Cap.01 - O Prólogo
Tudo começou por causa de uma mulher, a Rainha dos Loti Izturigs, que eram seres imortais, com longas orelhas pontudas, e olhos bem claros, na maioria das vezes, com uma pele delicada e as vezes chegava a ser um pouco luminosa, ela governou seu povo por milhares e milhares de anos, todos a respeitavam, ela era a soberana perfeita que qualquer povo poderia ter, até que a ganância consumiu sua mente, e então ela decidiu impor sua imortalidade como superioridade a todos os povos e reinos de Tenaryon, disse que por seu povo ser imortal, todos tinham que tratá-los como Deuses, e então ela seria a Rainha de absolutamente tudo.
Obviamente alguns poucos reinos preferiram não ir contra tal vontade, pois se houvesse uma guerra, não há se quer como vencer os Loti Izturigs, possuem o maior conhecimento em alquimia e mágia dentre todas as raças, enquanto uns ainda são bárbaros com machados montados em cima de animais, já os Loti Izturigs não, são tão poderosos que conseguiram "domar" um dos 3 grandes protetores das terras, os Surkans, seres alados, gigantescos, com uma pele mais resistente do que qualquer material já existente em Tenaryon, com quatro patas e uma longa cauda, domaram ele para que cuidasse do seu bem mais precioso, a árvore da eternidade, uma árvore tão alta que pode alcançar os céus.
O Surkan que guardava a árvore, Üdenstornis, era o mais sábio dentro todos os outros de sua raça, não o mais forte pode-se dizer, mas sua sabedoria era muito respeitada por todos. A árvore da eternidade é a fonte de vida dos Loti Izturigs, uma vez destruída, a raça não existirá mais, ninguém sabe ao certo como surgiu essa árvore ou a raça mais antiga de toda a história de Tenaryon, porém lendas contam que antes de tudo e todos, existia somente uma pequena semente em um pequeno pedaço de solo e em volta o mar, e então um dia a semente criou vida sozinha, e começou a crescer e então deu vida ao primeiro Loti Izturigs, a rainha, porém ela não era um ser de carne e osso, era apenas um espírito, e aos poucos a árvore foi ficando cada vez maior e mais poderosa, e assim criou tudo que conhecemos hoje.
A árvore nunca parou de crescer ou de gerar a vida, é por isso que eles a protegem com tanto cuidado, e então nesse dia a Rainha colocou tudo a perder. A Maioria dos reinos foram contra sua decisão, de querer se tornar a soberana de tudo assim repentinamente, e então ela se enfureceu. A Rainha era conhecida por suas batalhas antigamente, tinha uma habilidade inigualável na esgrima, e seu exército era o maior que já existira. Quando ela soube que as raças não iriam se entregar a sua decisão, ela decidiu ir para a guerra contra tudo e todos, obviamente seu exército era maior do que todas as raças juntas, mas uma outra Rainha foi mais esperta do que todos, Miesha, a Rainha dos Dökkalfar, seres de pele azulada ou lilas, com olhos normalmente dessa mesma cor, e leves como uma pluma, e com isso muito ágeis, decidiu fingir aceitar o que a Rainha dos Loti Izturigs propos, e esperou todo eles irem para a guerra, então partiu com todos o seu exército em direção da árvore da eternidade.
Porém ninguém sabia ao certo onde essa árvore ficava, mas Miesha arriscou tudo, e foi diretamente ao reino dos Loti Izturigs. No reino só permaneceram mulheres e idosos que não lutavam, tinham papeis mais fundamentais para a construção de um reino, como cozinheiros, mineradores, artesãos, trabalhadores desse tipo, mas como são imortais, e não tinham como atacar o exército de Miesha, ela passou com uma certa facilidade, porém ao chegar no guardião Üdenstornis teve um grande desafio.
Ele lhe entregou várias charadas, que somente a Rainha dos Loti Izturigs poderia responder, mas sempre dentro de um reino, há o traidor, e nesse não era diferente, ele queria ver a destruição da Rainha, pois ela havia levado sua raça a ruína bem antes da guerra, então não a queria ver no poder, porque a guerra já estava decidida, pois como se mata alguém imortal?! Então ele decidiu contar tudo para Miesha, e ela respondeu todas as charadas corretamente, Üdenstornis foi libertado e partiu, e Miesha ficou no caminho da árvore que era guardado pelo Surkan.
Uns dizem que ela chegou a beber da água do lago criado pela árvore em volta da mesma, pois essa água é uma das fontes de seu poder, outros dizem que ela nem chegou a ver a árvore, mandou os arqueiros acenderem as flechas com fogo cinza, um fogo mágico feito pelos alquimistas Loti Izturigs, entregue pelo traidor a Miesha, e atirarem na árvore, mas o que se sabe ao certo é o final disso tudo, em que a árvore foi destruída, e todos os Loti Izturigs morreram.
Miesha não foi tão ambiciosa quando a outra Rainha, não quis o poder para ela, apenas disse, "Vivam suas vidas, e protejam-se, porque os dias de paz, acabaram hoje", desde então as guerras são constantes, e as mortes são consequência disso.
Desde então, nunca mais se viu um Loti Izturigs, outros seres com a vida mais longa os conheciam, mais a maioria só os conhecem por lendas, contos, canções.
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