sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Watashi to okami? Masaka! [C.03] -S02


             Cap.03 - Sonho e Ela? Impossível!


Jantei bem rapido e subi direto para o meu quarto, no primeiro dia de aula, que eu eu fui né, os professores já tinham passado milhares de exercicios, e minha cara de quem vai fazer, se me pegarem pra isso realmente vou. Adoro dar um de vagabundo de vez enquando.
- Filho, vá dormir tarde não, tem que acordar cedo amanha, e eu não vou mais ficar te acordando não viu - minha mãe gritou lá de baixo, ouvi alguns barulhos estranhos mais não liguei, eles deviam ta se pegando de novo.
Suspirei, e relaxei deitado em minha cama, não sei porque mas fazia tempo que não fazia aquilo, e que não me sentia tão só e tão relaxado, sou uma pessoa mais reservada, prefiro ficar só do que com um grupo de pessoas me enxendo a cabeça de porcaria.
Fechei os olhos, mas não queria dormir, estava tão exausto que fui vencido pelo cansaço, quando vi já estava em um sono profundo, não sei porque mas senti como sse alguém me enrolasse com o lençol devia ter sido minha mãe, mas não liguei, estava cansado de mais pra acordar de um sono tão gostoso e ir reclamar com minha mãe sobre minha privacidade.
Mas no fundo, eu só queria uma coisa, ter aquele sonho novamente, ver ela de novo, não tirava suas feições da minha cabeça, era simplesmente linda e não tive nem a oportunidade de entender o que ela tentava me explicar, sobre a cidade, e quando menos esperei, chegou a hora de acordar e ir pro colégio. Algo estava muito estranho, não ouvi barulho algum, dos meus pais indo para o trabalho, ou minha mãe reclamando porque eu não tinha acordado pra ir pro colégio, tudo bem que ela não ia me acordar, mas algo estava estranho de mais.
Virei de um lado para o outro na cama, e senti como se tivesse deitado numa cama feita de grama, e o vento forte me deixava com frio, derrepente uma luz muito forte bateu diretamente nos meus olhos, devia ser o sol, mas minha cama não fica nem do lado da janela pra bater o Sol, depois de tanta coisa estranha resolvi abrir os olhos.
Fui abrindo devagar, pois a luz me ofuscava, fechei o punho e realmente senti pequenas plantas entre meus dedos, mas não era grama, era macio de mais para ser grama, olhei para o lado e vi o céu avermelhado, a grama azul, e o sol branco.
- Porque minha mãe não me acordou, coisa  chata - sentei e passei a mão no meu rosto, percebi que não tava mais no meu quarto, alias não tava nem mais no meu - mundo O.O.
- Q-Q-Q--Q-Quem é v-v-você? - ouvi uma voz feminina, mas parecia um pouco acanhada com medo, olhei pra traz e vi uma mulher, com uma roupa bem pequena, duas orelhas de gato e um rabo enorme, mas o que mais me chamou atenção, por incrível que pareça, foi o gigantesco chicote que ela carregava - um humano? COMO ENTROU AQUI?
- ahh pera! pera! pera! - tava morrendo de medo, não sabia o que ela ia fazer com esse chicote, não tava afim de ser jogado no tronco e ser molestado igual uma mulher da vida, fui me arrastando pra longe.
- Ei, volta! - ela simplesmente sumiu da minha frente - como ... - ouvi sua voz do lado do meu ouvido - entrou aqui, se não falar arranco sua cabeça - engoli a seco, e comecei a sentir minha perna tremer, de medo claro.
- Juro que não sei! - gaguejei que foi uma beleza, a cauda dela ficou rossando no meu rosto, era macio e fofinho, algo muito gostoso, mas não podia me deixar levar com aquilo, ela tinha um chicote e eu não sabia porque!
Mas pera, ela .. tem um rabo e duas orelhas?! Quem devia ta perguntando quem é quem a quem era eu a ela rapaz!
- O que você é?! - tive um baita medo de dizer aquilo, mas tinha que arriscar, aquilo não parecia um sonho, estava real de mais, a cauda macia dela ainda rossava no meu rosto, tava ficando doida com aquilo.
- Não sabe? 
- Se to perguntando  é ... - ia terminar de falar mais senti como se tivessem 2 misseis mirando na minha cabeça, só esperando eu completar a minha frase e parei de falar - não, juro que não sei, não sei nem como vim parar aqui, juro ... err .. gata?
Ela bufou, seu rabo parou ao lado do meu pescoço, tinha dito algo de errado?! se tinha não sabia, com uma das mãos ela puxou meu rosto para traz, ficamos a centímetros um do outros.
- Me chamou de que? - seus olhos ardiam de ódio.
- err .. gata? - meu maior erro.
- Como .... - ela soltou meu rosto e abaixou a cabeça - se atreve ... - agora sim, era a hora que eu tinha que correr, fui me afastando bem devagar - seu humano IMUNDO! - ela gritou, soltou o chicote no ar, e seu movimento produzia fagulhas, medo.
- Calma!!!!!!!!! - levantei e saí correndo, ela veio louca atraz de mim, não sabia pra onde correr, ou onde me esconder, não via nada a não ser um MUITTOOOOO vasto campo azul.
- Odeio gatos, não sou um gato! - ela chicoteava o ar e as fagulhas estavam quase me alcançando.
- Desculpa, Desculpa!!! - tava quase chorando já, sabia que não podia passar o resto da minha vida correndo de uma ... ah de sei lá o que.
Foi quando olhei pra frente e vi um homem, sério, parei de correr, e percebi que a menina havia feito o mesmo, mas ela estava com seu longo rabo entre as pernas, ela logo correu e ficou atraz do homem.
- Desculpe senhor, mas não fiz nada - ela tremeu.
- Quem é ele? - ele sussurrou.
- Não faço a minima ideia, ele não responde, alias, responde - lá vai a bocona começar a falar - disse que jurava que não sabia como tinha vindo parar aqui, nem o que eu era.
- Como? - o homem se mostrou apavorado - é um humano?
- Simsim, e da parte que ele não saíba quem sou eu, o que sou eu, eu até que acredito, ele me chamou de gato - ela me olhou com ódio - mas pode ser brincadeira daquela raça adoradora do diabo.
- Quem é você? - o homem me fitou
- Derek, olha senhor me desculpe mas eu ..
- Sobre nome - o homem me interrompeu, legal, povo educado esse.
- Schmidt - quando falei os dois ficaram de olhos arregalados, parecia que realmente eu ou alguém passado tinha feito alguma coisa muito ruim ou .. que duvido muito, muito boa.
- Austrea, avisa minha mulher, ele voltou - o homem parecia aflito.
- O que fará com ele senhor? 
- matarei!
- EI! - quando ia terminar de falar algo me atingiu e desmaiei.
Não sabia o que porcaria tava acontecendo, minha vida tava realmente de cabeça pra baixo, mas o que eu mais to achando estranho é porque eu to levando esse sonho tão a sério, tudo bem que ele parece beeem real, mas é só ... um sonho!
Fui acordando e comecei a ouvir muito barulho, de muita gente conversando, e estava morrendo de calor, abri os olhos bem devagar.
- Ele ta acordando senhor! - era a menina novamente, se ela tivesse ficado calada não tava nessa loucura que to agora - anda levanta - ela me levantou e eu fiquei sentado de frente para dois enormes tronos, que estavam vazios, mas logo duas pessoas se sentaram, um homem e uma mulher, o homem era o mesmo de antes, que havia dito que ia me matar, e a mulher parecia que ja tinha visto em algum lugar, suas feições me lembravam alguém, mas não sabia quem, e todos ali tinham orelhas e rabos, sonho escroto.
- Filho, diga-me seu nome - a mulher sentada no trono parecia angustiada, se aproximou de mim - diga-me, não o farei mal.
- Não minta pra ele! - já tinha escutado essa voz, virei o rosto para ver quem era, aquele cheiro de canela, vi uma garota de longos cabelos brancos e olhos bem azulados sendo segurada por dois enormes homens - deixe ele mãe! ele não veio pra cá porque quis.
- Como sabe Char? COMO SABE? - o homem sentado no trono parecia estar ficando furioso - anda responde!
- Derek - suspirei - Schmidt ....
A mulher que havia se aproximado de mim colocou as mãos no rosto, agora sim, ela estava realmente espantada, seus olhos se enxeram de água.
- Você nunca mais verá ele, nunca mais irá ao menos pisar naquele solo amaldiçoado Charllot! - a mulher olhou para a filha presa, e fui correndo se sentar no trono, seu rosto já estava todo molhado de chorar, eu tava feito um cego no tiroteio, não sabia o que tava acontecendo, parecia que eu era o verdadeiro demonio ou nesses filmes que a mulher carrega o filho do diabo, mais ou menos isso.
- NÃO MÃE! - a menina chorava, aquilo fez meu coração se apertar, não aguentava ver ela chorando, não sabia o porque.
- O que faremos Amor? - a mulher olhou para o homem no trono, ele ficou uns minutos pesando no que iria fazer comigo, mas eu já ate adivinhei "matar".
- Matem-no! - porque sempre é assim, varios guardas me tiraram da cadeira que eu estava, e foram me levando para fora do enorme salão.
- Não Pai! NÃO! NÃÃÃOOOOOO! - a menina gritava, chorava, estava ficando louco, não sabia porque, passei do lado dela, por alguns segundos, parecia que o tempo havia parado, nossos olhos se cruzaram, naquele momento, eu sabia o que eu realmente queria .... Livrar ela de tanto sofrimento - Chega! - todos pararam, inclusive os guardas que estavam me levando - Se querem a vida dele, por causa de uma profecia, me matem! - quando ela disse isso, seu pai ficou furioso, me olhou com mais ódio ainda, a menina soluçava de tanto chorar - se eu morrer ... ele poderá viver em paz.
- Mas o mal é ele Charllot - a mãe da menina não podia acreditar no que ouvia.
- A profecia diz, "No maior momento de confiança, no maior laço de amor e carinho, a Rainha de duas caudas trairá o humano!" NÃO É ISSO? então quem é o mal aqui mãe? - ao ouvir aquilo, era como se tivesse passado um filme na minha mente, mas não era minha vida, era a vida de outra pessoa, todos se silênciaram ao ouvirem aquilo - então ... - ela soluçou - só ... me mate, devolvam ele pra Terra, pro mundo dele, e prometam pra mim, que nunca, mais nunca o farão mal! - ninguém respondeu - PROMETA PAI! - ela gritou, seu pai se levantou do trono e se aproximou dela.
- Isso é para o seu bem filha, nós somos seus pais, e lhe amamos, mas a questão é outra agora ... 
- Mas e os pais dele? - ela o interrompeu - como ficariam sem o filho? sem ao menos saber como ele morreu, ou onde ele está, ou ... como iriam o enterrar pai? - não tinha palavras para explicar o que estava acontecendo naquele momento, ninguém nunca tinha se importado tanto na minha vida comigo como ela se importou naquele momento, e não sabia nem quem ela era, mas ela parecia me conhecer muito bem - prometa pai.
O pai dela suspirou, passou a mão no rosto da menina e o limpou, olhou para os guardas e fez apenas um jesto e os mesmo me soltaram.
- Não sei se isso é o certo a se fazer, mas farei, Austrea - ele fitou austrea no canto do salão.
- Sim senhor? - ela respondeu prontamente.
- Devolva-o - o pai da menina estava angustiado, dava pra ver na cara dele.
- Matará Charllot senhor? - Austrea respondeu assustada.
- Claro que não! - o pai da menina a abraçou e vi uma lágrima escorrendo de seus olhos - não vivo sem minha unica filha, o que faria, que sentido teria minha vida sem ela?! Farei sua vontade Char, Austrea Devolva-o imediatamente!
- Obrigada pai - os guardas soltaram a menina.
- Mas prometa uma unica coisa para seu velho pai.
- O que?
- Nunca mais irá vê-lo - a menina não respondeu - era isso que eu temia, filha isso trará sua morte, não quero minha filha morta Charllot! 
- Deixe que eu viva pai, viva da maneira que eu quizer, eu ... - a menina corou.
- Não diga isso - a mãe da menina se aproximou.
- O amo... - ela me fitou, aquilo tinha feito meu coração bater muito forte, corei.
Seu pai deu as costas e saiu do salão, fitou Austrea e ela me pegou pelo braço, a menina ficou nos braços da mãe, e eu fui saindo do salão.

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