Cap. 09 - Nublado
Em uma manhã nublada, não se ouviam os cantos dos pássaros que tanto alegravam os ouvidos do Monarca, um vento frio passava da janela de seu quarto para dentro, fazendo o Monarca acordar, seus olhos desejavam ver o lindo brilho do Sol, mas não o achava.
Se levantou da cama e foi em direção da enorme janela, olhou para o horizonte e suspirou, as enormes árvores balançavam com o vento, numa dança infinita, onde os dois se tocam como corpos.
- Tempos que não o vejo assim - aquilo o fez lembrar de quando ainda dormia no quarto de seu falecido pai.
- Mas ainda o prefiro assim - ele fitou uma enorme árvore que estava perto da janela de seus quarto e viu Rei, ela estava em cima de um enorme galho, e sorriu.
- Porque o prefere assim? Parece que Deus chora a perda de algum de seus filhos quando o céu está assim - ele fitou o céu novamente.
- Os Céus não ficam nublados quando Deus está triste Monarca, apenas, nublado ... - ela se apoiou no parapeito da janela e sentou-se na mesma.
- Verdade, não sei da onde nós tiramos isso - ele riu, ficava incrivelmente lindo quando ria sem preocupações.
- Tiram isso, porque o ser humano precisa de um ser Maior, para colocar a culpa em tudo, mas não necessáriamente culpa, mas simn a razão de tudo existir, mesmo quando o julgam mal, ele nunca os culpa - Rei fitou o céu, seu rosto demonstrava uma saudade imensurável.
- Verdade, gostaria de conhece-lo pessoalmente, acho que é o desejo que todos os humanos tem, não concorda? - ele a fitou, o vento frio fazia seus longos cabelos de duas cores voarem.
- Sim, mas outros só querem o conhecer para roubarem todo o seu poder, nem todos os seres humanos são bons como você Monarca - ela o fitou, os dois ficaram se olhando por alguns instantes.
- Monarca, o Senhor vai comer agora? - Ryo entrou dentro do quarto do Monarca, e vi os dois se olhando.
- Sim Ryo, vou em minutos, espere só eu tomar meu banho e me trocar - ele foi indo para o banheiro que ficava vizinho ao quarto - se me der licença, vou me arrumar.
Ela apenas sorriu e pulou, aquilo tinha deixado o Monarca um pouco aflito, pois o seu quarto era o mais alto de todo o castelo, e se alguém pulasse ia cair e ... morrer, mas ele sabia que ela não era humana então não iria morrer com uma simples queda.
Quando terminou de se arrumar, desceu para ir tomar seu café da manhã, e viu que todas as Shukufuku estavam comendo lá, logo foi se dirigindo a cadeira mais próxima e sentou-se a mesa.
- Bom Dia - Mitsu estava sentada na sua frente, sorriu.
- Bom Dia a todas, gostaram do castelo - foram horas de conversas, de dúvidas que o Monarca tinha sobre todas elas, que durou até pouco antes do Almoço ficar pronto.
Sentaram-se nós sofás da sala de estar, olhando o céu nublado, eram 11:30 da manhã, mas pareciam 18:00, comentavam sobre Deus e humanos, mas algo deixou todos intrigados.
- Onde voces viviam? - O Monarca fitou todas elas esperando uma resposta imediata.
- Nós viviamos ao lado de nosso Pai, Hoshi - Ayame o fitou.
- Acho que essa não foi a resposta que você queria ouvir, não foi? - Mitsu tinha lido seu pensamento - Você que não fez a pergunta direito, ele quer saber tudo, o começo de tudo, estou certa?
- Sim - ele corou, sempre ficava desse jeito quando esquecia que Mitsu conseguia ler seus pensamentos.
- Vou começar então - Sumi suspirou - Tudo começou quando Deus resolveu criar uma nova raça, para viver junto dos abençoados, os Shukufukus, antes, as únicas que existiam eram Mitsu, o cavaleiro do Norte, e Yami.
- Yami? Escuridão? - O Monarca ficou confuso - Mas quem escolhe os nomes de voces não é Deus? porque ele colocaria o nome de uma Benção de Escuridão?
- Sim, é ele que escolhe, como o de voces, ele acabou dando o que voces chamam de livre-árbitrio, e sinceramente - Seika fitou todas as outras, riu - sentimos uma pequena pontada de inveja de voces, mas não como ela sentia, ele colocou seu nome de Yami, por causa de sua aparência, mas não só aparência fisica, mas mental também - foi nesse instante que todas olharam para Mitsu.
- Ninguem até hoje, sabe o porque .. o porque de Mitsu não conseguir ler os pensamentos dela - Tenma sussurrou.
- Ela não conseguia? - O Monarca se exaltou ao ouvir aquilo - mas como não?
- Não disse, ninguem sabe, nem mesmo ela - Quando Seika continuou a falar, O Monarca fitou Mitsu, ela estava com o olhar perdido no céu nublado, como se lembrasse de algo que estava oculto em sua mente.
- E o que ela fez? - O Monarca queria ouvir o resto, estava gostando da história.
- Ela vivia se revoltando contra a vontade de seu próprio Pai, antes dele criar todos vocês, ele ainda tinha em mente de como iria criar tudo, pensava, passava anos pensando em como iria fazer, e nesses anos todos, Yamo o alertava, dizia, gritava, reclamava, que Ele só dava atenção a voces, mesmo antes de serem criados, e ela não queria isso, porque vocês teriam muito mais coisas do que ela - Hana finalmente falou algo, e o Monarca viu os desenhos em seu braço, era como se a eletricidade caminhasse sobre seu braço.
- E como ela era? fisicamente ? - ele fitou Mitsu, esperava que ela o respondesse já que tinha vivido com ela.
- Tinha pele branca, mas não era branco normal, era ... estranho de mais para falar a verdade - mas quem o respondeu foi Keiko, com sua voz de garotinha - Seus longos cabelos negros como o universo, olhos totalmentes brancos, já mentalmente, era como uma cobra, traiçoeira de mais para ser confiável.
- Isso mesmo, uma cobra - Rei balançou a cabela afirmando o que Keiko havia dito - era uma pessoa má, e sem vida alguma, quando Deus resolveu cria-los, fez tudo isso em dias, mas no ultimo resolveu descansar, aquilo tinha sido uma chance de ouro para ela, nun momento de íra ela desejou as piores coisas há humanidade, mas viu que nada que tinha desejado seria proveitoso durante o tempo em que todos vocês estivessem vivos.
- Ela criou os Pecados, criou aquilo que nosso Pai menos queria à todos vocês, depois de anos, Deus acordou de seu profundo sono, acordou e viu o que ela havia feito, ele nem mesmo sentiu raiva, apenas a baniu do sangue real, não foi morta, ainda vaga por aí - Seika terminou.
- Ainda está viva? Porque ela a deixou viva Seika? - O Monarca estava indignado.
- Hoshi-kun - Mitsu interrompeu a conversa, e aquilo tinha o deixado assustado pois pensava que ela iria ficar calada apenas ouvindo tudo - aprenda uma coisa, que na minha opinião é o que todos os humanos devem saber de Deus, Deus não mata, não castiga, não faz nada relacionado ao fazer o mau, nada do tipo, mesmo que muitos de vocês desejem o mal dele, ele se quer sente ódio de vocês por isso, só os quer bem - ela falava aquilo com os olhos cheios dágua - é o erro que todos vocês cometem, mas quem sou para culpa-los, se o próprio Deus não os culpa, não vou ser eu que irei faze-lo, quem trouxe toda essa discordia para o mundo que vocês vivem foi aquela desgraçada, juro pela minha benção que se a encontrasse ...
- Calma, não iria fazer nada - Seika colocou a mão no ombro da Mitsu - é isso que ela quer, que fiquemos com ódio dela.
- E quer que eu sinta o que Sei? Quer que eu fique feliz por ter sido umainutil no momento em que meu próprio Pai mais precisava de mim? - Mitsu se levantou do sofá e saiu da sala.
- Deixe-a Monarca - Hoshi ia se levantar para acalma-la, mas foi interrompido pela Hana - não adianta, ela é tão instável quando a mente de todos vocês, é a mais próxima de Deus, tem em mente do que ela é responsável?! Ela tem que aguentar ouvir tudo que todos pensam ainda ficar encarregada de Cuidar de tudo por Deus, aqui na Terra, é a Líder.
- Como assim mais próxima de Deus? - ele se sentou novamente.
- Deus tem todos os nossos poderes e muito mais, mas ela tem o mais poderoso dos poderes, e evoluíu em uma velocidade tão surpreendente que não sabemos nem o nível que se encontra - Tenma o colcou os pés em cima do sofá.
- Somos fortes, disso tenho certeza - Hana sorriu - mas nenhum de nós consegue manusear a matéria bruta e a matéria inexistente, ela pode desintegrar tudo com uma conrrente elétrica sináptica.
- Com o que ? - ele não tinha entendido nada que Hana havia dito.
- Com impulsos eletricos no cérebro dela, aliás, os impulsos que eram pra ser elétricos, não existem são só impulsos, não sei explicar direito só ela mesmo - Hana cruzou os braços.
- Impressionante - ele estava facinado com aquilo tudo que ouvia - estou, facinado com todas vocês, são tão impressionantes, e tão .. - os olhos dele brilharam e as meninas riram.
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