terça-feira, 29 de novembro de 2011

Two Wings [C.09]


                        Cap.09 - O Ataque


Eu estava nervoso de mais pra pensar em algo que pudesse ajudar todos, enquanto todos faziam algo, eu estava sentado em uma poltrona, no 4º andar do castelo, olhando para o horizonte negro do deserto gelado, esperando algum sinal dos vampiros ou Lobisomens.
- Pra quê está ai? - olhei pro lado e Chris estava do meu lado, passou a mão no meu cabelo e sorriu - não precisa ficar tentando fazer algo que nos ajude Lewis.
- Claro que preciso! Vocês estão fazendo tudo pra isso, e eu NADA! - fitei o horizonte novamente.
- Não Lewis - ela sentou na cadeira do lado - não precisa .. Você está fazendo muita coisa, só em lhe manter vivo..
- Mas só vieram atras de vocês por minha causa, como acha que ... - fiquei calado e ela beijou minha boca, meu coração bateu rápido, e tomei um susto, ela parou de me beijar e se afastou do meu rosto - Ch..ris..
- Nada vai lhe acontecer, nada vai acontecer com ninguém - ela sorriu e seus olhos brilharam - eu prometo Lewis.. - ela ia se levantando e eu a segurei.
- Porque fez isso? - lhe olhei nos olhos mas ela nem se virou para me olhar.
- Talvez seja a ultima vez que eu vá lhe ver - ela me olhou - não va achando que gosto de você - ela riu - quem gosta de você é Ela, não eu...
- Como assim, ultima vez que vou lhe ver? - me levantei.
- Lewis - ela suspirou - não se preocupe, vai dar tudo certo, certo?
Não respondi nada, a soltei e ela foi descendo as escadas, fitei o horizonte e senti um aperto no coração, estava sim, com medo de que algo acontecesse.
Cada segundo que passava, eu ficava mais nervoso, resolvi ir fazer alguma coisa, mas simplesmente não tinha nada pra fazer, fui procurar o Hans, mas não o achei nas partes que eu já tinha ido no castelo, não ia procurar nele todo, vai que eu me perdia.
Estava muito nervoso.
Até que finalmente chegou a hora, Ouvimos o barulho que vinha de fora do castelo, e todos foram para a frente do grande portão do Castelo, esperamos o Momento certo, Chris me olhou e se aproximou de mim, encostou seu rosto do lado do meu e me abraçou bem forte.
- Não saia de dentro desse Castelo, entendeu?! - ela sussurrou - Cuide do peludo pra mim - ela sorriu delicadamente e os portões se abriram, todos foram saindo do mesmo e eu subi em uma das torres do portão para ver o que iria acontecer, mas procurei ficar escondido.
Lá fora, o Grupo de Chris estava se aproximando de onde o grupo de ataque estava.
- Porque vieram? - Chris parou e cruzou os braços.
- Porque? - Ouvi a voz da Natasha e me arrepiei - você sabe porque - ela surgiu do meio de alguns soldados - vim matar ele, entregue ele e não faço mal algum a vocês e nem a sua casa!
- Não vou entregar ninguém! - Chris falou firmemente.
- Christian ... - Natasha suspirou, e foi se aproximando dela bem devagar - você sabe que ele não é problema seu..
- E é seu? Só porque o salvou quer dizer que é sua responsábilidade Natasha? - Chris estava passando dos limites da paciência de Natasha.
- Quem você acha que engana Tasha? - Marl sorriu agressivamente.
- Sabia que você estava aqui, mandei você embora e se junta com o primeiro LIXO que você acha jogado fora da cidade né? - Natasha fitou Marl - Façam o que eu digo, e dou-lhes minha palavra, de que NUNCA mais, irei importunar suas vidas.
Aquela proposta parecia bem viável, estava  pensando seriamente em me entregar pra Natasha, mas Chris iria me matar antes que eu fizesse isso.
- Já lhe disse Natasha .. - Chris lhe olhou nos olhos, bem séria - não vou ... - antes que pudesse responder Natasha havia se movido em uma velocidade gigantesca, que nem Hans pôde acompanhar, Natasha apareceu com a mão no rosto de Marl, e de sua mão saiu uma bola de energia enorme, Marl foi lançada longe, Chris só havia percebido o que estava acontecendo quando escutou Natasha ultrapassar a velocidade do som no seu lado direito, com a pressão seu ouvido estourou, e começou a sangrar.
Hans pulou longe e se transformou rapidamente no Lobisomen, um dos soldados já ia começar a correr para ataca-lo, mas Natasha fez um sinal com a mão, o mesmo nem se moveu, Hans correu muito rapido na direção de Natasha, ela ficou parada esperando o momento certo até que ele se aproximou bastante, Natasha pulou por cima do mesmo, lhe puxou pelos pêlos da cabeça e o jogou pra cima.
- fraco de mais - Natasha olhou para Chris ergueu a mão para o alto e outra bola de energia foi lançada na direção de Hans, o mesmo também foi para longe - Agora venha você.
- Natasha NÃO! - reconheci aquela voz, era Willy, saiu do meio dos soldados e correu para tentar impedir Natasha de matar ou machucar Chris, Chris se virou para ver quem era, e quando viu ficou paralisada, não podia acreditar no que via - Ela não minha irmã, se quer matar o menino, vá .. mate-o, mas deixe ela em paz - Willy abraçou Chris, ela ficou paralisada - sabe que se você quizer ir pegar o garoto pode nun suspiro derrubar essa porcaria de castelo e pegar ele, então chega disso tudo Natasha! - ela fitou o nada e o fitou novamente, se moveu rapidamente e apareceu ao lado de Willy, ele, abraçado com Chris, a apertou bem forte, Chris não se movia.
- Como ousa .... fazer isso? - Natasha ficava o nada - vou lhe dar 10 segundos, para soltar ela..
- Natasha não me ouviu? - Willy gritou.
- Sigo as regras .. de tudo, tentei fazer um acordo, dei uma chance a eles de escolherem viver .. - Natasha olhou para Chris - ou morrer, então - Natasha passou a mão no rosto de Willy - saia do meu caminho - ela usou um poder em Willy, como se fosse uma enorme bola de ar, que o impulsionou para longe, Natasha ficou na frente de Chris e suspirou - Ainda não vai mudar de ideia menina? - podia-se ver o terror claramente nos olhos de Chris, ela estava tão assustada que nem se quer respondia o que Natasha falava - Pobre coitada, está tão assustada, que não consegue falar.. - Natasha sorriu.
Tinha que fazer alguma coisa, desci da torre e fui correndo, cheguei na frente do portão do castelo e o abri, foi no mesmo segundo que Natasha ia matar Chris, estava ficando doido porque o portão tava demorando a abrir, até que abriu.
- EU TO AQUI! CHEGA NATASHA! - gritei, estava ofegante, Natasha olhou para Chris e sorriu, virou o rosto e me fitou, se moveu rapidamente e apareceu do meu lado, tomei um susto quando ela chegou na minha frente.
- LEWIS NÃO! - Chris gritou, tentou correr, mas os soldados prederam ela.
- Eu to aqui, deixe eles em paz, certo? - Natasha não respondeu nada - prometa, que vai deixar ele em paz, que não vai machucar nenhuma deles, que nunca mais vai fazer nada com eles? Prometa ..
- Se não o que? O que acha que pode fazer se eu disser ...
- Prometa Natasha - a interrompi, ela não acreditou no que ouviu, eu estava a confrontando.
- Acha que não lhe mataria Lewis?
- PROMETA! - gritei e fiquei olhando nos seus olhos, ela se calou, arregalou os olhos, e ficou bem séria - me matar? - falei num tom de deboxe - não Natasha ... você não faria isso, sabe porque? - ela ficou calada - se você quizesse mesmo me matar, já teria feito isso, a muito tempo atrás, em vez de me salvar, acha que só porque sou humano sou BURRO? - suspirei, fui me acalmando - está muito enganada Natasha .. Olha .. - fitei o nada, tentando encontrar as palavras certas - não sei o qeu você quer comigo, sinceramente, tô criando um ódio de você - quando disse aquilo, percebi um ar de arrependimento em seus olhos - você primeiro me salva, faz aquilo tudo, aparece no meu quarto ..
- Eu não ..
- Deixe eu terminar! - não deixei ela falar - faz aqulo tudo, sei que foi você que me fez ter aquele sonho, me faz literalmente sonhar em ter você! você é simplesmente INCRÍVEL, linda .. e ... depois me trata como se fosse lixo? - estava indignado - realmente, é como todos dizem ... - esperei alguns segundos e lhe olhei nos olhos - você é um monstro... - quando disse aquilo ela me olhou muito triste, mas não queria passar isso, acho que tinha acertado no lugar certo - se quer me levar, me matar, SEJA O QUE FOR! faça, mas não abra a boca pra me dizer absolutamente nada, prefiro estar morto do que sofrer assim! mesmo eu não sabendo o porque de estar sofrendo tanto ..
- Deseja saber o porque? - ela finalmente falou algo - posso lhe dar todas as respostas.
- AH CLARO, depois de fazer toda a sacanagem comigo você quer dar uma de "boazinha" e me dar as respostas?! ah claro - fiquei andando de um lado para o outro, todos os saldados não estavam entendendo nada, além de não conseguir ouvir muita coisa, não estavam acreditando no jeito que eu estava falando com ela, e ela sem reagir a nada - acha que sou besta? 
- Não fale assim comigo...
- SE NÃO O QUE? - fiquei furioso, lhe olhei nos olhos com muita raiva, ela parecia um pouco assustada - vai me matar? ANDA FAZ ISSO! - peguei a mão dela, e coloquei no meu peito, ela se assustou quando toquei em sua mão e vi seu rosto ficar um pouco rosa - ANDA! ME MATA! - quando gritava ela se assustava, estava ofegante, esperei alguns segundos e soltei sua mão - sabe porque não consegue? Porque é FRACA! - não sabia porque, mas além de estar muito indignado, escorria lágrimas dos meus olhos - o que vai fazer? 
- Vou embora .. 
- Ah vai? - olhei para onde todo mundo tava, o pessoal muito machucado - e como ficam meus amigos hein? 
- Eles estam bem - ela falava sem expressão nenhuma no rosto.
- estam? - quando eu disse aquilo, ela ergueu a mão e bateu muito forte no meu rosto, sinceramente pensei que ela ia me matar de vez, chega meu coração disparou, quando virei o rosto ela não estava mais lá, e seus soldados também, caí de joelhos no chão, esperando que eu conseguisse me acalmar.
Chris veio correndo pra onde eu tava, me abraçou e depois foi ver Hans, Marl estava lá com ele, o curando, já que havia curado seu gigantesco ferimento no rosto.
- O que foi isso meu deus .. - respirava bem rapido - porque essa mulher faz isso em mim? aliás ... faz isso comigo? - estava falando só, mas tudo bem.
Um tempo depois, estavam todos na sala de Estar do castelo, eu não .. estava dentro do meu quarto, olhando pela janela, tentando entender o que tinha sido aquilo tudo, Chris tinha até tentando entrar no quarto pra ver se eu estava precisando de algo, mas não a deixei entrar, nem se quer respondi seu chamado na porta.

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