quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

The Path To Eternity [C.17]


                    Cap.17 - Ultimas noites em paz
Depois de uma tarde inteira conversando sobre toda a história, sobre tudo que já havia acontecido que nunca tinha sido explicado, Liesi chegou ao anoitecer no salão, com uma exaltação incrível, contou-nos que havia mandado uma carta a Fenhrir, ela achava que ele deveria ser o primeiro a saber dentre os outros Reis, e só depois de saber o que Fenhrir iria falar é que iria decidir quando enviaria as outras cartas aos outros Reis.
Freya ainda contou tudo que havia me dito a Liesi, eu sabia que iria demorar bastante tempo, então resolvi ir embora do salão, fui para o mesmo lugar de sempre, que sempre me acalmava, que sempre me levava a um mundo distante de tantos conflitos como era Tenaryon.
Caminhei até a areia da praia e sentei-me, o vento estava começando a esfriar, a noite caia lentamente, enquanto o pôr do sol deitava-se sob o mar, era uma das vistas mais belas de toda Tenaryon, pois em nenhum outro Reino podia se ver o pôr do sol tão perfeitamente como aqui em Dzelzs pilsëta, na verdade nunca entendi porque disto, pois em todas as outras costas marítimas é possível vê-lo, mas nada como este.
- Por quê sempre que eu quero lhe encontrar, sei que procurando aqui, neste lugarzinho, vou encontrar você Volker? - Anna aproximou-se de mim, estava sorrindo - Como você está?! Desde que voltamos não vi você parado, e não consegui mais falar com você.
- Eu estou bem - sorri e voltei a olhar o pôr do sol - Sente-se.
- Obrigada pelo convite - ela riu baixinho - Então, agora que você é o "Braço direito" da Rainha, diga-me, para que guerra iremos marchar agora?
- "Braço direito"? - a fitei, não tinha gostado nada daquilo - Não sou braço direito nem esquerdo de ninguém, não me chame assim, este posto está ocupado e nunca irá se desocupar - Fitei o sol novamente.
- Desculpe-me - Anna ficou um pouco sem jeito - Só achei..
- Achou errado - a interrompi.
- Não está de bom humor? Se este for o caso vou embora - Anna começou a levantar-se.
- Sente-se.
- Certo - sem entender muita coisa, ela apenas sentou-se ao meu lado - Mais alguma novidade?
- Quando Liesi resolver contar-lhes da nova novidade, acredito que você morrerá de tanta emoção - ri.
- Como?!?! - Anna ficou muito curiosa.
- Não tenho permissão para contar a ninguém Anna, desculpe-me - por mais que seja uma coisa má, até que gostei um pouco de fazer aquilo.
- Não seja mau! - Anna se irritou - Conte-me!
- Liesi lhe contará - a fitei.
- Mas quando?!
- Aí não faço a minima ideia Anna, não sou vidente - ri.
- Não zombe de mim! - Anna cruzou os braços.
- Não seja boba, saberá na hora certa.
Ficamos ali conversando por um bom tempo, até o pôr do sol finalmente desaparecer do horizonte e a noite começar a ser iluminada somente pela luz refletida da Lua.
----------------- (Gaismas pilsëta) -----------------
- Chame Kvasyr, Adryk! - Fenhrir estava um pouco perturbado após receber a carta de Liesi, em Tenaryon existia uma sistema bem eficiente de "troca de informações", que eram completadas por seres pequenos como canários, mas mais rápidos que a velocidade do som, são incrivelmente resistentes e rápido, e o melhor, são muito fáceis de serem domesticados.
- Sim senhor! - Adryk percebeu a aflição no rosto de seu pai, os dois estavam em uma grande varanda com a vista para o horizonte, o ponto mais alto da montanha, Adryk rapidamente saiu do local para chamar sua mãe.
- Não pode ser verdade... - Fenhrir deixou a carta em cima de um baquinho feito de madeira branca, passou a mão no rosto - Freya..
- Está viva?! - Kvasyr surgiu repentinamente e Fenhrir se assustou - Eu já sabia disto muito antes de isto ser escrito no destino de Lïdzsvaroht.
- Por quê não me avisou? - Fenhrir estava impaciente.
- A vida deve seguir seu curso sem interrupções, não devo interferir no destino de Lïdzsvaroht, apenas o vejo meu marido - Kvasyr aproximou-se de Fenhrir - Por quê estais tão aflito?
- Se você tivesse me contado antes, muitas...
- Vidas seriam preservadas?! - Kvasyr completou a frase Fenhrir - Não seja ingenuo meu marido, você sabe que o destino não funciona assim, não se pode simplesmente enganar quem o escreve.
- Não diga-me coisas tão impossíveis de existirem Kvasyr!
- Impossíveis?! - Kvasyr passou a mão no rosto de Fenhrir - Ouça-me, uma hora eu morrerei e não estarei mais aqui ao seu lado meu senhor, então ouça-me enquanto pode, não deixe isso passar, você sabe que eu não minto.
- Perdão - Fenhrir a abraçou e passou a mão em seus longos cabelos louros.
- Freya voltou a vida, mas não foi só ela - Fenhrir se afastou de Kvasyr e a fitou sem entender nada que ela tinha dito.
- Quem Kvasyr?!
- O destino irá lhe mostrar na hora certa.
- Kvasyr quem mais despertou? - Fenhrir estava ficando nervoso.
- Lïdzsvaroht não dirá quem despertou, e nem eu, não devo interferir no destino de mortais como Volker e sua Rainha, compreenda-me meu senhor - Kvasyr beijou delicadamente os lábios de Fenhrir - Mas lhe direi uma coisa, sua alma é tão corrompida, seu corpo é tão coberto por maldade e obscuridade, que somente seu poder, poderá engolir toda Tenaryon em trevas, não esqueça-se disto - Kvasyr foi indo embora.
- Trevas... - Fenhrir sussurrou - Quem será?!
- Pai? - Adryk aproximou-se de Fenhrir - O que aconteceu?
- É uma longa história minha querida - Fenhrir abraçou-a - Na hora certa você saberá - ele beijou seu rosto delicadamente.
----------------- (Müžïgä Naktï) -----------------
Nas terras em frente o gigantesco castelo de Kenrs estava a marca da morte e da destruição, milhares de corpos jogados no chão para apodrecerem mais e mais, misturados com sangue de todo tipo de Raça, exalava um cheiro muto ruim, mas dentro da gigantesca fortaleza Kenrs se recuperava do ataque de Freya, o ataque que quase lhe tirou a vida de uma vez por todas.
- Kenrs como está se sentindo? - Kua e Kenrs estavam em um quarto com paredes e móveis escuros, com apenas os leçois da cama com cores mais vivas e claras, Kua sentou-se ao lado de Kenrs na cama, que por acaso estava deitado com o rosto quase completamente desfigurado - Seu rosto não está melhorando.
- Vou melhorar Kua, não se preocupe - Kenrs tentou sorrir, mas seu rosto estava tão machucado que quase não se notava alguma expressão facial - Freya me pagará pelo o que fez!
- Pode ter certeza disto! - Kua falou muito séria - Se eu não tivesse caído na armadilha de Mikhail tinha conseguido parar Freya!
- Não Kua - Kenrs suspirou - Fico feliz que tenha caído nesta armadilha, capas de se não, você por impulso tentasse impedir Freya de me matar ou me lançar aquele ataque final, você acabasse morrendo de vez, fico feliz que somente Suhrt se foi.
- Feliz?! Eu não estou feliz que Suhrt se foi!
- Pois deveria ficar, só o mantive esse tempo todo aqui, por quê precisava de seu poder, nada mais, e Suhrt estava esperando o momento certo, que alguém poderoso o suficiente me matasse para que ele pudesse assumir o Reinado dos meus Draiskullis! Então, não senta-se triste por sua morte, pois ele desejava a minha mais do que qualquer outra pessoa em Tenaryon!
- Não acredito! - Kua ficou surpresa.
- Minhas paredes têm ouvidos Kua, nunca esqueça disto - Kenrs riu baixinho, com muita dificuldade.
- O que faremos agora?
- Miesha tem um novo plano, hoje de manhã chegou um informante da guarda real de Miesha e contou-me que ela virá ao amanhecer, daqui a algumas horas irá amanhecer, então só podemos esperar - Kenrs fechou os olhos - Estou muito cansado Kua, deixe-me só.
- Sim, meu senhor - Kua sorriu, parecia muito feliz em estar servindo Kenrs, logo saiu de dentro do quarto onde Kenrs dormia e fechou a porta.
----------------- (Värti Debesyu) -----------------
- O que você estarás planejando Lïdzsvaroht... O que você estarás planejando para todos nós.. - Üdenstornis caminhava e parou para observar a grande e luminosa lua no escuro céu de uma das ultimas noites com "paz" em Tenaryon - Direi-lhe que em seu lugar, já teria escrito em nosso destino uma grande destruição, para acabar com tantas mortes, acabar com tanto sangue em Tenaryon... Mas não entendo que terás em mente neste exato momento, será Lâbi ou Laüns?! - Üdenstornis suspirou - Quem saberá dizer, se nem o sábio Sarkan, o Lendário sábio Sarkan Üdenstornis sabes dizer, quem dirá o que nos espera... Quem dirá...
- Será fácil descobrir meu velho amigo, na hora certa, tornarei este mundo do jeitinho que sempre sonhei! - uma voz feminina pairou no ar e gargalhou em seguida.
- N-Não.... pode ser... - Üdenstornis estava apavorado.
- Sim meu velho amigo, e será! - a voz gargalhou mais ainda.
- Erda....

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