha causado aquilo, mas estavam com muito medo, odeio essas reportagens sensacionalistas.
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