terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Schwindel [C.01]


                        Cap. 01 - O Nascer do Sol


- Não há como, tenho que lhe mandar pra lá - dizia a mãe furiosa, sua filha não parava de reclamar sua ida para a cidade "Negra".
- Não vou, não importa! - a menina, muito aborrecida, logo se sentou na cama de seu quarto, cruzou os braços e fechou a cara, sua mãe adentrou no quarto e sorriu.
- Filha, você sabe que não tenho como criar você aqui - a mãe sentou-se ao lado de sua filha, a abraçou carinhosamente - não é porque não quero viver com você, quero sim Filha, Eu te amo.
Logo a menina suspirou, se levantou da cama e tentou fazer o melhor sorriso que vinha nas lábios, a mãe beijou sua testa e pegou uma enorme mala roxa, as duas foram indo para a parte de fora da casa, onde o carro estava, a mãe jogou a mala na parte de traz do carro, e as duas entraram rapidamente no mesmo.
- Também Te amo Mãe - a menina sorriu, e sentiu uma lágrima quente escorrer sobre sua macia e pálida pele.
A viagem tinha sido bem longa, pois a cidade onde ela iria ficar era do outro lado da Alemanha. Ao chegar na entrada da Cidade, a menina não parava de olhar para todos os lados, olhava o quanto linda era a cidade, mas sentia algo de estranho na mesma.
- Estamos chegando na sua casa querida - logo sua mãe estacionou o carro na garagem de uma casinha esverdiada, com uma aparência bem simples, as duas sairam do carro - Linda não acha?!
A menina sentia-se tão mal, que não conseguia se concentrar na beleza do lugar, logo seu rosto começou a ficar mais pálido ainda, mas a mãe da menina não ligou, tirou a mala de dentro do carro e foi logo abrindo a porta principal da casinha, a menina foi logo indo atraz.
- Espero que você goste da casa querida - no instante que a menina adentrou a casa e foi fechar a porta viu uma garota do outro lado da rua, com longos cabelos roxeados, olhos vermelhos e pele branca, era simplesmente deslumbrante, mas algo a prendeu atenção na garota, não conseguia tirar os olhos da mesma, mas não sabia o que era - Filha? Filha? está tudo bem?! - a mãe correu para ver o que havia acontecido, mas quando chegou na porta não havia ninguém na rua, e estranhou sua filha ficar olhando do outro lado da rua - o que houve?
- Você viu? - ela parecia estranha.
- O que?
- A ... garota.
- Que garota querida? - a mãe saiu da casa e olhou para todos os lados da rua, mas não viu ninguém nem perto do lugar - não tem ninguém aqui filha, quem era?
- Não .. sei. - ela suspirou e as duas entraram na casa.
Duas semanas depois de sua chegada, a menina foi matriculada na melhor escola da cidade, e dos arredores, mal chegou a ir no primeiro dia de aula, morreu, ninguém sabe o que casou sua morte, mas no dia de sua morte, alguém chegou a comentar: " foi a alma dos cabelos negros ".
Me pergunto porque, o porque, de sempre que ocorre algo sobrenatural, sempre colocam a culpa nas almas, ou espiritos, ou qualquer ser espectral, nunca pararam para pensar em algo Maior. Mas não os culpo, seres ignorantes, que só olham para um ponto fixo no vacuo.
Na melhor escola da cidade, começou o primeiro dia de aula, e o professor iria apresentar a turma do 2º D, os novos alunos, que eram 7, 4 meninos e 3 meninas. Na sala, ia entrando um por um, sempre dizendo seu nome completo, e com um sorriso aconchegante no rosto, quando foi a vez da ultima, todos a olharam com um ar de pavor, era uma linda menina de longos cabelos roxeados, olhos avermelhados e pele mais branca do que a neve.
- Edwin Reichert, tenho 15 anos - a garota não demonstrou nenhuma "felicidade" ao estar ali, se apresentou e foi andando calmamente para a cadeira mais próxima.
- Okey não é gente, ela é timida de mais, vamos respeitar isso - o Professor ficou sem graça.
Todos a olhavam com repreenção, não sabiam de onde ela vinha, ou o porque do cabelo dela ser roxo, muito menos de seus olhos serem vermelhos.
Ao soar o sino que dava o intervalo, duas garotas foram falar com a novata, enquanto, nos outros novatos, estava quase o resto da sala inteira falando com os mesmo. As duas meninas chegaram cautelosamente e esperaram a vitima se levantar, e correram para interroga-la.
- Bom dia - uma delas sorriu, mas Edwin não mostrou nenhuma reação, apenas olhou fixamente para os olhos da que falou primeiro - Edwin não é? - ela conitinuou sem responder - tudo bem, meu nome é Scarlet, e essa é Ludmyla - a garota que permaneceu calada no fundo acenou para Edwin.
- Posso ir embora agora? - Ao ouvir aquilo as meninas arregalaram os olhos, Scarlet riu falsamente, pois não tinha gostado nem um pouco daquilo - vou - como não obteve resposta, Edwin foi logo saindo da sala para ir pro lugar mais isolado que iria encontrar no colégio.
Mas as meninas nada fizeram, apenas observaram para onde Edwin iria, as duas sorriram e começaram a segui-la. Quando chegaram numa área cheia de árvores, viram que Edwin havia sentado em baixo de uma enorme e pararam de segui-la.
- Sei que estão aí, me deixem em paz - Edwin suspirou.
- O que há com você Ed? - Scarlet havia saído de traz do enorme poste que estava escondida e se deixou a mostra para a Edwin, quando a mesma ouviu Scarlet chama-la daquilo, a olhou furiosa, parecia que seus olhos estavam em chamas, Ludmyla a puxou com força e as duas sairam correndo.
- TÁ DOIDA MENINA?!! - Ludmyla correu para o lugar mais longe com Scarlet e as duas pararam de correr, ofegantes - como chama a doida lá de ED?!
- Sei lá, só achei que ...
- Achou errado! Vamos embora! - Ludmyla a puxou novamente e as duas foram subindo as escadas para voltarem para o corredor da sala.

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