Cap.05 - A Luta contra as escadas
Muita coisa havia acontecido, minha cabeça estava bagunçada, e eu nem sabia o que pensar. Estava tão fora de mim, que nem sonhar, eu sonhei, des dos meus 5 anos de idade toda noite eu sonho, mas essa noite havia sido conturbada de mais para minha cabeça conseguir prosessar tanta informação ao mesmo tempo.
Estava respirando calmamente, me sentia bastante confortável, parecia estar deitado em uma cama muito, mais muito confortável, até que acordei subtamente, e me sentei na cama.
- EI EI, calma! - Aoki veio correndo do outro lado do quarto para me ajudar - não vá se levantando assim com tudo, você perdeu muito sangue Souske-kun, deite-se - não sabia porque, mas estava bastante fraco, e logo segui seu conselho - como se sente?
- Fraco, confuso... - falei bem baixo;
- Imagino - ele suspirou.
- O que... aconteceu? - o fitei.
- Você não lembra de nada Souske? - ele me olhou surpreso.
- Lembro de você me colocar sentado em uma cadeira no corredor do hospital e alguns médicos me socorrendo, só isso, o que aconteceu comigo?
- Seu corte, nas suas costas se abriu, ninguém sabe porque, nós mesmo vimos que naquele dia não tinha sangrado e sabado tinha sangrado...
- Sabado?!
- Você está dormindo ai há quatro dias Souske, não estão nem sedando você, porque você nem se quer reagia a qualquer estímulo, um médico disse que você estava em coma, mas a maioria disse que você tinha uma coisa com um nome esquisito lá, não lembro.
- E... Lucy?
- Morreu.
- Não entendo... não era pra ela ter morrido tão repentinamente assim, no dia que chegamos na pousada, perguntei pra ela se ela tinha ouvido a música toda, ela disse que não - fiquei mais confuso ainda.
- Ela pode ter mentido.
- Mas ela morreu dois dias depois! Como isso é possível Aoki?! O normal, pelo menos até agora, é entre três e duas semanas, e não depois de dois dias!
- Você acha mesmo que essa música tem alguma coisa haver com isso Souske? - Aoki ainda não acreditava, mas eu não o julgava, é dificil até pra mim mesmo acreditar nisso tudo.
- Não está certo...
- Souske... O que ela quis diser com "Olhe para a sua imagem, e veja o que nós vemos"? - Aoki se sentou numa cadeira perto - Nós quem?!
- Não sei, não faço a mínima ideia, sem mentira - suspirei.
Fechei os olhos por alguns segundos, e pude ver um "flash" de uma imagem, novamente no corpo de Kyoko, mas o mais estranho, é que eu não estava dormindo, e o mais incrível é que eu não conseguia abrir meus olhos. Kyoko estava dentro de um carro que uma mulher dirigia, logo parou em frente a um prédio branco bem grande, estava muito nublado, não consegui enchergar direito onde ela estava, ao sair do carro ela abriu seu guarda-chuva. Foi andando até adentrar no prédio, estava cheio de gente.
- "Bom dia" - reconheci aquela voz - "O que posso fazer por você?"
- "Bem, não sei direito o nome..." - Kyoko parecia nervosa.
- "Como?! Diga para qual departamente do hospital você deseja ir, que lhe guiarei" - Kyoko olhou para os lados, e por um instante pude ver o nome do hospital, era o mesmo que eu estava.
Abri os olhos rapidamente, arranquei todos as coisas que estavam ligadas ao meu corpo, que me mantiam vivo e alimentado, coisa de hospital, nem percebi que estava sem blusa e chinelos, apenas com a calsa.
- SOUSKE! - Aoki gritou e tentou me parar, mas fui incrívelmente mais rapido.
Abri a porta do quarto e fui correndo para as escadas de emergência do hospital, era como se aquilo fosse crucial para minha existência, o complicado era que eu estava no 15º andar do hospital, e recepção era no 1º andar, tinha que fazer um milagre para consegui chegar lá em baixo a tempo.
A cada andar que descia, parecia que o primeiro andar ficava cada vez mais longe, eu estava muito cansado, fraco, e nem percebi que um de meus braços estava com sangue, que pingava no chão da escadaria, pois eu estava recebendo medicamentos na veia, e quando arranquei os fios, rasgou minha pele, mas nem liguei para aquilo, só tinha que chegar lá em baixo.
- SOUSKE! VOLTE! - Aoki gritou da porta lá do 15º andar, mas eu já estava no 6º, e não ia parar por nada nesse mundo - Souske quer se matar?! - Aoki gritou novamente e ouvi um barulho de porta batendo muito forte, acho que ele ou devia estar descendo desesperado atrás de mim, ou fez algo mais inteligente do que eu, que agi pro impulso, fui logo pelas escadas.
Até que as escadas acabaram, minha respiração estava tão ofegante, que eu estava enchergando tudo embaçado, e estava bastante fraco. Abri a pesada porta para ir à recepção do hospital, mal tive força, mas consegui.
- Kyo...ko - caí de joelhos no chão.
- Senhor!! - uma enfermeira gritou e veio correndo me socorrer.
- Onde... onde está a recepcionista? - a fitei com muita dificuldade.
- Não é hora pra isso, tenho que...
- Responda! - encostei minha mão toda cheia de sangue em seu rosto.
- Hyuuja! - a enfermeira chamou a recepcionista, a mulher veio se aproximando com muito cuidado, estava assustada com meu estado.
- Onde... onde está a menina de longe cabelos azuis?! - se ela não respondesse logo eu iria desmaiar e tudo teria sido em vão.
- Cabelo azul?! - Hyuuja não parecia estar sabendo do que eu estava falando - Olha...
- Por favor, diga que ela esteve aqui - tentei me levantar, mas logo caí no chão novamente.
- SOUSKE! - Aoki veio correndo de um corredor e me segurou em seu ombro - tá louco?!
- Por favor... - meus olhos se encheram d'água.
A mulher parecia pensar, tentar encontrar alguma imagem que pudesse me dizer se ela esteve ali mesmo, e pra onde ela foi, mas acho que ela nunca tinha passado por aqui mesmo.
- Desculpe.. - dei as costas e me soltei de Aoki, fui quase rastejando até o elevador, uma enfermeira ia tentar me ajudar, mas eu a afastei com cuidado - não preciso de ajuda - apertei o botão para o elevador descer e fiquei encostado na parede, tentando respirar.
Logo o elevador chegou e eu entrei, logo em seguida Aoki me seguiu.
- Espera! - Hyuuja veio correndo e segurou a porta do elevador - 21º andar, quarto 314! - ela sorriu.
Minha alma foi restaurada naquilo, e retribuí o sorriso, apertei bem rapido o botão do 21º andar, e fiquei esperando o elevador subir.
- O que aconteceu? - Aoki me fitou, e me ajudou a andar.
- Você vai ver - sorri, meu coração batia muito rapido.
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