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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Himitsu [C.12]


               Cap.12 - Nos Cachos da Sereia


Em um dia ensolarado, a brisa gélida adentra no quarto de Ayame, seus longos cachos azulados balançam junto ao vento, e seu curto vestido levanta, seus olhos abrem e logo ela se levanta da enorme cama, vai indo na direção do banheiro e lava o rosto com apenas um movimento delicado de um dos dedos da mão direita, limpa o rosto com uma toalha que está em cima da pia do banheiro.
Vai até a janela e a abre, respira bem fundo e vê o lindo mar, sobe no para peito da janela, e a porta do quarto se abre.
- AYAME??? - era a mulher que arrumava os quartos, ela a fitou desesperada - o que vai fazer senhora?! - Ayame riu.
- Vou apenas dar um mergulho, não pode? - ela sentou-se no para peito, e logo Tenma foi ver o que estava acontecendo, entrou no quarto e quando viu, fez uma cara de como se aquilo já ouvesse acontecido - O que foi TenTen?
- Fazendo medo as pessoas de novo Ay? - Tenma foi para a janela, a mulher que arrumava o quarto estava assustada vendo aquilo.
- Calma, não vou morrer - Ayame riu - Veja - ela ficou em pé no para peito e pulou, a mulher arregalou os olhos, correu para a janela para ver como Ayame estava.
- Ela está bem senhora? - a mulher olhou para Tenma desesperada, Tenma riu e bateu de leve em suas costas.
- Ela está bem, calma, veja .. alí - Tenma apontou para uma enorme cauda brilhante.
- Uma SEREIA???? - a mulher ficou deslumbrada ao ver Ayame na sua verdadeira forma.
- Sim, nunca percebeu que sempre a janela dela está aberta não ? - Tenma se apoiou no para peito - todo dia de manhã ela dá um mergulho aqui, tem que ir, se não desidrata, mas é um ser muito bonito.
- Mas se ela é uma sereia porque controla a água, e você senhora? é do fogo não é? - a mulher pareceu muito interessada.
- Sim - Tenma sorriu.
- Você é .. o que? - ela sentou-se na cama.
- Sou um Demônio - Tenma sorriu, no momento em que a mulher tinha ouvido aquilo, sentiu um arrepiu na espinha tão grande que ficou pálida, e saiu correndo de dentro do quarto - Ahn? M-M-Mas porque ela correu?!
- Porque? - Rei entrou dentro do quarto - você falou pra ela que era só .. um demônio, humanos são muito medrosos em relações a isso, eles acham que todos são maus - ela se jogou na cama - Ayame já foi tomar banho?
- Sim, mas jájá volta, não pode passar muito tempo lá não - Tenma fitou Ayame nadando.
- Porque? 
- Porque o Monarca disse que tinha uma missão pra mim e pra ela, mas mais pra ela do que pra mim, só vou servir de transporte mesmo.
- Porque não leva Hana? - Rei riu, sabia que Tenma odiava ser comparada com o ser mais rápido, mas ela ainda iria algum dia quebrar isso, por ser muito rápida - Desculpa, mas tô falando serio.
- Porque Hana está ajudando os soldados daqui da província, e o resto tem que ficar aqui Rei, aláis, e você não devia estar ajudando alguém? - Tenma riu.
- Sim, mas o assunto aqui é você e sua missão, vão pra onde?
- Não sei, Ay é que sabe.
- E como vai levar vocês duas para um lugar onde não sabe onda fica Ten? - Rei riu, Tenma a fitou com uma cara de ódio, e Rei saiu correndo de dentro do quarto - é por isso que os humanos tem medo de você.
- Menina irritante - ela fitou novamente Ayame, que já estava na areia da praia, ela não tirava os olhos dos brilhantes em sua cauda, e logo se transformaram em pernas de novo, Tenma foi logo arrumando o quarto da Ayame, para ir ao grande salão onde as coordenadas seriam dadas, e elas iriam partir.
Quando chegou no grande salão Ayame já estava lá, Rei estava deitada em um dos sofás comendo maçã, o Monarca entrou e todos que ali estavam se ajoelharam, o Monarca fez um jesto sutil com sua mão e todos se levantaram.
- Bom Dia a todos, preciso da ajuda de vocês duas para uma missão, como eu havia dito ontem, há uma grande irregularidade no Oeste de nossos mares, como Hana está em um trabalho nas ruas de nossas provincias, tivemos que usar Tenma - nesse instante Tenma fez uma cara de raiva, sempre era a segunda opção pra tudo - Tenma preciso que você leve Ayame o mais rápido possivel para ver o que está acontecendo, não sabemos o que é, mas pelo o que os boatos dizem, é algo bem grande.
- E como você acredita em boatos Monarca? - Rei mordeu outro pedaço da maçã.
- Se vocês são reais mesmo, não duvido mais de nada, não podemos deixar passar acontecimentos desses, principalmente com histórias que eu sei - ele sorriu falsamente - Mesmo que o ocorrido seja pequeno, temos que ir procurar fundamentos para isso, tudo certo garotas? - ele sorriu e se aproximou delas - Por favor, cuidem disso para mim, estou cheio de coisas para resolver aqui, com as reformas que estou promovendo nas ruas daqui, não posso mandar os soldados nas embarcações, elas podem naufragar e não posso ter mais perdas por aqui, se mandar uma de vocês pode ser mais útil, Obrigado meninas - ele sorriu, o sorriso dele era o que mais encantava todas elas, era o sorriso mais bonito de todos, o mais lindo, e o mais verdadeiro.
Logo ele saiu do grande salão e elas ficaram com cara de bobas o olhando até sair da porta, Tenma riu.
- Podemos ir? - Tenma deu a mão para Ayame.
- Vá devagar por favor, não posso ficar perto do calor de mais não, sabe que desidrato - Ayame segurou a mão da Tenma com força.
- Confie em mim, tenho um plano - ela sorriu e foram indo para o jardim para partirem.
Quando chegaram lá, Tenma agarrou Ayame por trás e suspirou, Ayame tinha muito medo de altura, elas pegaram uma corda especial e amarraram para prender seus corpos um ao outro.
- Vai ser uma viagem bem rapida, você vai ver, e vou pelo mar, ou seja, você não vai desidratar - Tenma riu, fechou os olhos e fechou os punhos, os mesmo foram consumidos pelo fogo, e quando ela abriu os olhos o fogo partiu para o corpo inteiro - tudo bem ai?
- Sim - Ayame não estava nem um pouco preocupada em ficar desidratada em sim na altura.
Tenma deu impulso e partiu, foi muito rapido.

Himitsu [C.11]


                    Cap. 11 - O Retorno?


Quando voltaram para o castelo, foram correndo para o salão onde todos sempre estavam, mas não encontraram ninguem, correram para os quartos de cada uma, não acharam ninguem, Hana foi para o quarto do Monarca, mas ele não estava lá também.
- O Que houve senhoras? - Ryoji surgiu no corredor.
- Onde estão todos Ryo? - Keiko estava desesperada.
- Foram para o jardim - ele falou como se aquilo fosse muito obivio, elas duas correram para ir até o jardim contar o que havia acontecido, quando chegaram lá, todos estavam sentados em enormes bancos.
- Ainda bem achamos vocês - elas estavam exaustas, respiravam rapido.
- O que houve? - O Monarca pareceu preocupado, mas não sabia o que tinha acontecido.
No segundo em que Hana iria falar o que tinha acontecido, Mitsu fitou o nada e colocou a mão na cabeça, começou a gritar de dor, todos correram para ver o que acontecia, mas ela só gritava, não dizia o que estava acontecendo.
- MITSU!! - todos gritavam, não sabiam o que fazer, não sabiam o que estava acontecendo, até que ela parou, e ficou no chão imóvel, de olhos fechados - Mitsu - Seika a balançou para ver se ela estava bem, logo ela abriu os olhos e se levantou como se nada tivesse acontecido.
- Tudo bem ? - O Monarca se levantou do chão junto com todas as outras, e segurou a mão de Mitsu - o que aconteceu?
- Já sei, não precisam nem falar o que aconteceu - a voz dela havia mudado, estava mais grossa e mais séria, ela fez o Monarca largar sua mão e foi voltando para o castelo.
- O que ta acontecendo aqui? Sou o Monarca tenho todo o direito de saber ! - Hoshi não gostava nada de quando as pessoas escondiam as coisas dele.
- Vimos ... - Keiko olhou para a Hana.
- A Yami - Hana completou, estava triste em dizer aquilo.
- VIRAM QUEM? - Rei e Seika gritaram, estavam em estado de "shock", não acreditavam que tinham ouvido aquilo - YAMI? - Seika estava perplexa.
Hana apenas asentiu com a cabeça.
Aquilos deixou o lugar em um silêncio tenebroso, ninguem pronunciava uma palavra.
- Mas porque ela ficou daquele jeito? - O Monarca se sentou novamente nos bancos.
- Nem mesmo eu sei, achavamos que ela já sabia, porque ela pode estar aqui, mas como Deus, sua mente está em todos os lugares, e com isso ela sabe de tudo, mas uma de suas personalidades está bloqueando todas suas memórias sobre a Yami, por isso não lembrou ... acho que é isso - Keiko sentou-se ao lado do Monarca.
- Uma de suas personalidades? - A cada pergunta que ele fazia, vinham mais 2.
- Durante seus milhares de anos de vida, ela adiquiriu muita experiencia Hoshi, e com isso ela pode ter qualquer uma personalidade que desejar, mas foram 2 que "grudaram" em sua mente e não saem mais, uma delas, era da irmã da Yami - Ayame explicou.
- Como ela é complicada - Ele passou a mão no rosto.
Mitsu estava indo para o seu quarto, pensando no que tinha visto, pedia a seu Pai para que aquilo apenas fosse alguém muito parecido ou apenas uma ilusão, mas que ela não tivesse alí, aliás, na Terra.
Entrou dentro do quarto e se jogou na cama, estava exausta, o uso de seus poderes diariamente a deixava assim, pois todas as outras tinham a escolha de não usar os seus poderes toda hora, ela não.
Só desejava ser mais normal, ter uma vida onde um dia morreria de tanto viver, mas isso nunca iria acontecer, já tinha visto tanta gente morrer, que viver estava dando desgosto.
- Não fique assim porque ela voltou Mitsu - Seika entrou dentro do quarto dela, e se sentou na cama - podemos derrota-lá novamente, e dessa vez você irá provar do que um Shukufuku é feito! - ela sorriu e passou a mão entre os finos fios do cabelo de Mitsu.
- Não estou assim porque antes não fui útil - ela suspirou.
- E porque ta assim? 
- Porque sei que dessa vez não vamos sair dessas sem mais perdas - ela se virou na cama para a Seika - não queria viver tanto tempo.
- Sabe o tanto de gente que deseja ter tudo que você tem Mitsu - Seika sorriu - ser tão forte e tão madura quanto você.
- Mas não quero ter tudo isso, sei que é um presente de nosso Pai, mas é complicado ser o que eu sou Seika, complicado até de mais, pra uma pessoa só, e ainda ver as pessoas que você ama morreram antes de você, por isso não me apego mais a ninguem.
- Mas não pode ser assim, viva sua vida sem medo de vive-la Mitsu, foi uma coisa que ouvi de você a anos atraz.

Himitsu [C.10]


                   Cap. 10 - Marcas de uma Vida


Enquanto todos estavam na sala conversando, Mitsu foi para o enorme jardim do castelo, que conhecia muito bem, caminhou até o Farol azul que hoje estava quase destruído, de velho e de Guerras, e foi seguindo até uma caverna que tinha logo atraz da enorme torre que era o quarto do Monarca, chegou na entrada e percebeu que lágrimas escorriam sobre seu rosto, lembrava de alguém que era realmente importante em sua vida, mas a única consequência ruim em ser imortal era a de ver as pessoas que você ama ir embora antes de você, era isso que mais a machucava.
Entrou e logo se sentou em uma pedra que sempre se sentava quando estava junto de seu amor, passou a mão sobre a pedra em que ele sempre ficava.
- Ainda não consegue se esquecer dele, não é? - Hana surgiu na entrada, quando o céu estava nublado era mais fácil de ela se movimentar, podia se ransformar em um Relâmpago.
- O que quer aqui Hana? - Mitsu nem a olhou, continuou olhando o nada.
- Vim ver o que você tem .. - Hana foi andando e se sentou do lado dela, e fitou o que ela passava a mão - dever ser muito complicado amar alguém, e ver a pessoa morrer antes de você - ela fitou o pouco que dava pra ver o céu de dentro da caverna.
- E o que você tem a dizer sobre isso ? Nunca amou .. pra dizer isso - mais lágrimas escorriam sobre seu rosto, mas pareciam navalhas rasgando sua delicada e macia pele.
- Verdade, mas gostaria de sentir isso ... mesmo com uns dizendo que o amor só traz sofrimento - Hana olhou para as mãos de Mitsu, estavam sangrando de tanto passar sobre a pedra aspera, ela pegou as mãos da mesma e envolveu sobre uma pequena e fina camada elétrica - chaga disso Mi, chega .. ele com certeza não quer você assim, não a quer ver assim, não acha?
- Acho .. mas é inevitável, eu .. vivi nesse castelo com ele ... só fiz os soldados que vivem até hoje, mais velhos esquecerem de tudo o que aconteceu em relação a mim, mas foi tão bom ... - os olhos dela se enxeram dágua e Hana a abraçou, logo ela começou a chorar.
- Vocês nos tem aqui Mi .. Estamos aqui para o que você precisar, mesmo que seja a coisa mais louca que precisar - ela sorriu, conversar com Hana sempre a deixava melhor, Mitsu olhou nos olhos dela e beijou sua testa.
- Obrigada Hana-chan - ela sorriu e as duas sairam de dentro da caverna caminhando bem devagar.
O Monarca estava dentro de seu quarto, olhando para o tempo passar, quando um de seus Soldados adentra seu quarto desesperado.
- Senhor, não temos homens suficientes para mandar para as batalhas no Sul de nosso país - ele entrou e se ajoelhou.
- Mande Hana e Keiko virem até meu quarto - mas ele permaneceu deitado em sua cama, o homem correu para chama-las e logo as trouxe para o quarto onde ele estava.
- O que houve? - Hana estava escorada na porta, Keiko foi logo entrando no quarto junto com o soldado.
- Preciso que vocês duas cheguem o mais rapido possível na provincia do Sul, na fronteira para ser mais especifico - o Monarca apenas se sentou na cama e as olhou.
- Podemos ao menos saber o que está acontecendo ? e Porque só nós duas vamos? - Hana sempre mais revoltada do que as outras foi a única a contestar a ordem do Monarca, Keiko não esperou nem Ele responder, deu as costas e puxou pelo braço.
- Ta ficando louca? - Keiko estava furiosa - Ele é o que dá as ordens aqui Hana, ele não é igual a Mitsu que pode ouvir suas besteiras de boca fechada, tenha mais respeito!
- Só fiz uma pergunta Keiko, isso não mata ninguem não - ela cruzou os braços e foi descendo as escadas, Keiko esperou o soldado vir para entregar as instruções certas - Onde exatamente é que temos que ir?
- Levo vocês - ele falou inocentemente, Keiko riu baixinho.
- Não precisa, temos o ser mais rapido do universo dentro do castelo - Hana ao ouvir aquilo parou de descer as escadas e olhou para traz, deu um sorriso de orelha à orelha.
- Agora ta falando minha lingua - ela arrancou o papel das mãos do soldado, pegou Keiko pela cintura e abriu a janela - não se preocupe que chegaremos lá, mesmo antes da primeira arma ser quebrada - ela picous para o soldado e pulou pela janela, o barulho foi tão ensurdecedor que o soldado desmaiou, e um clarão iluminou todo o castelo e a floresta que o guardava.
- Rapidas - O Monarca percebeu o clarão e sorriu.
Em alguns segundos elas tinham chegado a cidade que ficava localizada ao lado da fronteira do país, foram até um oficial e mostraram as ordens do Monarca.
- Vocês são? - o Oficial mais alto que estava lá, as recebeu, mas infelizmente ainda não sabia da notícia que seu Monarca havia contratado uma guarda real.
- Himitsu - Hana demonstrou despreso ao homem, e ele não gostou nada disso - Somos a nova guarda particular do Seu Senhor, viemos aqui sob suas ordens, já que o Xogunato não consegue destruir alguns animaiszinhos - ela entregou o papel na mão do Oficial e Keiko sorriu falsamente, mas por dentro queimava de ódio, Hana não estava sendo mal educada de mais não?! - é melhor se afastarem.
- Faça o que ela pede ou ... é destruído junto com tudo - Keiko riu.
Hana esfregou as mãos e as deixou em uma posição contrária uma da outra, como dois polos de magnetismo, as unhas ficaram maiores e as marcas em seus braços começaram a se mover, logo o corpo dela começou a se enxer de raios, seus olhos ficaram totalmente brancos, ela começou a correr, e quando chegou mais perto das árvores que era ali a fronteira, pulou e colcou a mão na terra, se levantou do chão e limpou as mesmas, sorriu e foi voltando.
- O que ela fez? Se fosse pra fazer uma apresentação de impolgação até eu faria isso melhor - o Oficial não conseguia acreditar no que tinha visto.
- Espere para ver - Keiko adorava essa parte, quando foi ouvido um barulho de tiro, todos ficaram apreensivos para onde a bala iria acertar.
- Acabou de decretar sua morta humano - Hana sorriu, se virou e chutou o ar, no mesmo instante que a bala pegou no limite da fronteira, onde Hana havia usado o poder, uma grande parte da terra do outro lado explodiu por causa da eletricidade, o barulho foi tão forte que todos por instinto tamparam os ouvidos - Eram-se os inimigos.
- Mas o que foi isso ???? - O Oficial estava apavorado com aquilo.
- Eu avisei - Keiko riu e correu para falar com a Hana, quando chegou bem perto percebeu algo muito grande vindo em uma velocidade muito alta, na direção delas, ela pulou por cima da Hana e a empurrou - minha vez - ela bateu palmas uma única vez e o vento foi cortando tudo que via pela frente, inclusive o enorme tronco de árvore que havia sido lançado - quem lançou isso ? 
- Não sei, mas não era humano - Hana pulou e fez um enorme raio no ar, e ficou em cima do mesmo.
- O que você vê? - Keiko gritou.
- Você controlar o Ar, porque não voa e vê você mesma? - Hana odiava fazer favores pros outros.
- Impressionante como você é imprestável menina - ela fez um único movimento com as mãos e começou a voar, quando viu no horizonte estavam uma mulher de longos cabelos negro sorrindo - Y-Y-Y-Yami? - ela arregalou os olhos ao ver aquilo, e logo a mulher desapareceu.
- Espero que não, como Mitsu já deve saber, se perguntarem o que nós vimos ...
- Não vimos nada - Keiko a interrompeu.

Himitsu [C.09]


                             Cap. 09 - Nublado


Em uma manhã nublada, não se ouviam os cantos dos pássaros que tanto alegravam os ouvidos do Monarca, um vento frio passava da janela de seu quarto para dentro, fazendo o Monarca acordar, seus olhos desejavam ver o lindo brilho do Sol, mas não o achava.
Se levantou da cama e foi em direção da enorme janela, olhou para o horizonte e suspirou, as enormes árvores balançavam com o vento, numa dança infinita, onde os dois se tocam como corpos.
- Tempos que não o vejo assim - aquilo o fez lembrar de quando ainda dormia no quarto de seu falecido pai.
- Mas ainda o prefiro assim - ele fitou uma enorme árvore que estava perto da janela de seus quarto e viu Rei, ela estava em cima  de um enorme galho, e sorriu.
- Porque o prefere assim? Parece que Deus chora a perda de algum de seus filhos quando o céu está assim - ele fitou o céu novamente.
- Os Céus não ficam nublados quando Deus está triste Monarca, apenas, nublado ... - ela se apoiou no parapeito da janela e sentou-se na mesma.
- Verdade, não sei da onde nós tiramos isso - ele riu, ficava incrivelmente lindo quando ria sem preocupações.
- Tiram isso, porque o ser humano precisa de um ser Maior, para colocar a culpa em tudo, mas não necessáriamente culpa, mas simn a razão de tudo existir, mesmo quando o julgam mal, ele nunca os culpa - Rei fitou o céu, seu rosto demonstrava uma saudade imensurável.
- Verdade, gostaria de conhece-lo pessoalmente, acho que é o desejo que todos os humanos tem, não concorda? - ele a fitou, o vento frio fazia seus longos cabelos de duas cores voarem.
- Sim, mas outros só querem o conhecer para roubarem todo o seu poder, nem todos os seres humanos são bons como você Monarca - ela o fitou, os dois ficaram se olhando por alguns instantes.
- Monarca, o Senhor vai comer agora? - Ryo entrou dentro do quarto do Monarca, e vi os dois se olhando.
- Sim Ryo, vou em minutos, espere só eu tomar meu banho e me trocar - ele foi indo para o banheiro que ficava vizinho ao quarto - se me der licença, vou me arrumar.
Ela apenas sorriu e pulou, aquilo tinha deixado o Monarca um pouco aflito, pois o seu quarto era o mais alto de todo o castelo, e se alguém pulasse ia cair e ... morrer, mas ele sabia que ela não era humana então não iria morrer com uma simples queda.
Quando terminou de se arrumar, desceu para ir tomar seu café da manhã, e viu que todas as Shukufuku estavam comendo lá, logo foi se dirigindo a cadeira mais próxima e sentou-se a mesa.
- Bom Dia - Mitsu estava sentada na sua frente, sorriu.
- Bom Dia a todas, gostaram do castelo - foram horas de conversas, de dúvidas que o Monarca tinha sobre todas elas, que durou até pouco antes do Almoço ficar pronto.
Sentaram-se nós sofás da sala de estar, olhando o céu nublado, eram 11:30 da manhã, mas pareciam 18:00, comentavam sobre Deus e humanos, mas algo deixou todos intrigados.
- Onde voces viviam? - O Monarca fitou todas elas esperando uma resposta imediata.
- Nós viviamos ao lado de nosso Pai, Hoshi - Ayame o fitou.
- Acho que essa não foi a resposta que você queria ouvir, não foi? - Mitsu tinha lido seu pensamento - Você que não fez a pergunta direito, ele quer saber tudo, o começo de tudo, estou certa?
- Sim - ele corou, sempre ficava desse jeito quando esquecia que Mitsu conseguia ler seus pensamentos.
- Vou começar então - Sumi suspirou - Tudo começou quando Deus resolveu criar uma nova raça, para viver junto dos abençoados, os Shukufukus, antes, as únicas que existiam eram Mitsu, o cavaleiro do Norte, e Yami.
- Yami? Escuridão? - O Monarca ficou confuso - Mas quem escolhe os nomes de voces não é Deus? porque ele colocaria o nome de uma Benção de Escuridão?
- Sim, é ele que escolhe, como o de voces, ele acabou dando o que voces chamam de livre-árbitrio, e sinceramente - Seika fitou todas as outras, riu - sentimos uma pequena pontada de inveja de voces, mas não como ela sentia, ele colocou seu nome de Yami, por causa de sua aparência, mas não só aparência fisica, mas mental também - foi nesse instante que todas olharam para Mitsu.
- Ninguem até hoje, sabe o porque .. o porque de Mitsu não conseguir ler os pensamentos dela - Tenma sussurrou.
- Ela não conseguia? - O Monarca se exaltou ao ouvir aquilo - mas como não?
- Não disse, ninguem sabe, nem mesmo ela - Quando Seika continuou a falar, O Monarca fitou Mitsu, ela estava com o olhar perdido no céu nublado, como se lembrasse de algo que estava oculto em sua mente.
- E o que ela fez? - O Monarca queria ouvir o resto, estava gostando da história.
- Ela vivia se revoltando contra a vontade de seu próprio Pai, antes dele criar todos vocês, ele ainda tinha em mente de como iria criar tudo, pensava, passava anos pensando em como iria fazer, e nesses anos todos, Yamo o alertava, dizia, gritava, reclamava, que Ele só dava atenção a voces, mesmo antes de serem criados, e ela não queria isso, porque vocês teriam muito mais coisas do que ela - Hana finalmente falou algo, e o Monarca viu os desenhos em seu braço, era como se a eletricidade caminhasse sobre seu braço.
- E como ela era? fisicamente ? - ele fitou Mitsu, esperava que ela o respondesse já que tinha vivido com ela.
- Tinha pele branca, mas não era branco normal, era ... estranho de mais para falar a verdade - mas quem o respondeu foi Keiko, com sua voz de garotinha - Seus longos cabelos negros como o universo, olhos totalmentes brancos, já mentalmente, era como uma cobra, traiçoeira de mais para ser confiável.
- Isso mesmo, uma cobra - Rei balançou a cabela afirmando o que Keiko havia dito - era uma pessoa má, e sem vida alguma, quando Deus resolveu cria-los, fez tudo isso em dias, mas no ultimo resolveu descansar, aquilo tinha sido uma chance de ouro para ela, nun momento de íra ela desejou as piores coisas há humanidade, mas viu que nada que tinha desejado seria proveitoso durante o tempo em que todos vocês estivessem vivos.
- Ela criou os Pecados, criou aquilo que nosso Pai menos queria à todos vocês, depois de anos, Deus acordou de seu profundo sono, acordou e viu o que ela havia feito, ele nem mesmo sentiu raiva, apenas a baniu do sangue real, não foi morta, ainda vaga por aí - Seika terminou.
- Ainda está viva? Porque ela a deixou viva Seika? - O Monarca estava indignado.
- Hoshi-kun - Mitsu interrompeu a conversa, e aquilo tinha o deixado assustado pois pensava que ela iria ficar calada apenas ouvindo tudo - aprenda uma coisa, que na minha opinião é o que todos os humanos devem saber de Deus, Deus não mata, não castiga, não faz nada relacionado ao fazer o mau, nada do tipo, mesmo que muitos de vocês desejem o mal dele, ele se quer sente ódio de vocês por isso, só os quer bem - ela falava aquilo com os olhos cheios dágua - é o erro que todos vocês cometem, mas quem sou para culpa-los, se o próprio Deus não os culpa, não vou ser eu que irei faze-lo, quem trouxe toda essa discordia para o mundo que vocês vivem foi aquela desgraçada, juro pela minha benção que se a encontrasse ...
- Calma, não iria fazer nada - Seika colocou a mão no ombro da Mitsu - é isso que ela quer, que fiquemos com ódio dela.
- E quer que eu sinta o que Sei? Quer que eu fique feliz por ter sido umainutil no momento em que meu próprio Pai mais precisava de mim? - Mitsu se levantou do sofá e saiu da sala.
- Deixe-a Monarca - Hoshi ia se levantar para acalma-la, mas foi interrompido pela Hana - não adianta, ela é tão instável quando a mente de todos vocês, é a mais próxima de Deus, tem em mente do que ela é responsável?! Ela tem que aguentar ouvir tudo que todos pensam ainda ficar encarregada de Cuidar de tudo por Deus, aqui na Terra, é a Líder.
- Como assim mais próxima de Deus? - ele se sentou novamente.
- Deus tem todos os nossos poderes e muito mais, mas ela tem o mais poderoso dos poderes, e evoluíu em uma velocidade tão surpreendente que não sabemos nem o nível que se encontra - Tenma o colcou os pés em cima do sofá.
- Somos fortes, disso tenho certeza - Hana sorriu - mas nenhum de nós consegue manusear a matéria bruta e a matéria inexistente, ela pode desintegrar tudo com uma conrrente elétrica sináptica.
- Com o que ? - ele não tinha entendido nada que Hana havia dito.
- Com impulsos eletricos no cérebro dela, aliás, os impulsos que eram pra ser elétricos, não existem são só impulsos, não sei explicar direito só ela mesmo - Hana cruzou os braços.
- Impressionante - ele estava facinado com aquilo tudo que ouvia - estou, facinado com todas vocês, são tão impressionantes, e tão .. - os olhos dele brilharam e as meninas riram.

Himitsu [C.08]


                  Cap. 08 - A Guarda Real


- Desculpem - ela "apagou" o cabelo.
- Antes de tudo, já deve ter ouvido de algum de seus ancestrais meu nome, Monarca - Mitsu sentou-se em uma cadeira que havia sido preparada especialmente para ela - uma lenda que nunca havia sido revelada totalmente, deve ser mais ou menos isso que você ouviu.
- Sim, mas o que essa lenda tem haver com você - Ele a fitava cuidadosamente, cada detalhe de sua pele e de sua "personalidade".
- Mitsu, foi a única das bençãos que voces ouviram falar, mas haviam mais outrs 7, que aqui se encontram - ela mostrou cada uma das meninas, todos estavam com os olhos arregalados vendo aquilo tudo, sem acreditar que a Lenda realmente era real.
- Somos frutos do desejo do ser que voces chama de Deus Hoshi - Seika se aproximou da mesa onde todos estavam - temos o dever de proteger coisas ou pessoas que achamos importantes aqui na Terra, esse é o nosso dever.
- Voces são Shukufuku ? - ele sorriu, nunca havia pensado que essa lenda era real.
- Como nos provam isso? - Um oficial que estava sentando perto delas a fitou.
- Acho que somente nossa existência já prova isso, como prova que Deus existe humano ? - Ayame o fitou, quando percebemos que o cabelo dela era parcialmente formado de moléculas de pagua sobre todos os fios - acha que congelar o cabelo ou alguma parte do corpo, ter o corpo todo em chamas, ou poder entrar dentro dágua e não morrer é algo comun? - ela permaneceu séria - acha que isso já não uma prova ?
- E como nós não sabemos que voces podem ser Demônios Ayame? - um soldado disse aquilo com um certo medo, mas falou, sabia que se fossem demônios não iriam fazer nada com o Senhor ali.
- Boa pergunta soldado - Keiko sorriu.
- Acha que mesmo se fossemos Demônios, e se fossemos más, não ja teriamos matados todos voces? - Sumi respondeu, sua voz era bem calma e muito baixa, era a mais timida de todas e a mais séria também.
- Realmente - o mesmo soldado que perguntou pensou bem e se calou.
- E ai? O que me diz Senhor? - Mitsu sorriu.
Na mente do Monarca, a única coisa que ele tinha certeza era de que não queria deixar Mitsu ir embora novamente, era só isso que ele queria, um sorriso surgiu no rosto da mesma.
- Ainda lembra que eu sei ler mentes não é Hoshi? - Ela corou e o Monarca ficou sem jeito quando lembrou disso - mas sua resposta por favor - ela riu baixinho.
- Estão aceitas - ele sorriu e se levantou da cadeira, foi até Mitsu e a fitou - Minha guarda Real.
- Como vai se chamar Senhor? - todos os outros soldados e oficiais se levantaram das cadeiras.
- Himitsu - ele sorriu, Mitsu se levantou e o abraçou.
- Não irá se arrepender Senhor - no instante em que ela o abraçou o mesmo corou.
- Voces 8 podem me chamar pelo primeiro nome, não permito que seres tão perfeitos e principalmente filhas de meu Deus me chamem com tanta autoridade, se sou eu devo chama-las assim - aquilo tinha as deixado sem graça.
- Mas chame-nos pelo nome Hoshi-kun - Keiko sorriu.
A noite permaneceu bem clara com a Luz da Lua, e todos foram para os seus aposentos, Ryo, o mordomo do Monarca, mostrou a todas seus devidos quartos, mas já o Monarca foi diretamente para o seu quarto, estava exausto, tinha que descansar, porque na próxima semana tinha vaárias reuniões a comparecer.
- Hoshi - quando o Monarca estava entrando em seu quarto, uma voz surgiu no ar, mas não em sua mente, mas no corredor escuro, e logo se aproximou da janela que estava do lado da porta do quarto do Monarca, era Mitsu - Obrigada por nos aceitar.
- Não Mitsu - ele soltou o trinco da porta e sorriu - eu que agradeço a você, obrigado por me escolher, não sei o que seria de mim, um homem tão indefeso, mas com tanto poder nas mãos, sem pessoas ou seres que me protegessem. 
Ela sorriu, ele a abraçou.

Himitsu [C.07]


                     Cap. 07 - A verdadeira Verdade


Depois disso tudo, 250 anos se passaram, muitos governantes passaram pelo Japão, mas ela nunca morreu, permeneceu defendendo quem achava que devia defender.
Hoje governa uma outra família, Takahashi, com seu herdeiro do trono que nascia no exato momento em que Mitsu sentia que devia defender aquele pequeno ser, ela correu para ver seu nascimento e mais uma vez se emocionou.
O Herdeiro de chamava Hoshi, um garoto de cabelos negros e olhos azulados, pele branca como a da maioria dos Monarcas, ele cresceu seguro e muito bem educado enquanto seus pais ainda eram vivos, mas quando seu pai morreu, ele teve que assumir o lugar de seu pai com 16 anos, dessa vez o Monarca gostava bastante de política, gostava de mandar, mas tinha um pequeno problema, ele era indefeso de mais, e a cada ano que passava as tropas reais, o Xogunato, se tornava menor.
Isso era o que mais o preocupava, então em uma manhã de neve intesa, ele resolve convocar seus melhores soldados e outras pessoas importantes para ouvir o que ele tinha a dizer.
- Preciso de uma guarda particular - ele entrou elegantemente e com pressa dentro do salão onde todos estavam reunidos e se sentou na poltrona principal - o que voces sugerem?
- Temos os melhores soldados de toda a Ásia Senhor! - um de seus soldados foi o primeiro a falar.
- Mas voces existem não para proteger somente a mim, mas também a meu povo, como posso passar confiança e segurança para todos se não existe nada que os proteja soldado?! - ele sempre tinha uma resposta muito bem formulada na boca, pronta para ouvir a pergunta.
- Junte os melhores dos melhores e separe 8 para sua guarda - o capitão sugeriu.
Aquilo havia deixado o grande salão em silêncio, todos estavam pensando no que fazer ou em quais eram os melhores dos melhores.
- Posso ajudar? - da enorme janela surgiu a bela moça de longos cabelos roxos, com seu longo vestido branco que se confundia com a macia pele de seu corpo, ele andou até uma cadeira que sobrava, a de um soldado que não pôde comparecer ao chamado de seu Senhor pois estava fazendo a guarda do castelo.
- E você quem é? - o Monarca gostava bastante de intimidações e desafios.
- Mitsu - aquele nome fez todos os que estavam ali se assustarem, não se ouvia esse nome a muito tempo - ou como voces chamam, a luz da lua, não entendo porque esse nome, mas gostei - ela riu.
- E o que você sugere Luz ? - ele sorriu sutilmente, com um ar de desafio.
- Me deixe fazer sua proteção - ela passou a mão delicadamente sobre os finos fios de cabelo.
- Uma mulher? E só você? - ele riu baixo.
- Quer 8 ? 
- Sim! - todos os que assistiam aquilo ficaram intrigados, parecia um duelo.
- Pois me dê duas semanas, trago os melhores dos melhores para fazer somente sua proteção, são seres que estaram dispostos a jogar sua vida a morte em vez da sua Hoshi - ela se levantou da cadeira e foi indo para a janela novamente, se virou e sorriu - não esqueça, daqui a uma semana eu chego com seu exército particular ... Monarca - logo ela desapareceu.
O Monarca sorriu e se levantou da cadeira.
- Obrigado por comparecerem homens, agora voltem ao trabalho! - o Ryoji estava na porta do grande salão esperando seu Senhor para acompanha-lo a um lindo baile na casa do Império vizinho, como eram bem pontuais, sairam 2 horas antes.
Hoshi entrou em sua carruagem particular e foi indo para o castelo do outro Monarca.
Muitos comentários foram ouvidos na festa, comentários maldosos que diziam que o Monarca tinha aceitado uma desgarrada no seu reino, e que ele teria deixado a mesma interromper a sua reunião, alguns dos importantes que ali estavam acharam aquilo um abuso a sua autoriadade, mas se o próprio Monarca não reclamou, quem será ele para reclamar de tal autoridade.
Mas o Monarca tinha um bom humor, e não se interressava em comentários sobre seu poder ou sua personalidade, apenas foi lá para curtir a festa, da melhor maneira possível.
Lá estavam pessoas realmente importantes na política, mas Hoshi não queria saber de política na festa, estava realmente interessado em saber quem realmente era Mitsu, a garota não saia de sua mente, literalmente.
Quando a festa chegou perto do fim, a carruagem do Monarca tinha sido pronta para seu retorno ao Castelo, e logo foi a caminho da volta.
O Monarca somente via a enorme Luz cheia que iluminava o seu caminho, com o céu sem nuvens, aquilo o trazia nostalgia de quando era pequeno e ainda viva com sua família, uma coisa que ele gostava acima de tudo que já teria acontecido na sua vida.
Depois daquilo, 2 semanas já haviam se passado, e cada segundo que passava Hoshi ficava mais nervoso, pensava mil e uma coisas, de quem era a Garota até como ela conseguiria formar uma guarda particular para ele, e como iria defende-lo.
A Noite caiu sobre o estrelado e iluminado céu da principal procíncia do Japão, e o Monarca reúniu novamente seus melhores soldados e seus oficiais no grande salão verde, conversaram como iam fazer sobre a guarda, mas o que o Monarca queria realmente era vê-la novamente, esperava cada segundo ancioso.
Mas parecia que ela não viria ao encontro e comprir a sua promessa à pessoa mais importante da Ásia. Estava perto da reunião acabar, todos estavam impacientes quando a janela se abre, todos a olham atentamente esperando que Mitsu aparecesse.
- Boa Noite senhores - surge uma mulher com longos cabelos pretos e olhos azulados, com uma longo vestido preto com detalhes em prata, era linda, e ao mesmo tempo vulgar, mas aquilo não intimidou os homens que ali se encontravam - ela realmente conseguiu, mesmo se nós falassemos "NÃO" ela poderia muito bem controlar nossa mente e ... - ela suspirou - estariamos aqui de qualquer maneira, então não importa.
- Verdade Sei-chan - um pouco depois surgiu outra, com longos cabelos louro com detalhes em verde, olhos esverdeados, usava um longo vestido vermelho bordado em seda.
- Onde estão as outras? - a mulher de cabelo preto fitou a loira.
- Estão vindo aí - ela passou e mão entre os fios loiros.
Logo entraram mais 3 garotas, uma ruiva bem menor que as outras, com olhos negros como uma ónix, usava um vestido menor vinho, outra com um cabelo curto castanho, com olhos da mesma cor e vestido branco com um pequeno sobre-tudo vermelho, a ultima que surgiu era loira com olhos azuis, tinha alguns desenhos no corpo, usava um pequeno vestido amarelo.
- Falei que ia chegar, não falei Monarca? - Mitsu surgiu, estava mais linda do que nunca, com um vestido branco bem curto, mas estava simplesmente linda, sua presença fez o Monarca sorrir de felicidade - Desculpem a demora, mas é que tive que trazer as 8, e não foi nada fácil, e ainda estão faltando 2 - ela olhou para a janela e surgiram duas garotas com cabelos azuis, eram muito parecidas, mas muito diferentes ao mesmo tempo - Como voces já sabem, sou Mitsu.
- Essa é Seika - a garota Loira com o vestido vermelho começou a falar depois da Mitsu, ela foi ditando os nomes e mostrando quem era quem, logo apontou para a Garota de cabelo preto - Tenma - em seguida para a menina Loira menor que surgiu nesse mesmo instante, tinha um cabelo curto loiro e olhos azuis - Ayame - apontou para uma das garotas de cabelo azul - Sumi - logo apontou para a outra de cabelo azul - Keiko - a pequena garota de cabelo castanho - Hana - o mais impressionante nela, eram os detalhes dos desenhos em seu corpo - e Eu sou Rei.
- Boa Noite - o Monarca permaneceu sentado em sua poltrona olhando todas elas - como acham que vão conseguir me proteger?! - aquilo tinha soado como um desafio nos ouvidos de Tenma, ela sorriu e estalou os dedos suavamente, no mesmo instante um ar quente pairou no ambiente e seu cabelo começou a pegar fogo, aquilo tinha deixado todos os homens que ali estavam surpresos, nunca tinham visto um cabelo pegar fogo.
- O que conversamos sobre isso Ten?! - Seika a fitou, parecia furiosa.

Himitsu [C.06]


                     Cap. 06 - O Inicio de tudo


Deu meia noite, e o Monarca não tirava os olhos do longínquo Farol que nunca era apagado, o farol que avisava as embarcações de noite, que alí havia terra. 
Ele vestiu uma roupa bem pesada e quente, fazia muito frio e ventava muito forte, e se dirigiu para o Farol, pegou o caminho mais escondido para que os seus soldados não pudessem o achar.
Quando chegou em frente ao enorme farol o fitou inteiro.
- Li Tokugawa? - a mesma voz que havia falado em sua mente, agora podia ser ouvido pelo ouvido do Monarca, ele virou e viu a garota, agora já crescida, Linda, olhos roxeados da mesma cor de seus longos e finos cabelos, que eram jogados longe por causa do vento forte, vestia um pequeno vestido com um sobretudo preto aberto, com duas sandalhas bem sujas - então você veio - o seu sorriso era simplesmente lindo, o perfume que inalava de seus cabelos era o que mais chamava a atenção de Li, cheirava a algo que nunca havia sentido o cheiro, era doce, e lembrava sua mãe.
- Você é ... Mitsu? - Li pareceu um garoto bobo apaixonado falando pela primeira vez com seu amor.
- Sim, Mitsu Higurashi, filha de sua mãe - ela sorriu
- Filha .. da minha mãe? você é minha irmã?! 
- Sim, não sabia? pensei que Ieyasu havia lhe contado - ela se aproximou dele - venha, iremos para um canto onde não vão nos encontrar - ela sorriu e puxou subtamente o braço do Monarca, e os dois começaram a correr floresta a dentro, até que pararam em frente a uma caverna, cheia de pedras de várias cores.
- Como o seu cabelo é roxo? - era isso o que mais o deixava confuso.
- Nasci com ele assim - ele ouviu a voz dela em sua mente e se assustou, ela o fitou e riu.
- Você ... o que foi isso? - eles entraram dentro da caverna e foram se sentando no chão.
- Poderes, posso controlar qualquer coisa com a mente, e posso ler seus pensamentos, me comunicar pelos pensamentos, resumindo, posso fazer tudo que eu quizer - ela riu e corou.
- Você é linda ... - Li não conseguia tirar os olhos dela, era como uma flor Roxa, bem delicada e meiga, ela ao ouvir isso o olhou no fundo dos olhos e riu.
- Posso ler seus pensamentos esqueceu? - continuou rindo.
- Ahn? - ele corou e riu junto com ela.
- Tudo que o seu pai lhe contou era verdade, apesar de lhe dizer que isso tudo apenas era uma lenda, fui eu que sempre esteve aqui lhe protegendo de tudo, um pedido de seu pai ao morrer, sempre estive aqui, perto do seu quarto, ouvindo tudo que você pensava, vendo tudo que você fazia - ela olhou para o céu que ainda podia ser visto na entrada da caverna.
- Tudo?? 
- Sim.
- Mas um duvida ... como sua mãe lhe teve se ela era virgem Mitsu? 
- Mii, pode me chamar de Mii - ela sorriu - sou uma entidade, um ser que veio dos braços do ser que você chama de Deus, ele é meu Pai.
- de Deus? - ele ficou surpreso ao ouvir aquilo.
- Sim .. de Deus, minha mãe achou que era uma maldição no inicio, mas meu Pai conseguiu explicar tudo para ela, sou uma benção de Deus, que veio para a Terra para manter a Paz sob a Terra, e controlar os humanos se algo der errado.
- Mas meu pai disse que existiam mais de você ...
- Não mais de mim - ela riu - não sou um animal que nasce um igual ou algo assim, ou um objeto Li - ela o fitou e corou - existem mais de nós, somos bençãos de Deus, é isso que somos, Shukufuku.
- Shukufuku? - ele sorriu - que bom saber que são seres do bem.
- é sim - ela riu - vim para proteger, o homem que mudará a história do mundo, cada uma de nós está encarregada de proteger um ser que tem uma alma pura, e eu fui encarregada de você, Li - ela pegou na mão delicada do Monarca, e sua mão era gélida, pele branca como a neve, ela ergueu sua mão e a beijou - Sou sua guardiã, estou aqui ...
- Para guardar o segredo do estado .. e não a mim Mitsu - ele fitou o nada, e começou a ficar triste.
- O .. Segredo ? - aquilo a havia deixado intrigada, como ele sabia do segredo?! e o Monarca havia percebido sua reação - não, vim aqui para cuidar de você.
- Sei .. você veio proteger o segredo.
- E você sabe qual é?
- Não .. e sinceramente? esse segredo já causou tantas mortes, que prefiro não saber - ele suspirou.
- Vim para lhe proteger Li - ela sorriu e beijou a maçã do rosto do Monarca - você.
Os dois passaram o resto da noite ali, conversando e rindo, se divertindo, o Monarca nunca havia se divertido tanto desde que virou governate.

Himitsu [C.05]


                            Cap. 05 - O Espelho


O Antigo Monarca faleceu, uma semana de luto, pairou no ar da principal provincia do Japão, o povo estava triste, o principal Monarca da história havia morrido tão cedo.
Mas agora, Li iria governar o Japão, as esperanças do povo japonês, ainda não tinha ido embora totalmente, Li era tão bom homem e belo quanto seu pai, pelo menos era o que todos esperavam, sua beleza também era muito cobiçada pelas mulheres, ele assumiu o poder com 17 anos, um garoto ainda.
Seus irmãos foram mandados para outras provincias do Japão, para manter a presença do governo de Li em peso, mas ele, continuou em seu enorme e rico castelo, toda sexta-feria ele preparava uma enorme festa para a realeza japonesa, com comida farta e tudo que eles tem de direito.
Em um dia, depois de uma festa muito cansativa ele resolve entrar no antigo quarto de seu pai, senta-se sobre a cama, que depois de sua morte, nunca havia sido movida ou usada. Observa todos os lados do quarto, e todos os detalhes, lágrimas escorrem de seus claros e delicados olhos, e um sentimento veio em seu coração, saudade.
Li deita-se sobre a cama e olha para o teto, que havia um espelho do tamanho da cama, seus olhos não viam outra coisa a não ser um Monarca que nunca seria um terço que seu pai foi, não sabia anda sobre gorverno ou política, e não se interressava por tudo isso.
Passou a mão no rosto e suspirou, fechou os olhos por alguns segundos, e ouviu uma voz, mas não conseguia distinguir o que a voz dizia, logo abriu os olhos, olhou para os lados e não viu ninguem, sua respiração ficou mais forte, e o medo vinha com toda a força.
- Mitsu ... - era uma voz suave, feminina, e para ele muito familiar, apesar de não conviver com muitas mulheres a não ser suas irmãs e suas empregadas - Mitsu ... - a voz falou novamente.
- Quem está ai? - ele levantou da cama e foi até a porta, a abriu e não viu ninguem, apenas a luz do sol iluminando o corredor que terminava na escada.
- Mitsu ... espelho .. - Nesse mesmo instante, ele fecha a porta e olha para dentro do quarto novamente, estava com medo - Espelho ... Li.
- Espelho? o que quer dizer com isso? - ele não parava de olhar para os lados, com muito medo, e percebeu que no quarto só havia um espelho, em cima da cama de seu pai, ele foi até a cama e olhou atentamente para todos os detalhes que formavam a estrutura que sustentava o espelho e o mesmo, não notou nada de estranho, subiu em cima da cama.
- Encoste - a voz pareceu está mais próxima dele.
Ele ergueu a mão e encostou no espelho, passou a ponta dos dedos nas extremidades da estrutura que sustentava o espelho, e quando passou sob uma parte de ouro que parecia abrir se assustou, logo uma pequena porta se abriu e caiu um papel, amarelado e muito velho.
Ele se sentou na cama e pegou o papel, olhou para os lados e não viu ninguem, o abriu.
" Antes de minha morte, vi o que eu gostaria de ver, meu filho, quando ler isso, quero que saíba que ela não está morta, ela pode ler ou falar em seus pensamentos filho, procure-a, nem que precise ir até os confins do mundo, mas ache-a, ela é o maior tesouro que um homem pode ter, é um ser mágico! procure-a filho, lembre-se da lenda que eu já lhe contei, Mitsu ... A mente.
                                                          Tokugawa Ieyasu."
- Pai - aquilo o surpreendeu - Mitsu! Mitsu! - ele chamava o nome desesperadamente - Cade você?!
Nada era ouvido, ela não o respondia mais.
- MITSU ! - quando realmente percebeu que não seria ouvido, parou de falar, passou horas sentado na cama de seu pai, com a carta em suas mãos, logo uma brisa entrou pela janela e fez o papel cair de suas mãos, foi quando viu que havia esquecido de ler uma parte.
Quando terminou de ler arregalou os olhos, ficou tão pálido que parecia ter morrido, seu belo rosto estava tão assustado que parecia ter visto um fantasma.
- O ... Segredo ... - ele guardou a carta ao ouvir alguém abrindo a porta e tentou parecer melhor.
- O Senhor está bem? - era o mordomo, Ryoji.
- Sim Ryo, estou bem - Li se levantou da cama e foi indo na direção da porta.
- Parece pálido Senhor
- Estou me sentindo muito bem - ele sorriu e saiu do quarto, mas com a experiência de Ryoji, ele sabia quando as coisas não iam bem.
No mesmo dia, Li reuniu seus melhores soldados e os mandou procurar por essa menina, mesmo que isso fosse um desafio impossível, ele não iria desistir, isso era sua qualidade mais importante.
Passaram-se dias, e nada era achado, nenhum vestigio da garota, pelo menos no Japão não, ele mandou soldados procurarem nas fronteiras, em qualquer lugar, mas nada foi achado, ninguem parecido com ela, que era uma coisa muito dificil, pois ela possuia cabelos roxeados e muito longos.
Li estava ficando louco, tinha que encontrar aquela menina de qualquer maneira, não importava como, meses se passaram e as buscas acabaram, os soldados procuraram em cada metro² de chão que tinha no Japão. Ela não foi achada.
O que era mais vergonhoso para um Monarca, ser um governante que só gasta dinheiro com festas e bebidas, ou procurar alguém com milhares de pessoas ao seu favor e não achar.
- Senhor, desculpe interrompe-lo - Li estava sentado em sua cadeira, adimirando o céu, o soldado chegou e se ajoelhou, Li não prestara atenção no soldado - Mais de 3 provincias no Leste estão sem comida a meses, ou mesmo sem água, estamos passando por tempos dificies Senhor, eles dizem que se o Senhor não agir, iram se revoltar contra o governo!!
Mas o Monarca nada respondeu, permaneceu calado, observando o céu, sem emoções aparentes, apenas ... observando.
- Senhor ! - o soldado ficou mais alterado.
- Ah perdão soldado, o que dizia?! - ele o fitou.
- O Senhor está bem ? - o soldado percebeu que algo o incomodava.
- Diga soldado, o que lhe aflige? - ele sorriu levemente.
- 3 de nossas provincias no Leste estão sem comida à meses, até mesmo sem água, o que fará?!
- Levem o maior número de comida que precisarem de nossas plantações, não podemos deixar nosso povo com fome, estou certo? - ele sorriu, e aquilo deixou o soldado com um sorriso maior ainda no rosto.
- Sim .. Senhor ! - ele correu para avisar aos outros a decisão do Monarca.
Logo depois que o soldado partiu, Li continuou a observar o céu, com a mente vazia.
"- me encontre a meia noite no farol azul, Li" - aquilo soou dentro da sua cabeça, e o animou, ele sorriu, e esperou que aquilo tivesse sido entendido pela garota.

Himitsu [C.04]


                          Cap. 04 - A Virgem


O Dia amanheceu nublado, chovia pouco, mas fazia muito frio, o Monarca acordou bem cedo e tomou seu banho matinal, vestiu as roupas mais quentes que ele tinha e foi para o salão principal, onde passava a maior parte do dia.
- Bom dia Senhor - Ryoji abriu a porta do grande salão para o Monarca passar, ele entrou elegantemente e se sentou na primeira cadeira que viu, e começou a tomar seu café da manhã, ouviu a voz de uma mulher e sorriu.
- Não matei ... - Hanabi entrou dentro do salão, furiosa e quando o vi comendo, se assustou e foi voltando, para não o atrapalhar, apesar de tudo ainda era o seu Monarca.
- Volte, minha convidada, pode comer comigo - ele sorriu suavemente, ela com muita vergonha foi indo se sentar na cadeira mais longe dele, apenas tomou um copo de saquê - Esse vestido ficou lindo me você - o Senhor tinha mania de elogiar as mulheres que ele gostava, mas dessa vez ele não tinha elogiado atoa, ela era linda, seu rosto, um tipico rosto Japonês, pele tão fina e tão branca quanto a neve, ela corou.
- Obrigada Senhor - ela sorriu pouco.
- Está pronta para conversarmos depois Hanabi? - ele a fitou, aquilo a deixou nervosa.
- Sim Senhor, desculpe pelos meus modos ontem, estava furiosa, não sabia o que havia feito para me pegaram no meio do nada.
- Desculpe os mal modos de meus soldados, não são acostumados a conviver com mulheres - ele sorriu e mordeu uma uva, a fruta preferida do Monarca - porque quando eu falei do símbolo você fez aquela expressão ?
- O Triangulo, foi o causador de tudo - no rosto delicado dela, se formou uma expressão triste, parecia lembrar de algo ruim que aconteceu.
- Desculpe lhe fazer lembrar de histórias ruins - ele se levantou da poltrona e foi para o enorme sofá que estava virado para as enormes vidraças do comodo.
- Até hoje, ninguem descobriu, como .. ou quem são essas pessoas. - ela se levantou e sentou em um estofado mais longe dele.
- Essas? - ele a fitou - existe mais de uma?
- Sim, são pessoas com poderes estranhos, sobre humanos, ninguem sabe de onde vem esses poderes.
- Mas ela era sua filha Hanabi, como você não sabe de onde ela veio?! - ele pareceu intrigado com aquilo.
- Ela veio de meu ventre, disso eu tenho certeza, mas Senhor, sou virgem. - ao ouvir aquilo o Monarca ficou espantado e ao mesmo tempo intrigado mais ainda, como uma mulher poderia ficar gravida sem a participação do homem?! - nunca tive relações sexuais com ninguem .. não sei como isso aconteceu, acordei uma manhã, e .. estava gravida.
- Como? - ele sorriu, aquilo soou engraçado.
- Só .. não sei - ela fitou o nada.
- Intrigante ... e ao mesmo tempo estranho - ele relaxou no sofá - e como ela nasceu? 9 meses normais?
- Não ... foram 4 meses demorados e doloroso 
- 4 ? - cada vez ficava mais estranho.
- Sim, 4 ... não sei como, ela nasceu linda, perfeita, como eu viva só, não tinha para quem contar aquilo, e as pessoas que viviam na vila, contei que tinha viajado .. para longe e por isso não viram o começo e o pai morreu em combate - ela o fitou, parecia triste.
- Pensou rapido Hanabi - ele sorriu - mas ... como isso pode acontecer? e como você sabe que existe mais de uma ?
- Porque a 2 meses atraz, eu viajei com Mitsu para o distrito do Norte, custou mas chegamos, ficamos la por 2 semanas, Mitsu fez amizade com uma garota, Muito bonita loira, olhos azulados, parecia até da realeza Japonesa, se chamava Rei, fez amizade tão rapido, que me assustei de inicio, ela não tinha mãe, ela havia sido assassinada por uns homens de lá, nunca descobri porque, mas vi ela usando um poder, podia controlar o quanto as plantas podiam crescer, foi assustador e ao mesmo tempo lindo - o Monarca ouvia aquilo com os olhos brilhando.
- Controlar as plantas? - ele sorriu.
- Sim, não estou mentindo Senhor, não mentiria para o Senhor - ela sorriu, foi a primeira vez que havia brotado um sorriso daquele rosto, e sem duvidas, para o Monarca era o mais belo de todos, ele se levantou de seu sofá e sentou ao lado dela, ela parecia nervosa de mais para falar algo.
Eles so olharam por um longo período, o sorriso não saia do rosto dela, era lindo, delicado, o Monarca passou delicadamente a mão sobre a pele macia da maçã do rosto da linda moça, o cheiro que vinha dela, era o melhor cheiro que ele ja havia sentido, um cheiro muito bom.
Ela fechou os olhos ao sentir a macia mão do Senhor tocar seu rosto, e sorriu novamente.
- Você é mais linda ainda quando sorri - ele não iria conseguir resistir ao lindo encanto que ali estava - levou a mão até o seu pescoço e sentiu o macio e fino cabelo enroscar entre seus dedos, e ela sorriu novamente - O ser mais perfeito feito por Deus - ele se aproximou dela e beijo suavemente sua boca, o labio quente que tocou com o labio frio dele, formou um sentimento tão bom, que eles ficaram daquele jeito por alguns segundos.
Quando as duas bocas pararam de se tocar, os olhos se encontraram e dois sorriso se formaram, o Monarca finalmente havia encontrado a mulher de sua vida.
Um ano depois, eles se casaram oficialmente, e uma das mulheres mais pobres e a mais belas de todo o Japão se tornou a 1ª Dama do Monarca, 4 anos depois, vieram duas filhas gemeas, lindas. Cinco anos depois veio um homem, alto, cabelo prata, olhos verdes, pele branca, tão elegante quanto o pai.
Já o Monarca, nunca havia esquecido de seu sonho, encontrar a filha da virgem, a garota que havia despertado todo o sonho dentro de uma homem cheio de esperanças.
Quando ele completou 50 anos, já tinha 10 filhos, 6 mulheres 4 homens, Li o filho mais velho iria se tornar o próximo Monarca quando seu pai falecesse.

Himitsu [C.03]


                           Cap. 03 - A Mulher


No outro dia, o Monarca acordou bem cedo, tomou um banho bem quente e vestiu as melhores vestes que haviam em seu gigantesco guarda-roupa, foi descendo as enormes e longas escadas do castelo, e entrou no salão principal.
- Onde está minha convidada?! - ele abriu a porta com um enorme sorriso no rosto, quando o soldado mostrou sua cara de tristeza, aquilo deixou o Monarca sem reação - Onde está ela soldado?
- Encontramos ela morta senhor - o rosto do soldado era de uma tristeza sem fim, porque havia visto seu rosto de felicidade e para os soldados do Monarca, o que os deixava mais feliz era a felicidade de seu Senhor.
- Morta?! - aquilo havia sido um "shock" para o Senhor - como ... morta?
- Não sabemos ao certo senhor, entramos em sua pequena casa, e lá estavam o corpo de sua mãe decaptada e o corpo dela ... apenas com uma marca na testa - ele pegou uma folha que estava em cima da mesa central do salão e mostrou para o Senhor, ele correu para ver a folha mais de perto.
Era um símbolo estranho para o Monarca, totalmente sem sentido, ele não fazia a minima ideia do que poderia significar um simples triangulo.
- Um Triangulo? - ele virou a folha, olhou mais de perto, mas não viu nada de especial naquilo - tem certeza que era isso que havia lá?
- Sim senhor, tenho certeza! - ele permaneceu imóvel ao lado do seu Senhor - Perdão senhor, Perdão.
- Não fizeram nada de errado soldado, apenas acharam o trabalho de alguém cruel, como podem fazer tal maldade a uma pequena criança? - o Monarca se irritou - como os seres humanos são terríveis e ingratos, fazemos tudo que pedem, damos de tudo do bem e do melhor, e é isso que fazem ... - ele abaixou a cabeça, ficou mais triste ainda e foi saindo amargurado do salão.
- Senhor há algo que possamos fazer para ajuda-lo? - o soldado teve uma boa ideia, mas o Monarca não parou de andar, até que entendeu o recado de seu subordinado.
- Sim soldado, há sim - ele se virou e sorriu - vasculhem absolutamente tudo, e procurem quem fez isso a uma pobre criança!
- Sim Senhor - o soldado saiu de dentro do salão com um sorriso no rosto.
- Não irei puni-lo, mas se ele a matou é porque sabe de mais coisas, como é bom ter soldados inteligentes - ele riu alto e foi tomar café da manhã.
A Tarde caiu no dia da morta da garota, de tão triste que o Monarca ficou, resolveu ir dormir durante esse período de tempo que o afligia, deitou-se em sua cama e fechou os claros e delicados olhos.
Fechou sem medo de sonhar, como sempre fazia.
Não demorou muito para a imagem da menina se projetar em sua mente, ela corri em uma enorme plantação de trigo, com um céu muito azul, e o sol brilhava intensamente, sorridente e com vestes bem limpas e bonitas, seu longo cabelo roxo voava contra o vento.
" Ao longo caminho de trigo, o ser mais puro irá encontrar a bensão do Senhor, ao longo caminho que a luz do Sol forma, o segredo irá se revelar, e o mais forte padecerá sobre os pés de Deus. "
Ao ouvir isso, o Monarca acordou com um susto tão intenso que mal podia respirar, deixou a cama e correu para o salão principal, escreveu a frase e sentou-se na poltrona vermelha com ouro.
- O que houve Senhor? Está tudo bem? - Ryoji correu para ver o que acontecia com seu Senhor.
- Acabei de sonhar com ela Ryoji - ele não parava de ler o papel, apenas lia e relia infinitamente, sem saber o significado daquilo - leia em voz alta isso - ele esticou a mão e entregou o papel ao mordomo.
O mesmo leu, ao terminar não sabia o que havia de errado naquilo, ou se não tivesse, não sabia o que havia de certo ali.
- Trigo .. - sussurrou o Monarca - Sol ...
- O que Senhor? - Ryoji entrou o papel ao Monarca e permaneceu imóvel ao seu lado.
- O que isso tem ligação? O que isso quer dizer? - ele parecia estar ficando louco.
- Senhor? 
- Ah desculpe Ryoji, estava pensando, por favor me traga um xá - ele sorriu e o mordomo logo saiu do salão.
Aquilo não saia de sua mente, ele não sabia o que era. E era isso o que mais lhe deixava intrigado. O Não saber.
- Senhor!! - um de seus soldados foi adentrando ao salão com mais 4 soldados logo atraz carregando uma mulher, de longos cabelos prateados, e olhos tão azuis quando o mar - Achamos a mulher que matou a garota.
- EU NÃO MATEI NINGUEM! - gritou a mulher, logo um dos soldados a estapeou.
- Não faça isso soldado! - o Monarca se levantou da poltrona - não a machuque!
- Mas Senhor .. - o soldado apenas se calou e a soltou.
- Podem sair agora, vou fica bem - A mulher estava muito mal vestida, e muito suja - aproxime-se mulher.
- Hanabi! - ela o interrompeu e foi andando para o lado dele, percebeu que ela não parava de olhar para a comida que estava na mesa ao seu lado.
- Coma, sirva-se - ele mostrou a comida, ela sem exitar sentou-se na cadeira mais próxima ao peru e começou a devora-lo - porque matou a garota?
- Não matei! - ela era ignorante, e falava de boca cheia, mas o Monarca achou engraçado aquilo, e não prestou atenção aquilo.
- E onde ela está? - ele pegou uma uva e mordeu delicadamente, logo um de seus aneis de ouro maciço chamou atenção da mulher, ele riu.
- Não sei.
- E porque meus homens a truxeram até mim? Porque lhe acharam parecida com ela? - ele sorriu e mordeu outra.
- é que ... - a mulher suspirou e se acalmou, logo o Monarca riu - ela era minha filha.
- Sua filha? mas ... - ele ficou confuso.
- Aquela mulher, era uma bruxa - ela deixou a perna do peru na mesa e parou de comer - roubou a Mitsu de mim, fazem dois dias.
- E porque está tão calma mulher, sua filha sou sequestrada, e morta ontem, morta com um símbolo na testa - ele parou de comer uvas, e percebeu que aquilo havia deixado a mulher inquieta - sabe algo sobre isso?
- Po-Porque saberia? - ela voltou a comer feito um animal.
- Não tenha medo de mim mulher, não farei mal algum pra você, não faço mal nem a uma borboleta quanto mais a um ser tão belo quanto você - ele sorriu, seus olhos não conseguiam sair do belo rosto da mulher, logo ela corou, mas não parou de comer - só quero saber, o que é sua filha?
- Não sei.
- Quando nasceu já era daquele jeito?! - ele se aproximou mais, ficou interressado na resposta da mulher.
- Não sei.
- Como ela fez aquilo? - ele parecia sedento por conhecimento.
- Não sei. - ela sem querer mordeu um osso, e aquilo fez sua boca sangrar, o Monarca viu, se aproximou, pegou um pano limpo e começou a limpar o sangue, se aproximou mais do rosto da mulher e sorriu.
- Desculpe, não pude resistir, fiquei tão alienado em saber o que era ela, que esqueci o que está passando, onde mora mulher?
- Não tenho casa, a bruxa destruiu tudo.
- Passe a noite em meu castelo, descanse, tome um banho e durma, amanhã conversaremos melhor - ele terminou de limpar o sangue em sua boca e foi indo tomar banho.
A mulher permaneceu imóvel, rosada, com vergonha dele. E ao mesmo tempo sem acreditar que iria dormir no castelo do Monarca. Ryoji surgiu no canto da sala e a levou para os aposentos dela.

If these wings could fly [C.04]

Cap.04 -O Acidente Quando eu falo que fiquei por muito tempo no telhado, eu não estava mentindo, até peguei no sono, só acordei com...