Cap. 04 - Memórias
- Igor! Igor! ACORDA!!! - era a voz de seu amigo, Rodrik, mas Igor não entendia o porque da pressa de seu amigo - anda Igor, acabou a aula cara! - No mesmo instante ele abriu os olhos num susto grande e fitou a sala quase vazia - anda, vamos embora!
- Como eu vim parar aqui Rodrik? - Igor procurou Edwin, mas não a viu.
- Ahn? Fumou cara? - Rodrik riu - veio pra aula comigo, te encontrei hoje de manhã no caminho pro colégio?! esqueceu? e desde então você ta dormindo, não sei como consegue isso .. - Rodrik começou a falar, mas Igor não ouviu, estava mais assustado com o que havia acontecido.
- Mas que porra foi essa?! - Igor se levantou da cadeira violentamente e foi andando com passos pesados até a porta, a abriu com força e olhou para todos os olhos. Correu para as escadas e foi descendo.
Quando chegou no térrio do colégio, olhou para todos os lados, como um caçador a procura de sua presa, até que achou, Viu Edwin do outro lado do enorme pátio do colégio, indo embora. Igor Correu, o máximo que conseguiu para acompanha-la, e logo parou na sua frente.
- O que fez comigo? - ele estava furioso.
- O que deu em você?! - Edwin estava ficando inquieta com tantas acusações, mas não demonstrou nenhuma reação - ontem veio me encher com uma história de que eu tinha feito algo pro seu amigo, agora pra você?! - seus olhos entraram em furia, o vermelho ficou mais intenso.
- E porque ... - Igor não sabia o que dizer, mas queria uma resposta, não importa qual ou como fosse.
Edwin não deu atenção e foi indo embora, Rodrik viu Igor sozinha no pátio e correu para ver o que tinha acontecido para tanta violência e raiva do amigo.
- O que houve? - Rodrik se preocupou.
- Nada .. nada Rodrik - Igor saiu andando furioso do colégio.
A noite, um lugar escuro, frio, cheio de pontos brilhantes no céu, onde só é escutado o som dos insetos, onde as verdades e as mentiras dançam sob um enorme manto que separa o mundo dos sábios, e o mundo dos meros humanos, que não creem em absolutamente nada, os poucos que ousaram acreditar, foram mortos, presos ou condenados e chamados de insanos.
O que seria a vida sem insanidade? você mesmo se arriscaria sem sua insanidade, a ponto de perder sua própria vida pelo propósito mais banal que possa existir? Insanidade, é uma palavra sem muitas explicações, onde as coisas fluem de uma maneira inexplicável, e tudo acaba se juntando em um ponto só, um ponto chamado o nada.
Como tudo surgiu? como tudo se formou, isso é uma pergunta que só os insanos conseguem fazer, e os que descobriram a verdade por traz de tudo, morreram, foram enterrados com a verdade sobre toda a humanidade, e sobre o universo. Ou uma pergunta mais complexa, estamos sós? neste gigantesco complexo de cosmos? Deixo esta pergunta no ar, para que você, leitor, pense sobre tudo, que possa ou não ser verdade, mas cuidado, Para que não seja engolido ... Por mais uma insanidade existente dentro da cabeça de todos nós.
O vento soprava para o leste naquela noite, a cidade calma, num silêncio mais tenebroso do que a própria morte, mas dentro de uma casa, algo poderia ou não acontecer, onde ao amanhecer, a verdade seria justificada com um desaparecimento, mas iria vir com mais de um bilhão de perguntas sem respostas.
Enrolada com um fino lençol de seda, estava uma linda garota, de longos cabelos louros, olhos azuis, dormindo.. Sonhando seu melhor sonho, sua janela abre bem devagar, e o vento frio da noite morbida adentra com uma delicadesa extrema, e vai penetrando levemente sobre a macia pele das pernas da garota, e por fim, entra totalmente dentro do quarto. A menina, com um pequeno encomodo, se move e muda de posição em cima de sua cama, e deixa sua mão para fora, logo uma luz, uma luz densa e negra surge atravéz da parede.
O que se ouve?
O grito.
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