domingo, 10 de fevereiro de 2013
The Path To Eternity [C.19]
Cap.19 - Emoções e Sentimentos
{HÁ MUITOS ANOS ATRÁS}
Freya caminhava por um campo coberto por flores de cores variadas, emanavam um cheiro muito agradável, o céu estava clara e limpo, o sol brilhava com toda sua força, os pássaros cantavam em um som tom, estava tudo calmo, o equilíbrio reinava em Tenaryon.
- Então você voltou - uma voz grossa pairou no ar, porém esta voz trazia paz ao lugar - Fico feliz que tenha cumprido sua promessa.
- Eu disse que iria voltar - Freya sorriu delicadamente - Erda enlouqueceu... - Freya fitou o chão.
- Quando você me encontrou pela primeira vez, lembra-se o que eu lhe pedi?
- Lembro.. mas não entendi muito bem o por quê daquilo - Freya suspirou - Tenho que encontrar alguma forma de parar Erda, mas não sei como Lâbi.
- Não me chame assim - de repente um gigantesco Sarkan saiu de trás de um montanha ao leste, ele caminhava calmamente na direção de Freya, tinha escamas brancas, brilhavam com a luz do sol, seus olhos eram tão azuis, que quase eram brancos - Meu nome não é este Freya.
- Desculpe-me - Freya ficou envergonhada.
- Freya não sou superior a você, não me trate assim.
- Devo respeito a você Lïdzsvaroht, isto é o minimo que posso fazer - Freya o fitou.
- Quem lhe disse isto? - Lïdzsvaroht a enfrentou, mas parecia brincar com Freya.
- Você é um ser...
- Eu sou o que você desejar, sou o que qualquer um desejar, então não me trate assim, sou seu amigo, esqueceu?! - Lïdzsvaroht a interrompeu - Freya, estou morrendo.
- MORRENDO?! - Freya se exaltou.
- O equilíbrio está sendo destruído Freya - Lïdzsvaroht parecia ter aceitado sua morte - Não há mais o que fazer..
- Não há mais o que fazer?! É A SUA VIDA, NÃO DESISTA DELA ASSIM! - Freya se irritou.
- Freya..
- VOCÊ NÃO..
- Freya! - Lïdzsvaroht falou em um tom um pouco mais firme e Freya se calou - Não há o que fazer, por mais que eu peça para você me tratar de outra maneira, nunca esqueça quem eu sou e o que represento para Tenaryon, eu não prevejo o futuro...
- Mas você escreve o nosso destino!
- Não o meu, posso escrever o destino de cada criatura em Tenaryon, mas não prever algo em que um dos três tesouros da terra sagrada estão metidos, não os controlo, Freya, não estarei mais aqui amanhã - Lïdzsvaroht respirou fundo e deitou-se no vasto gramado.
- Não... - os olhos de Freya se enxeram d'água.
- Não chore!
- Você não pode morrer!
- Freya...
- Sem você, como ficará Tenaryon?! - Freya ajoelhou-se em frente a Lïdzsvaroht.
- Vocês causaram isto Freya, então vocês saberão o que fazer após minha morte - Lïdzsvaroht fitou Freya - Nunca lhe abandonarei, nunca se esqueça disto, e mais uma coisa, não vá embora.
- Como assim?
- Não me deixe, preciso de alguém ao meu lado, neste momento de minha vida - Lïdzsvaroht falou nostalgicamente.
- Irei permanecer o tempo que precisar - Freya sorriu.
- Sua Rainha irá despertar daqui a muitos anos, muitos mesmos, e neste momento, preciso que esteja pronta para impedi-la.
- Despertar? Nós não morremos Lïdzsvaroht - Freya riu confusa.
- Nada dura para sempre Freya.. nada - naquele instante Lïdzsvaroht fechou os olhos e seu longo pescoço caiu delicadamente em cima do mar de flores, a cor de seu corpo já não brilhava tanto.
- Lïdzsvaroht?! - Freya levantou-se do chão assustada - Não.. Fale comigo! - seus olhos transbordavam várias lágrimas de tanta tristeza - Não... - Freya aproximou-se do corpo de Lïdzsvaroht e encostou suavemente a mão esquerda em uma das gigantescas escamas do mesmo - Você não estará morto, enquanto minha alma pulsar!
{NOS DIAS DE HOJE}
Alguns dias se passaram desde que tive uma conversa com Fenhrir, Liesi e Freya para decidir o que iriamos fazer sobre os tesouros da terra sagrada e os Sarkans, não irei omitir, mas estava muito nervoso, pois isto iria ser bem diferente da guerra em Müžïgä Naktï, pois iríamos enfrentar um dos três guardiões da terra sagrada, Uguns, não seria uma tarefa fácil.
- Soube que vai partir com Mikhail novamente - eu estava caminhando em direção do salão onde Liesi sempre estava, quando Anna me parou.
- Como você sempre sabe de tudo?! - a olhei surpreso - Muito antes dos outros saberem.
- Mágica - Anna riu.
- Vai me dizer que sabia de minha existência aqui?! - Freya surgiu do outro lado do corredor, Anna virou-se rapidamente para ver quem havia falado.
- Quem é você?? - Anna a enfrentou, mal sabia com quem estava falando.
- Vejo que não irei precisar de muita coisa para lhe mostrar quem sou eu - Freya riu baixinho, ergueu a mão para o alto e senti como se todo o ar do local estivesse sendo sugado para um ponto fixo no meio da mão de Freya, percebi que Anna estava ficando cada vez mais impressionada - Espero que saiba quem eu sou - o longo cajado de Freya formou-se na mão de Freya, ela o girou no ar, logo com o movimento que o cajado fazia, o ar foi se acumulando até formar um felino totalmente perfeito.
- ELA... - Anna estava de boca aberta - Como você... - Anna estava tão surpresa que gaguejava, Freya riu e acariciou o felino que tinha pelagem esbranquiçada - Como você conjurou uma das magias mais difíceis sem... pronunciar seu nome... nem Mikhail consegue fazer isso!!
- Calma Anna - gargalhei.
- Não pode ser verdade - Anna estava ficando pálida - Uma.. Loti... - Anna desmaiou, tomei um susto ao vê-la despencando e a segurei bem firme.
- Ela... desmaiou??? - Freya gargalhou - Kriüshâ, Tïgeris (1) - Freya fitou o felino e o acariciou novamente, subitamente o mesmo desapareceu como uma rajada de vento - Não sabia que minha aparição lhe causaria tanta emoção assim - Freya aproximou-se de mim.
- Eu também não sabia disso - rimos juntos, segurei Anna nos braços e a levei para seu quarto.
Após Anna receber um certo cuidado dos empregados do palácio, corri para o salão, afinal estava bem atrasado, mas acredito que Freya havia avisado o que tinha acontecido a Liesi.
Passamos a tarde inteira conversando sobre como iriamos fazer para chegar em Yelïejâ Kazenëm, e Liesi nos avisou que iriamos partir ao amanhecer do dia seguinte, quando a reunião com Liesi e Freya terminou, fui para o meu quarto arrumar algumas coisas para a viagem, até que ouvi alguém batendo na porta.
- Um minuto só - terminei de arrumar uma coisas e fui abrir a porta, era Freya - O que houve?
- Vim saber como sua amiga está - Freya sorriu.
- Para falar a verdade não fui vê-la ainda - ri meio sem jeito.
- Entendo, então irei visita-la - Freya deu alguns passos para ir embora.
- Era só isso? - ao ouvir minha voz ela me fitou, parecia querer dizer algo mais - Freya?
- Sim - ela sorriu, mas parecia esconder algo - Boa noite - logo foi embora.
- Estranho - fechei a porta e fui me preparar para dormir, o dia havia sido bem cansativo para falar a verdade.
----------------- (Okeäna Viršanas) -----------------
O lugar era repleto de rios de lava, com poucos lugares firmes para se andar, pois qualquer passo em falso, o chão poderia se rachar no meio devido o fluxo de lava por de baixo do mesmo.
Uguns estava sentado no meio de um gigantesco bloco de pedra que flutuava em cima do rio de lava, parecia bem calmo até, tinha uma pele tão duro quanto diamante, pois para aguentar temperaturas tão altas, teria que ter uma pele bem resistente, seus olhos eram bem pequenos, quase imperceptíveis, e totalmente negros, em cima de sua cabeça haviam extensões de suas escamas, mas em cores azuladas, já sua pele inteira tinha uma cor parecida com cobre bem escuro. Uguns usava suas gigantescas asas como foices no ar, pois com sua pele super resistente, poderia cortar qualquer coisa, em seu pescoço haviam pequenos circulos brilhantes, que quando Uguns entrava em furia, dos mesmos saiam rajadas de fogo.
- Mestre, o que você irá fazer? - um pequeno ser se equilibrava em cima do corpo de Uguns, parecia-se com uma pequena ave, porém com um porte bem maior, e penugens mais grossas.
- Não há muito o que fazer Liyus - Uguns falou sem ligar muito para a criatura.
- Mas você não ouviu o que eu lhe disse ontem?! Uldar irá vim com Mikhail e um arqueiro meia boca aí! - Liyus estava assustado.
- Deixe que venham... - Uguns não parecia estar nem aí.
- Querem o seu tesouro mestre!! - Liyus gritou.
- Melhor se calar, antes que o engula de uma vez - Uguns bufou, e de suas narinas saíram rajadas de fogo.
- Desculpe mestre - Liyus se escondeu de baixo de uma das asas de Uguns, ficou com mais medo ainda de Uguns.
- Só irão conseguir tirar este tesouro daqui, quando eu estiver morto! Então, é meio impossível Liyus, não se preocupe - Uguns fitou o céu, coberto por várias nuvens causadas pela fumaça de milhares de vulcões no local.
----------------- (Dzelzs pilsëta) -----------------
Antes mesmo do sol nascer eu já estava acordado esperando Liesi e Freya no cais do porto da cidade, mas percebi que as duas se atrasaram muito, pois o sol nasceu e nem sinal de nenhuma das duas no lugar.
- Me desculpe o atraso - Freya chegou antes de Liesi - Dormi um pouco mais - ela riu, corou um pouco - Está esperando faz tempo?
- Não, não - sorri, não iria dizer que estava esperando a muito tempo, acredito que isto é um tanto falta de educação.
- Aonde está Liesi? - Freya suspirou e prendeu os longos cabelos brancos com um pedacinho de madeira.
- Não sei - incrível como ela ficava deslumbrante de qualquer maneira, e não percebi que fiquei tempo de mais a encarando.
- Algum problema?! - Freya me fitou e sorriu.
- Não! Nada - ri baixinho e fitei o céu, fiquei muito sem jeito.
- ESTÃO ESPERANDO O QUE?! ANDEM E ME TRAGAM ESTE TAL TESOURO! - Liesi gritou do outro lado do cais para mim e Freya - VÃO AGORA! - Liesi gargalhou.
---- Notas -----
(1) Desapareça, Tïgeris - frase dita em Bezgalïgs.
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