Cap. 05 - O Espelho
O Antigo Monarca faleceu, uma semana de luto, pairou no ar da principal provincia do Japão, o povo estava triste, o principal Monarca da história havia morrido tão cedo.
Mas agora, Li iria governar o Japão, as esperanças do povo japonês, ainda não tinha ido embora totalmente, Li era tão bom homem e belo quanto seu pai, pelo menos era o que todos esperavam, sua beleza também era muito cobiçada pelas mulheres, ele assumiu o poder com 17 anos, um garoto ainda.
Seus irmãos foram mandados para outras provincias do Japão, para manter a presença do governo de Li em peso, mas ele, continuou em seu enorme e rico castelo, toda sexta-feria ele preparava uma enorme festa para a realeza japonesa, com comida farta e tudo que eles tem de direito.
Em um dia, depois de uma festa muito cansativa ele resolve entrar no antigo quarto de seu pai, senta-se sobre a cama, que depois de sua morte, nunca havia sido movida ou usada. Observa todos os lados do quarto, e todos os detalhes, lágrimas escorrem de seus claros e delicados olhos, e um sentimento veio em seu coração, saudade.
Li deita-se sobre a cama e olha para o teto, que havia um espelho do tamanho da cama, seus olhos não viam outra coisa a não ser um Monarca que nunca seria um terço que seu pai foi, não sabia anda sobre gorverno ou política, e não se interressava por tudo isso.
Passou a mão no rosto e suspirou, fechou os olhos por alguns segundos, e ouviu uma voz, mas não conseguia distinguir o que a voz dizia, logo abriu os olhos, olhou para os lados e não viu ninguem, sua respiração ficou mais forte, e o medo vinha com toda a força.
- Mitsu ... - era uma voz suave, feminina, e para ele muito familiar, apesar de não conviver com muitas mulheres a não ser suas irmãs e suas empregadas - Mitsu ... - a voz falou novamente.
- Quem está ai? - ele levantou da cama e foi até a porta, a abriu e não viu ninguem, apenas a luz do sol iluminando o corredor que terminava na escada.
- Mitsu ... espelho .. - Nesse mesmo instante, ele fecha a porta e olha para dentro do quarto novamente, estava com medo - Espelho ... Li.
- Espelho? o que quer dizer com isso? - ele não parava de olhar para os lados, com muito medo, e percebeu que no quarto só havia um espelho, em cima da cama de seu pai, ele foi até a cama e olhou atentamente para todos os detalhes que formavam a estrutura que sustentava o espelho e o mesmo, não notou nada de estranho, subiu em cima da cama.
- Encoste - a voz pareceu está mais próxima dele.
Ele ergueu a mão e encostou no espelho, passou a ponta dos dedos nas extremidades da estrutura que sustentava o espelho, e quando passou sob uma parte de ouro que parecia abrir se assustou, logo uma pequena porta se abriu e caiu um papel, amarelado e muito velho.
Ele se sentou na cama e pegou o papel, olhou para os lados e não viu ninguem, o abriu.
" Antes de minha morte, vi o que eu gostaria de ver, meu filho, quando ler isso, quero que saíba que ela não está morta, ela pode ler ou falar em seus pensamentos filho, procure-a, nem que precise ir até os confins do mundo, mas ache-a, ela é o maior tesouro que um homem pode ter, é um ser mágico! procure-a filho, lembre-se da lenda que eu já lhe contei, Mitsu ... A mente.
Tokugawa Ieyasu."
- Pai - aquilo o surpreendeu - Mitsu! Mitsu! - ele chamava o nome desesperadamente - Cade você?!
Nada era ouvido, ela não o respondia mais.
- MITSU ! - quando realmente percebeu que não seria ouvido, parou de falar, passou horas sentado na cama de seu pai, com a carta em suas mãos, logo uma brisa entrou pela janela e fez o papel cair de suas mãos, foi quando viu que havia esquecido de ler uma parte.
Quando terminou de ler arregalou os olhos, ficou tão pálido que parecia ter morrido, seu belo rosto estava tão assustado que parecia ter visto um fantasma.
- O ... Segredo ... - ele guardou a carta ao ouvir alguém abrindo a porta e tentou parecer melhor.
- O Senhor está bem? - era o mordomo, Ryoji.
- Sim Ryo, estou bem - Li se levantou da cama e foi indo na direção da porta.
- Parece pálido Senhor
- Estou me sentindo muito bem - ele sorriu e saiu do quarto, mas com a experiência de Ryoji, ele sabia quando as coisas não iam bem.
No mesmo dia, Li reuniu seus melhores soldados e os mandou procurar por essa menina, mesmo que isso fosse um desafio impossível, ele não iria desistir, isso era sua qualidade mais importante.
Passaram-se dias, e nada era achado, nenhum vestigio da garota, pelo menos no Japão não, ele mandou soldados procurarem nas fronteiras, em qualquer lugar, mas nada foi achado, ninguem parecido com ela, que era uma coisa muito dificil, pois ela possuia cabelos roxeados e muito longos.
Li estava ficando louco, tinha que encontrar aquela menina de qualquer maneira, não importava como, meses se passaram e as buscas acabaram, os soldados procuraram em cada metro² de chão que tinha no Japão. Ela não foi achada.
O que era mais vergonhoso para um Monarca, ser um governante que só gasta dinheiro com festas e bebidas, ou procurar alguém com milhares de pessoas ao seu favor e não achar.
- Senhor, desculpe interrompe-lo - Li estava sentado em sua cadeira, adimirando o céu, o soldado chegou e se ajoelhou, Li não prestara atenção no soldado - Mais de 3 provincias no Leste estão sem comida a meses, ou mesmo sem água, estamos passando por tempos dificies Senhor, eles dizem que se o Senhor não agir, iram se revoltar contra o governo!!
Mas o Monarca nada respondeu, permaneceu calado, observando o céu, sem emoções aparentes, apenas ... observando.
- Senhor ! - o soldado ficou mais alterado.
- Ah perdão soldado, o que dizia?! - ele o fitou.
- O Senhor está bem ? - o soldado percebeu que algo o incomodava.
- Diga soldado, o que lhe aflige? - ele sorriu levemente.
- 3 de nossas provincias no Leste estão sem comida à meses, até mesmo sem água, o que fará?!
- Levem o maior número de comida que precisarem de nossas plantações, não podemos deixar nosso povo com fome, estou certo? - ele sorriu, e aquilo deixou o soldado com um sorriso maior ainda no rosto.
- Sim .. Senhor ! - ele correu para avisar aos outros a decisão do Monarca.
Logo depois que o soldado partiu, Li continuou a observar o céu, com a mente vazia.
"- me encontre a meia noite no farol azul, Li" - aquilo soou dentro da sua cabeça, e o animou, ele sorriu, e esperou que aquilo tivesse sido entendido pela garota.
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