Cap.03 - O Vento gelado
Olhei meu reflexo no espelho, estava bem pálido, também acho que não comi a anos talvez?! passei a toalha no rosto e fui descendo, tinha que comer algo, apesar de não sentir fome alguma.
Desci os muitos andares do enorme castelo de Chris, até que cheguei num grande salão onde estavam algumas pessoas, uma mulher e aproximou de mim sorrindo.
- O senhor deseja algo? - ela tem criados também? O.O'
- Eer ... um leite talvez?! - tentei não dar muito trabalho.
- Dê a ele o jantar Nynph - Chris desceu as escadas com um roupão branco lhe cobrindo, e logo se sentou na grande sala de jantar - sente-se.
- Ta né - fui sentando e fiquei caladinho.
- Não precisa não tentar dar trabalho, apenas sua presença aqui já é um trabalho, então chega de besteiras ... - ela lê pensamentos também O.O'
- Certo - sorri, fiquei sem jeito.
Nynph veio trazendo a comida à mesa, parecia bem deliciosa, e minha barriga fez barulho, realmente eu estava com fome, mas acho que tudo aquilo que estava acontecendo me deixou anestesiado e não senti absolutamente nada.
Comecei a comer, estava faminto. Fitei Chris e ela estava ali, graciosa e delicada, comendo bem devagar, bem diferente daquilo que vi matando o bicho lá [kkk], ela também é uma mulher né.
Após terminar de comer me levantei da mesa e fui voltando pro quarto, quando adentrei no quarto fui direto para a janela, fiquei olhando o vasto terreno ao redor do castelo, e no céu a gigantesca Lua, pela metade.
- O que aconteceu pra eu tá aqui .. meu deus - passei a mão no rosto, não estava percebendo, mas estava exausto.
Fui indo me deitar na enorme cama do quarto, tirei a blusa, e fechei os olhos, da janela aberta veio um vento gelado, que parecia me abraçar, me arrepiei, não pude aguentar, me rendi a aquela sensação. Era como se mãos macias percorressem meu corpo mal tratado, me acariciassem curando todos os machucados que ali haviam, logo senti uma respiração em meu pescoço, e abri meus olhos rapidamente, mas algo os fechou, como se fosse a mão macia de uma mulher os fechando.
" Relaxe .. " foi a unica cois que pude ouvir.
Tentei pronunciar alguma palavra, mas não conseguia falar, nada saia da minha boca, meu corpo estava envolvido por algo que não sabia o que era, e eu estava começando a ficar com um certo medo, mas a sensação que sentia era melhor do que o medo, e o superou.
" Salvei sua vida uma vez, faça por merecer isso ... humano " Quando ouvi aquilo o vento gélido havia ido embora e pude abrir meus olhos, olhei pra traz e não vi nada, minha respiração estava ofegante.
Logo ouvi alguém batendo na porta, corri para abrir, era Chris.
- Ela estava aqui, não estava? - ela estava assustada, pensou que algo tinha acontecido comigo, não a respondi, não sabia oque responder [kkk], não ia dizer que tinha sido assediado por um ventinho gelado que fala '-' - responde!
- Não, não não sei! calma, não sei! não sei o que tava aqui dentro Chris - ela viu meus rosto corado, e ficou sem entender.
- Olha, entenda uma coisa, ela não quer seu bem, mesmo tendo o salvado daquele monstro lá fora, pra ela lhe matar, não precisa não vim aqui, por isso, se algo acontecer, me chama, pelo amor de ... - ela parou de falar e riu.
- Que foi?
- Deus ... fazia um bom tempo que não lembrava que ele ainda podia existir - ela sorriu - ingenuidade dos humanos pensar que ele existe - saiu do quarto e fechou a porta.
- é, agora sei que ela é tão doida quanto eu estou no momento - dei de ombros e fui FINALMENTE deitar na cama, pra descansar, eu estava morto de cansado.
Quando menos percebi estava sonhando, era um sonho que me trazia uma sensação de conforto, casa, essas coisas. Eu estava deitado na minha cama, na minha casa, e alguém batia na porta do meu quarto, me levantei, vesti um calsão e fui abrir a porta.
- Que que foi mãe? to dormindo ta vendo não ... - quando olhei pra quem estava na porta era ela, com um simples vestidinho branco, meio transparente, com seu longos cabelos aroxeados em destaque, sua pele quase da mesma cor do vestido, como de primeiro olhei para o seu corpo, fitei seu rosto em seguida, seus lábios carnudos se desenhavam num sorriso delicado e ao mesmo tempo agressivo, aquilo me deixava hipnotizado, o que mais chamou atenção foram seus olhos, vermelhos que brilhavam ainda mais com a luz do nascer do sol que adentrava o quarto pela unica janela que ali havia - Na..tasha? - ela segurou minha mão e me puxou para dentro do quarto, fechou a porta do mesmo e foi para frente do espelho, o mais assustador era que não conseguia ver o reflexo dela, era assustador, logo ela me fitou e sorriu como uma criança que se divertia com seu brinquedo, me puxou novamente e se sentou na cama, deixando suas coxas pálidas amostra, pelo vestidinho ser bastante curto, me sentei ao lado dela - O que ta fazendo .. aqui?! - ela não falava nada, apenas sorria.
De repente ficou mais séria, aliás, sem expressão alguma, pegou a minha mão e pressionou levemente contra seu rosto, era frio, muito frio, mas ao mesmo encostou em sua pele, e me fitou depois.
Estava totalmente envolvido com aquilo, e não queria acordar nunca mais, ela se aproximou de mim, delicadamente, deixou minha mão cair e foi de encontro com uma de suas coxas, não resisti e passei delicadamente a mão sob a mesma. Não sabia o que fazer, estava ficando nervoso de mais, no que ela se aproximava, eu ficava mais doido ainda.
Quando chegou a centímetros do meu rosto ela parou e ficou me olhando nos olhos por alguns segundos. " Por mais que não saíba quem sou eu, sei muito bem quem você é " Ouvi aquilo e acordei rapidamente, alguém batia na porta, devia ser a Chris quase quebrando a porta, delicada, mais bruta, Sempre!
Levantei da cama e fui na direção da porta, mas algo me parou, na verdade um pensamento me parou, e se for Ela?! me coração começou a bater rapido.
- LEWIS ABRE LOGO ESSA PORTA, SE NÃO ENTRO MESMO VOCÊ ESTANDO NÚ! É .. era a Chris ¬¬, logo fui abrir a porta antes que essa bruta entrasse né, quando abri ela entrou no quarto meio com raiva - aff que demora foi essa?
- Tava dormindo Poxa, pode mais dormir aqui não é? - olhei pela janela e vi que ainda tava de noite - e ainda ta de madrugada me acordou porque? ¬¬ - ela ficou parada alguns segundos me olhando, não tava acreditando no que tava ouvindo, cruzou os braços e suspirou.
- Brincando com minha cara é?!
- Ahn?
- MADRUGADA?! - acho que ela tava puta de raiva - SABE A QUANTOS ANOS EU NÃO VEJO A LUZ DO SOL LEWIS?!
- Ops - comecei a rir - desculpa, serio, não tava lembrando desse pequeno detalhe, aqui não tem sol né - ela ficou mais seria ainda me olhando - ja pedi desculpas poxa, eu hein.
- Ta certo, ta certo. Agora vai vestir algo que preste! - ela foi saindo do quarto.
- Posso ao menos saber pra quê?
- Vai caçar comigo - ela sorriu e foi embora.
- CAÇAR?! TA LOUCA? - fiquei dentro do quarto com cara de taxo, ela foi embora e nem ouviu se eu queria ir ou não, que lindo - mas que grande porcaria.
- É O QUE LEWIS?! - ela gritou la de baixo num tom que deu medinho.
- NADA NADA Chris - suspirei e fui me trocar, coloquei a primeira roupa que vi no armário que tinha no quarto e desci.
Chris estava lá, toda equipada, e com aquela cara de malvada que eu vi na floresta.
- Claro que o besta ai não vai me ajudar a caçar nun é inteligente - dei graças a deus - vou pegar uma encomenda na cidade que você ia sendo morto - É PIOR AINDA!
- Vou é pitomba que eu vou, é pior do que ir caçar, vão me matar do mesmo jeito, se era pra me usar como isca, porque não avisou logo Chris?!
- Claro que não, aquela cidade qualquer um pode entrar, humanos moram lá, só .. que alguns morrem só isso - ela riu e foi saindo do castelo.
- AH, só isso né, apenas - fui a acompanhando.
- Se Natasha não o matou, rapaz não vão lhe encostar um dedo se quer, não se preocupe, comerciantes, ou pessoas que moram perto da cidade podem ir lá, pra comprar coisas, a cidade precisa desse mercado, você só precisa provar que é humano, e mostrar que não vai procurar matar nenhum ser vivo de lá, agora os Vampiros podem, Lobisomens também não podem matar, mas podem entrar lá, entendeu? - a fitei bem serio.
- AH, agora assim sim, e a gente vai de que? - pra que fui perguntar, mania de abrir a boca Lewis ¬¬.
Chris assobiou e uma moto toda fechada, com luzes dos lados, com a pintura reluzente preta surgiu, ela me olhou e sorriu.
- Nisso - ela se aproximou e a moto se abriu todinha, deu medo, quando ela subiu ficou olhando pra mim, esperando a minha boa vontade de ir subir, suspirei e resolvi ir logo - anda logo que não temos o dia todo, existe uma hora certa pra começar e encerrar a entrada e saída de humanos da cidade.
- Mas que cidade toda cheia de frescura, eu hein.
- Melhor com regras, do que as outras que você pode entrar a qualquer hora, mas também pode morrer antes de chegar a 100 Metros da cidade - ela riu um pouco.
- Como pode rir da desgraça das pessoas
- A desgraça não é minha Lewis, eu sei me cuidar, por isso, é melhor você aprender também.
- O que? a cuidar de você? - trollei.
- Não né - ela me fitou meio puta de raiva - de você besta - ela fitou o painel da moto - Ignition, Turn [Ignição, Ligar] - a moto ligou, foi mágico, chega meus olhos brilharam - é melhor se segurar em mim - ela riu baixinho - quando a moto começou a acelerar meu corpo quase bateu na parte de traz da moto, mas consegui me segurar, meu deus, que medo dessa moto.
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