domingo, 30 de dezembro de 2012
Konna Koto Hajimetette [C.01]
Cap.01 - O Trabalho e a Loja
- Yoko! Yoko!!! - Ouço alguém me chamar, mas tava com uma preguiça tão grande de virar e ver quem era que nem virei - Yoko, espera! - E finalmente parei de andar.
- Que foi Emi? - Suspirei.
- Porque você não assistiu a ultima aula?! - Comecei a andar e Emi foi me acompanhando.
- Porquê... Na verdade eu não quis - ri baixinho.
- Pois espero que já esteja sabendo do trabalho que a professora passou hoje - Emi riu com um ar de superioridade e foi indo embora.
- EMI ESPERA! - Corri para perto dela, e a mesma parou de andar, cruzou os braços como esperasse algo de mim - Err.. Desculpa, eu só não tava afim de olhar pra cara daquela professora de novo então fui pro telhado..
- Quando for fazer isso, pelo menos me chama né - ela riu e puxou meu braço - Enfim.. - continuamos a caminhar pelo corredor da escola - Ela disse que temos que escolher algum objeto antigo.. ou até um personagem de antigamente sabe, para falarmos de sua história e influência nos dias de hoje.
- Mas onde diabos a gente vai achar um objeto?! - disse já cansada pensando no trabalho que essa porcaria ia dar.
- Tu é burra é?! - ela me parou - No centro da cidade tem uma loja gigantesca de antiguidades e tu pergunta ONDE YOKO?! Eu hein.. - voltamos a andar - Bom, eu sou a representante do grupo, então pude escolher quem eu quisesse por.
- E quem não estava na aula?
- Iria participar do grupo que lhe fosse escolhido sem objeções - ela me fitou rindo maldosamente.
- Por favor, diz que tu me escolheu - fiquei nervosa.
- Claro que escolhi né - balançou a cabeça e suspirou - Você, Akemi e Yori.
- O Yori no nosso grupo? - corei.
- Mas porque? - ela me fitou confusa.
- Pensei que ele iria com os amigos dele e não com a gente.
- Mas ele é nosso amigo Yoko.
- Certo - me calei.
- Vamos hoje, às 15:00 nos encontrar na praça no centro da cidade, temos que ir na loja procurar alguma coisa pro nosso trabalho, Okey?!
- Certo, certo, mas você já avisou pros...
- Claro que já! O que acha que nós ficamos fazendo na aula todinha?! A aula que você não estava né! - ela me olhou chateada.
- AÍ desculpa, meu deus - suspirei - Se já disse tudo, vou pra casa.
- Yoko espera! - ela me segurou.
- Quê?! - a fitei.
- Cuidado, viu? - ela pareceu aflita.
- Tá mas.. com o que?
- Você não vê jornal?! - ela cruzou os braços novamente.
- Não vou responder - virei a cara com raiva e ela me puxou novamente.
- Yoko, já é o segundo assassinato na rua da sua casa!
- Disso eu sei Emi, eu moro lá, apesar de eu não ver jornal, mas são 10 horas da manhã! Eu vou ficar bem - sorri e beijei seu rosto - Até mais tarde.
Sai do colégio e fui indo pra casa, graças a Deus eu era uma das poucas pessoas que morava perto do colégio, a maioria das pessoas tinham que pegar o mundo pra chegar no colégio, eu não, acordo 10 minutos antes de começar minha aula e ainda chego faltando uns 5 pra começar.
Não vou mentir que após Emi me lembrar do que havia acontecido na minha rua, fui pra casa com um certo medinho, vai que eu encontro um louco no meio da rua né.
Mas no fim eu cheguei lindamente bem em casa.
- Mãe cheguei! - gritei.
Eu moro só com minha mãe, meu pai morreu quando eu tinha 2 anos de idade, ele era policial e morreu defendendo sua cidade. Desde então minha mãe tem sido não só uma Mãe, mas um Pai também, nunca me deixou faltar nada, resumindo, ela é mais que a melhor mãe do mundo.
- Mãe?! - sempre que eu chegava da aula e gritava, avisando que eu tinha chegado, ela sempre saía da cozinha com um sorriso lindo e de braços abertos para falar comigo, mas hoje tinha sido diferente, então lembrei-me do Emi havia dito - MÃÃEE?!!?!? - saí gritando desesperadamente pela casa a procurando por todos os cômodos, como eu não estava achando ela, comecei a chorar - MÃÃÃÃÃEEEE!!!!
- YOKO! CALMA! - Ouvi a voz dela vindo da sala e desci as escadas, ela estava lá, linda, com seu melhor sorriso e correu para me abraçar - Filha o que houve?
- Ainda bem - a abracei com força.
- Yoko, o que houve minha filha? - ela estava aflita.
- Fique.. preocupada - corei.
- Com o que?
- Você não me respondeu quando eu cheguei - olhei pro lado, com muita vergonha.
- Yo... Own minha filha - ela riu - eu estava limpando os móveis aqui na sala amor, não ouvi porque o aspirador estava ligado, desculpe.
- Certo! - corei mais ainda.
- Vá tomar um banho filha, o almoço ficará pronto daqui a alguns minutos certo? - ela beijou meu rosto e corri para o meu quarto.
- Nossa.. que susto! - sorri e encostei a porta do quarto.
Soltei o laço que prendia meu cabelo, abri uma das janelas para correr um vento no meu quarto, porque como estava no verão, estava um calor horrível, tirei a roupa e me joguei na cama, fiquei olhando para o teto morrendo de preguiça.
Parei para pensar o que poderíamos encontrar naquela loja de antiguidades, eu não entendia muito de história, então não fazia ideia do que poderíamos levar daquela loja.
Depois de muito pensar acabei pegando no sono.
- Yoko! O almoço está pronto! - Ouvi minha mãe me chamando, dei um pulo da cama, peguei um blusão, me vesti e fui descendo - Te chamei umas 4 vezes, tava fazendo o que?
- Acabei pegando no sono, tava um ventinho tão bom lá no quarto - ri baixinho.
- Sei, sei - ela riu também.
No almoço, conversamos bem muito, como sempre, expliquei para ela sobre o trabalho que eu tinha que fazer com Emi e Yori.
- Quando eu tinha a sua idade filha, eu adorava ir naquela loja - ela sorriu.
- Mas.. pra fazer exatamente o que? - fiquei curiosa.
- Você só vai entender quando entrar lá, mas vou tentar explicar - ela começou a falar - lá tem milhares de coisas, coisas que você nem imagina existir Yoko-chan - ela riu - e também que antes de conhecer seu pai eu gostava do filho do dono da loja - ela corou - então esse era mais um motivo de gostar de ir lá entende.
- Coisa feia mãe! - Rimos juntas.
- Mas a parte de ter coisas incríveis lá é pura verdade filha, é incrível mesmo, tinha um jarro lindo lá que pertencia a um general que viveu a muuuito tempo atrás filha, era super caro e lindo, acredito que ainda deve estar lá - continuamos a comer.
Terminei de comer e fui trocar de roupa para encontrar o pessoal no centro, afinal estava bem tarde já.
- Até mais tarde mãe, tô saindo! - gritei e fui indo embora.
- Cuidado Yoko, e não volte tarde, está muito perigoso!! - até ela com isso.
Eram 14:10, fui correndo para o metrô e logo cheguei no local marcado.
- Atrasada! - Emi estava com a mesma cara de revoltada de sempre.
- Meu Deus! São 15:05!!!! - estava ofegante, da estação fui correndo para não dar mais motivos para ela gritar comigo.
- Atrasada - ela sorriu falsamente - Enfim, vamos!
- Aff! - respirei fundo - Oi Yori - corei e sorri.
- Não liga pra ela, quando era 14:59 ela já tava doida aqui gritando pelo teu nome - Yori riu.
- Aí que vergonha meu Deus - rimos juntos.
Fomos caminhando e conversando até a loja, e logo havíamos chegado.
- Sejam bem vindos! - uma linda moça nos atendeu assim que entramos na loja, tinha longos cabelos loiros e olhos esverdeados - Estão procurando algo em específico? - Emi a explicou sobre nosso trabalho - Certo, então procurem, perto de cada objeto há um pequeno papel explicando um pouco sobre sua história, qualquer dúvida, me chamo Aiko - ela sorriu e voltou a ajeitar uma prateleira.
- Se acharem algo interessante, avisem, mas pelo amor de Deus, sem brincadeiras! - ela me olhou e depois fitou Yori, uma indireta.
- Como assim?! - Ri e olhei para o Yori.
- Menina chata - Yori riu e foi olhar as coisas do outro lado.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
If these wings could fly [C.04]
Cap.04 -O Acidente Quando eu falo que fiquei por muito tempo no telhado, eu não estava mentindo, até peguei no sono, só acordei com...
-
Cap.04 -O Acidente Quando eu falo que fiquei por muito tempo no telhado, eu não estava mentindo, até peguei no sono, só acordei com...
-
Cap.19 - Os Demônios Subiram à Terra Quando voltamos da caminhada, Willy estava lá com todos, só nos esperando para contar o q...
-
Cap.03 – Kalindor - Senhor Sieg, estou entrando – eu estava dormindo quando ouvi alguém batendo na porta e logo u...
Nenhum comentário:
Postar um comentário