terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Konna Koto Hajimetette [C.09]


                     Cap.09 - Passados inacabados
Anoiteceu.
- Estou sentindo alguma coisa esquisita no ar - Daisuke não parava de olhar para o lado de fora das janelas do meu quarto - qual foi o sonho que você teve ontem Yoko?!
- Sonho?! Ah sim! Bom tinha um homem com um terno preto, com cabelo negros e olhos amarelados em cima de um prédio enorme, e ele tava conversando com uma mulher negra com um cabelo branco bem longo e olhos rosados - quando terminei de falar Daisuke puxou minha cadeira que estava virada para o computador, pra cima dele - Que foi menino?!
- O que eles estavam falando Yoko???
- Err... - tentei lembrar.
- DIZ!
- CALMA POXA! - suspirei - O homem disse algo sobre matar alguém sei lá, e a mulher disse que era impossível, ai ele machucou ela, e .. - Daisuke largou a cadeira com tudo pra cima do meu guarda-roupa e abriu uma janela.
- Não saia daqui Yoko! Em hipótese alguma, está ouvindo?! - antes dele desaparecer, me fitou, parecia bem preocupado e só balancei minha cabeça positivamente - tranque tudo, mande sua mãe trancar tudo e colocar Talismãs iguais a aquele que estava no vaso nas portas e janelas - ele desapareceu.
- Onde raios eu vou achar mais daqueles talismãs senhor?! - fechei a janela e fui até o quarto da minha mãe, abri a porta e ela estava deitada vendo televisão - Mãe, Daisuke ficou estranho e saiu correndo daqui...
- ELE LHE DEIXOU?! - minha mãe deu um pulo da cama.
- Calma mãe! Meu Deus... Não né, ele sentiu algo estranho e me perguntou sobre um sonho que eu tive ontem antes de ir dormir, ai disse pra eu mandar você trancar tudo e.. colocar uns talismãs nas portas e janelas.
- Uns... talismãs?! - ela parecia não estar acreditando quando eu disse aquilo.
- Isso - fechei a porta e fui para o meu quarto.
Eu estava bem nervosa, tenho que admitir, não sabia o que estava acontecendo e aonde o Daisuke tinha ido.
Não estava nem conseguindo ficar na frente do computador jogando, estava nervosa de mais. Desliguei o computador e me joguei na cama.
- O que será que aconteceu?! - respirei fundo e fui fechando os olhos.
Foi tão rápido que nem ouvi o barulho, só senti os estilhaços do vidro da minha janela caindo em cima de mim, e alguém me arrancando da cama pela cintura e me pendurando no ombro, logo parecíamos voar.
- Me solte! - não conseguia ver quem era - ME SOLTA!!
- CALE-SE!! - aquela não era a voz do Daisuke, tremi de medo - melhor ficar calada, se não arranco sua língua fora humana.
Olhei ao redor e estávamos voando muito alto, e estava muito frio. Rapidamente paramos em um lugar bem distante da cidade, com pouca luz, não parecia ter ninguém ali por perto, quando o homem me colocou no chão vi que era o mesmo homem do meu sonho.
- Aonde está a raposa que protege você?! - ele me encarou, parecia bem frio, me deu muito medo.
- E-E-Eu não sei, E-Eu juro! - como sou medrosa, comecei a chorar baixinho.
- Pare de chorar - ele se abaixou e me olhou nos olhos - não vou machucar você - fiquei mais calma - bom, se ele chegar rápido não vou machucar, então se você tiver alguma maneira de trazer ele aqui, eu o faria bem rápido.
- Mas.. eu não tenho - suspirei bem triste.
- Então irei lhe machucar - ele passou a unha enorme no meu rosto e cortou um pouco, logo ele se levantou e se afastou - na verdade não devia nem meter você nisso, você não tem culpa de um incompetente como aquele estar cuidando de você garota...
- O que quer com ele? - o fitei.
- Nos éramos amigos.. - ele parou por uns segundos, parecia se arrepender de algo ou estar lembrando - Mas..
- O que quer que tenha acontecido eu acredito que ele tem uma explicação pra você - o interrompi e ele virou para me olhar - sei disso.
- Como sabe?! - ele não tirava as mãos dos bolsos.
- Só.. - fitei o nada - sei - sorri sem perceber.
- Ele matou minha mulher! - o homem falou tão forte, que sua tristeza pairou no ar - como há explicação para isso menina?! - o fitei assustada.
- Matou...? - sussurrei - Mas...
- Por quê? - ele se virou para o lago que estava no nosso lado - É.. é isso que eu quero saber a mais de 240 anos, mas ele.. fugiu.
- Então vai fazer a mesma coisa comigo? Se ele não chegar... - tentei me levantar, mas algo me impedia, e eu não conseguia ver o que era.
- Não irá conseguir se levantar.. E... Não sei, acho que não devo lhe meter nisso, mas minha mulher... - ele travou naquele momento - também não tinha culpa.
- Tinha sim! - Ouvi a voz do Daisuke e ele apareceu perto do homem.
- Vou acabar com isso hoje! - o homem se enfureceu.
- Deixe-me explicar Kazuo! - Daisuke ficou nervoso.
- Você teve mais de 200 anos para de explicar, acha que vou lhe ouvir agora?! 
- 200 anos....? - Daisuke fechou a cara e Kazuo ficou sem entender - Você sabe que não tive tanto tempo assim - Daisuke falou baixinho.
- NÃO ME INTERESSA O QUE ACONTECEU COM SUA ULTIMA DIVINDADE! - Kazuo se irritou mais.
- Ultima Divindade..? - sussurrei.
- Me ouça! - Daisuke tentou para-lo mais Kazuo ergueu uma das mãos, e socou o rosto do Daisuke, fez um barulho tão ensurdecedor que tapei as orelhas, Daisuke foi jogado longe.
- Vou lhe matar hoje, vou vingar Tsuna de uma vez por todas seu desgraçado! - Kazuo se moveu muito rápido e apareceu na frente de Daisuke ainda caído com o rosto sangrando.
- Mais que menina linda - ouvi uma voz ao lado do meu ouvido e me virei rapidamente, era a mulher que também estava no meu sonho - eu ficaria tão forte unindo você a mim menina, você nem imagina! - ela sorriu e se abaixou, lambeu meu rosto e eu chorei - não chore, não vai doer nada - quando ela se aproximou algo se chocou contra seu corpo e a jogou longe, corri para longe.
- Não... - quando percebi, Daisuke tinha jogado seu corpo contra a mulher, para que ela se afastasse de mim - se.. atreva a tocar nela novamente - ele falou com dificuldade, estava muito ofegante.
Ele a jogou contra a parede e a encarou, ela parecia com medo.
- KITSUNE [Raposa]!!!!!!!!!!!!!! - Kazuo se enfureceu mais ainda, e comecei a sentir dificuldade em respirar.
- YOKO! - Daisuke se moveu rápido e me segurou - acalme-se! - estava com muita dificuldade de respirar.
- Shinku juryoku [Vácuo Gravitacional] - de repente o ar desapareceu completamente, no mesmo instante Daisuke me beijou, corei muito, mas percebi que ele estava passando seu ar para mim.
- YOKO NÃO! - ele ficou desesperado - YOKO!!!! 
- Dai..
- Não fale! - ele tampou minha boca e me beijou de novo para passar mais ar - tente segurar o máximo que consegue, vou acabar com isso rápido - ele fechou a cara, parecia com ódio - Já fecha! - seu corpo se envolveu em chamas.
- C-C-COMO?! - Kazuo se assustou - Como suas chamas se propagam no vácuo?!
- Não me faça rir! - Daisuke me olhou e sorriu - Saigo no Guresu [Ultima Graça] - a cauda do Daisuke foi se dividindo e o fogo ficou azulado.
- NÃÃÃO!!!! - a mulher que me atacou se jogou na frente do Kazuo - Por favor Daisuke! Não faça isso! - no mesmo instante as chamas que envolviam o corpo do Daisuke desapareceram - Chega disso! - ela estava muito aflita - Ouça ele Kazuo-kun! Vocês eram melhores amigos, ouça o que ele tem a dizer.
- Não... NÃO ME ENVERGONHE! - Kazuo bateu com muita força no rosto da mulher e a jogou longe.
- Kazuo! - Daisuke ficou furioso, mas a mulher apareceu rapidamente na frente do corpo do Kazuo - Porque faz isso Kiichi?!
- Por que... - o rosto dela estava sangrando - Eu.. amo ele, mesmo ele não me querendo e.. sempre vivendo no passado e só pensando em matar você.. e ainda amando aquela mulher eu ... nunca vou deixar de amar ele... - ela chorava.
Kazuo fez um movimento com a mão e o ar voltou a circular, eu já estava no meu limite e respirei, apesar da falta de ar fui me acalmando.
- Kazuo escute-me! - Daisuke começou - Não há desculpas que desculpem o que eu fiz, disso eu sei, você não precisa nem me dizer isso, mas antes, me escute! Sua amada Tsuna, era a causa das mortes na aldeia em que eu vivia com minha ultima divindade, e todos estavam morrendo porque ela estava matando todos!
- Não seja ridículo! - Kazuo gritou.
- Porque acha que eu iria mentir?! Se o principal você já sabe?! Eu a matei! E não nego isso - Daisuke permaneceu firme - Ela não era quem você pensava que era Kazuo, eu era... SOU SEU AMIGO! E disse pra você naquela época o que ela era.. Mas você não me ouviu, e preferiu ela a me ouvir, então recebi a ordem de decapta-la, e o fiz!
- Não...
- É a verdade! Ouça ele - Kiichi chorava, e caiu aos pés de Kazuo.
- Sinto sua falta e você sabe disso, você é meu único amigo, e você não tem noção do quão difícil foi obedecer àquela ordem Kazuo, não por ela, porque ela mentia pra você e se passava de boa, mas não era, mas foi difícil por sua causa, eu sabia como as coisas iriam ficar... 
- Como quer que eu acredite nisso?!?! - Kazuo ficou confuso.
- Aonde ela dizia pra você todos os dias ao anoitecer Kazuo? - Percebi que Daisuke tinha acertado o ponto fraco.
- Não seja..
- Responde! - Daisuke o interrompeu, e Kazuo ficou em silêncio.
- Ela dizia.. - ele demorou a completar - que ia ajudar nas tarefas em uma vila perto de onde nós morávamos .. Mas nunca me deixava ir junto, até que um dia eu comecei a perceber que ela voltava com muito cheiro de sangue, mas nunca perguntei o porque daquilo..
- Então! Acredite em mim Kazuo! 
- Quero conversar com você à sós! - Kazuo desapareceu, logo depois Daisuke também.
- Mas que loucura é essa? - Sussurrei e fui me levantando devagar, Kiichi se aproximou e eu me afastei.
- Não vou lhe machucar - ela sorriu graciosamente - tive que fazer aquilo para tudo isso acontecer e Kazuo se tocar das idiotices que ele vem fazendo, me perdoe - ele se ajoelhou.
- Quê é isso! Levanta menina! - corei.
- Você é uma Divindade Yoko, devemos respeito - ela riu baixinho - Sou Kiichi Hashimoto, um demônio dragão - ela sorriu.
- Aonde eles foram Kii? 
- Não tenho ideia, mas espero que se entendam...

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