Cap. 01 - Minha vida e Minha história? Impossível!
- Derek filho! Acorda menino! - ouvi a voz da minha mãe, estava bem animado, ia faltar aula por uma semana, aliás, minhas aulas começaram fazem quase um mês e ainda não fui pra um diazinha se quer, e não, não sou vagabundo, se estiver realmente pensando isso, só não vou porque meus pais decidiram se mudar logo agora, não podiam fazer isso antes, tinha que ser logo agora - Vou contar 5 segundos, e vou subir as escadas, se chegar ai em cima e ver você deitado nesta porcaria de cama, aí de você criança! - ouvi os passos dela e me levantei, coloquei a melhor cara que tinha e sorri, ela abriu a porta - aahh assim sim, anda logo, que os caras precisam tirar a tua cama daqui.
- E onde eu durmo?
- Quer mesmo que eu responda Derek? - amo minha mãe, e ela também me ama, apesar de não parecer.
Sai da minha querida cama, e os homens da mudança desmontaram ela com tanta violência que me doeu no coração ver aquilo, era como se ela chorasse dizendo "Derek- sama não deixa eles fazerem isso comigo", senti até uma lágrima escorrer no meu rosto.
- Deixa de drama, lá é bom filho, vai adorar aquela cidade - minha mãe colocou a mão no meu ombro, tentando me confortar, a fitei e fiquei imóvel.
- E eu perguntei? - não podia acreditar que aquilo tinha saído realmente da minha boca, ela ia arrancar minha cabeça, fui indo pro banheiro resando pra que ela não fazer nada comigo, mas não fez nada, pelo menos agora né.
Me troquei e logo desci, meu pai tava louco lá me baixo com a mudança, mais do que o normal, parecia que tinha tomada uns 300 Litros de café misturado com o energetico mais forte que tiver.
- Filho Filho Filho - ele me jogou contra a parede, levei um susto.
- Que houve .. pai - estava tão calmo que chegava a assustar, mas ele, dava mais medo ainda, seus olhos vermelhos, parecia possuído pelo demônio.
- Esqueceu de nada não né? né? né? né?
- Deixa o garoto em paz Audrick - não acredito que minha mãe me denfendeu, Deus realmente não se esqueceu de mim, sorri graciosamente - que o ele merece ta guardado - vou .. morrer.
Decidi deixar aquilo de lado e fui para o carro que iriamos para a maldita cidade de mudança, me arrumei no banquinho de traz e logo caí no sono, só conseguia ouvir o barulho dos meus pais brigando, porque não sabiam o caminho da cidadezinha.
Meu sono se tornava cada vez mais profundo, e mais profundo, até que comecei a sonhar.
Estava em um vasto campo de grama azulada, céu meio avermelhado, e um vento bem frio, que batia sobre minha pele. Logo ao longe via uma garota de longos cabelos cinza, com uma cauda enorme. Que diabos de sonho é esse, mundo colorido, grama azul, céu vermelho, menina de cabelo cinza ...
- Derek - algo havia interrompido meu pensamento no sonho, uma voz suave, como o vento que percorria meu corpo - não vá para a cidade! Salve sua vida, não vá! - permaneci imóvel, a garota ao longe desapareceu e surgiu do meu lado, veio andando até mim.
Sua expressão parecia de tristeza, angustia e medo, resolvi tentar perguntar o que lhe aflingia, mas não conseguia falar uma palavra, meu corpo não me obedecia.
- Derek, acorde, e volte! ACORDE! - ela se desesperou - Não pode vir aqui, se vier ... algo de muito ruim irá acontecer - Tentei forçar meu corpo a me obedecer e finalmente consegui.
- O que vai acontecer, quem é você?!
- Não se lembra de mim? - ela pareceu mais triste ainda.
- Desculpe ... mas nunca vi você na minha vida, principalmente porque você tem um rabo [?!] e cabelo cinza, seria estranho se já tivesse visto - brinquei, mas aquilo tinha feito seus olhos se enxerem de água - não não! - coloquei uma das mãos sobre a sua pele macia, ela emanava um cheiro muito bom, um cheiro de canela, que me parecia familiar, mas não conseguia lembrar de onde - Não chore, diz o que .. quem é você?!
- DEREK! oh menino chato meu deus, a gente vai de boa vontade acordar ele, e ele fica com essa frescura com minha cara - ouvi a voz da minha mãe, não sei se senti mais ódio por ela ter gritado ou ter atrapalhado meu sonho que tava tão bom [*_*] - acorda vagabundo! - ela bateu na minha perna, dei um pulo do banco do carro - anda .. chegamos.
- Mas já? tão rapido?! - passei a mão no rosto, e pra variar um bucado, babei quando dormi [kkkk].
- Derek foram 6 horas de viagem, dormiu as 6 horas, o que ficou fazendo ontem de madrugada hein? - meu pai me olhou com uma cara de tarado, como se eu ficasse até tarde olhando revistas pornôs, o fitei, com a pior cara que tinha - sei que ja fez isso.
- Não sou você pai - atingi o ponto fraco, minha mãe me olhou com ódio - seco! - ri bem alto.
- ainda mato seu filho - meu pai ficou furioso.
- Foi mexer onde não devia, ouviu o que não queria - ta aí de onde eu puxei essas besteiras, by mamãe.
- Besta igual o filho - meu pai foi saindo do carro.
- e Assasina igual Ozamah Bim Ladên - burra que nem presta, não seb nem falar o nome do povo certo, meu pai quando ouviu aquilo começou a rir, e a deixou mais furiosa ainda.
- Pai para com isso, se não vai sobrar pra mim, anda logo e abre logo a porcaria dessa porta - estava com uma mochila nas costas, em frente a porta da casa, olhei para as casas na vizinhança, era praticamente todas iguais.
Estava meio nublado naquele dia, comecei a sentir um pouco de frio, e coloquei meu casaco, meus pais abriram a porta e subi logo para pegar meu quarto, quando vi, já estava tudo lá.
- comofaz?! - me assustei.
- O que filho? - minha mãe subiu as escadas e veio para o meu lado.
- Como que TODAS as minhas coisas já estam aqui mãe?! - joguei minha bolsa em cima da mesa e sentei na cama.
- Eficiência filho, coisa que você não entende - ela sorriu, porra mas que amor - eieieiei o que pensa que ta fazendo?
- Tirando meu ineficiente Tênis querida e amada mãe? - sorri
- fala isso de novo que não saí dessa casa nunca mais, não tire não, que você vai pra aula Derek.
- Mas já? não tinha mais uns 3 ou 7 DIAS? - adorava fazer isso, mas ela ficava furiosa.
- falou bem lindo e ineficiente filho, Tinha - saiu do quarto se gabando como se fosse a mulher mais inteligente do mundo - trata de pegar tuas coisas que teu pai vai te deixar lá.
- MAS SÓ HOJE! - meu pai gritou lá de baixo.
Suspirei, me deitei por uns instantes na cama, fechei os olhos e uma brisa bem gélida bateu no meu rosto, com aquele mesmo cheiro de canela, amo canela por sinal. Ouvi minha mãe gritando e me chamando, me levantei da cama e peguei minha bolsa, fui saindo do quarto.
Mas algo estava estranho de mais, não lembro de ter aberto as janelas, como podia ter vento dentro do quarto?! Olhei para as mesmas, e estavam fechadas, senti um leve arrepiu na espinha e desci correndo, entrei dentro do carro novamente, e meu pai foi me mostrando o caminho.
- Seu tataravô morava aqui sabia Derek? - meu pai sorriu, parecia gostar do tempo em que tinha vivido nesta cidade.
- Quem?
- Heyke filho, seu tataravô - não chegue a conhece-lo, mas pelo o que dizem dele, era um grande homem, todos o respeitavam - iria gostar de ter o conhecido, ia se dar muito bem com ele, era um pai que eu nunca tive - percebi um ar de nostalgia dentro do carro, e abri as janelas.
Fui a ida para o colégio, olhando para a rua, tentando lembrar do caminho, porque amanhã eu ia vim só, ou seja, se não tiver decorado agora, Fu***. Ao chegar em frente ao colégio fui saindo do carro, e meu pai me parou.
- Espero que goste - meu pai sorriu
- Pai colégio é tudo a mesma coisa ..
- Não me refiro ao colégio Derek - ele me interrompeu - a cidade, os moradores, tudo filho.
- Vou gostar pai, vou gostar - tentei dar meu melhor sorriso, fechei a porta do carro e entrei no colégio.
Nenhum comentário:
Postar um comentário