Cap.05 - A Enfermeira e a Descoberta? Impossível!
Fiquei quase o dia inteiro na frente da televisão vendo absolutamente nada, tinha que acupar minha cabeça com algo que me prendesse a atenção, e a televisão fazia isso, quando foi anoitecendo meus pais já estavam pra chegar e eu troquei de roupa e resolvi ir na casa do Otto.
Mesmo sem saber onde era claro, mas saí de casa, fui caminhando bem devagar, Otto tinha me dito mais ou menos onde era sua casa, e qualquer coisa ligava pra casa dele, mas antes, queria ficar um pouco só, alias, mais né, porque passei o dia fazendo coisas produtivas.
O céu estava bem estrelado, e a notie bem fria, como sempre, não sei bem o que eu esperava encontrar olhando pro céu, mas era como se realmente a qualquer momento fosse cair ... o que eu mais quero, balancei a cabeça e fui pensar em outra coisa, era bem complicado parar de pensar em tudo que aconteceu hoje, e além do mais que foi real.
Se eu fosse contar pra alguém tudo que aconteceu, iam me chamar de louco, mas queria muito compartilhar isso com alguém, não que eu tivesse indo pra casa do Otto chegar lá e dizer "Cara, sem dizer que sou louco mas hoje ... e estou aqui" ele iria rir e fechar a porta na minha cara isso sim, mal percebi mas estava rindo só no meio da rua praticamente deserta.
- Está melhor Derek-kuh? - olhei pro lado e havia uma sorveteria lá, a enfermeira do colégio estava com um grande sorvete na mão - toma comigo?! - ela sorriu, aquilo foi inrresistível, sorri e sentei no banco em frente a sorveteria - Porque está andando só por aí? mesmo sendo um interior pode acontecer alguma coisa, sei lá.
- Tava indo na casa do Otto, mas tava andando um pouco devagar, gosto de olhar o céu - tomei um pouco do sorvete.
- Lindo né? - nunca tinha percebido, mas ela tinha realmente cabelos azuis e olhos cinza, não era coisa da minha cabeça, e era linda, tão delicada quanto uma flor.
- Siim - sorri olhando para ela, ela me olhou e corou.
- Me referia ao céu Derek - ela riu.
- Ah siim, claro, é sim, lindo - corei depois.
Ficamos conversando por um bom tempo, e percebi que estava ficando tarde de mais, me levantei do banco e a fitei.
- é tenho que ir, está muito tarde - sorri
- Nunca lhe disse meu nome né? Hilda - ela parou ao meu lado
- vou até tua casa, te deixo lá
- Não precisa Hilda - comecei a andar e ela me acompanhou
- Eu vou rapaz, deixe disso
E por fim, ela realmente me acompanhou até a porta da minha casa, quando ia dar tchau ela me olhou com angustia.
- Você ... não esquece ela não é Derek? - como ela sabia disso? meu deus, todos resolveram vigiar minha vida, que é isso - entendo como é Derek, meu dono morreu e agora estou só no mundo.
- Hilda ... quem é você? - não queria ouvir um "sou um lobo derek", não queria mesmo, mas era quase impossível.
- mesmo que de inicio seja complicado de acreditar, sou um cachorro Derek - é, posso ficar tranquilo porque não foi igual a o que pensei [¬¬] - moro aqui a muitos anos, conheci seu tataravô e Anke, lembro que antes dele descobrir a traição ele me pediu uma coisa.
- O que?
- pra cuidar da unica esperança que a profecia tinha, e todos dizem que essa esperança são vocês dois, mas o Rei de Helles Licht, não quer arriscar sua filha, claro, ninguém jogaria a filha no mundo sabendo que corre o risco de morer, mas ela não aguenta Derek - Hilda sorriu - ela não vai conseguir comprir a promessa que fez ao seu pai, vai vir lhe ver a qualquer momento.
- Não quero vê-la Hilda - quando ela ouviu isso arregalou os olhos - não quero vê-la nunca mais, quero esquecer ela, tudo em relação a ela, só isso.
- Você mente - Hilda passou a mão no meu rosto - não se iluda, sei bem o que seu coração, alias, seu corpo e alma desejam, dessejam ver aqueles lindos e brilhantes olhos azuis, sentir aquele cheirinho de canela que só você sente - quando ela começou a me lembrar daquilo tudo, fechei os olhos, foi a melhor sensação que já tinha sentido, lembrar dela - e melhor, viver ao lado dela.
- Chega! - estava ofegante - para com isso, sério, não é nada legal fazer isso Hilda.
- Não faço isso pro seu mal, quero seu bem, prometi que protegeria a esperança Derek, e farei até meu ultimo suspiro - ela beijou meu rosto e desapareceu com o vento, coloquei a mão no meu rosto e corei.
Fui entrando em casa e pela primeira vez, um milagre, meus pais estavam caladinhos, sentados a mesa jantando feito um casal que se ama de verdade, minha mãe me olhou e sorriu, algo de muito errado não estava no lugar, disso eu tenho certeza, trocaram meus pais.
- Filho porque não foi pro colégio? - minha mãe me puxou e eu sentei pra comer junto com eles.
- Porque eu acordei me sentindo um pouco mal mãe, desculpe, não falto mais - peguei um pedaço da pizza que estava em cima da mesa, amo pizzas.
- Não filho, se não se sentir bem, não vá ao colégio, só vai pra passar mal e ficar na enfermaria com aquela enfermeria gostosa - ela me olhou com rabo de olho, sabia o que tava acontecendo, ela me viu com a Hilda lá fora - não querendo me entrometer na sua vida, mas já me metendo, porque estava com uma mulher de 22 anos até uma hora dessas no meio da rua querido filho?
- Errrr ... Mãe eu tava indo no Otto ...
- Mas não sabe nem onde é a casa dele - ela me interrompeu, me pegou legal, mas o pior é que eu atav falando a verdade.
- Sério mãe, eu tava com o celular e ontem quando tava voltando ele me explicou mais ou menos como chegava lá, imaginei que essa cidade não era grande o bastante pra eu me perder, e quando tava indo - eu falava rapido, tinha medo do que ela poderia fazer comigo, porque devia ta achando que tava tendo um caso com uma mulher muito mais velha - encontrei ela em frente a uma sorveteria, ficamos conversando e ela me veio até aqui comigo, porque também mora aqui perto, só isso mãe.
- Louis deixa eu só te fazer uma pergunta - meu pai olhou bem sério pra minha mãe - queria que ele tivesse com o Otto dividindo o sorvete? ou um outro homem ou pior ...
- Não diga isso Audrick! - minha mãe era uma preconceituosa de carterinha.
- Com um travesti?! - meu pai falou, pronto a casa caiu, fiquei calado enquanto eles dois iam começar a brigar - vamos ficar feliz que nosso filho esteja com alguém, e era bem linda pra falar a verdade - meu pai é louco, queria deixar minha mãe doida mesmo - i dai se tem 22 anos? 40? 50? idai amor?
- Audrick .. chega - minha mãe estava de cabeça baixa, na certa estava respirando fundo pra não pegar a faca em cima da mesa e cortar a cabeça dele, e eu caladinho.
- Você! Veja você, sou 13 anos mais velho que você, e o que seu pai disse? NADA AMOR! - ele se exaltou.
- Claro meu pai era um doido tarado! queria mais o que Audrick?
- Idai? não posso ser um maniaco por sexo também? e nem meu filho pode ter puxado isso de mim? HEIN LOUIS! - adorava isso, era bem legal, eles discutiam como se eu não tivesse lá, mas no fundo fiquei feliz porque meu pai me defendeu - Deixa o menino em paz, todo dia além de gritar comigo grita com ele, seu filho já tem 17 anos Louis deixa ele viver a vida dele rapaz, até eu to de saco cheio já - aquilo sim tinhaa calado minha mãe, ela pegou um lenço e começou a comer um pedaço de pizza bem calma, meu pai ia continuar a falar quando eu o olhei e fiz um sinal pra ele parar, meu pai suspirou.
- Ela só é uma amiga, nada de mais, e calma vocês dois, eu hein - voltei a comer.
Quando terminei de jantar, minha mãe ainda veio com umas loucuras de querer medir minha pressão e temperatura, eu tava bem, ela é louca, e por fim tava tudo normal comigo, e ela ja veio reclamando dizendo pra eu acordar cedo e ir pro colégio, oh coisa mais chata.
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