sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Watashi to okami? Masaka! [C.12] -S02


         Cap.12 - O Esquema e a Fonte?! Impossível!


Depois de uma longa e perfeita soneca eu acordei, olhei para o lado e Char não estava mais na cama, ouvi uns barulhos vindo lá de baixo, e percebi que já estava anoitecendo, pessoal já deve ter voltado da praia, lavei meu rosto e escovei meus dentes. 
Tomei um bom e relaxante banho e me vesti, quando desci todos estavam sentados no sofá vendo filme na gigantesca Televisão da sala, sentei na poltrona e fui ver, eles estavam assistindo porcaria de Novela e não filme, percebi a cara de tédio do Otto, a praia tinha sido tão ruim assim pra ele ta com essa cara ou foi só a novela mesmo?! ri um pouco.
- E ai seu estraga prazeres, já descansou?! - Hilda me fitou e sorriu.
- Já já Hilda, e por falar nisso nós vamos jantar fora viu, conheço um restaurante que irão adorar - me levantei e fui na cozinha.
- E quem vai bancar isso tudo? - Otto já ia pensar que ia sobrar pra ele, e o fitei.
- Eu, claro, a casa é minha né idiota - bati na cabeça dele e subi pra pegar minha carteira - Se eu fosse vocês iam se arrumando, que to pegando minha carteira, quem não quizer ir, vou só e deixo quem ficar com fome - gritei do meu quarto, só ouvi milhares de passos  e ri.
Charllot entrou no quarto e foi mecher na sua bolsa, não tinha nem percebido que ela tinha realmente se apossado do meu quarto, não ia ficar ali dormindo com ela claro, peguei minha carteira e desci, Otto ainda estava lá, do mesmo jeito de antes, com aquela cara de tédio.
- Vai trocar de roupa não? - sentei ao seu lado.
- Vou assim mesmo - falou baixo.
- Rapaz o que aconteceu hein? ta assim porque elas te obrigaram a ver novela ou foi a praia?!
- a Praia .. - ele parecia que não queria falar muito do assunto, mas como eu sou bastante insistente eu queria saber porque.
- E o que tem ela? gostou daqui não ?
- Não é isso Derek, você sabe ... - me olhou com cara de enjoado - tenho cara de mãe diná seu idiota?! não sei não, vai dizendo logo ...
- To ... gostando da ... - no momento em que ele ia falar Austrea foi descendo as escadas.
- NÃO NÃO, SUBA AGORA! - queria muito ouvir aquilo, ia zuar ele pro resto da vida, tava gostando de uma menina que parecia uma criança e não uma velha, tava me matando de rir por dentro, Austrea se assustou e correu de volta pra cima - diga diga!
- Dela mesmo - ele voltou com aquela cara de bunda, tinha esperado algo mais sabe.
- Dela?! - falei como se não soubesse de nada - não me diga, serio?! - fui altamente irônico.
- Ta espertão, pode ir parando com a brincadeira de muito mal gosto ta - ele tava puto já, e comecei a rir.
- E porque ta assim, com essa cara de bunda?!
- Porque ela não percebe isso, tentei mostrar isso umas milhões de vezes mas .. 
- Sabia - não percebemos mas Hilda já estava no meio da escada ouvindo tudo, nós dois viramos assustados - calma, não vou falar pra ninguém, alias, pra nenhuma das duas né, porque pra quem eu espalharia? pra velhinha da esquina - ela riu e sentou do outro lado de Otto - ela não percebe? sabe como ELE tentou demonstrar isso? - ela apontou pra ele e me olhou - ficou dando em cima de mim na frnete dela! agora a menina acha que ele ta louco por mim, porque você disse que ele gostava de ... cofcof* mulheres mais velhas - Hilda riu.
- Já disse pra parar com a brincadeira besta não disse?! - Ele suspirou - se querem me ajudar ajudem, não piorem minha situação.
- Vamos fazer assim - Hilda parecia animada - esse restaurante é perto da praia, tipo da areia mesmo?!
- É na areia Hilda, melhor restaurante daqui, vocês vão adorar - tava mais animado porque ia comer, tava com uma fome horrível.
- Pois pronto, vocês dois vão ficar caminhando na praia e .. ai o resto é com você, só posso ensinar como colocar a chave e ligar o carro, mas agora como dirigir e manusear o carro, ai é com você - ela riu.
- Ah ta, e como quer que isso aconteça? - Otto a fitou, já com um certo medo da resposta.
- Você vai chamar ela ue, quer ir como? quer que eu chame também? quer que eu ...
- NÃO, termina não - sabia que ela ia falar merda então interrompi logo - pronto combinado certo? Tudo okey?
- Ta - ele suspirou - isso não vai da certo.
- E você hein - Hilda me olhou maliciosamente.
- Eu o que? - tava demorando ...
- O que ficaram fazendo essas - ela olhou pro relógio - exatamente 7 horas que passamos fora? - ela corou.
- Nós? dormindo - ri.
- Ah ta, claro dormindo, porque não me veio iso na cabeça?! - odeio quando não acreditam em mim, mas claro que ninguém iria acreditar, eu .. só dentro de uma casa enorme com uma menina que supostamente me ama e me quer, dentro de uma quarto gigantesco com uma cama de casal que cabe uns 4 casais, o que mais poderiamos estar fazendo né - fala serio.
- Pior que to falando serio Hilda - não queria que fosse verdade, mas não ia deitar ela na minha cama e começar a abusar de uma menina que mal sei o nome inteiro, não sou assim.
- Que peninhinha, mas realmente, vocês dois mal se conhecem né - balancei a cabeça positivamente - pois pronto, leve ela pra caminhar também! - ela sorriu
- E tu? - Otto a fitou.
- Eu me viro, sou linda, legal, carinhosa, um corpo lindo também - ela não se acha, só pra deixar isso bem claro - acha que não consigo arranjar alguém por aqui?! e Alias, .... - ela fitou o nada - não quero saber de homens na minha vida.
- Vai virar lesbica Hilda? - Otto se assustou.
- Claro que não seu idiota - ela bateu na cabeça dele - só não quero, se divirtam que vou estar me divertindo, só quero comer, estou morrendo de fome - ela se levantou do sofá - vou chamar as meninas - percebi uma tristeza muito grande em seus olhos, chegava a dar pena, não ter a pessoa que ama, pra sempre.
- A gente devia arranjar alguém pra ela né? - Otto pareceu animado, o fitei bem sério.
- Não? - meu deus, idiota - se ela não quer, não vamos empurrar alguém né retardado.
As meninas foram descendo, eu e Otto ficamos na porta as esperando, já estava de noite, mas as ruas eram sempre bem claras e tranquilas, e fomos indo pro restaurante, mas Hilda não tirava aquela cara, acho que estragamos sua noite.
Andamos uns 5 quarterões e chegamos ao restaurante, a dona me atendeu com um sorriso de orelha a orelha dizendo que sentia muita saudade de mim e dos meus pais, e eu falando que tambpem sentia, aquela babozeira toda sabe. Escolhi a melhor mesa que vi e nós sentamos.
Começamos a pedir coisa leves pra comer e ficamos horas conversando, percebi que Otto tava com muita vergonha de chamar Austrea, e como ela já pensa maldade em tudo, acho que Otto tava certo em ta com medo, vai que ela chama e ela pensa que ele quer estuprar ela e da uma na cara dele, ai sim, ele morre, mas seria bem engraçado.
Já eu estava sentado do outro lado da mesa, em relação a Charllot, não sabia se realmente iria chama-la pra caminhar ou qualquer coisa do tipo, moravamos na mesma casa, era seu dono ... alias ... ela nunca me olhou e me pediu isso, então não sou, quando lembrei disso fiquei um pouco triste, mas logo passou.
- Chama ela - Hilda chutou meu pé e a fitei.
- Não - a gente tava sussurrando, mas tava na cara que a gente tava falando algo né.
- Chama - Hilda me olhou como se fosse me matar se não fizesse o que ela mandava.
- Não! - mas não ia chamar, talvez depois, mas agora não, e logo Hilda desistiu, percebi que ela chutou o Otto e ele corou, depois de alguns minutos ele chamou Austrea, foi meio complicado ela ir, porque mudou de assunto subtamente, mas foi.
Ficou aquele clima tenso sabe na mesa, eu .. Hilda .. e Charllot, pedi logo alguma coisa pra comer porque tava ficando louco com aquilo, Hilda ainda tava tentando fazer eu chamar, mas não ia, de jeito nenhum, não tava com clima pra isso. Mas como eu conheço bem ela, não ia ficar quieta, olhou pro primeiro homem que viu e sorriu.
- Olha como ele é lindo - revirei os olhos de raiva, não acredito que ela ia me deixar só na mesa com Charllot - gente, vou reconquistar minha juventude, volto já - ela .. foi embora, que magico! 
Charllot estava no canto da mesa caladinha, na certa esperando eu falar alguma coisa, não sei do que realmente tinha medo, sei lá, não é que não gostasse dela, mas é que alguma coisa me impedia de ao menos chegar perto dela, não sei porque, e ficamos calados por um bom tempo.
Ela se levantou e foi ao banheiro, foi o momento certo pra eu respirar fundo, o clima tava tão tenso que nem respirar eu tava conseguindo, mas acho que ela tinha ficado um pouco triste não sei, esperei ela voltar, tinha que falar ou fazer alguma coisa, e então resolvi abrir o cardapio.
- Quer alguma coisa Char? - comecei a folhear o mesmo.
- Não não - ela falou baixinho.
- Como não? desde que chegamos aqui você não comeu e nem tomou nada, tem que comer alguma coisa!
- Estou sem fome, serio - ela pareceu um pouco triste.
- Vou pedir algo pra você então - ela pegou o cardapio da minha mão e o deixou na cadeira do seu lado.
- Disse que não quero - nunca tinha a visto chateada, agora estava vendo, fiquei meio com um peso na consciencia por não ser homem o suficiente pra dizer alguma coisa.
Passou-se mais uns 20 minutos e continuamos calados, e ela ja ia se levantando da mesa.
- Vai pra onde? - me levantei também.
- pra casa, to cansada de ficar aqui, já passou mais de uma hora e ninguém volta - ela foi saindo e a parei.
- Não calma - ela se virou, não esperava ouvir um "vamo andar" ou coisas do tipo, pela sua expressão de desgosto - deixa eu pagar aqui - fui pagar a conta e avisei que se alguém chegasse e quizesse comer alguma coisa, que desse e mandasse a conta lá pra casa - quer ir a algum lugar? - ela corou, tinha que ir - diga, qualquer lugar, que a gente vai.
- Você vivia aqui quando era menor né?! - não entendi onde ela queria chegar.
- Sim sim, porque?
- Qual o lugar mais bonito, ou seu lugar preferido daqui? - quando ouvi aquilo corei, ninguém sabia daquilo, mas era simplesmente o lugar mais lindo da cidade, tinha que mostrar aquilo pra ela, e sorri, segurei sua mão.
- Você vai adorar - e fomos saindo do restaurante - vamos ter que andar um pouco, mas é rapidinho, e vale muito a pena - ela não respondeu nada, apenas ficou caladinha sendo levada e com os olhos brilhantes vidrados nos meus.
Realmente o caminho era meio complicado de se chegar, tinha que passar por dentro da floresta e de noite ela era bastante escura e bem fechada, mas eu, como vivia vindo aqui, conhecia esse lugar de olhos fechados, conseguia ir só seguindo seu cheiro, que por pura coincidência, havia uma enorme árvore de canela lá, adorava aquela árvore de longe você sentia seu cheiro.
Foi um pouco complicado chegar lá, mas quando chegamos, realmente, sempre valia muito a pena, era um pequeno lago com uma cachoeira mediana, e com a árvore enorme do lado, olhei para Charllot, que estava com um sorriso impagável no rosto.
- Não disse que iria valer a pena?! - sorri e ela me abraçou.
- posso lhe fazer uma pergunta? 
- Claro que sim Char - me sentei perto do lago e ela sentou-se ao meu lado.
- Porque não queria me levar pra algum lugar? - não sabia que ela iria perguntar aquilo, mas eu só estava fugindo dos fatos, tinha que encarar aquilo de frente.
- Olha ...
- Se não quizer responder tudo bem - ela ficou meio tristinha.
- Não, eu respondo, eu sinceramente não sei lhe dizer o Porque, porque nem eu sei, por incrível que pareça, mas sinto algo .. bastante estranho ...
- Era o que minha mãe disse que você sentira Derek 
- Como assim? - a fitei.
- Minha mãe ia me deixar vir Derek, mas me explicou que você iria ter um tipo de medo, não sei explicar, de ficar comigo, - ela olhou pro céu - ia ter .. insegurança de estar comigo.
- Mas porque?
- Porque você sabe da profecia, e sabe que posso lhe trair a qualquer momento, mas isso é o que seu subconciente diz, você você mesmo, quer ficar comigo, mas algo dentro de você sente um medo muito grande ficar comigo e me machucar, ou ser traido, mas sente mais medo de me fazer sofrer - estava em estado de choque, como ela sabia mais de mim do que eu mesmo? como ela podia entender isso tudo! - minha mãe tem poderes especiais, ela pode ler os sentimentos nas ações das pessoas facilmente e quando toca pode prever o futuro - lembrei que a mãe dela tinha encostado em mim, quando foi me ajudar a me levantar, na primeira vez que vi Charllot, agora tudo fez sentido, tudo se encaixou - Desculpe invadir sua privacidade, seu futuro e seus pensamentos, mas minha mãe tinha que saber disso tudo antes de deixar eu vim pra você.
- E-E ela deixou?
- Claro, como acha que vim? ela sabe que to aqui, eu não ia se quer passar da primeira linha de defesa que protegia o portal Derek - ela suspirou.
- Porque? você não é tão poderosa?
- Sou, se tiver um dono, se sentir o amor, se for amada de verdade Derek - ela me olhou fixamente, e corou - desculpe lhe forçar a me querer, juro que amanhã mesmo vou embora, sei que não me quer por perto.
- Não! - disse subtamente - muito pelo contrário, quero você! - ela não parava de me olhar, corei e decidi olhar pra outro lugar se não, não ia conseguir falar uma palavra - tinha medo sim, tinha insegurança sim, não vou mentir pra você sou um humano, claro que iria me sentir assim Charllot, quero ficar com você, mas o que mais me deixava louco era o fato de você ficar me pressionando e eu não saber nada de você e você saber absolutamente tudo de mim, só sei seu nome Charllot - olhei para ela - me entenda, por favor - ela acariciou meu rosto e sorriu.
- Ta vendo como é pratico quando a gente senta e conversa, tava ficando louca naquela mesa, não sabia o que tava acontencendo, tava achando que tinha arriscado minha vida - quando ela falou aquilo, vi o filho da p*** que tinha sido com ela todos esses dias, ela arriscou a vida por mim, e eu com uma porcaria de um medinho e insegurança, quer mais prova de fidelidade e amor que essa?! - pela pessoa errada sabe, tava achando que era o Schmidt errado - nós dois rimos - ou que ... você não gostava de mim realmente - ela ficou triste.
- Não, não é isso ..
- eu sei Derek - ela me interrompeu - agora é só irmos com calma, desculpa te pressionar tanto, eu estava deseperada, não sabia o que fazer, porque você nem falava comigo e ... - percebi que ela ia chorar, passei a mão sob seu rosto e sorri.
Ficamos naquele momento nos olhando por alguns minutos, percebi que ela se aproximava de mim, e logo me empurrou na grama macia e verde na beira da fonte, se levantou e ficou em cima de mim, não que eu tenha pensando algo malicioso, claro que não, mas não conseguia se quer tirar os olhos dela. Ela veio aproximando o rosto do meu e logo ficou a centímetros, parou ao lado do meu ouvido.
- Eu te amo - aquilo ficou ecoando na minha cabeça por dias, não por horas, não ... pra sempre, sorri e a abracei, ela me olhou fixamente e se aproximou novamente, quando ia chegando perto ...... alguém tinha que estragar tudo.
- AHHH ENTÃO ESTAVAM AQUI! - eu simplesmente não acredito, isso sim foi broxante, tirei Charllot rapidamente de cima de mim e fingi que estava deitado na grama, coisa mais normal e comum do mundo, dois adolecentes sozinhos no meio de um buraco na densa floresta sentados conversando, todos surgiram do meio da floresta, e Austrea veio logo gritando - tavam fazendo o que hein? - me levantei.
- Desculpem estragar tudo, tentei segurar ela lá, mas não deu - Hilda fez uma cara de desapontada e Otto parecia um pouco mais feliz do que o normal.
Me levantei e ajudei Charllot a se levantar também, segurei firme na sua mão e fui voltando pra casa, quando passei do lado de Austrea sorri.
- Nada da sua conta - todos ficaram apavorados com minha resposta e Austrea mais ainda com aquela cara tipo [=OOOOOO], adoro fazer isso, e nós todos fomos pra casa.

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