domingo, 2 de outubro de 2016

If these wings could fly [C.01]



Cap.01 - Meu mundo, novo  mundo

Você se mudar do interior para uma capital é a coisa mais deslocante do mundo, não é como se mudar de uma cidadezinha pequena, para outra um pouco maior sabe?! É algo.. eu nunca vi um prédio na minha vida! Isso é algo frustrante de se dizer, e pior, eu estou indo morar sozinha.
Você deve estar se perguntando, "Mas por quê ela ta indo sozinha?".. Todo mundo tem momentos ruins nas suas vidas, e é quando eles batem a sua porta que você fica completamente sem chão, pois pronto, cá estou eu, dentro do trem indo para a capital porque eu estou completamente sozinha no mundo agora.
Me chamo Mina Hiagushi, tenho 15 anos, vivia feliz na casa de meus pais, adorava a companhia das minhas colegas de classe, até que meus pais resolvem viajar á capital sem eu saber, acordo sozinha em casa, aquilo era muito estranho, depois explico qual era o motivo da parte "Não me falaram porque eles foram para a capital", levanto-me da cama com a famosa cara de morta que sempre tenho, mas animada, era meu aniversário, dia 22 de novembro, eu amava a data do meu aniversário mais do que qualquer outra data do ano assim.. DE LONGE!
- Pai? - grito do segundo andar - MÃE? - percebi que não havia barulho nenhum dentro da casa, e comecei a ficar assustada.
Desci as escadas bem devagar, estava com medo de algum estranho estar dentro da casa, sabe-se lá porque pensei isso, mas sou completamente assustada com esse tipo de coisa. Ao chegar na sala percebi que não havia realmente  ninguém dentro da casa além de mim.
- Mas.. o que ta acontecendo - sussurrei.
De repente ouvi alguém se aproximando da porta dos fundos da casa, com o silêncio na casa até conseguia ouvir a respiração da pessoa, estava muito ofegante.
- MINA ABRE A PORTA POR FAVOR, MINA!  - o desespero em sua voz me tirou completamente do normal, algo estava muito errado, muito mesmo, corri para atender ao chamado do mesmo e abri a porta - Mina minha filha - era a senhora que morava sozinha na casa vizinha, ela já tinha uma certa idade, lágrimas escorriam em sua pele enrugada e desgastada de sua idade - Eu sinto muito - a mesma aproximou-se de mim e me abraçou, ela chorou mais.
- Akihiko.. o que ta havendo? - por algum motivo meu coração estava quase parando de bater - porque a senhora está chorando?!?!
- Sua mãe.. seu pai querida - a senhora me olhou profundamente nos olhos - o trem..
- O... qu..
- Não deu tempo, seu pai perdeu o controle do carro, ninguém sabe.. - eu a empurrei levemente - querida.. - a mesma tentou segurar-me mas logo me afastei.
Naquele momento meu mundo, não existia mais.
Você sabe o que é ter absolutamente tudo tirado de você por um simples.. "foi o acaso", acaso o car****,  eles eram tudo pra mim!
Naquele instante eu fiquei tão deslocada que cai de joelhos no chão, não consegui nem se quer chorar de tão chocada que fiquei, meu olhar vazio só queria encontrar o lindo sorriso que minha mãe tinha quando eu descia para tomar o café da manhã, meu corpo gritava .. implorava pelos braços do meu pai, braços aqueles que me confortavam, que me davam força pra tudo na vida mas, eu..
- Eu não tenho mais nada.. - sussurrei.
- MINA NÃO DIGA ISSO! - a senhora jogou-se ao chão e me balançou pelos ombros - Sua mãe não queria isso.
- Akihiko.. eu não tenho mais ninguém, não.. - uma lágrima fria e solitária escapou de um dos meus olhos.
- Eu estou aqui querida, sempre estive você sabe!
E foi isso que me aconteceu, agora estou sentada no vagão do, provavelmente, causador da morte dos meu pais, mas também é o que vai causar a segunda maior mudança da minha vida, como a escola que eu estava no interior era Paga, não tenho mais como me sustentar, e  nem tinha como morar com a Akihiko, ela já morava sozinha por conta de que seus filhos são todos bem sucedidos, e ajudam ela a viver na paz da sua casinha no interior.
Ao saberem da minha situação um deles se ofereceu a me ajudar a entrar em uma escola na capital, e iria me ajudar com as despesas de um pequeno apartamento bem próximo a escola até que eu conseguisse me ajeitar, eu.. uma garota de 15 anos.
Mas porque eles estariam fazendo isso? Você indaga.
Porque eles cresceram com meus pais, são quase uma família para nós, mas não sou próxima deles. A partir de agora terei que ser.
É uma história chocante e triste para se contar  tão nova para qualquer pessoa, por isso eu decidi não levar isso comigo para essa nova vida, decidi que se alguém perguntasse sobre esse assunto, mentiria, falaria qualquer coisa, não quero que tenham pena de mim pelo o que aconteceu! Eu já me sinto mal sozinha o suficiente, duas caras?! Talvez.
- Com licença, a cadeira está vaga? - enquanto estou eu pensando sozinha em tudo isso, surge um moço absurdamente bonito no corredor, seus olhos eram incrivelmente azulados, olhos azulados naquele local, isso era muito raro - Senhorita?! - fiquei tão extasiada com seus olhos que não prestei atenção que dei um vácuo enorme nele.
- Err, desculpe, sim, ta vaga sim - tentei parecer mais normal.
Ele sentou-se ao meu lado, respirei fundo e senti um cheiro.. aquele perfume me lembrava alguma coisa, mas minha cabeça não me deixava saber o que era.
- Desculpe minha indelicadeza, Boa tarde - ele sorriu - Me chamo Saito Mitsuka.
- Mina - procurei não abrir muito espaço para ele, é um estranho afinal, muito.. lindo, mas um estranho.
- Que belo nome, Mina - ele sussurrou.
Okay, isso foi estranho, maníaco talvez?! Provável!
Eram 2 horas de viagem no total, do interior a capital, eu mal vi o tempo passar, eu durmo com qualquer coisa, então acordei e já estávamos na cidade, percebi que o moço que estava ao meu lado a viagem toda, já havia ido embora, por algum motivo eu estava aliviada com aquilo.
Peguei toda minha bagagem e pedi um táxi até o apartamento que seria minha morada por alguns muitos anos.
Será a melhor formar seguir em frente e tentar apagar o passado ou viver com ele? Eu não sei.

Um comentário:

  1. Achei foda e quem te conhece sabe que tem referências sobre você mesmo *-* nossa e muito foda e adorei @icarodesousa adorei

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