domingo, 22 de abril de 2012

The Contract Life [C.01]

                                                Cap.01 – Vitta
Estava dormindo, suavemente, mas estava muito bom, logo fui sendo acordado por um suave som, que me levava a abrir os olhos e procurá-lo, mas não estava dentro do quarto. Mesmo deitado, me sentei na enorme cama e olhei pela gigantesca janela de meu quarto, só avistei as nuvens e estrelas.
Mas aquele som... Era muito bom de ouvir, uma voz feminina que cantava em um idioma, que por sinal era o mais velho dentro os existentes em nosso planeta, “Svencko”, em minha opinião, o mais belo idioma, principalmente cantado por uma voz tão linda e suave como aquela que ouvia.  Levantei-me da cama, e fui andando, bem devagar, na direção da janela, podia até ouvir, ao fundo daquela voz, o som de uma flauta doce, num tom bem mais baixo, para que a voz viesse a ser ouvida mais alta.
A canção não era a das mais conhecidas, tenho que admitir, só havia a ouvido duas vezes em toda minha vida, eu não era lá dos mais velhos, tinha apenas 10 anos quando ouvira tal canção, seu nome era “Vitta”, traduzindo: “Vida”.
Quando cheguei ao para peito da janela vi uma luz vindo em minha direção, parecia uma mulher, com longos cabelos Brancos e olhos azuis. Vestia um longo vestido branco, com algumas partes transparentes. Ela foi se aproximando e percebi que era um “Shaman”, “Shamans” são almas de divindades muito antigas, que acumulam energia ao longo de milhares de anos, e quando encontram seus “Encantus”, ou seja, um humano compatível logo se une.
- Antes de falar alguma coisa, não... Não sou eu quem está cantando essa música – ela sorriu, flutuava na frente da janela, apesar de a minha reação ao vê-la não ser a normal por todos, ela não demonstrou nenhum espanto com aquilo – deve querer saber quem é não é? Está mais interessado na canção do que em mim, e no motivo de eu estar aqui.
- Quem é você? – Sussurrei.
- Vitta.
- Sabe quem está cantando?
- Você quer mesmo saber não é? – ela riu suavemente.
- Claro! – respondi sem pensar – é algo que... Não consigo descrever.
- Ela está aqui...
- Aqui? Onde? – olhei para todos os lados e não vi ninguém.
- Sieg... Não seja bobo, você mal imagina quem é, esperava mesmo que não a achasse, ela está em todos os lugares, e no principal, que você não vê – o que ela tinha dito tinha me deixado mais louco ainda.
- Não entendi uma palavra – fiquei com cara de idiota.
- Existe hora para tudo Sieg, e agora, se vista corretamente, acorde seu pai, e avise-o... Que o seu “Encantus” chegou! – ela sorriu, era linda.
- Não pode me dizer o nome dela? – antes de fazer o que Vitta havia me dito, a interrompi, tinha que saber de algo, Vitta se aproximou de mim e acariciou meu rosto.
- Sieg... – ela parou por uns instantes e ficamos nos olhando nos olhos – Quando a encontrar, quando passar ao seu lado, olhar em seus olhos, e o principal, ouvir sua voz, saberá, agora vá, temos muito que fazer príncipe.
Oito anos se passaram, e virei o guardião do reino de meu pai, resumindo tudo, existem quatro reinos: “South Isior”/”Kalindor”/”West Kindom”/”Matyr”, com seus quatro reis: Sven Strauss/Miyrian Yonwolf/Lioner Agner/Heyman Louxvonster, Meu pai, Sven, é o Rei do reino que vivo, e cada um tem seu guardião: Siegfired Strauss/Morgof Tonwolf/Lyoner Agner/Niya Louxvonster. Em geral os reis não se dão bem, aliás, não se dão nada bem, principalmente meu Pai e Heyman, são inimigos de longa data, e com isso, eu e sua filha, Niya.
Cada um dos guerreiros, que exercem alguma função em cada um de seus reinos, possui seu “Encantus”, cada um possui uma base, elementos, minha Vitta usa a Luz, o de Niya, Kliush, usa o vento, Niya tem o posto de humana mais rápida do mundo inteiro, ninguém até hoje conseguiu a parar, é muito veloz. Morgof que possuí Darkspear usa as trevas, Lyoner que possuí Rajinthunder, usa a Eletricidade.
Os elementos são: Fogo, Trevas, Luz, Água, Vento, Eletricidade, Terra, Gravidade e Energia.
- Sieg! – eu estava dentro do meu quarto, deitado na cama, estava bem cansado, tinha voltado de uma missão em um pequeno vilarejo que meu pai havia me mandado, e já vinha mais alguém pra me perturbar novamente, me levantei da cama e fui abrir a porta – Abre Sieg! – abri a porta.
- O que foi? – era uma das empregadas do meu pai.
- Seu pai está o chamando, com urgência! – ela parecia bem assustada, fiquei preocupado com o que poderia ter acontecido e corri para o salão que meu pai sempre estava.
Ao chegar, percebi que havia um homem, ajoelhado na frente de meu pai, em sua capa tinha o brasão de Kalindor, fiquei bem apreensivo com o que poderia vir acontecer, e logo meu pai mandou o homem embora, fui andando na direção do meu pai e o homem passou do meu lado, algo de estranho tinha acontecido.
- O que foi? – disse sem mais rodeios.
- Estão pedindo nossa ajuda filho – meu pai parecia estar bem cauteloso ao ir me contar o que tinha acontecido, e pelo jeito, não era algo bom.
- Quem?
- Sabe que vivemos em um continente bem grande, extenso, e nos limites do nosso oceano, há mais reinos... Milhares deles, não é atoa que nos somos chamados de Quatro estrelas, somos os quatro maiores, mas...
- Mas?
- Cinco pequenos reinos se juntaram, em prol de nos destruir, nos separar, tirar nosso título de soberania no mundo, se eles se juntarem, podem sim, destruir qualquer um de nós fácil...
- E eles estão vindo nos atacar pai?! – fui bem ignorante, sabia que meu pai queria se meter na guerra dos outros.
- Não, é ai que o foco muda, decidiram atacar primeiro Kalindor, depois nós, e por ultimo, Matyr, o maior e sem sombra de duvidas, o mais trabalhoso.
- E o que nós temos haver com a guerra dos outros, Pai?!
- Filho entenda, é para bem de nossa soberania, devemos nos juntar, entendo as nossas desavenças, mas isso deve ser jogado de lado, temos que levar em consideração que há vidas inocentes em jogo aqui Filho, não podemos brincar com isso.
- Isso não é da minha conta – fui dando as costas e percebi que ele tinha se levantado da cadeira que estava sentado.
- COMO OUSA DIZER ISSO E DAR AS COSTAS AO REI GAROTO?! – ele falou firme, tremi, e virei para ele – e se vierem atacar aqui primeiro? E se destruírem Kalindor? Virão depois, sem pestanejar nos destruir filho, se nos juntarmos agora poderemos ficar fortes e impedir que o pior aconteça! – realmente, o que ele estava dizendo era à pura verdade, mas meu orgulho me impedia de dividir campo de batalha, estando do mesmo lado de nossos inimigos de anos – se não fosse nosso orgulho, prepotência, interesse acima de vidas, nada seria assim, você só os odeia porque nós, os que detêm o poder do “Sim” e do “Não”, agimos errado, você tem que entender isso, não compre esse ódio ridículo para você filho... Acredite em seu pai, se sua mãe tivesse aqui, falaria a mesma coisa...
- É... Mas não está – dei as costas novamente e fui saindo do salão.
- Filho?! – ele tentou me chamar, mas nem respondi – procure entender... Ajude-me, sem você não sou nada, sou só um rei, preciso do me Guardião, do meu Encantus mais forte.
Saí do salão, e fui andando sem rumo, pensando no que iria fazer, sinceramente, não queria me juntar a eles, mas meu pai e eu sabemos que tudo que ele falou era verdade, mas eu puxei o lado de meu pai, sou mais orgulhoso do que ele até, e não queria ter que passar por cima disso. Parei em um corredor no meio de um campo de vários tipos de rosas e fiquei ali, sentindo seu aroma e o vento em meu rosto.
- Vai matar milhões por causa disso Sieg? – sabia que meu pai mandaria Vitta, ela surgiu no ar e ficou ao meu lado – não cometa o mesmo erro que seu pai cometeu criança...
- Porque ele sempre manda você quando não consegue me convencer?
- Ele te ama! Você que não vê isso, e depois de você, o rei tem que abrir mão de se amar, para pensar solenemente em seu povo!
- Aquele não é “seu povo” – a fitei furioso.
- São humanos, crianças, idosos, adultos, que possuem família, como você! É tão importante quanto qualquer um, o homem é que não vê isso, e acham que a guerra pode resolver tudo, eles não... Imaginam, o quanto de gente irão matar fazendo isso Sieg, famílias, animais, anos de historia construída pra quê?! Nada... É assim que “Eles” pensam, não se torne igual a “Eles”, por favor!– ela me fitou parecia muito aflita.
Fiquei calado por um tempo, olhando para as várias cores das rosas que havia no campo e suspirei.
- Por mais que não queira dizer isso a ninguém, vocês estão certos... Mas...
- Não há “mas”, apenas... Seja melhor – ela sorriu e acariciou meu rosto, como sempre faz, quando faço a coisa certa – sabe por que seu pai sempre me manda aqui?! – a fitei esperando a resposta – Sieg, sua mãe morreu faz um bom tempo, 12 anos, você ainda era uma criança, não deve fica o culpando pela sua morte, ela estava muito doente, e depois disso, sempre que ele tenta o aconselhar ou lhe ajudar em alguma coisa, você sempre toca no nome dela, ele tem que fazer o papel de Pai e Mãe, e o pior, de REI para todo um povo Sieg, entenda isso, não pode cobrar muito dele, e com isso, ele me trata como se eu fosse sua mãe. No momento, sou a única mulher de confiança dele, para cuidar de seu bem mais precioso, Você! – quando ela disse aquilo, senti meu coração pulsar forte – ele não tem mais ninguém Sieg, a não ser... Você! 
- Você está certa... A culpa é minha
- Não existe culpa, quando há arrependimento, aprenda isso – ela sorriu.

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