Cap. 02 - A Garota
O lugar que estava acontencendo a revolta era um pouco longe, mas nada que os corcéis do imperio não poderiam resolver, os cavelos do Monarca eram os mais rapidos em todo o Japão, e o mais impressionante, era que não havia encomodo algum dentro da carruagem, não parecia estar em alta velocidade nas mal estruturadas ruas do Japão.
Quando a Carruagem parou, um dos soldados do Monarca abriu a porta da mesma e deixou o Monarca passar, todos os que estavam perto, se ajoelharam com sua presença, o Mesmo moveu a mão sutilmente e todos se levantaram.
- O que os aflige? - ele permaneceu imóvel.
- Porque não olha para todo o seu povo?! - Uma voz distante surgiu no ar.
- Porque não nos mostra seu rosto cidadão, mostre seu problema, trarei a solução - ele sorriu.
- Não quero seu dinheiro! - Surgiu um homem da multidão, com péssimas aparências, roupas surradas e pele suja - quero liberdade!
- Liberdade? Vocês são livres, mais livres do que eu - ele permaneceu sorrindo, elegante.
- Não sou nada livre! Você manda em todos nós, temos que seguir tudo que você diz! - o homem gritava.
- Homem, você vive em uma Monarquia, Deus escolheu assim, não culpe a mim, não me coloquei nesse posto, não tive escolha, você também não teve escolha de ser como é hoje, Deus nos fez assim, cabe a nós decidirmos nosso futuro da melhor maneira possível, quer liberdade?! Pois assim seja, deixem o homem livre soldados, ele quer viver livre, agora matando, roubando?! Isso é abuso e não liberdade! - Sua voz não aumentava nem diminuia, permanecia da mesma maneira, suave.
O Homem nada respondeu.
- Alguém mais?! - ele olhou para todos os lados, logo veio uma pequena garota de longos cabelos roxeados, bele branca e olhos quase da cor das nuvens, os soldados ficaram em posição de ataque, colocaram as lanças no rosto da garotinha, logo ela começou a chorar, o Monarca vendo o ocorrido, começou a andar na direção da garota, se ajoelhou e fitou o rostinho dela, passou a mão nas lágrimas e sorriu - Nada mais lhe afligirá pobre criança, serei seu protetor. - A garota fitou o rosto delicado e belo do Monarca e sorriu - Lindo sorriso sabia?! Gostaria de vir comigo?! - ela fitou a mão que estava aflita um pouco longe da menina - peça para ela venha até mim. - ele fitou um dos soldados e o mesmo foi buscar a mulher.
- O que lhe aflige mulher? - ele se levantou e fitou o rosto da mã da menina.
- Estamos com fome Senhor, fome. - ela estava do mesmo jeito que o homem, suja.
- Então deem comida para esse povo soldados, o que estão esperando?! - no mesmo segundo todos pularam de alegria, mas algo estava errado, um fino objeto surgiu no céu e foi caindo em direção do Monarca, mas a única pessoa que percebeu isso, foi a pequena garota, ela o puxou com delicadesa e apontou o dedo pequeno para o objeto, no mesmo segundo uma luz roxa saiu da ponta do mesmo clareando tudo, e desintegrando o objeto, o Monarca foi protegido pelos soldados, ele não tirava os olhos da garota;
Todos a fitaram como se ela fosse um animal, com medo e preconceito, os soldados temendo um ataque, colocaram o Senhor dentro da Carruagem e o levaram de volta para o castelo.
O Monarca não podia acreditar no que tinha visto, não conseguia expressar nenhuma reação, aquilo não era humano, mas o que vinha na mente dele era o que poderia ser a pior praga de todo o mundo, ou uma bensão de Deus. Um Demônio, ou um Anjo.
- Senhor, está tudo bem? - um de seus soldados foi o tirar de dentro da carruagem e percebeu que algo o deixara assustado.
- Sim soldado, estou bem - ele sorriu, mas não era o mesmo sorriso de antes, era um sorriso falso, forçado para ser sincero, logo ele saiu da carruagem e foi diretamente para seus aposentos no castelo, entrou no quarto e jogou-se na cama.
Fechou os olhos e permaneceu ali por horas, pensando no que era aquilo exatamente, ele já tinha lido tudo que poderia está a sua disposição, tudo, mas nunca tinha ouvido falar disso.
Se levantou impaciente de sua enorme e macia cama, andou de um lado para o outro do quarto sem saber o que fazer, uma das coisas que ele não gostava era quando não sabia o que fazer, queria solução para tudo. Mas dessa vez a única solução que ele via, era trazer a menina para o castelo e pergunta-la o que havia sido aquilo, mas o medo natural do homem era maior do que sua vontade de saber. Medo de ser algo ruim e morrer sem ter ao menos um filho.
Um Fantasma que o perseguiu durante toda sua vida.
- O que era aquilo? - Ele não conseguia parar de pensar no que havia acontecido.
Logo alguém bate a sua porta. E entra em seu quarto.
- Seu banho está pronto Senhor, e seu jantar também - era seu mordomo particular - se sente bem Senhor?
- Ryoji, o que você faria no meu lugar? - A pergunta de seu Senhor haviao deixado surpreso de mais para responder, mas tinha que responder.
- Sobre a Garota Senhor?
- Sim
- Traria ela para o Castelo, e iria procurar saber o que aconteceu - Não foi uma péssima escolha, estava dentre as do Monarca, mas ele não sabia o que resolver.
- Ryoji mande os meus soldados, amanhã de manhã, procurar essa menina, traga-a até mim! - ele saiu um seu sorriso rotineiro para o banho.
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