Cap.15 - A Marca e o Resultado? Impossível!
Voltei correndo pra casa com Austrea, quando cheguei na porta de casa, algo muito estranho aconteceu, fui falar com Austrea mas ela não estava do meu lado ou se quer segurando minha mão, andei um pouco o caminho de volta já que não vi ninguém se aproximando, e não a achei.
- AUS-CHAN! - saí gritando pela cidade, e o que era mais estranho ainda é que agora sim, não vi ninguém na cidade, fui no restaurante e não havia ninguém lá também, voltei correndo pra casa e decidi esperar todos.
Esperei meia hora, uma hora, e nada deles aparecerem, e logo escureceu, resolvi entrar em casa, encostei na maçaneta da porta e de reflexo tirei de um vez, estava muito quente.
- Que merda é essa? - a maçaneta não parecia estar quente ou nada do tipo, só cheguei um pouco perto com minha mão, e estava muito quente - brincadeira de mal gosto é essa gente? - tentei empurrar a porta, e queimei minha mão de novo, mas dessa vez porque a porta estava muito gelada - mas que bosta meo! - Olhei para todos os lados e a lua começou a ficar vermelha, lembrei do poder de Char, e fiquei feliz, ela estava por perto, corri para procura-la, e a vi em pé na beira do mar - CHAR!!! - fui chegando perto e ela se virou, estava com a expressão do próprio demonio encarnado na cara, e logo parei de andar - c-c-char? tudo bem?
Ela não me respondeu, se moveu rapido, tentei olhar para os lados, mas algo atravessou meu peito com uma violência tão grande que cuspi muito sangue, era a pior dor que ja havia sentido, tentei ver quem era, apenas consegui ver os fios brancos que voavam com a briga do oceano, arregalei os olhos apavorado.
- C-C-Char .... por... que? - mal conseguia falar.
- Você não me ama, sei disso! - ela encostou o rosto no meio pelas minhas costas - eu odeio você!
Aquelas palavras chegavam a doer muito mais do que a lamina que cravada em meu peito, tentei levantar minha mão para encostar em seu rosto mas ela bateu em minha mão, senti lágrimas escorrendo de meu rosto.
- Você tem que morrer, me faz sofrer, tem que morrer, eu te odeio, só isso, entenda! - ela arrancou a lamina e eu caí na areia, e logo tudo começou a se manchar com o vermelho do meu sangue, e a vi indo embora, tentei me levantar, mas não conseguia nem respirar direito.
- C...har .... - fechei os olhos e tudo escureceu.
" - Agora sim, vou lhe ter pra mim, lhe fazer sofrer até o ultimo segundo ... Heyke! " - aquela voz ocoou na minha cabeça, e abri olhos rapidamente.
- Derek?! tudo bem? - Austrea estava do meu lado, parecia assustada - ei menino, tudo bem? - e logo os outros foram chegando, Char correu para ver como eu estava, parou na minha frente e segurou meu rosto com as duas mãos.
- Eiei, olha pra mim, tu ta pálido! o que ele tem? o que aconteceu Austrea?! - Char a fitou e Austrea não sabia explicar, porque não tinha o que explicar, não tinha acontecido nada - anda, vamo levar ele aqui pra dentro - me levaram pra dentro de casa e me deitaram no enorme sofá da sala.
Hilda sentou do meu lado e colocou a mão no meu peito, sentiu um volume e tirou minha blusa, ficou paralizada, estática, e foi se levantando devagar, todos que estavam na cozinha preparando algo pra eu comer, remédios e essas coisas, ouviram Hilda e correram para ver o que tinha acontecido.
- O-O-O que é isso? - Austrea se assustou.
- Não ... pode ser - Char colocou as mãos no rosto assustada e se aproximou, colocou a mão sobre meu peito, e percorreu toda a gigantesca cicatriz que tinha aparecido do nada - Flourt ... - Char ficou enfurecida - se eu acho ela ...
- Quem? - Otto fitou Char.
- Uma nojenta que ... desda época de Heyke quer seu coração - ela suspirou.
- Mas porque ela quer o coração dele? - Otto perguntou novamente.
- Porque o caração dele não é de um humano comum, ele carrega o poder de transmitir qualquer tipo de informação genetica por gerações, como a maldição - Vayne completou e se sentou em uma cadeira.
Eu estava começando a suar, meu corpo fraco de mais não conseguia nem se mover, e todos foram cuidar de mim, Hilda ficou me curando com suas mãos, e o resto atento para qualquer queda do meu estado, e passaram a madrugada inteira daquele jeito, todos muito cansados, e acabei pegando no sono.
Acordei com Hilda dormindo com a cabeça em cima de mim, fui levantando bem devagar, e vi que era de manhã, todos ficaram dormindo ali mesmo na sala, procurei na fazer barulho algum, e fui comer porque eu tava morrendo de fome, passei pela banheiro da sala e o espelho refletiu minha imagem, e logo parei de andar, me aproximeio do espelho e vi a cicatriz, estava menor, graças ao esforço de Hilda, mas ainda era bem visivel.
- Devia estar deitado descansando sabia? - Char entrou no banheiro e me abraçou por traz - como se sente?
- Bem melhor agora - sorri e me virei, a beijei e acariciei seu rosto.
- Você parece abatido de mais ... - Char fitou o nada - o que ela lhe mostrou?
- Ahn? Quem Char?
- Diz logo, eu já sei de tudo Derek ...
- Você me matando e ...
- Não termine! - ela me abraçou - nunca seria capaz de se quer lhe machucar, quanto mais lhe matar, amo você - percebi que de seus olhos escorriam lagrimas.
- Eiei - puxei seu rosto - estou bem, não foi verdade, ta tudo bem - procurei passar tranquilidade para ela.
- Mesmo? - os olhos dela brilharam e ela corou.
- Mesmo - ri um pouco e a abracei com força - agora vamos comer que to morrendo de fome Char.
Fomos comer alguma coisa, e de pouco em pouco todos foram acordando, e se juntando a nós no café da manhã.
- Esta melhor Derek? - Austrea parecia preocupada.
- Simsim, espero que não tenha achado que tenha sido sua culpa viu, porque não foi - sorri e sua expressão ficou mais aliviada - quem ganhou?
- Ahhh siim, vocês dois - Hilda me fitou - pra onde querem ir?
- Ah não - brinquei - façamos assim, Austrea, lhe dou todo o dinheiro e você vai pra algum lugar com o Otto, tudo certo por você?
- ... S-S-Sim ... - ela falou baixinho e corou, olhei para o Otto, agora sim, ele tava feliz.
- Então resolvido - me levantei e fui deixando as coisas na pia, depois fui indo pra porta da frente da casa.
- Pra onde vai Derek? - Char correu.
- Vou fazer umas compras, eu volto logo - sorri.
- Vou com você - ela pegou os chinelos.
- Não não, ficou a noite toda acordada, vá descansar, vou só, é aqui do lado Char, vou ficar bem - passei a mão em seu rosto.
- Promete?
- Prometo sim - queria prometer pro acaso também isso, ela sorriu e eu virei para a porta, olhei para o trinco e me veio tudo aquilo na mente de novo, balancei a cabeça e saí de casa.
Fui andando para o mercadinho mais perto, andando bem devagar, tava com uma preguiça horrivel pra falar a verdade, a brisa que vinha do oceano relaxava meu medo de tudo aquilo que tinha acontecido.
" - Acha que vou deixar você em paz? " - quando ouvi aquilo parei de andar, senti meu corpo tremer " - isso, trema, sinta o medo, sinta a solidão, nunca mais verá ela, você é meu " - balancei a cabeça e comecei a correr.
Pra falar a verdade não sabia pra onde, ou o porque que eu tava correndo, porque pelo o que vi ela conseguia ter acesso livre a minha mente, então acho que ela não iria aparecer aqui e me matar ou me perseguir, sou muito burro mesmo.
" - Corra, não adianta se esconder " - estava com muito medo, não queria morrer, alias, não podia morrer, tenho 17 anos, ainda [T.T], e não parei de correr, até que cansei, percebi que já tava dentro da densa floresta, e só conseguia ouvir as risadas demoniacas dessa mulher na minha mente " - me entregue seu coração Heyke, e lhe pouparei a vida de sua amada, combinado? "
Não sabia o que fazer, não sabia se ela tava blefando ou falando a verdade, mas não podia arriscar a vida da Char por puro medo.
- Primeiro apareça! - criei coragem, virei homem viu.
" - corajoso você " - na minha frente começou a se formar um corpo, e logo se formou completamente, uma mulher de longos cabelos avermelhados e olhos totalmente brancos - bom lhe ver, novamente.
- Quem é você?
- É, se bem que eu acho justo, a pessoa que vai morrer saber quem matou e ver o rosto, bem justo mesmo - ela riu - Flourt, a plétala do norte.
- Que? uma planta? pensava que só tinham animais - não resisti, serio [kkk]
- é, um verme como você nunca entenderia a complexa vida fora desse buraco de porcaria que é esse seu planeta - ela riu - sou a condessa do norte, um tigre - ela sorriu - bom, agora que ja sabe, pode me dar o coração né?
- Prometa ...
- O que?
- Que não vai encostar um dedo na Charllot!
- Ah que saco - ela suspirou - olha eu não quero aquela coisa ridicula, só vim pegar teu coração mesmo, só isso, agora se ela souber do ocorrido aqui - e Flourt iria contar sem sombra de duvida - ela vai vir atraz de mim pra se vingar claro, ai..
- NÃO !
- Ah e eu vou deixar ela me matar é meu filho?! CLARO QUE NÃO!
- Por .. favor - fitei o nada.
- Vou comprir com minha promessa, não farei mal alguma a ela, mas se ela vier atraz de mim, já não respondo pelos meus atos ... Rapaz, tu vai morrer de uma maneira ou de outra, me da logo isso vai - ela balançou a mão no ar e várias folhas cairam das árvores - Mit dem Anbruch des Lichts, regt sich der Wind, die Blumen Tanzmusik Gagel auf diese Weise. Die Farben ändern sich, schüttelte mir die Hände, als ob sie schreien, mit dem subte Wunsch, sein Blut zu haben. [Com o raiar da luz, o vento se agita, as flores dançam a musica da doce ventania que se forma. As cores mudam, minhas mãos se agitam, como se gritassem, com o subto desejo de ter seu sangue.] - Não consegui enxergar mais nada, e senti algo perfurando meu peito, apaguei, eu suponho, pra sempre.
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