Cap.05 - A mente
Envolta um um manto fino de humidade, a manhã, que vem com um ar pesado de um mistério, de algo que não foi explico, como sempre.
Sua mãe acorda e vai andando em direção de seu quarto, abre a porta bem devagar, e percebe que a mesma já estava enconstada, seu coração começa a palpitar mais rapido, e percebe que sua filha está dormindo, se alivia.
Se aproxima de sua cama mais rapido e balança o frio corpo da filha, e ela não acorda.
- Luna, filha acorda, colégio - a mãe a balança novamente e revolve ver o que se passa, e é quando percebe que sua filha está morta, com os olhos grandes bem abertos, e uma expressão de calmaria, com marcas vermelhas e algumas sangrando pelo corpo - Lu-lu-luna ... - a mãe não acredita no que estava vendo, coloca a mão no rosto e logo sente as lágrimas esconrrendo sob o mesmo como se tivessem cortando, logo se ajoelha no chão.
- O que houve querida? - o pai da garota entra no quarto correndo - ouve sua voz, chamando a Luna mas .. - é quando o mesmo se aproxima e vê sua filha morta, por um instante, ele sente seu coração parar, mas logo volta a bater bem forte - LUNA! - e corre para perto da filha, sem entender o que estava acontecendo - o que houva Mariah?
- Eu ... eu ... não sei!! - a mulher, de tão desorientada, não conseguia pronunciar uma palavra.
- DIGA! - o homem a pega pelos ombros e a sacode.
- EU NÃO SEI! -a mulher grita, e os dois permanecem juntos, ao chão, chorando a perda da sua unica filha - porque ... porque senhor ...
Já no colégio, as aulas são iniciadas, e os pais da garota avisam ao colégio o acontecimento, o Coordenador adentra as salas explicando o que havia acontecido, para ele, aquilo era uma coisa práticamente de rotina.
- Bom Dia a todos vocês - os alunos que ali estavam viram a cara de aflito do Homem, e já haviam deduzido o que estava acontecendo - bom, hoje de manhã os pais de uma colega de todos vocês, ligaram, e me disseram que ela havia sido morta - no instante que o homem disse "morta" todos os alunos se espantaram, apesar daquilo ser de costume - eles dois acordaram e foram ao seu quarto, e a viram morta, com muitas marcas e cortes em sua pele.
- E quem era? - Ludmyla estava chorando.
- Luna - o coordenador só não esperava que fosse uma das melhores amigas da vitima que perguntasse isso - sinto muito Ludmyla.
No mesmo instante, Ludmyla chorou mais, chorou como nunca havia chorado em sua vida, um choro que doía a alma, que tirava o fôlego, Scarlet foi para o seu lado, tentar conforta-la, mas aquilo não havia adiantado, de todos dentro da sala, apenas uma não havia demonstrado reação... Edwin, estava sentada em sua cadeira, como sempre olhando para o céu, Igor se aproximou dela e fez uma cara de nojo.
- O que há com você garota?! não vê que uma pessoa morreu aqui? - ele foi para sua frente, mas ela não o respondeu - o que há com VOCÊ! - ele bateu com força na mesa, e todos da sala focaram a atenção na discussão - RESPONDA!
- Igor o que há com você? falando só? - Rodrik se aproximou do igor, tentando contornar a situação, para seu amigo não passar um de Louco, na sua cabeça, claro.
- Não vê ela? NÃO VÊ O QUE ELA FAZ? - Igor chorava, e apontou para a testa da menina.
- De quem você está falando Igor? - sussurrou Rodrik.
- DA EDWIN! - Igor gritou.
- quem? - Rodrik riu - já ta falando dela de novo Igor?! - ele pareceu deboxar do amigo, uma garota se aproximou dos dois e tentou parar a briga.
- Rodrik, desculpa me intrometer, mas você não vê a Edwin? - a garoto estava achando que quem estava louco era o Rodrik, não estava entendendo nada.
- Chris até você? quem é essa Edwin? vocês estão loucos? - Rodrik olhou para apenas uma cadeira vazia, o lugar que Edwin estava, balançou a cabeça - não existe ninguem com esse nome aqui gente, vai me dizer que vocês também estam nessa brincadeira agora? - Rodrik fitou o resto da classe, e todos permaneceram calados e principalmente assustados com o que estava acontecendo, Rodrik percebeu que algo estava errado e saiu correndo da sala.
- O que deu nele? - a garota que tentou parar a briga fitou o Igor, muito assustada.
- Não sei - Igor fitou Edwin furioso, se agaixou na mesa e puxou o rosto dela com uma das mãos, e ela o fitou nos olhos - é o ultimo aviso garota, a próxima vez que você fizer algo ...
- O que vai fazer Igor? - ela finalmente havia falado algo, seu olhos permaneceram queimando, e aquilo que havia saído de sua boca, foi como se tivessem cravado umaa adaga no peito de Igor, ele sentiu seu corpo tremer, mas permaneceu forte.
- Juro .. - ele puxou seu rosto novamente e parou o rosto do lado do ouvido dela - que mato você.
Aquilo havia formado um insano sorriso no rosto da garota, Igor logo largou o rosto dela com força e foi saindo da sala.
- Nojo de você - foi a ultima coisa que ele havia dito.
Todos dentro da sala ficaram olhando, assustados, para a Edwin, Chris, que estava do lado dela, foi saindo bem devagar. Edwin se levantou da cadeira calmamente e foi saindo da sala.
- Edwin, ta tudo bem? - Chris tinha que abrir a boca, sempre nas horas erradas, Edwin não respondeu, apenas, antes de sair da sala, a fitou, e aquilo já tinha dado sua resposta.
- Venha Lud, vamo sair daqui - Scarlet puxou Ludmyla pelo braço e também saiu da sala.
O professor não sabia o que fazer e se sentou na cadeira mais próxima que havia achado, estava ficando louco com aquilo tudo.
Enquanto isso, Rodrik corria para o lugar mais longe que ele poderia ir, estava tão confuso que teria que achar um lugar onde ele podesse ficar só para tentar entender aquilo tudo, não sabia o que estava acontecendo e porque todos estavam mentindo pra ele, sobre essa tal de Edwin.
Enquanto corria pela areia da praia, a manhã ia se esvaindo, e a tarde ia pairando, o clima ia ficando cada vez mais frio, e logo Rodrik consou de correr, e parou em uma parte da praia que, acreditava ele, não havia ninguém.
Logo sentou-se na areia da praia e suspirou.
- O que está acontecendo?! minha mente ... minha cabeça - logo ele sentiu uma dor intensa na nuca, quando colocou sua mão na mesma, sentiu uma marca, uma marca que quando foi feita, aparentou ser bem profunda, e se assustou.
Ela formava uma espécie de triângulo, com uns símbolos ao redor, mas não sabia de onde era aquilo, e quando aquilo apareceu, mas só sabia que estava doendo de mais.
- Não tente procurar a verdade oculta em sua mente humano, apenas aceite como tudo é - como Rodrik conseguia entender latim quase perfeitamente, havia entendido aquilo que havia escutado, e logo se virou rapido para ver quem era, mas não havia ninguém.
- QUEM ESTÁ AI?! - ele se levantou assustado e gritou - QUEM ESTÁ AI?! RESPONDA!
Mas não abteve respostas, e nisso correu para mais longe, correu até anoitecer, e logo o cansaço caiu sobre seu corpo, e ele se jogou na areia da praia, já não conseguia mais ver a cidade de onde ele estava. Mas por incrível que pareça, não estava com medo. Do que estivesse atraz dele.
- O que está acontecendo ... - ele passou a mão no rosto.
Permaneceu olhando para o escuro céu estrelado, tentando entender a razão daquilo tudo, mas o único nome que vinha em sua mente era, EDWIN.
- Quem é ela? ou será ele ... não sei ... - ele fechou os olhos, na tentativa de ter algo em sua mente, alguma imagem, lembrança, qualquer coisa, mas não veio nada - porque não sei quem é você?
E foi quando viu uma Luz muito brilhante no céu, apertou os olhos para tentar ver o que era, mas não conseguiu distinguir o que estava vendo, mas a luz estava ficando cada vez maior, e logo ele ... desmaiou.
- RODRIK! RODRIK! PELO AMOR DE DEUS ACORDA!!!!!!!!!!!!! - Era a voz do Igor, Rodrik lutava para acordar, ou tentar dar um sinal de vida maior sem ser o seu coração bater, mas não conseguiu, foi quando abriu os olhos, ou pensou ter os aberto, e viu Igor, Scarlet e Ludmyla na praia tentando reanima-lo, Rodrik conseguiu falar, mas parecia que eles não conseguiam o ouvir, era algo muito estranho - RODRIK CARA, ACORDA!
- Vamos levar ele logo pra cidade Igor, não adianta tentar trata-lo aqui, anda ! - Scarlet se levantou da areia e puxou Igor, o mesmo pegou Rodrik nos braços e foram andando para a floresta densa que havia bem perto da orla da praia.
Rodrim via tudo, até ouvia sua voz, mas não entendia o porque de eles não virem seus olhos abertos e não ouvirem sua voz.
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