sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Watashi to okami? Masaka! [C.19] -S02


  Cap.19 - A Viagem de volta e Nova casa? Impossivel!


Passaram-se dois dias, e a gente tinha que voltar pra casa logo, acordei bem cedo e fui acordando todo mundo também, com todas as malas prontas, saimos de casa, e tranquei a mesma. Tinha que ir correndo pra parada porque já tava atrasado, e assim que cheguei o onibus estava vindo, subimos no mesmo e fomos voltando pra casa.
Fui a viagem todinha dormindo, tava morrendo de sono, e quando chegamos na cidade acordei. Pegamos nossas coisas e saimos do onibus.
- Derek ... - Otto me chamou, mas nem olhei porque eu estava conferindo se estava tudo lá mesmo.
- Que? - Falei sem muito interesse.
- Aquela não é sua mãe? 
- Não é não, ta no trabalho hoje Otto - suspirei.
- Mas ela ... é ela sim, ta vindo pra ca com cara de ódio - ele apontou, mas nem virei.
- Não é não - tava terminando de conferir.
- É melhor olhar, porque é sim - ele riu, quando fui virar ela me veio com um tapão no meio da cara.
- Ta louca? - fiquei puto, e sem querer gritei.
- Olha como fala com sua mãe - meu pai, com sua moral, meu deus, parecia um zumbi falando.
- Você que está louco, quem é a vagabunda! - ela olhou para todas as meninas.
- Mãe, para com isso, ta louca é? - tava me deixando mais puto ainda.
- Cade ela?! - ela não me ouvia.
- Mãe, porra! - gritei e ela me olhou assustada - chega mãe, para de loucura, é minha noiva e ponto final, não é nenhuma vagabunda igual aquelas tuas amigas toscas não, que são tudo mal amada, deixa de ser doida, eu hein, agora quero que peça desculpa, porque se não pedir nunca mais olho na tua cara ... - a fitei bem serio, e ela ficou pasma ouvindo tudo aquilo, não falou nada durante varios segundos, dei de ombros e já ia me abaixando pra pegar minhas coisas e ir embora.
- Não Derek .. - ela me parou - desculpe filho, só fiquei ... coom ciumes, tava com medo de você ter pegue qualquer menina .. e ... - minha mãe estava quase chorando e fiquei parado a ouvindo - quem é? - puxei Charllot pra perto dela, minha mãe abriu um sorriso de orelha a orelha quando a viu - ela ... é linda - Char corou, estava morrendo de vergonha - Desculpe querida, desculpe mesmo, mas vou indo.
- Aqui a chave da tua casa, e ve se cuida - meu pai jogou a chave pra mim e os dois foram embora, quando olhei pra todos, estavam com os olhos arregalados me olhando.
- Que foi? - não entendi o porque de estarem assim.
- Oura o que foi, eu te perguntou o que foi isso - Otto pegou as coisas e fomos andando pra casa.
Na chave vinha um pequeno papelzinho preso, o abri e vi que tinha o endereço, era duas casas depois da casa de Otto, fomos indo pra minha casa, Otto ficou na casa dele com Austrea, e fui andando pra minha.
Andei exatamente duas casas, e parei em frente a uma gigantesca casa, em estilo europeu, fiquei parado por alguns segundos apreciando aquilo, boquiaberto, não tava acreditando que aquilo era .. só meu.
- Essa não é sua casa é? - Hilda riu.
- Pera - olhei no papel novamente, e olhei para a plaquinha que estava no jardim da casa, era o mesmo - ... é sim viu - estava meio mongol de tanta felicidade.
- Como assim é SUA?! - Hilda não podia acreditar.
- É ... os pais dele podem né, o que a gente pode fazer ... - Vayne riu.
Fui andando para a porta da frente da casa e vi uma cartinha na caixinha do correio, a abri e vi que era dos meu pais.
" Filho,
Espero que goste da casa, não é lá grande coisa, mas decidimos compra-la para você viver muito feliz com sua mulher [minha mãe é louca, já disse isso?], para você construir sua familia, e num futuro bem distante, cuidar dos seus queridos pais que lhe amam. Cuide bem da casa, espero que goste mesmo, porque ela não é muita coisa não, mas acho que da pro gasto né?.
PS: seu pajá mibilhou ela todinha viu, depois venha aqui em casa agradecer a ele, ele comprou e pagou tudo.
                Beijo. Ass: Mamãe."
- COMO ASSIM COISA POUCA?! - Hilda estava lendo a carta comigo e olhou para casa - ISSO É COISA POUCA?! - ela riu.
- Imagina se fosse pra comprar coisa muita - Vayne fez uma piada muito escrota, e só ele ficou rindo no cantinho, a gente olhou pra ele - que foi? ei foi engraçado viu, nem vem - e continuou rindo.
- Leproso ¬¬ - Guardei a cartinha no bolso e peguei a chave, coloquei na fechaadura e abri a porta, veio aquele ar de casa nova e tudo novo, adorava aquele cheiro meu deus, deixei minhas coisas assim que entrei na casa, era simplesmente ENORME!
Tinham duas escadas gigantescas que davam pro segundo e terceiro andares da casa, uma sala de estar maior ainda, com uma "pequena" salinha de jogos no finalzinho, um piano branco lindo, corri pra melhor parte, cozinha, era tipo do tamanho da casa dos meu pais sabe [kkkkkkk], toda branquinha com os móveis pretinhos, e ... ahh era perfeito de mais, suspirei.
- Vou escolher meu quarto - Hilda não era nem sabida, ia pegar o melhor, e a segurei pela blusa - que fooooi? - ela resmungou.
- Eu .. decido quem fica em cada quarto! - sorri maliciosamente.
- AWN PORQUE? - ela cruzou os braços.
- Será porque .. eu sou o dono da casa talvez?! - Char riu e segurou minha mão - Anda Char, vamo ve os quartos.
Vayne ficou na sala de estar jogando sinuca, não tinha muito o que fazer não sabe.
Eram uns ... 6 quartos mais ou menos, sei que tinha mais, por aí, escondido, mas tava eufórico mais pra ficar procurando sabe, subi uma das escadas com Char e Hilda, e fui abrindo as portas dos quartos.
Um Era bem delicado, branco com bege, bem feminino, o proximo era verde e maior que o primeiro, enfim, o meu era o melhor, era do tamanho da sala, com um closet do tamanho da cozinha dos meus pais.
- Hilda, fica com qualquer um, esse é meu - sorri e ela bufou - acha bem que ia ficar com esse? to te deixando morar aqui ainda acha ruim é?
- Deixa ela vai - Char riu e Hilda saiu do quarto - e eu? - Char fez a carinha que eu não queria que ela fizesse, aquela carinha de cachorrinho sem dono - onde fico?
- Você ... - ri maliciosamente, e logo tirei aqueles pesamentos da minha cabeça - onde querr ficar?
- Onde quer que eu fique? - ela sorriu, ainda passou a mão no meu rosto, me arrepiei.
- Pensando bem ... - dei uma de misterioso, e ela riu - fica aqui vai - a abracei.
- E eu rapaz? fico na sala é? - Vayne entrou no quarto.
- Cara, lá um ótimo lugar viu - Eu ri - brincadeira, fica com o azul, do lado desse aqui, sei lá, fica com qualquer um - Vayne sorriu e saiu do quarto - pera que eu tenho que fazer isso - soltei Char e corri pra pegar o telefone, disquei o numero do Otto - Vem aqui em casa vem!
- Pra que? ve tua casa cainda aos pedaços? - quando ele disse aquilo quase rachei de rir - que foi?! ta frescando com minha cara né?
- Rapaz, só venha, duas casas depois da sua, vem - desliguei o telefone, peguei a mão de Char e sorri - vem, quero muito ver a cara dele.
Passei correndo pelo corredor com Char, e os outros vieram ver o que estav acontecendo, fiquei com a porta da frente aberta um pouquinho pra ver a cara do Otto, esperei alguns minutos e lá estava ele, olhando para todos os lados, idiota, com cara de confuso procurando a casa, com Austrea.
- Duas casas? será que ele me disse o endereço errado? - Otto estava em frente a minha casa paradinho, feito um idiota, não aguentei e comecei a rir com todo mundo que tava vendo dentro da casa.
- Não .. duas casas depois da tua .. só tem essa - Austrea apontou pra uma casa que era em frente a minha do outro lado da rua  - ee .... essa - eles se viraram e quando viram a minha casa, linda e perfeita cofcof*, ficaram de boca aberta.
- Não - Otto riu - essa daqui não pode ser, vamo naquela ali - Eles dois atrevessaram a rua e tocaram a campainha, esperaram alguns segundos e uma mulher toda feia e desarrumada abriu a porta - ah .. desculpe, pensei que ..
- Pensou errado - e a mulher tacou a porta na cara deles, tava quase mijando de tanto rir.
- Se não é essa Austrea .. - Otto fitou minha casa novamente - impossível, serio, xo ligar aqui pro Derek.
Como eu não conseguia ouvir direito o que eles estavam dizendo nem me toquei que Otto tava ligando pra mim, e meu celular começou a tocar alto.
- Olha, a musica do celular dele, deve ta por perto - os dois foram seguindo o barulho e eu feito louco procurando meu celular nos bolsos pra parar o barulho, e do nada os dois pararam a alguns passos da porta de minha casa - vish, o celular dele caiu aqui oh - Austrea se abaixou e pegou meu celular, nem vi que tinha caído - então ... vamo tocar aqui só pra checar né - Otto balançou a cabeça positivamente e os dois foram andando devagar pra porta da minha casa, fechei a porta rapidamente.
- Anda, acha alguma coisa pra eu vestir pra nao parecer que sou eu rapido! - quando disse aquilo, Vayne usou um poder que deixou o tempo do lado de fora da casa mais lento, e todos correram pra procurar algo, eu tava atordoado de mais pra ir procurar, só olhei pro lado e tive um ideia muito fudida - Char da pra tu se transformar em outra mulher, outra aparência assim.
- Claro - ela sorriu e se transformou em um mulher adulta já, com seios enormes, um vestido aparentemente bem caro com um decote que me deixou hipnotizado, longos e sedoso cabelos negros e olhos azulados - gostou?
- Até de mais ... - quase babei.
- Ahn? - ela não tinha gostado de ouvir aquilo.
- Nada nada - balancei a cabeça pra tentar desviar minha atenção daquilo e Hilda desceu com Vayne, traziam um manto enorme vermelho em veludo, me pergunto aonde eles arranjaram isso, mas tava nem aí, coloquei uma boína que Vayne trouxe e um charuto, Vayne parou o poder e a campainha tocou - Pronta?
- Como é o nome de vocês? - Hilda estava gostando da brincadeira, e todos riram - Familia .... Von Licht, seu nome é Igor e o teu Ludmyla, entenderam? - nossa como ela pensou rapido!
- Simsim - eu e Char aceitamos, esperei tocarem a campainha novamente e fui abrindo a porta - Bom dia - tentei mudar o sotaque, mas tava dificil viul, tava querendo rir muito.
- Amor, quem está ai? - Char veio para o meu lado, quando apareceu na porta Otto olhou logo pro gigantesco decote dela, tava pra dar um murro nele - quem são esses jovens amor?
- Ah, desculpe, estavamos procurando uma casa de um amigo, mas não achamos, desculpem - Otto segurou a mão de Austrea e os dois já iam saindo.
- Esperem, podemos ajudar em algo? - Char os parou e os dois se viraram - Sou Ludmyla e essse é meu marido Igor, quem são vocês?
- Otto e .. Austrea - Otto estava achando aquilo estranho de mais.
- Que pena que não acharam a casa de seu amigo - ri um pouco - gostariam de entrar e tomar um bom café da manhã?
- Claro! - Austrea bem retardada respondeu rapidamente, Otto não gostou daquilo.
- Por favor, entrem na nossa humilde casa - eu dei um ênfase no "humilde", e sorri, os dois foram entrando na casa.
- Nossa que casa linda - Otto olhava pra tudo - é .. muito linda, deve ser bastante cara.
- Ah obrigada, mas é algo que nós podemos pagar facilmente - Char riu graciosamente - sente-se na nossa sala de estar, chamarei nossas empregadas para lhes preparar algo - Char segurou minha mão e me levou pra cozinha.
Quando entramos na cozinha, Hilda e Vayne estavam lá morrendo de rir, e eu não fiz diferente, chorei de rir.
- Ta bom, chega dessa brincadeira - Tirei a roupa toda e fui indo pra sala, como os dois estavam sentados de costas para a entrada da Sala de estar fui indo bem devagar - Está quase pronto ... - Quando disse aquilo os dois se viraram e me olharam com os olhos arregalados.
- O QUE TA FAZENDO AQUI DEREK?! - Otto se assustou.
- Estou na minha casa ue - ri e Char veio vindo da cozinha.
- O que aconteceu com os ... - ele parou e a gente riu mais ainda, Hilda e Vayne vieram depois - foi tudo um brincadeira?!
- Não não, a gente invadiu essa casa, matou os donos e ta fritando as víceras pra comer - ri alto, Otto e Austrea ficaram mais assustados ainda - é brincadeira rapaz! - me aproximei de Otto - essa é minha casa.
- MENTIRA! - Ele não conseguia acreditar.
- é serio, to mentindo não, também não acreditei quando meus pais falaram, mas é sim - finalmente respirei, não tava conseguindo de tanto rir.
- E como eles pagaram por isso? - ele olhou para todos os lados da casa.
- Ai já não sou eu que lhe respondo, va neles e pergunte - sentei no sofá.
- Então vou vir morar aqui, a casa é tão grande e é .... muito foda! - os olhos dele brilharam, me levantei do sofá, coloquei a mão no ombro dele.
- Desculpe desapontar seus sonhos .. mas não - sorri e fui saino da sala.
- Poxa porque?! - Austrea ficou triste.
- Porque vocês dois tem a casa de vocês será? - falei enquanto ia embora.
- Own não, deixaaaa!!! - Otto correu e se agarrou na minha perna - faço tudo!
- Ahh .. agora falou minha lingua - o fitei e sorri.
- Fez merda - Hilda riu.
- Pode morar aqui, mas vai ser a empregada daqui, por uma semana, vai ter até que vestir a roupinha, isso vai ser hilário - dei uma risada maligna.
- AH nãoo! - ele quase chorou.
- Então volte pra sua casa - ia começar a andar e ele me parou.
- TA TATATATATA, certo ... - ele fez uma carinha de triste.

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